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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Marcus Pestana: Itamar Franco: ética, espírito público e nacionalismo – O conterrâneo mais ilustre da nossa Juiz de Fora

Itamar Franco: ética, espírito público e nacionalismo

Fonte: artigo do deputado federal, Marcus Pestana* – O Tempo

O conterrâneo mais ilustre da nossa Juiz de Fora

Num tempo em que proliferam escândalos na vida pública e a ação política é ameaçada pela mediocrização e pelo fisiologismo, a morte de Itamar Franco provoca necessariamente uma reflexão.

Itamar Franco foi um daqueles políticos singulares na história do Brasil. Símbolo de ética, dignidade, firmeza, espírito público e nacionalismo. O conterrâneo mais ilustre da nossa Juiz de Fora.

Lembro bem dos meus 10 anos, em 1970, e dos comícios, “santinhos” e principalmente do jingle da campanha que elegeu meu pai na sucessão da Prefeitura de Juiz de Fora com o lema: “As obras não podem parar, Agostinho Pestana depois de Itamar”. Itamar tinha sido eleito aos 36 anos, em 1966, acompanhado de uma nova geração de políticos e técnicos, e promoveu uma administração histórica e modernizante.

Em 1974, após ser eleito para um segundo mandato frente à prefeitura, Itamar teve um gesto de coragem e ousadia – traço que sempre o acompanhou -, ao se desligar do cargo para, em pleno regime autoritário, se candidatar ao Senado Federal pelo MDB. Venceu e fez parte daquela que talvez tenha sido a melhor geração que já passou pelo Senado. A partir daí, participou de forma marcante das lutas pela redemocratização e pela defesa do interesse nacional.

Em 1982, acompanhei de perto sua reeleição ao Senado, já que, aos 22 anos, era candidato a vereador. Essas eleições foram decisivas. O voto era vinculado. Nossa chapa em Juiz de Fora: Tancredo, Itamar, Tarcísio Delgado, José Luis Guedes, Clodsmith Riani. Foi minha estreia eleitoral antes mesmo de me formar em economia. Fizemos barba, cabelo e bigode.

Em 1986, coordenei a dissidência do PMDB em Juiz de Fora a favor da candidatura de Itamar ao governo de Minas contra Newton Cardoso. Pimenta da Veiga liderava essa corrente no plano estadual. Essa foi a semente do PSDB.

Vieram o governo Collor e a crise do impeachment. Itamar assume a Presidência em condições extremamente graves e instáveis. O PSDB é o primeiro a se oferecer para colaborar. Itamar, com serenidade e firmeza, consolida um governo de união nacional. Só o PT, que pensa sempre no próprio PT, não quis participar. Itamar deixa uma herança definitiva: garante a liberdade e assegura a estabilidade econômica através do Plano Real. Gozando de enorme prestígio popular, escolhe e elege Fernando Henrique presidente da República.

De 1998 a 2002, realiza o sonho de governar sua Minas tão querida. E, em gesto generoso, abre mão da reeleição para apoiar Aécio Neves. Em 2010, tem papel decisivo na grande vitória de Anastasia,elegendo-se, pela terceira vez, senador. Nos quatro meses de exercício do novo mandato se destacou de forma absoluta pela exemplar e consistente ação oposicionista.

Itamar Franco deixará um enorme vazio. Mas servirá de firme exemplo para as novas gerações por sua vida dedicada à ética, à pátria e ao povo brasileiro.

sábado, 29 de agosto de 2009

quarta-feira, 20 de maio de 2009

CPI da Petrobras domina debates no plenário do Senado


PSDB defende CPI e rechaça novamente acusações do governo

Brasília (20 de maio)- A instalação da CPI para investigar irregularidades na Petrobras mobilizou o Plenário do Senado Federal na terça-feira (19). O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), debateu o assunto por quase duas horas e rebateu críticas feitas pelo governo federal e por senadores da base de apoio.

Arthur Virgílio classificou de "terroristas" os argumentos usados pelo governo contra a CPI, segundo os quais os papéis da estatal negociados no mercado de ações correriam risco de queda. E o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), leu manifestação do ex-presidente da República e presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, onde ele se diz- em um dos trechos da nota divulgada ontem, repugnado ao "ver a utilização de argumentos de má fé, atribuindo ao PSDB a intenção de privatizar a Petrobras, quando o partido, como qualquer brasileiro decente, deseja apenas saber se há ou não deslizes graves na administração da companhia. Se os há, que sejam apurados, e os responsáveis punidos. Se não, melhor. Em qualquer caso, o que não convém é a continuidade de suspeitas, essas sim, danosas à empresa e a seu valor de mercado".

Leia mais na integra: Portal PSDB

terça-feira, 28 de abril de 2009

Senadora colombiana divulga movimento pela paz em comissão do Senado brasileiro


A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal realiza audiência pública hoje com a presença da senadora colombiana Piedad Córdoba Ruiz, uma das principais interlocutoras do governo daquele país com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc ).

A comissão é presidida pelo senador tucano Eduardo Azeredo (MG). A senadora Piedad permanece no Brasil até o dia 30 para divulgar o movimento Colombianas e Colombianos pela Paz, que defende entendimentos pacíficos entre as Farc e o governo colombiano, visando o resgate de prisioneiros.

Piedad foi indicada para concorrer ao Prêmio Nobel da Paz de 2009 pelo trabalho pacifista que realiza.

Leia mais em: https://www2.psdb.org.br/noticias.asp?id=39717

Matéria publicada: Portal PSDB

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Aécio descarta candidatura ao Senado em 2010


O governador do Estado de Minas Gerais, Aécio Neves, descartou a possibilidade de concorrer ao Senado Federal em 2010, em uma entrevista divulgada nessa quinta-feira. Quando perguntado se deixaria o governo para concorrer a algum cargo eletivo, ele disse que é "algo claro", e que só não deixaria o governo na data limite (seis e meses antes das eleições), caso quisesse encerrar suas atividades políticas. "A possibilidade de eu não sair do governo é no caso de eu encerrar a minha atividade política, porque aí eu não poderia disputar qualquer cargo", disse. Quando cogitado se o Senado seria um plano B, Aécio disse que não trabalha "na vida com plano B". Ele disse afirmou ainda que como potencial candidato do PSDB à presidência do País, observa o desempenho da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius. "Ela sofre uma oposição muito ferrenha, e a expectativa não minha, mas de todo o PSDB, é de que todas essas acusações sejam rebatidas, é preciso também que as acusações venham com provas. Não podemos cair no denuncismo vazio, mas se houver algum indício, acho que ela será a primeira a ter interesse em apurá-lo. É muito importante que isso ocorra. A minha expectativa é que efetivamente possa superar essas dificuldades", disse. Aécio anunciou ainda novas regras de contenção no custeio dos gastos públicos no Estado, em virtude dos caçulos terem sido feito com base no crescimento de 5% do PIB e inflação de 4,5% em 2009, números que não correspondem a realidade econômica em virtude da crise financeira, segundo estimativas de órgãos e agências que fazem esse tipo de levantamento.


Matéria publicada: Redação Terra