sexta-feira, 12 de março de 2010

Andrea Neves escreve artigo para o Valor Econômico e conta a trajetória do avô Tancredo na política brasileira


Fonte: Andrea Neves – para o Valor Econômico

Tancredo de Almeida Neves, cujo centenário de nascimento e a lembrança dos 25 anos de sua morte se dão neste 2010, está entre os atores políticos de maior relevância no Brasil da segunda metade do século XX, bem como entre os que mais foram corajosamente coerentes.

À primeira vista, parecem existir dois Tancredos. Um, extremamente ameno no trato e nas palavras. Outro, corajosamente radical nas ações e nos gestos. A fusão dos dois fez um homem por inteiro. Comprometido, sempre, com a ordem democrática. Absolutamente leal aos companheiros, honrando a palavra que empenhava, transformou-se num interlocutor confiável na cena política durante décadas. E, surpreendentemente, não jogava para a plateia, não buscava os holofotes.

Ele costumava dizer: “Na política, só se lembram de mim na hora da tempestade”. Era verdade. Tancredo assume lugar de importância nacional em 1953. Com apenas 43 anos de idade, foi escolhido pelo presidente Getúlio Vargas como seu ministro da Justiça, considerada a pasta mais importante da época. Havia sido opositor do Estado Novo, advogava para trabalhadores e chegou a ser preso duas vezes no período. Mas considerava que Getúlio, ao ser eleito, ganhara legitimidade popular.

Foi fiel ao presidente até o seu último instante. Na última reunião do Ministério, quando os ministros militares diziam ser impossível enfrentar o golpe que se anunciava e pediam o afastamento do presidente, Tancredo se ofereceu para ir pessoalmente dar voz de prisão aos rebelados. “Mas você pode ser morto”, disse um deles. “A vida nos reserva poucas oportunidades de morrermos por uma boa causa”, respondeu.

Tancredo costumava se lembrar da última noite de Getúlio com emoção. Até os seus últimos dias, dizia que não conhecera ninguém em quem o senso de dever e o amor ao país fossem tão fortes. Lembrava que já se preparava para sair do Palácio do Catete quando o presidente o chamou e lhe entregou a sua caneta pessoal. “Uma lembrança desses dias conturbados”, disse ele. Tancredo guardou a lembrança e quando saía do prédio escutou o tiro com que o presidente se suicidara. Correu aos aposentos dele e ajudou a filha, Alzira, a socorrer o pai. Dizia que os olhos do presidente circularam pelo quarto, passaram pelos dele até se fixar nos da filha. Morreu olhando para ela.

Extremamente abalado, Tancredo chegou para o enterro em São Borja, no Rio Grande do Sul. Fazia muito frio. Oswaldo Aranha lhe emprestou um cachecol que ele guardou, dobrado, na sua gaveta de objetos pessoais por toda a vida. De São Borja, enviou um telegrama ao então governador de Minas, Juscelino Kubitschek, denunciando a ação das forças golpistas. Há quem pense que o suicídio de Getúlio tenha atrasado em dez anos o golpe militar. O ano de 1964 poderia ter chegado em 1954.

Em 1961, a renúncia do presidente Jânio Quadros pegou o país de surpresa. O vice-presidente, João Goulart – ou Jango, como era mais conhecido -, se encontrava na China, e começaram as articulações para impedir a sua posse. Tancredo divulga um manifesto à Nação pedindo respeito à ordem democrática e que fosse garantida a posse do vice-presidente. O ambiente se agrava. Prioritário naquele momento era garantir que Jango chegasse ao país e ao governo.

Diante da irredutibilidade de setores militares, surge a solução parlamentarista. Tancredo vai de avião ao encontro de Jango no Uruguai. Haviam sido, Tancredo e Jango, ministros de Getúlio. A confiança entre os dois havia sido selada na antecâmara de uma tragédia. Em um momento de crise, em que o caráter e a fibra de um homem não podem se ocultar atrás de discursos de conveniência. Por isso era Tancredo – e não outro – que poderia ter entrado naquele avião.

Há quem diga que naquele encontro teria ficado implícita a certeza de que a alma brasileira, se consultada, não trairia a sua tradição presidencialista. Importante naquele momento era garantir que o presidente tomasse posse. Era evitar que 1964 chegasse em 1961. Jango tomou posse. Tancredo foi escolhido primeiro-ministro. Deixou o posto de chefe de governo em 1962 para disputar as eleições para a Câmara dos Deputados. Eleito, se transformou em líder do governo João Goulart na Câmara dos Deputados.

Chegou 1964. O presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, declara vaga a Presidência da República, apesar de o presidente João Goulart se encontrar em solo brasileiro. Diante de uma Casa silenciosamente acovardada, escutam-se algumas vozes e gritos inconformados no plenário. Quem ouvir com atenção o áudio da sessão vai escutar, nesses gritos, as vozes da consciência nacional. Uma voz se destaca: “Canalhas!” Era Tancredo.

Naquela época também deputado, Almino Afonso conta: “Até hoje me recordo com espanto do deputado Tancredo Neves, em protestos de uma violência verbal inacreditável para quantos, acostumados à sua elegância no trato, o vissem encarnando a revolta que sacudia a consciência democrática do país. Não deixava de ser chocante ver a altivez da indignação de Tancredo e o silêncio conivente de muitas lideranças do PSD”.

O jornalista José Augusto Ribeiro diz que, ao sair dessa sessão, o indignado Tancredo deu uma entrevista: “Acabam de entregar o Brasil a 20 anos de ditadura militar!” Enfrentou soldados para se despedir pessoalmente de Jango.

E 1964, adiado tantas vezes, finalmente chegou. O primeiro momento, fortemente simbólico, foi a eleição do marechal Castelo Branco. Tancredo foi o único deputado do PSD de Minas a se abster na votação.

Vieram as cassações. Os inquéritos policiais militares. Nem os ex-presidentes são poupados. Juscelino foi convocado a depor. Não foi sozinho. Tancredo o acompanhou aos depoimentos. Solidário.

Exilado, o talvez mais festejado presidente que o país já tivera, se dirigiu ao aeroporto para deixar o Brasil. Era o ex-presidente bossa nova. Era um ex-presidente da Republica que seguia rumo ao exílio. Três pessoas acompanharam JK até o avião. Duas eram da família. A outra era Tancredo. “Me lembro que a sua foi a última mão que apertei!”, disse Juscelino na primeira carta enviada do exílio.

São anos de um paciente ostracismo para Tancredo.

Morre o presidente João Goulart no Uruguai. O governo militar a princípio se recusa a permitir que ele seja enterrado no Brasil. Começam diversas articulações. Tancredo recusa conselhos e vai ao general Golbery do Couto e Silva: “Ninguém pode negar a um presidente o direito de descansar entre o seu povo!” E, quando a conveniência indicava, de novo, o contrário, lá estava Tancredo em São Borja. Mais uma vez, a memória de Almino Afonso: “Era a única liderança de porte nacional presente no cemitério”.

Juscelino morre. De pé, Tancredo velou o presidente. É de Tancredo o mais forte e emocionado discurso de homenagem ao ex-presidente.

Trinta anos depois de 1954, é a vez de 1984. A campanha das Diretas Já ocupou as ruas e o coração do país. Tancredo participou, articulou, discursou. Mas conhecia a história. Ali estavam maduras as condições para deixar 64 para trás. Ideal que fosse pelo voto direto. Se não pudesse ser, que fosse por outro caminho. Importante era abrir a porta de saída. A porta que ele ajudou a não deixar que fosse aberta em 1954 e em 1961 precisava agora ser fechada.

De novo, era ele que precisava tomar aquele avião. Do ponto de vista da história, Tancredo estava pronto. Tinha que ser ele. Era o que se costumava ouvir dos analistas mais experientes. “Esta foi a última eleição indireta deste país”, foram as primeiras palavras do seu discurso como presidente eleito.

Getúlio, Juscelino e Jango sabiam do que ele estava falando. Sabiam o que havia custado chegar até ali. Saberiam o que ainda ia custar?

O avião decolou novamente. O piloto não desembarcou. Mas conduziu o voo a um pouso seguro. Afonso Arinos disse que “alguns homens dão a vida pelo país. Tancredo deu mais, deu a morte”.

Lembro-me dos olhos marejados de Tancredo recordando com respeito e reconhecimento o extremado senso de compromisso de Getúlio com o país. “Ele sabia o que estava em risco”, costumava dizer. “Vocês não imaginam o que foi a multidão que acompanhou o funeral do presidente. Foi ela, em torno do caixão do presidente Vargas, que selou o pacto que impediu, naquele momento, o retrocesso da ordem democrática”, insistia em nos explicar.

Mal sabia Tancredo que 31 anos depois, em 1985, uma outra multidão velaria o corpo de um outro presidente.

E que ele também deixaria a vida para entrar na história.

