sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Anastasia Entrega Veículos Escolares para Municípios Mineiros



O governador Antonio Anastasia, acompanhado da secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, entregou, nesta sexta-feira (23), na Cidade Administrativa, 379 veículos escolares para 379 municípios, beneficiando mais de 13.500 alunos. Os investimentos somam R$ 63,8 milhões, divididos entre o Estado (R$ 13,8 milhões) e o governo federal (R$ 50 milhões).



“Tivemos um aumento de investimento por parte do governo estadual no custeio do transporte escolar, de R$ 80 milhões em 2010 para R$ 145 milhões neste ano. Quase dobramos o valor que repassamos às prefeituras, e sou o primeiro a reconhecer que é insuficiente pelo tamanho da malha rodoviária de nosso Estado. Este ano, estamos investindo R$ 210 milhões no transporte escolar, sendo R$ 145 milhões do Tesouro do Estado para as parcerias com convênios com prefeituras, R$ 15 milhões como contrapartida aos ônibus que estão sendo entregues, que se somam a esses R$ 50 milhões vindos da União, através da emenda da bancada parlamentar federal de nosso Estado”, afirmou Anastasia.

Foram entregues 212 veículos da Iveco Latin America Ltda, com capacidade para 29 alunos e 167 veículos da empresa Man Latin America Indústria e Comércio de Veículos Ltda, com capacidade para 44 alunos. Todos os veículos estarão disponíveis para atender aos alunos no próximo ano letivo.

“Nesses dois anos do meu mandato, investimos R$ 500 milhões do Tesouro do Estado na recuperação, construção e equipamentos para as escolas estaduais. Sabemos que ainda precisamos de mais. Estamos atrás de recursos para investimentos ainda maiores, porque o objetivo é termos de fato uma educação de ponta. Minas já alcançou a nota internacional de 6,0, mas sabemos que ela ainda é pequena perto das necessidades que nós temos”, disse o governador.


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Senador Aécio: Foco da Segurança Deve ser na Prevenção



O senador Aécio Neves (PSDB), defendeu fortes investimentos em prevenção à criminalidade para combater o crescimento da violência.

Aécio lembrou que o dinheiro investido em ações de prevenção traz resultados, dez vezes mais efetivos na redução de atos criminosos, do que os recursos gastos com o patrulhamento por polícias.

O senador citou o programa Fica Vivo!, implantado em Minas Gerais durante sua gestão como governador do Estado. O programa desenvolvido em parceria com a UFMG é focado na redução de homicídios entre jovens nas áreas de maior incidência de violência e tem hoje o reconhecimento da ONU e de autoridades internacionais. O Fica Vivo chegou a reduzir o número de homicídios em até 50% nas regiões em que foi implantado pelo governo Aécio Neves.
                                                                                                
“No Fica Vivo, jovens são ouvidos e recebem atenção de uma rede de profissionais, fazem cursos e são estimulados a conviver em paz uns com os outros. Estudo publicado pelo Banco Mundial/Cedeplar mostra que o gasto para se prevenir um crime violento com este programa é dez vezes menor do que com patrulhamento ativo, tradicional”, afirmou o senador Aécio.






A CPI da Vergonha




Artigo do Instituto Teotônio Vilela (ITV)

Uma Comissão Parlamentar de Inquérito criada sob o estímulo de Luiz Inácio Lula da Silva não tinha mesmo como acabar bem. Mas o que aconteceu na CPI que deveria apurar as ligações do contraventor Carlos Cachoeira com o submundo da política supera qualquer expectativa negativa. O PT transformou a investigação num meio de vingança e, mais uma vez, subverteu um instrumento legítimo de atuação do Congresso.

O relatório final da CPI, apresentado pelo petista Odair Cunha, é um escárnio do começo ao fim. Indicia pessoas que sequer foram ouvidas ao longo dos trabalhos da comissão, ignora políticos aliados cujos laços com negócios espúrios são evidentes e passa ao largo de uma investigação mais séria sobre os dutos que drenaram recursos públicos para campanhas eleitorais de petistas e aliados por meio da empresa Delta.

O relator pede indiciamento de 46 pessoas, com destaque para cinco jornalistas, entre eles o diretor da revista Veja em Brasília, e o governador de Goiás, Marconi Perillo. Também recomenda que o Conselho Nacional do Ministério Público investigue o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Gente como os governadores do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz, e do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, saíram incólumes.