Andréa Neves, neta de Tancredo, é jornalista e presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social de Minas Gerais (Servas)

Tancredo, um homem por inteiro

Morre Cartunista Glauco

O cartunista Glauco Villas Boas, de 53 anos, morreu na madrugada desta sexta-feira após ser baleado durante uma suposta tentativa de assalto na Estrada Alpina, no bairro Jardim Santa Fé, em Osasco, na Grande São Paulo, segundo informações preliminares da Polícia Militar (PM).

De acordo com o Hospital Albert Sabin, o cartunista deu entrada no pronto-socorro por volta da 0h30 e morreu cerca de meia hora depois. O filho dele, Raoni, de 25 anos, também foi atingido pelos disparos e morreu a caminho do hospital.

O crime aconteceu por volta de meia-noite. O caso foi registrado no 10º Distrito Policial de Osasco e os corpos do cartunista e do filho já foram encaminhados para o Instituo Médico Legal (IML) da cidade. Ninguém foi preso.

Entre os personagens criados pelo cartunista estão Zé do Apocalipse, Geraldão, Cacique Jaraguá, Dona Marta, Nojinsk, Doy Jorge, Ficadinha, Netão e Edmar Bregman.

Quem era Glauco

Glauco sempre sentou na turma do fundão

No começo dos anos 70, o encontro com o jornalista Hamilton Ribeiro, que dirigia o "Diário da Manhã", em Ribeirão Preto, tirou o paranaense Glauco da fila do vestibular para Engenharia e o jogou direto para as páginas do jornal, já com uma tira: "Rei Magro e Dragolino".

Alguns anos mais tarde, em 1976, a premiação no Salão de Humor de Piracicaba abriu as portas do jovem cartunista para a grande imprensa. Em 1977, Glauco começou a publicar suas tiras esporadicamente na Folha de S. Paulo. A partir de 1984, quando a Folha dedicou espaço diário à nova geração de cartunistas brasileiros, Glauco passou a publicar ali suas tiras.

O cartunista é autor de uma família de tipos como Dona Marta, Zé do Apocalipse, Doy Jorge e Geraldinho. Para a estação UOL Humor, Glauco criou em maio de 2000 os personagens Ficadinha -publicada aos sábados- e Netão -publicado às terças e quintas. Netão é "uma mistura de Casal Neuras com Geraldão", explica Glauco. "Ele é um cara metropolitano, de uns 30 anos, que vive internado no apartamento e viaja pela tela do computador."

Nesses anos, as histórias se transformaram, sintonizadas com mudanças de comportamento, modas e manias, mas Glauco continua fiel ao seu traço único e desenha com nanquim no papel. Usa o computador só para colorir as tiras, depois de escanear seus desenhos. "Para meu tipo de desenho, só mesmo com a pena, que dá um traço peculiar", revela.

Ex-guitarrista, o pisciano Glauco também já inspirou personagens de outros cartunistas. Angeli baseou-se nele para criar o Rhalah Rikota, "na época em que o Glauco era seguidor do guru indiano Rajneesh", diz Angeli.

"Eles sempre me gozaram muito por causa do meu lado místico, principalmente depois que entrei para o Santo Daime", conta Glauco.

"Daimista" há anos, Glauco dirige um centro de estudos que usa a bebida feita de cipó -a ayahuasca- para fins religiosos, em cerimônias inspiradas em rituais praticados por índios da Floresta Amazônica.

Leia Mais sobre Glauco no UOL

quinta-feira, 11 de março de 2010

Aécio e Anastasia reinauguram aeroporto em Divinópolis e anunciam investimentos

DIVINÓPOLIS (11/03/10) - O governador Aécio Neves e o vice-governador Antonio Anastasia reinauguraram, nesta quinta-feira (11), o Aeroporto Brigadeiro Cabral, em Divinópolis, no Centro-Oeste do Estado. A obra recebeu R$ 11 milhões do Governo de Minas. Ainda na cidade, o governador lançou a pedra fundamental do Hospital Público Regional e autorizou a liberação de R$ 8,9 milhões para a sua construção.

No Clube Estrela do Oeste, no Centro da cidade, Aécio Neves também autorizou o repasse de R$ 6 milhões para pavimentação de vias públicas, R$ 840 mil para a construção de duas Unidades Básicas de Saúde nos bairros Tietê e Sagrada Família e R$ 730 mil para a construção do terminal de passageiros do Aeroporto Brigadeiro Cabral. O governador ainda autorizou a licitação para a construção da nova sede da 12ª Superintendência Regional de Educação.

“Estamos inaugurando o novo aeroporto de Divinópolis. Um aeroporto regional da maior importância, indutor do desenvolvimento econômico. Ele atrai investimentos, facilita a vida daqueles que já estão aqui instalados, portanto, uma demanda importante para uma cidade-polo como é Divinópolis”, disse o governador. E completou: “já o Hospital Regional, uma demanda, uma necessidade, uma carência quase que histórica dessa cidade, começa agora a ser implementado. Um hospital todo equipado é o que pretendemos oferecer à população de Divinópolis”.

O governador e o vice-governador estavam acompanhados do secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge de Souza Marques, do prefeito de Divinópolis, Vladimir de Faria Azevedo, além de deputados estaduais e federais e lideranças políticas locais.

Aeroporto

O aeroporto Brigadeiro Cabral, em Divinópolis, passou por ampla reforma em suas instalações e uma série de intervenções para melhorar e modernizar a sua estrutura. A obra faz parte do programa Proaero, que tem por objetivo dotar o Estado de uma rede de aeroportos de pequeno e médio porte e impulsionar a aviação regional e local, melhorando as condições de transporte de carga e passageiros.

A seleção dos aeroportos contemplados pelo Proaero foi baseada na distribuição estratégica do Estado, na densidade populacional, nas melhorias previstas no Plano Aeroviário do Estado de Minas Gerais (Paemg) e nos pareceres das vistorias realizadas pelos técnicos do Comando da Aeronáutica e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Desde 2009, o Governo de Minas investiu R$ 120 milhões nos aeroportos de Capelinha, Governador Valadares, Oliveira, Ouro Fino, Divinópolis, Guaxupé e Curvelo, já concluídos; Lavras, Piumhi, Passos, Claúdio e Ubá, em andamento. Também já foi licitada a obra do aeroporto de Viçosa, com R$ 5,2 milhões de investimentos, com previsão de início em março deste ano de 2010.

Os projetos de engenharia dos aeroportos de Almenara, Araçuaí, Araguari, Arinos, Campina Verde, Caxambú, Januária, João Pinheiro, Paracatu, Patos de Minas, Patrocínio, Pirapora, Ponte Nova e Taiobeiras, já foram finalizados.

Hospital

O futuro Hospital Regional de Divinópolis vai funcionar com os setores de urgência e emergência para atender uma população de aproximadamente 435 mil habitantes do Centro-Oeste do Estado. Serão 225 leitos, dos quais, 20 de CTI.

No total, o Estado vai repassar R$ 36 milhões para as obras do hospital. Além dos R$ 8,8 milhões liberados nesta quinta-feira (11), já foi investido R$ 1,1 milhão no projeto arquitetônico.

A prefeitura de Divinópolis vai entrar com contrapartida de R$ 4 milhões e firmará parceria com a Faculdade de Medicina de São João del-Rey para gestão e custeio do Hospital Municipal.

Aécio implanta nova tecnologia para identificar criminosos


BELO HORIZONTE (10/03/10) - O chefe de Polícia Civil de Minas Gerais, delegado Marco Antônio Monteiro de Castro, assinou nesta quarta-feira (10) um Acordo de Cooperação Técnica junto à Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), para implantação do Sistema Automatizado de Identificação de Impressões Digitais Criminal (Afis) em Minas Gerais. Com a implantação do Afis Criminal, o Estado ficará interligado com o banco de dados da Polícia Federal, estendido aos demais estados do país. A previsão de implantação é de dois meses.

O delegado Marco Antônio Monteiro, na oportunidade, conheceu as instalações do Instituto Nacional de Identificação (INI), onde verificou o funcionamento dos equipamentos que serão recebidos pela Polícia Civil de Minas Gerais. O recurso tecnológico que será doado à instituição por meio de convênio com a Senasp, do Ministério da Justiça e o Departamento de Polícia Federal, permitirá a criação de um banco de dados de suspeitos e criminosos com capacidade atual de cerca de seis milhões de registros.

A implantação do Afis criminal tem como objetivo agilizar o resultado das perícias papiloscópicas, identificando de forma instantânea a impressão digital de possíveis suspeitos deixadas nos locais de crime. Isso porque o programa realiza automaticamente a leitura e a comparação dos fragmentos de impressões digitais na base de dados criminais.

Agilidade

Será também através do sistema Afis que se identificará de forma mais rápida e eficaz cadáveres encontrados sem nenhum documento. Trata-se de uma arma tecnológica poderosa a serviço da segurança publica de todo o Estado, que facilitará o esclarecimento de vários crimes por meio de analise criminal, permitindo até mesmo o confronto de digitais em locais de crime.

Até então o trabalho de registro criminal era feito manualmente e muitas vezes levava semanas para ser concluído. "Com o Afis a identificação será realizada em questão de minutos e os resultados começarão a aparecer mais facilmente", avaliou Monteiro de Castro. Com a implantação do sistema a Polícia Civil irá se conectar com o núcleo central de armazenamento de dados sediado no Instituto Nacional de Identificação da Polícia Federal, por meio da Rede Infoseg, do Ministério da Justiça, podendo identificar também criminosos de outros estados que tenham praticado crimes em Minas Gerais.

O sistema Afis já é utilizado com sucesso por diversos organismos policiais e agências de identificação do mundo. No Brasil esse recurso tecnológico de última geração vem sendo implantado desde 2004 e em breve cada um dos 27 estados do país deverá ter no mínimo um computador conectado a este banco de dados de coleta e envio de digitais.

Outra novidade é que a mesma estação Afis fixa é dotada de uma estação móvel de identificação completa, totalmente digital e de um comparador portátil que permitirá a ampliação do trabalho desenvolvido durante os plantões das delegacias da capital e Região Metropolitana.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Após deixar cargo, Aécio fala em ’submergir’ por 30 dias


Após deixar o governo de Minas para disputar a eleição em outubro, o governador Aécio Neves (PSDB) pretende “submergir” por um mês antes de retomar a atividade pública. O governador passará o cargo para o vice, Antônio Anastasia – pré-candidato do PSDB ao governo do Estado -, no fim deste mês. E, somente no início de maio, pretende retomar as articulações políticas para fazer seu sucessor. “Eu pretendo submergir pelo menos esses 30 primeiros dias”, disse.

Após uma reunião com seu secretariado na Cidade Administrativa, Aécio também afirmou hoje que, no plano nacional, estará “absolutamente à disposição” para a campanha do virtual presidenciável tucano, o governador de São Paulo, José Serra. “No momento em que ele construir a sua estratégia, o que só ocorrerá no momento após o anúncio da sua candidatura, certamente eu pretendo ser o primeiro dos soldados perfilados ao lado do governador José Serra para disputarmos e vencermos essas eleições”, disse.

Ele também repetiu que não acredita na hipótese de o paulista desistir futuramente da candidatura presidencial. Para Aécio, “não há qualquer possibilidade de alteração do quadro atual do PSDB” e a estratégia de Serra deve ser respeitada. “Essa outra possibilidade (de ele assumir o posto de presidenciável) aventada por alguns, simplesmente não existe”, disse.

Sobre a campanha presidencial, lembrou que terá uma “disponibilidade maior”. “Caberá ao governador (Serra) dizer, e já disse isso a ele pessoalmente, aonde acha que a minha presença será útil: seja em conversas na construção da articulação da campanha, no projeto e no programa que ele conduzirá e mesmo com minha presença em eventuais eventos onde ela seja positiva”, afirmou.

“Estarei integralmente à disposição dele. Em primeiro lugar, em Minas Gerais, onde nós vamos buscar levar as suas propostas e o seu projeto. Mas quando ele achar necessário, também estou à sua disposição para ir a outros Estados da Federação”.


Niemeyer deixa Dilma em sai-justa: “Gosto do seu trabalho, ministra, mas se Aécio fosse candidato à Presidência, a senhora não teria meu voto”


Niemeyer diz a Dilma que votaria em Aécio


A ministra Dilma Rousseff passou por uma saia-justa durante um passeio, no último domingo, no Rio de Janeiro. Depois de participar da solenidade de inauguração de um hospital, na Baixada Fluminense, Dilma aproveitou para caminhar pelo Rio, cidade onde morou por um ano, durante o regime militar. Em um restaurante, ela encontrou por acaso o arquiteto Oscar Niemeyer. Na conversa, ele deixou claro sua opção partidária. “Gosto do seu trabalho, ministra, mas se Aécio (Neves) fosse candidato à Presidência, a senhora não teria meu voto”, disse Niemeyer, sem perder o costumeiro tom cordial.


terça-feira, 9 de março de 2010

Aécio e Anastasia visitam hospital em Uberlândia


O governador Aécio Neves e o vice-governador Antonio Anastasia visitaram nesta terça-feira (9), em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, as obras do Hospital e Maternidade Municipal Dr. Odelmo Leão Carneiro, que está em fase final de construção. A visita ao hospital foi o último compromisso oficial em Uberlândia, onde foram assinados convênios para investimentos nas áreas de saúde e infraestrutura, entre eles a liberação, pelo Governo do Estado, de R$ 15 milhões para a compra de equipamentos para o hospital municipal.

“Estou encantado com essa visita que faço ao hospital municipal e que até o final de agosto estará funcionando, entregue à população. É um hospital modelo para o país. É, sem dúvida alguma, a maior obra da saúde em curso em Minas Gerais. É um hospital inteligente e, a partir de agora, as dificuldades vão ser dos outros que terão que seguir esse padrão do Hospital e Maternidade Municipal de Uberlândia”, disse o governador, em entrevista.

A construção do hospital começou em 2007 e a conclusão das obras está prevista para o segundo semestre deste ano. Já foram investidos R$ 46 milhões nas obras, sendo R$ 38 milhões do Governo do Estado e R$ 19 milhões da Prefeitura de Uberlândia.

Antes de chegar ao Hospital Maternidade Dr. Odelmo Leão, Aécio Neves e Antonio Anastasia visitaram o prefeito da cidade de Ituiutaba, Públio Chaves, que está internado em Uberlândia, no Hospital Municipal Santa Genoveva. O prefeito sofreu infarto nessa segunda-feira (8), durante uma solenidade em Ituiutaba.

Veja mais: Agência Minas

segunda-feira, 8 de março de 2010

O dever dos outros

Quando Aécio retirou seu nome da disputa para ser o candidato tucano a presidente, não estava subentendido que permaneceria na chapa como vice. Aécio jamais pensou em ser candidato a vice e negou a possibilidade vezes sem conta.

Marcos Coimbra - Especial para o EM
Publicação: 07/03/2010 10:48 Atualização: 07/03/2010 10:55

A pressão que alguns setores da oposição fizeram, nos últimos dias, sobre Aécio Neves chegou a ser, em alguns momentos, engraçada. Tudo para que ele aceitasse, de preferência imediatamente, ser o vice de Serra nas eleições deste ano.

Começava aí o lado cômico, querer que alguém corresse para anunciar que seria o vice de quem ainda não dissera ser candidato. Até as pedras da rua sabem que não é assim que as coisas acontecem e que, para montar uma chapa, o primeiro passo é a "cabeça", como se diz no jargão da política. Chega a ser ridículo o inverso.

Não era engraçado, mas pouco compreensível, o argumento de que, mesmo sem que Serra tivesse assumido a candidatura, Aécio deveria se oferecer para secundá-lo. Nunca houve um compromisso desse tipo entre os dois e, quando Aécio retirou seu nome da disputa para ser o candidato tucano a presidente, não estava subentendido que permaneceria na chapa como vice. Aliás, o que sempre foi afirmado pelas lideranças dos partidos de oposição é que a vaga de vice seria para um nome de fora do PSDB, de maneira a reforçar a aliança entre eles.

Aécio jamais pensou em ser candidato a vice e negou a possibilidade vezes sem conta. Esqueçamos, por um momento, suas razões (que são boas). Digamos que era apenas seu desejo. Ou seja, que ele apenas preferia ser candidato a outra coisa, no caso, ao Senado. Que, não sendo candidato a presidente da República, não era de seu interesse participar da eleição nacional.
Na imensa maioria dos países, uma declaração como essa não causaria espanto. Salvo nos partidos altamente centralizados e com disciplina rígida (como as organizações extremistas militarizadas, de esquerda ou direita), os políticos costumam direcionar a carreira segundo suas próprias conveniências e preferências. Ninguém é obrigado a ser candidato a isso ou aquilo.

No Brasil, nem se fala. Aqui, os partidos não determinam "missões" a seus filiados, não os forçam a concorrer a cargos aos quais não aspiram.
Veja-se, por exemplo, o que está acontecendo agora, na eleição presidencial. Marina foi incumbida pelo PV a se candidatar? Teria sido Dilma constrangida a concorrer? Quando o PSOL quis que Heloísa Helena se candidatasse e ela não, o que aconteceu? Ciro está no páreo por determinação do PSB?

E Serra? Sua insistência em só assumir a candidatura quando quiser não está sendo respeitada por todos? Mesmo se a quase totalidade de seus companheiros não concorda com ele?

Não fazia sentido tamanha desproporção de pesos e medidas. Cobrava-se de Aécio algo que não existe em nossa vida política, a obrigação de se submeter a uma espécie de "dever partidário" (como se só houvesse uma interpretação do que é melhor para o PSDB!).