O objetivo do relator com seu texto resta evidente: transformar as conclusões da CPI numa revanche do partido dos mensaleiros pela condenação impingida pelo Supremo Tribunal Federal ao maior esquema de corrupção da história política do país. "Quem não pôde desmontar 'a farsa do mensalão' tratou de montar a farsa de comissão", sintetiza Dora Kramer n'O Estado de S.Paulo.

Todos os algozes do PT estão no texto de mais de 5 mil páginas preparado pelo deputado mineiro: a imprensa investigativa, o Ministério Público, políticos de partidos adversários. Não há novidade: a regra do jogo petista é transformar instituições republicanas em armas políticas - além, claro, de atrasar obras, como vimos nesta semana em relação ao PAC...

Insuflada por Lula, a CPI da vingança foi instalada em 25 de abril, quando o STF já havia marcado o julgamento do mensalão, mas ainda não haviam começado as sessões que magnetizariam a atenção do país e condenariam a passar anos na cadeia a cúpula do PT à época em que o partido ascendeu à presidência da República.

Tratou-se, portanto, de uma tentativa de rivalizar as atenções com o julgamento que, contudo, não funcionou como Lula e seus mensaleiros esperavam. Restou aos desesperados e condenados petistas, além de aliados seus com a estirpe de Fernando Collor de Mello, usar o relatório de Cunha como arma política.

Mas o texto é tão descaradamente desequilibrado e tão acintosamente manipulador que mereceu repúdio unânime da opinião pública e foi alvo de críticas até de aliados do petismo no Congresso e na sociedade civil, como a Fenaj. "A irrelevância já é um final lamentável para a CPI, mas seu completo desvirtuamento será um desserviço ainda maior", adverte a Folha de S.Paulo em editorial.

A mais evidente frente de investigação que deveria ter sido trilhada pela CPI não o foi, por clara escolha do relator e do PT: a apuração da relação entre a Delta Construções, uma penca de empresas laranjas e o desvio de cerca de R$ 450 milhões de dinheiro público, originado do Dnit e de órgãos de diferentes estados e movimentado pelo esquema de Cachoeira para o bolso de políticos que orbitam em torno do petismo.

A CPI comandada pelos petistas simplesmente deixou de investigar 117 empresas, muitas delas fantasmas, que firmaram contratos suspeitos com a Delta, além de não identificar os beneficiários do dinheiro que azeitava as engrenagens do poder na máquina pública federal. O relator também deixou da abordar a revelação, feita em agosto por Luiz Antonio Pagot, de que o Dnit foi usado para levantar dinheiro para a campanha que elegeu Dilma Rousseff em 2010. Não espanta que, apesar de considerada inidônea pelo TCU, a Delta mantenha-se como vice-campeã entre as empresas contratadas para obras federais...

Mas tal manobra governista não passará incólume, já que parlamentares da oposição e independentes deverão apresentar ainda hoje relatório paralelo com conclusões consistentes resultantes das investigações dos últimos sete meses. Ali poderá estar o caminho para se chegar ao dinheiro surrupiado dos cofres públicos e rivalizar com o verdadeiro tribunal de exceção que o PT instalou na CPI do Cachoeira.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Alunos se Preparam para Defender o Meio Ambiente na Capital


Estudantes mineiros se preparam para atuar como educadores ambientais na região Leste da capital. Eles fazem parte do curso de capacitação Guardiões de Quarteirão, oferecido pelo Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), com o apoio das secretarias de Estado de Saúde e de Esportes e da Juventude.

Os 24 jovens – com idade entre 16 e 21 anos, matriculados e frequentes em escolas públicas – participam de oficinas e atividades que abordam a reciclagem de lixo, a sustentabilidade, o consumo consciente, a preservação de recursos naturais, as leis ambientais e o reaproveitamento de materiais para a indústria e os catadores.

As disciplinassão ministradas por profissionais especializados que, além do conhecimento técnico, incluem uma abordagem humanística e reflexiva sobre os temas propostos.

A finalidade do curso é capacitar os jovens para promover a integração entre os moradores em prol da preservação do meio ambiente e da melhoria da qualidade de vida. “A ideia é habilitar os jovens para que atuem como mobilizadores sociais e educadores ambientais onde estão inscritos”, confirma Daniel Dias, coordenador da Escola de Gestão de Resíduos.