Enquanto isso, se aceita que o governador de São Paulo fique à vontade para fazer como quer, o que equivale a relevá-lo de deveres para com seus correligionários e aliados.

O curioso é que toda essa pressão veio quando as pesquisas confirmaram o que já se sabia fazia tempo, que Dilma iria crescer e Serra cair, à medida que aumentasse o conhecimento de ela ser a candidata de Lula, assim se tornando a opção de quem está satisfeito com o governo e quer sua continuidade. Não se pode falar em emergência, em fato novo, quando acontece o previsto. Se não montaram sua estratégia eleitoral (incluindo a escolha do candidato) levando isso em conta, as oposições erraram.

Quem sabe, finalmente, foi aceita a realidade: Serra é o candidato e Aécio não vai ser vice. A menos que tudo que foi combinado seja revisto. Agora, engraçado mesmo era achar que quem tinha que mudar era Aécio. Logo ele, que fez o que pôde para evitar que seu partido chegasse aonde está.

Marcos Coimbra é cientista político e sociólogo

domingo, 7 de março de 2010

O PT e o centenário de Tancredo

A ausência do PT nas celebrações, promovidas pelo Senado na quarta-feira, pelo centenário de Tancredo Neves, guarda coerência com a história do partido.

Embora hoje sustente o contrário, o PT foi beneficiário, mas não protagonista (em alguns momentos, nem coadjuvante) do processo de redemocratização.

Chegou a combater algumas de suas iniciativas, como a candidatura do próprio Tancredo Neves à Presidência pelo colégio eleitoral, em 1984. Além de não apoiá-lo – considerando que tanto fazia elegê-lo como a Paulo Maluf -, expulsou três de seus deputados (Beth Mendes, José Eudes e Airton Soares) que decidiram sufragá-lo.

Quando da promulgação da Constituição de 88, anunciou que não a assinaria, por achá-la conservadora. E só o fez, sob protesto, por instâncias de Ulysses Guimarães, que pedia uma chance para aquele momento que se inaugurava.

Mesmo na campanha das diretas – e isso é fato histórico -, não estava na sua gênese. Incorporou-se à campanha quando já estava nas ruas e atraía multidões.

Não obstante, todas essas iniciativas, de que manteve asséptica distância, o beneficiaram, deram-lhe visibilidade. Mas o partido sustentava que não lhe era conveniente manter proximidade de políticos tradicionais, como Franco Montoro, Leonel Brizola, Tancredo Neves ou Ulysses Guimarães. Considerava-os, sem distinção ideológica, farinhas do mesmo saco.

A política deles era promíscua, enquanto a do PT guiava-se por paradigmas de pureza. Lula desdenhava do trabalhismo varguista, de Brizola, considerando-o superado e de índole pelega. O seu era diferente, moderno, distanciado do Estado.

Recusou alianças e manteve-se, até chegar ao poder, numa redoma de impenetrável sacralidade. Recusou todas as frentes oposicionistas que se armaram para enfraquecer o último governo militar, do general João Figueiredo, o que suscitou suspeitas de que agia sob a inspiração do estrategista do regime, general Golbery.
O partido esteve na linha de frente do impeachment de Collor, mas recusou integrar o governo Itamar, expulsando Luiza Erundina, por tê-lo aceito.

Expulsaria mais tarde, em 1996, o deputado Eduardo Jorge, por ter votado a favor da CPMF, que o partido então combatia, mas que Lula, na Presidência, considerou imprescindível para governar o país. Só não expulsou os mensaleiros e aloprados.

A primeira aliança admitida foi com Leonel Brizola, que, embora com muito mais bagagem e história, se submeteu a ser vice na chapa de Lula, em 1998.

Na eleição anterior, o PT recusara convite de Fernando Henrique para figurar na sua chapa como vice, o que lhe abriria espaço para sucedê-lo e consolidar uma aliança progressista que dizia desejar. Preferiu, porém, combater o Plano Real, empurrar o PSDB para uma aliança conservadora com o PFL e continuar marchando sozinho, contra tudo e todos.

Ao finalmente se eleger, em 2002, incorporou-se ao “mesmo saco” das farinhas que execrara. Buscou alianças conservadoras com o PMDB, PL (hoje, PRB, do vice José Alencar), PTB et caterva.
Criticava o neoliberalismo dos tucanos, mas buscara o seu vice no Partido Liberal. Criticava a política monetarista do Banco Central, mas escolheu um banqueiro tucano, Henrique Meirelles, para presidi-lo.
Condenava a política assistencialista da Bolsa Educação e dos vale-gás e vale-alimentação, mas incorporou-as sob o rótulo Bolsa Família, que se transformaria no carro-chefe de seus dois governos.

Lula depois esclareceria, algo que antes não se percebera: que era (é) uma “metamorfose ambulante”. Mas, embora mostre sintonia com o que há de mais condenável nas tradições políticas nacionais, insiste em que refundou o Brasil, idéia que, sob o bordão “nunca antes neste país”, permeia a quase totalidade de seus discursos.

Ao revogar tudo o que se fez, de Cabral (o Pedro Alvarez, não o Sérgio) a FHC, não há mesmo por que celebrar o centenário de Tancredo, algo que, para os petistas, equivale a uma peça de ficção.
O Brasil petista começa com Lula e prossegue com Dilma. Apossa-se do que de bom produziu o Brasil anterior, sonegando-lhe a autoria, e atribui o que há de ruim, inclusive o produzido sob sua égide, aos antepassados. Vale-se do desconhecimento que o povo tem da história, recente e remota, para convencê-lo de sua encenação.

Pior: consegue.

Ruy Fabiano é jornalista

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/03/06/o-pt-o-centenario-de-tancredo-272147.asp

sexta-feira, 5 de março de 2010

Missão do Tesouro prepara novo Programa de Ajuste Fiscal


Uma missão técnica da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) esteve nesta semana na Secretaria de Estado de Fazenda (SEF/MG), levantando informações sobre a situação financeira e fiscal do Estado. Dados preliminares do exercício de 2009 confirmam o esforço mantido para cumprir as metas estabelecidas no Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal e manter o equilíbrio das contas públicas mineiras.

Ao receber a missão técnica, chefiada por Gilson Duarte Ferreira dos Santos, o secretário Simão Cirineu Dias, acompanhado do secretário-adjunto e subsecretário do Tesouro Estadual, Leonardo Colombini, e do subsecretário da Receita Estadual, Pedro Meneguetti, sustentou que continua sendo feito um esforço conjunto dos órgãos públicos, capitaneados pelas secretarias de Fazenda e de Planejamento e Gestão, para a adequada administração de bens e recursos públicos e cumprimento de acordos e metas.

Simão Cirineu adiantou que os resultados apresentados à missão Técnica da STN conduzem a uma avaliação positiva das contas estaduais do exercício de 2009 e indicam os avanços na administração estadual atribuídos a ações que levaram à eficiência na qualidade do gasto, à expansão na arrecadação das receitas, ao ingresso de novas fontes de recursos e à busca por financiamentos.
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Jovens do Valores de Minas participaram da solenidade da Cidade Administrativa inaugurada por Aécio Neves


Cerca de 500 alunos do Valores de Minas, programa doServas e Governo de Minas que oferece formação artística e cidadã a jovens de escolas públicas estaduais, se apresentaram nesta quinta-feira (4) na inauguração da Cidade Administrativa Tancredo Neves. Os jovens dançaram ao som de Peixe Vivo, música cantada por Dona Jandira.

O figurino, simples, formado com calça cinza e blusa branca, trazia nomes de mineiros, alguns ilustres, outros anônimos, mas ambos considerados igualmente importantes na concepção da apresentação.

Dessa forma, a jovem Paloma de Jesus Ataíde, por exemplo, se tornou ontem Alceu Gomes. Já Naiara Jéssica, 22, era Carlos Drummond; Jordânia, foi simplesmente “Ela” e Everton Freitas, 19, trazia em sua roupa o nome de Padre Libério.

Samira Ávila, coordenadora executiva e diretora artística do Valores de Minas, explicou que o objetivo foi homenagear a obra da Cidade Administrativa, mas também todos aqueles que, mesmo anonimamente, constroem Minas.

Os jovens dançaram na Praça Cívica, no meio da instalação artística do cenógrafo André Cortez, e utilizaram a obra na apresentação. Cerca de 5.000 capacetes, brancos e vermelhos, deram forma à bandeira de Minas e, conforme eram movimentados pelos jovens, também a nomes e pronomes: Guimarães, João, José, Dona, Senhora, Ela, entre outros.

Antes e depois da apresentação, o clima entre os estudantes era de muito alegria e ansiedade. Eles se mostravam também surpresos por participarem de um evento tão grandioso – a festa comandada pelo governador Aécio Neves contou com cerca de 6.000 convidados, entre eles alguns ilustres, como o vice-presidente José Alencar, entre outros políticos. Fafá de Belém cantou o Hino Nacional e, Milton Nascimento, “Coração de Estudante”. A apresentação ficou por conta da atriz Christiane Torloni.

“Esses jovens estão simbolicamente tirando o laço que ainda mantinha a Cidade Administrativa fechada e fazendo um convite para que ela seja habitada”, disse Leonardo Bertholini, professor do Valores de Minas, ressaltando a importância da apresentação para os jovens.

Rafael Jesus da Silva, alunos da oficina de circo, se disse emocionado. “Nunca imaginei fazer uma apresentação tão importante”, disse. Paloma de Jesus disse que se sentia parte da Cidade Administrativa.

Já Iago Henrique, 17, disse que foi uma honra participar da apresentação. “Estou muito feliz. É uma honra estar aqui, junto com os melhores, gente que desde a infância batalha, trabalha para um Estado melhor. Acho que estou honrando a oportunidade que tive com o Valores de Minas”, disse o jovem, logo após a apresentação. Gutielle Ribbiero, 17, adorou dançar ao ar livre a achou a Praça Cívica um excelente espaço para apresentações.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Cidade Administrativa, Economia Prevista é de R$ 80 Milhões

A mudança no desenho da geografia do poder em Minas torna hoje um dia histórico para o Estado e para Belo Horizonte. Será inaugurada nesta manhã, com a pompa que o projeto exige, a Cidade Administrativa Tancredo Neves, nova sede do governo. A data escolhida é a do centenário de nascimento do ex-presidente, eleito indiretamente em 1985 com a missão de reconduzir o país à democracia, se a morte inesperada não o impedisse de tomar posse.

Após 113 anos, o núcleo do poder mineiro deixa a praça da Liberdade e passa a se abrigar nos edifícios modernos e imponentes projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Localizada a 20 km do berço da capital mineira, a Cidade Administrativa finca o nome do governador Aécio Neves não só na história, mas em uma região carente de investimentos públicos, o chamado vetor Norte.

A nova sede vai abrigar, num só local, as 18 secretarias de Estado e 25 órgãos do governo, que, hoje dispersos na região Centro-Sul de Belo Horizonte, geram altos custos com aluguéis e manutenção. A expectativa é que a mudança para o novo complexo gere uma economia de pelo menos R$ 80 milhões atuais ao Estado.

A nova sede, construída em apenas 26 meses, foi orçada inicialmente em R$ 500 milhões, mas custou R$ 1,2 bilhão. Porém, sua concepção é balizada na promessa de redução de custos, eficiência na prestação de serviços e desenvolvimento econômico regional.

Referência. Apesar de ser batizada com o nome do ex-presidente Tancredo Neves, avô do governador, a Cidade Administrativa traz à tona a figura de Juscelino Kubitschek. O desenvolvimento de uma obra grandiosa, assinada por Niemeyer, é algo a que Belo Horizonte assistiu na década de 40, com a criação da Pampulha, e também o país, com a transferência do governo federal do Rio para Brasília.

Mesmo evocando o passado, os edifícios que são inaugurados hoje foram concebidos em acordo com conceito e tecnologia sustentáveis. O governo espera reduzir em 90% seu atual consumo de água e economizar R$ 10 milhões anuais em sua demanda de energia elétrica.

Fonte: Jornal O Tempo

quarta-feira, 3 de março de 2010

Missão Solidária garante desenvolvimento no Vale do Jequitinhonha


Profissionais da área de saúde, educação e meio ambiente vão levar ações solidárias ao Vale do Jequitinhonha, por meio de uma parceria firmada com a Fundação Vale e o Instituto Brasil Solidário (IBS), que vai garantir o desenvolvimento, divulgação e a manutenção do Programa Turismo Solidário.

O programa do Governo de Minas, que atua em 20 localidades do Vale do Jequitinhonha, recebeu investimentos de R$ 1 milhão, por meio de um Termo de Cooperação Técnica Financeira, assinado entre a Fundação Vale e a Secretaria de Estado Extraordinária para o Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas (Sedvan), que serão aplicados na ampliação do fluxo turístico na região e vão contribuir para o desenvolvimento local.

O Instituto Brasil Solidário é uma organização sem fins lucrativos (Oscip), que tem como princípio o desenvolvimento de programas sociais em comunidades com baixo Índice de Desenvolvimento Humano. Segundo seu presidente, Luis Eduardo Salvatore, “a forma de trabalho do IBS segue o mesmo escopo do Turismo Solidário, visando ao favorecimento de comunidades locais por meio da cooperação, de ações conjuntas, sempre com a participação da sociedade. Por meio dessa parceria, nosso maior desejo é alavancar o Turismo Solidário de forma sustentável, além de gerar continuidade e multiplicação”, ressalta.


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Homenagens marcam inauguração da Cidade Administrativa


O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, inaugura, nesta quinta-feira (4), a Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves. A solenidade acontecerá na praça cívica da Cidade Administrativa, localizada às margens da MG 010, a partir das 11h, e será marcada por homenagens aos presidentes Juscelino Kubitschek e Tancredo Neves, e a mineiros que fizeram parte da história do Estado.

A inauguração ocorre na data comemorativa dos 100 de anos de nascimento de Tancredo Neves. Estarão presentes governadores de vários estados, deputados federais e estaduais de Minas, o vice-presidente da República José Alencar e os ex-presidentes Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, além dos presidentes do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e do Superior Tribunal de Justiça, Francisco César Asfor Rocha. Os servidores estaduais e os operários das obras do complexo serão representados por um grupo de trabalhadores convidados.

A solenidade na praça cívica será aberta pelo governador Aécio Neves e terá a participação de um representante de cada um dos 853 municípios mineiros. Será realizado também um ato simbólico em reverência a personalidades de diversas áreas e a cidadãos que participaram de diferentes momentos históricos de Minas.


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Parceria: Aécio Neves assina convênio para ampliar núcleos do Plug Minas

O governador Aécio Neves assinou convênio com a Usiminas e a PUC Minas, nesta terça-feira, dia 2, para implantação do Núcleo Inove – Jogos Digitais, no espaço Plug Minas – Centro de Formação e Experimentação Digital, instalado no bairro Horto, em Belo Horizonte, onde, no passado, funcionava a Febem. O programa tem como objetivo capacitar estudantes para trabalhar na produção de jogos digitais. Serão qualificados 500 alunos da rede pública de Belo Horizonte e Sabará, a cada ano.

“Todas as ações deste governo tem um só objetivo, que é o de dar a Minas Gerais melhores condições para cuidar das suas crianças, mais oportunidades para seus jovens e melhor qualidade de vida para todos. Conhecendo o Plug Minas, vemos que quando se tem parceiro, as coisas andam. No lugar da lembrança do mais triste quadro da Febem, hoje é espaço de alegria. E esse é um esforço que orgulhará a todos nós mineiros”, afirmou o governador.





Minas a reboque, não!

Indignação. É com esse sentimento que os mineiros repelem a arrogância de lideranças políticas que, temerosas do fracasso a que foram levados por seus próprios erros de avaliação, pretendem dispor do sucesso e do reconhecimento nacional construído pelo governador Aécio Neves. Pior. Fazem parecer obrigação do líder mineiro, a quem há pouco negaram espaço e voz, cumprir papel secundário, apenas para injetar ânimo e simpatia à chapa que insistem ser liderada pelo governador de São Paulo, José Serra, competente e líder das pesquisas de intenção de votos até então.

Atarantados com o crescimento da candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, percebem agora os comandantes do PSDB, maior partido de oposição, pelo menos dois erros que a experiência dos mineiros pretendeu evitar. Deveriam ter mantido acesa, embora educada e democrática, a disputa interna, como proposto por Aécio. Já que essa estratégia foi rejeitada, que pelo menos colocassem na rua a candidatura de Serra e dessem a ela capacidade de aglutinar outras forças políticas, como fez o Palácio do Planalto com a sua escolhida, muito antes de o PT confirmar a opção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na política, a hesitação cobra caro, mais ainda numa disputa que promete ser das mais difíceis. Não há como negar que a postura vacilante do próprio candidato, até hoje não lançado, de atrair aliados tem adubado a ascensão da pouco conhecida candidata oficial. O que é inaceitável é que o comando tucano e outras lideranças da oposição queiram pagar esse preço com o sacrifício da trajetória de Aécio Neves. Assim como não será justo tributar-lhe culpa em caso de derrota de uma chapa em que terá sido apenas vice, também incomoda os mineiros uma pergunta à arrogância: se o mais bem avaliado entre os governadores da última safra de gestores públicos é capaz de vitaminar uma chapa insossa e em queda livre, por que Aécio não é o candidato a presidente?

Perplexos ante mais essa demonstração de arrogância, que esconde amadorismo e inabilidade, os mineiros estão, porém, seguros de que o governador "político de alta linhagem de Minas" vai rejeitar papel subalterno que lhe oferecem. Ele sabe que, a reboque das composições que a mantiveram fora do poder central nos últimos 16 anos, Minas desta vez precisa dizer não.

terça-feira, 2 de março de 2010

Serra diz que Aécio Neves é fundamental nas eleições presidenciais

Com os resultados da última pesquisa Datafolha publicada no domingo (28/02), que apontou uma diminuição da diferença entre os candidatos José Serra e Dilma Rousseff, o governador mineiro Aécio Neves, mais do que nunca, se torna uma peça fundamental nas eleições presidenciais de 2010.

O próprio governador de São Paulo já admite que Minas Gerais terá mais importância na decisão do próximo pleito do que se imaginava. Todos estão de olho nos movimentos de Aécio Neves, que nesta semana está voltado para a cerimônia de inauguração da Cidade Administrativa Tancredo Neves, que será realizada no dia 4, quinta-feira.

Serra estará presente no evento, que também prestará uma homenagem aos 100 anos de Tancredo, pai das “Diretas” e avô de Aécio Neves. O encontro será uma boa oportunidade para os tucanos acertarem seus ponteiros.

Apesar de Aécio ter afirmado que sairá candidato ao Senado e que sua prioridade é eleger o vice Antônio Anastasia como seu sucessor, em Minas todos ainda sonham com uma candidatura de Aécio à presidência, já que seus dois mandatos à frente do Estado resultaram num grande exemplo de gestão.

O que poderá sair deste encontro? Vamos aguardar para ver.

Fonte: Blog Sou Mais Aécio

segunda-feira, 1 de março de 2010

Minas Gerais inicia a distribuição de vacinas contra Influenza A


Começou nesta segunda-feira (1º) a distribuição de vacinas contra a Influenza A (H1N1). Cerca de 230 mil doses foram encaminhadas para as 28 Gerências Regionais de Saúde (GRS) para imunizar, a partir do dia 8 de março, profissionais de saúde e a população indígena do Estado

Os municípios vão definir como será feita a vacinação para médicos, enfermeiros entre outros técnicos da saúde, sendo que primeiramente devem ser imunizados os trabalhadores da Atenção Básica, ou seja, aqueles que atendem em Unidades Básicas de Saúde (UBS). Quanto aos indígenas, a vacinação será feita por técnicos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

“É preciso destacar que o objetivo dessa campanha não é impedir a circulação do vírus, já que ele circula em 209 países desde o ano passado. A intenção é evitar que as pessoas adoeçam, bem como a ocorrência de óbitos”, ressaltou a coordenadora de imunização da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Tânia Brant. Ao todo, aproximadamente 9,3 milhões de pessoas serão vacinadas em Minas Gerais.

Os grupos prioritários foram definidos pelo Ministério da Saúde, em parceria com sociedades científicas, Conselho Federal de Medicina (CFM), Associação Médica Brasileira (AMB), Associação Brasileira de Enfermagem (Aben), Conselhos de Secretários Estaduais (Conass) e Municipais (Conasems) de Saúde e o Grupo Assessor do Programa Nacional de Imunizações. Entre os trabalhadores que receberão a vacina estão médicos, enfermeiros, recepcionistas, pessoal de limpeza e segurança, motoristas de ambulância, equipes de laboratório e profissionais que atuam na investigação epidemiológica.


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Presidente do PSDB/MG se reúne com presidentes de partidos aliados


Deputado Narcio Rodrigues, presidente do PSDB/MG
O presidente do PSDB de Minas Gerais, deputado federal Narcio Rodrigues, convidou os presidentes dos partidos aliados para um almoço nesta segunda-feira, dia 1º de março, na sala reservada do Restaurante Vecchio Sogno, em Belo Horizonte. “Vamos discutir os rumos das eleições 2010, especialmente em torno da pré-candidatura do atual vice-governador Antonio Anastasia ao Governo de Minas”, adiantou Narcio. Ele informou ainda que a formação de chapas proporcionais é outro tema que será abordado pelos presidentes dos partidos.

O encontro, marcado para as 13 horas, contará também com a participação do secretário de Governo, Danilo de Castro. Foram convidados os presidentes do PR, PV, PDT, DEM, PTB, PPS, PP e PSB.


domingo, 28 de fevereiro de 2010

O BRASIL NÃO FOI CONSULTADO

O processo sucessório deste ano é o mais complicado de todos os registrados na história eleitoral brasileira, desde a redemocratização de 1946. A razão é simples: todas as articulações se concentraram em São Paulo, sem que as forças políticas regionais fossem ouvidas. O presidente da República não é rigorosamente um político de São Paulo, embora ali tenha sido menino e aprendido a viver. Sua sensibilidade pelas questões nacionais o fez afastar-se do PT paulista, na escolha de sua candidata, embora tampouco tivesse ouvido todas as bases regionais de seu partido e dos aliados que o apoiam.

Decidiram os tucanos de São Paulo que só ganharia as eleições de outubro, e serviria ao Brasil, uma chapa que restaurasse, com o vigor da modernidade, a aliança entre Minas e São Paulo, rompida em 1930 pelos fatos conhecidos. Tendo em vista a pujança econômica do grande estado, concluíram que a cabeça de chapa caberia ao governador José Serra, e a segunda posição ao governador de Minas. Não meditaram que essa chapa repetiria a de 1926, em que São Paulo apresentou o senador Washington Luís (seu governador até 1924) como candidato à Presidência, com o apoio decisivo de Minas, e o mineiro Fernando de Mello Vianna, como vice. Os dois não chegaram ao fim do mandato: três semanas antes, em 24 de outubro, foram depostos pela Revolução de 30.

Não entendem alguns analistas políticos que as razões de Minas não se apequenam no provincianismo. A recusa de seu governador em aceitar a posição que lhe está sendo oferecida vai além do orgulho natural do político com a popularidade que alcançou em um dos cargos executivos mais emblemáticos na História do Brasil, em dois mandatos seguidos. Há, no entanto – e essas, sim, bem maiores – as razões essenciais de Minas.

Desde seus primeiros momentos, os mineiros têm, na manifestação de suas ideias e nos atos concretos, lutado pela descentralização geográfica do poder e a construção de sistema federativo eficiente e justo. A primeira reivindicação de autonomia regional foi dos Emboabas e a primeira reivindicação federalista, dos inconfidentes. É interessante repetir que os mineiros sempre manifestaram sua simpatia com os movimentos descentralizadores, embora contribuísse com sua ação, a fim de evitar a fragmentação do país. Foi assim que ajudou a pacificação do Sul, ao contribuir com os esforços de conciliação dos Farrapos com o governo do Império. Mas, quando o jovem imperador Pedro II, mal aconselhado pelos seus áulicos, decidiu dissolver a Câmara, a fim de favorecer a renovação de acordo comercial com a Inglaterra, lesivo ao Brasil, os mineiros – unidos aos paulistas de Feijó e Tobias de Aguiar – levantaram-se em armas, em 1842.

Eles demonstraram, mais tarde, e de forma efetiva, esse compromisso com a brasilidade, na política de integração nacional, com Juscelino. A Sudene – depois desvirtuada durante o governo militar – constituiu uma iniciativa importante de nossa história, a fim de redimir a parcela mais injustiçada da nacionalidade.

Tancredo estava convencido da necessidade de uma cruzada nacional para a integração política, social e cultural do país, e isso só se realizaria mediante novo e sólido pacto federativo. Com o estadista mineiro, há 25 anos, sob a aclamação das ruas, os brasileiros esperavam realizar esse projeto e construir uma nação justa para com os cidadãos e para com as regiões brasileiras. Eles imaginavam possível obter a confiança do povo a fim de retomar o projeto nacional iniciado por Vargas e continuado por Juscelino, sem descuidar a real autonomia federativa dos estados. Agora, com Aécio, os mineiros voltaram a crer que isso será possível, mas a oportunidade lhes está sendo negada. Aécio, com o respeito e amizade que tem pelo governador José Serra, provavelmente dirá mais uma vez “não” à irritante pressão dos tucanos paulistas para que seja candidato à Vice-Presidência.

Os mineiros se encontram profundamente magoados com a forma com que trataram seu governador nestes meses. Dificilmente entenderiam a improvável capitulação de Aécio aos ucasses paulistas. Ele só pedira a oportunidade de o Brasil ser ouvido, e que o PSDB acatasse essa vontade.

Por Mauro Santayana /Jornal do Brasil

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Governo Aécio: Cidade Administrativa é destaque em publicação sobre sustentabilidade


Sustentabilidade na nova sede do governo de MG


A Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, nova sede do governo de Minas Gerais, pretende ser a primeira do Brasil a se preocupar com questões relacionadas à sustentabilidade. Parte das obras já está concluída e a sede estará em pleno funcionamento em outubro deste anoO Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, e o Palácio das Princesas, em Recife, são provas concretas de que, no Brasil, as sedes dos governos estaduais são edificações históricas, que pouco se preocuparam com questões relacionadas à sustentabilidade na época em que foram construídas.

O governo de Minas Gerais, no entanto, está realizando uma série de obras para tentar mudar essa realidade e se tornar a primeira sede governamental, no Brasil, que segue critérios sustentáveis.

Entre as medidas implantadas na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, como foi nomeada a nova sede do governo mineiro, projetada por Oscar Niemeyer, estão:

– sensores de luz fotossensíveis, que acendem apenas na presença de pessoas;– elevadores inteligentes, que funcionam de acordo com a demanda;– revestimento de vidro de máximo desempenho em toda a fachada dos prédios, o que bloqueia a entrada de calor e diminui a necessidade do uso de ar-condicionado;– sistema de esgoto sanitário a vácuo;– móveis feitos a partir de madeira certificada de reflorestamento com selo FSC;– sistema de coleta seletiva em todas as estações de trabalho– e rampas de acesso em todos os ambientes dos prédios, como uma das medidas de acessibilidade no local.

As obras principais e externas da Cidade Administrativa já estão concluídas. Hoje, dia 22 de fevereiro, funcionários de quatro secretarias se mudaram para os novos prédios. A previsão é que, em março, o governador Aécio Neves e o vice Antonio Anastásia ocupem seus novos gabinetes no prédio e, em outubro, a sede já abrigue toda a estrutura do governo mineiro.




quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Decreto estabelece redução de carga horária para servidores da Cidade Administrativa


Decreto nº 45.312, publicado no Minas Gerais, nesta quarta-feira (24), regulamenta o art. 8º da Lei nº 18.710, de 7 de janeiro de 2010, que autoriza redução da jornada de trabalho para os cerca de 16 mil servidores transferidos para a Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves. Para vigorar a redução de 40 para 30 horas semanais, será necessária a publicação de resoluções conjuntas entre a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) e a direção de cada órgão ou entidade.

Serão beneficiados todos os servidores efetivos que não tem função gratificada ou cargo comissionado. A medida tem o objetivo de facilitar a ambientação e o deslocamento dos servidores durante o ano de mudança para a Cidade Administrativa. Os servidores efetivos que possuem função gratificada ou cargo comissionado e os de recrutamento amplo dependem da definição da chefia imediata.

O objetivo da resolução conjunta é determinar o escalonamento dos horários dos servidores efetivos que possuem direito automático à medida e estabelecer quem terá direito à redução da jornada. De acordo com o subsecretário de Gestão da Seplag, Frederico Melo, o principal objetivo da medida é facilitar para o servidor durante o período de mudança.

Melo explica que a medida vai vigorar exclusivamente este ano e para os servidores que trabalham na Cidade Administrativa. “A medida será automática para os servidores públicos efetivos que não possuem função gratificada ou cargo comissionado. Todavia, todos devem esperar a publicação da resolução conjunta entre cada órgão e a Seplag”, disse.


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Pro-Hosp garante qualidade na assistência e gestão Hospitalar


Mais uma Santa Casa do Estado foi certificada pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). Desta vez, a população do Norte de Minas é quem se beneficia com a qualidade dos serviços prestados pela Santa Casa de Misericórdia de Montes Claros, certificada no último dia 11, como “Hospital Acreditado” - reconhecimento oficial da qualidade de toda a sua equipe assistencial e administrativa em garantir excelência e segurança dos serviços de saúde prestados à população.

Para que a Santa Casa conseguisse o certificado, a Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG) viabilizou a realização de diagnóstico organizacional na metodologia ONA, identificando os pontos fracos da instituição. Por meio de uma política de qualificação, capacitação e desenvolvimento de recursos humanos, voltada para a questão da qualidade, a SES auxilia no aprimoramento do processo de gestão para todos os 130 hospitais do Programa de Fortalecimento dos Hospitais de Minas Gerais (Pro-Hosp), localizados em 112 municípios e a Santa Casa de Montes Claros, faz parte desta rede hospitalar.

De acordo com a Assessora de Melhoria da Qualidade, Lismar Campos, esse diagnóstico objetiva aumentar a segurança e o padrão dos serviços e é, de fato, um movimento de melhoria dos Hospitais da rede Pro-Hosp. “O modelo de gestão propõe a melhoria da qualidade da assistência que é prestada aos pacientes, além de contribuir positivamente para o clima organizacional. Isso motiva os profissionais da rede pública a alcançarem melhores índices de desempenho”, ressaltou.


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Cohab e Cemig começam em abril instalação de aquecedores solares


Terão início no dia 6 de abril os trabalhos de instalação, sob responsabilidade da Cemig, de 15 mil aquecedores solares em conjuntos habitacionais da Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (Cohab/MG), como parte de convênio assinado entre as duas empresas do Estado com esse objetivo. Os primeiros aquecedores serão instalados em Montes Claros, seguindo-se as demais cidades do Norte de Minas que dispõem de conjuntos habitacionais do Programa Lares Geraes - Habitação Popular, do Governo de Minas.

Em reunião realizada entre representantes da Cemig, Cohab/MG e Aquecemax, empresa vencedora da licitação, foram definidos critérios técnicos para a instalação dos aquecedores. A Cemig e a Cohab/MG acompanharão os serviços com o objetivo de garantir o bom desempenho dos equipamentos.

Economia

O convênio foi assinado perante o governador Aécio Neves, no dia 4 de dezembro de 2008, a Cohab/MG e a Cemig Distribuidora, no âmbito do Programa de Eficiência Energética e Combate ao Desperdício de Energia Elétrica, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), visando instalar o equipamento termossolar em todas as casas do programa habitacional do Governo de Minas, sem qualquer custo para os futuros mutuários

Os aquecedores possibilitaram a redução de aproximadamente 40% para os mutuários, gerando uma economia no orçamento das famílias que varia de R$ 34,00 a R$ 37,00 por mês no seu desembolso com gastos em energia. Os aquecedores que serão instalados possuem reservatório de 200 litros com capacidade de até cinco banhos. Mesmo com o céu nublado a água é aquecida, além de gerar uma economia de até 30% no consumo de energia.


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Aécio Neves substitui, por modelos novos e economicos, geladeiras, lampadas e chuveiros nas comunidades carentes de toda Minas Gerais


O governador Aécio Neves e o vice-governador Antonio Anastasia inauguraram, nesta terça-feira (23), a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Rio Bananeiras, em Conselheiro Lafaiete, na região do Campo das Vertentes, que recebeu R$ 10 milhões do Governo de Minas e anunciaram mais R$ 5,2 milhões em investimentos para a construção de um novo Pronto Socorro. Durante o evento, também foi lançado o programa Conviver, que atenderá famílias de baixa renda do interior do Estado com a substituição de geladeiras, lâmpadas e chuveiros por modelos mais novos e com consumo menor de energia.A Cemig investirá R$ 15 milhões em todo o Estado por meio do programa.
O Conviver será implantado em 16 municípios nas regiões Central, Sul e Triângulo, beneficiando 59.289 famílias de baixa-renda, com a substituição de 5.188 geladeiras, 3.706 chuveiros e 296.443 lâmpadas."Estamos com ônus da Cemig, trocando equipamentos elétricos obsoletos, que gastam muita energia, por equipamentos absolutamente novos. Uma forma simples, correta e eficiente de fazer justiça social. A Cemig, ao mesmo tempo que se torna uma empresa valorizada, cumpre seu papel social. Ao lado do Conviver, o Luz para Todos, com mais de 70% de recursos do Governo do Estado, está desenvolvendo socialmente Minas Gerais. Até o final de 2010, não teremos uma só propriedade rural sem energia elétrica", disse Aécio Neves, em seu pronunciamento.Em Conselheiro Lafaiete serão atendias 4.200 famílias pelo programa Conviver.
A seleção das famílias a serem beneficiadas será feita com base no cadastro de famílias de baixa renda da Cemig cruzado com o cadastro de famílias beneficiadas pelo sistema Único de Assistência Social (Suas), da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social.ETEAo lado do presidente da Copasa, Ricardo Augusto Campos, o governador Aécio Neves e o vice Antonio Anastasia inauguraram a ETE do Rio Bananeiras, que terá capacidade para tratar, em média, 13 milhões litros por dia, beneficiando 60 mil pessoas. Os investimentos da Copasa foram de R$ 10 milhões. Além da estação, foram implantados 5,8 quilômetros de redes interceptoras e 3,4 quilômetros de emissários que vão impedir o lançamento de esgoto no Ribeirão Bananeiras.Com a entrada da ETE em funcionamento, será garantida a despoluição do Ribeirão Bananeiras e Ventura Luiz, que formam o rio Maranhão, um dos principais afluentes do Rio Paraopeba. "Esta ETE é um dos maiores investimentos per capita que a Copasa já fez. Uma Estaçãode Tratamento de Esgoto que atenderá cerca de 60 mil pessoas", disse Aécio Neves.
O governador afirmou que a Copasa é uma empresa de saneamento de resultados reconhecidos fora do país e referência no Brasil como melhor empresa do setor. Segundo ele, a Copasa é exemplo de como uma empresa bem administrada pode desenvolver ações concretas de melhoria de vida para a população.Nos últimos sete anos, a Copasa triplicou o número de estações de tratamento de esgoto em Minas Gerais.
O volume de esgoto tratado saltou de 22 milhões de metros cúbicos para 150 milhões de metros cúbicos.Pronto SocorroO governador Aécio Neves também autorizou liberação de R$ 5,2 milhões, de um total de R$ 13 milhões, para a construção do novo Pronto Socorro Regional em Conselheiro Lafaiete e para a aquisição de equipamentos.
Os novos serviços de Urgência e Emergência irão suprir a limitação física, de equipamentos e de pessoal. Só no ano passado foi liberado R$ 1,3 milhão para o novo Pronto Socorro. Ao longo de 2010, serão liberados os R$ 6,5 milhões restantes. A prefeitura será responsável pelas obras.O novo Pronto Socorro irá beneficiar toda a população que compõe da região de Conselheiro Lafaiete, o que representa 181 mil habitantes em 13 municípios. Será prestado, na nova unidade, atendimento imediato aos doentes, com internação adulta e pediátrica. Haverá ainda coleta e realização de exames laboratoriais, raio X, ultrassom, eletrocardiograma e tomografia.Médicos e enfermeiras vão atender 24 horas por dia nos quatro pavimentos distribuídos em 6.800 mil metros quadrados. Serão 97 leitos, sendo 77 de internação e 20 de internação intensiva (CTI).
A previsão é que fique pronto um ano e meio após o início das obras.Distrito IndustrialDurante a solenidade, o governador anunciou a doação de um terreno da Cohab, de 902 mil metros quadrados, para implantação do Distrito Industrial de Conselheiro Lafaiete. Ele anunciou ainda a liberação de recursos, via Cohab, para construção de 50 casas para famílias que vivem em área de risco no município. O governador também anunciou que a matriz de Nossa Senhora da Conceição será restaurada, numa ação conjunta do Governo de Minas e da Prefeitura de Lafaiete.


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

PSDB de Minas Gerais: nova estrutura e projetos para este ano


O presidente do PSDB de Minas, deputado Narcio Rodrigues, explicou aos membros da Executiva Estadual, nesta segunda-feira, dia 22, a estruturação do Partido para as eleições de outubro, especialmente a criação do Núcleo de Inteligência Tucana (NIT), o Núcleo de Atendimento aos Vereadores (NAV) e a ampliação do Setor Jurídico. A explanação aconteceu durante reunião ordinária da Executiva, na sede do Partido, em Belo Horizonte.

O NIT irá planejar as ações na área de comunicação, especialmente para as plataformas oferecidas pela internet. Uma equipe do PSDB já está trabalhando no projeto, que mês a mês será expandido. “Dois setores serão essenciais nas eleições deste ano, mais até que nas anteriores: a web e o jurídico. E o PSDB de Minas está se organizando para oferecer aos seus candidatos um assessoramento de qualidade, com agilidade”, ressaltou Narcio.

O presidente adiantou ainda que a nova estrutura da assessoria jurídica do partido dará atenção às candidaturas estaduais e federais, oferecendo, entre outros, seminários para candidatos, assessores e lideranças, além de manter um canal permanente de informações. Na reunião foi apresentado o advogado Arnaldo Silva Júnior, que com sua equipe trabalhará em conjunto com o assessor jurídico do partido, Reginaldo Nunes.

Narcio também explicou outro importante núcleo criado, o NAV, que prestará assessoria aos 1.059 vereadores que o partido possui no estado.
Atividades
Durante a reunião, o deputado Marcus Pestana, presidente da seção estadual do Instituto Teotônio Vilela (ITV) , órgão de estudos e formação política ligado ao PSDB, falou sobre os eventos que estão sendo programados para este primeiro semestre. Serão promovidos painéis para discutir políticas sociais e que terão como debatedores e convidados especialistas em diversas áreas. Destes encontros, serão elaborados documentos que servirão de base aos candidatos tucanos.

O presidente da Juventude do PSDB/MG, Adriano Faria, e a presidente do PSDB Mulher de Minas Gerais, Eliana Piola, também discorreram sobre as atividades dos dois secretariados para os próximos meses.
Confira, abaixo, fotos da reunião


Veja fotos do primeiro dia de trabalho na Cidade Administrativa







segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Noblat critica ações da oposição a Lula e comenta visão sensata de Aécio Neves

Sina de formiga

Era um inferno. Sempre que passava por ali, o elefante esmagava a entrada do formigueiro. Então as formigas decidiram reagir.

Um dia, aos milhares, saltaram sobre o elefante e começaram a picá-lo. Com um abanão das orelhas, o elefante livrou-se delas. Restou uma agarrada ao seu pescoço.

“Esgana o bicho, esgana”, gritavam as outras em coro.

O elefante da história está mais para Lula, aprovado por oito entre 10 brasileiros, assim como as formigas estão mais para a oposição – PSDB, PPS, DEM em fase terminal e uma fatia do PMDB.
Quem será a formiga que insiste inutilmente em esganar o elefante? Arthur Virgílio, líder do PSDB no Senado?

Ora, Arthur anda sumido desde que perdeu a batalha pelo afastamento de José Sarney da presidência do Senado. Há duas semanas, voou para um café da manhã com Barack Obama em Washington. Imaginava trocar idéias com ele. Havia dois mil convidados.

O Amazonas de Arthur é fortaleza do lulismo. Ele pretende se reeleger. Sabe como é…
A formiguinha suicida seria José Agripino Maia, líder do DEM no Senado?

Agripino anda muito ocupado com o escândalo que engoliu o único governador do seu partido, José Roberto Arruda, do Distrito Federal, preso numa cela da Polícia Federal, em Brasília. O escândalo ainda ameaça engolir o vice Paulo Octávio, do DEM.

E Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB?

Poupemos Guerra. O coração dele bate acelerado diante da demora do governador José Serra, de São Paulo, em se declarar candidato à vaga de Lula. E bate aflito diante do risco do próprio Guerra não se reeleger senador por Pernambuco. É uma carga dupla e bastante pesada.

De Aécio Neves, outra estrela do infausto formigueiro, diga-se que jamais aprovaria o plano de um ataque em massa ao elefante.

Se dependesse dele, o formigueiro simplesmente teria mudado de endereço para escapar de eventuais danos. Como não o levaram em conta, mergulhou terra à dentro e foi cuidar de sua vida.

Tudo deu certo para Lula desde que se elegeu presidente em 2002. Seu governo sobreviveu ao explosivo escândalo do mensalão. A economia cresceu. Milhões de brasileiros ascenderam à classe C. A maioria dos partidos se rendeu aos seus encantos. E o PT à candidata que ele sacou do bolso.

Dizem que a próxima será a primeira eleição em 21 anos onde os brasileiros estarão impedidos de votar em Lula. De fato, é verdade. Mas na prática, não.

Dilma só existe como candidata porque Lula a inventou. Nada mais direto, pois, do que o apelo que orientará sua campanha: votar em Dilma significa votar em Lula.

Caberá à oposição separar os dois – fácil, não?

A ela caberá também a difícil tarefa de vender Serra como o melhor candidato pós-Lula. Melhor até mesmo do que Dilma, a quem Lula escolheu. E logo quem?

E logo Serra que concorreu contra Lula em 2002. Se Serra tivesse vencido não haveria Lula presidente por duas vezes. Oh, céus!

O ex-metalúrgico que chegou ao lugar antes privativo dos verdadeiros donos do poder deixou de pertencer à categoria dos homens comuns – embora daí extraia sua força.

Foi promovido nos últimos oito anos à condição de mito. E como tal deverá ser encarado pelas futuras gerações. É improvável que alguém como ele reprise sua trajetória.

A oposição se propõe a derrotar um mito. E tentará fazê-lo sem reunir sua força máxima.

Serra está pronto para conversar com Aécio sobre a vaga de vice em sua chapa. Quanto a isso, há duas coisas mais ou menos certas. Serra oferecerá a vaga a Aécio. E Aécio a recusará.

Descarte-se a hipótese de Serra sugerir: “Bem, nesse caso, você sai para presidente com meu apoio e eu irei disputar um novo mandato de governador”.

Aécio tem a resposta na ponta da língua: “Agora, é tarde. Quis ser candidato. Sugeri a realização de prévias dentro do partido. Não fui ouvido. Serei candidato ao Senado”.

E aí, José?

Aí José só vencerá a eleição se Dilma conseguir perder para ela mesma.

Possível, é, embora…


Fonte: Blog do Noblat – Ricardo Noblat

Líderes do PSDB e do DEM criticam Dilma e dizem que ela faz terrorísmo

PSDB e DEM: Dilma mente e faz terrorismo
Líderes da oposição reagem reafirmando que nunca se cogitou privatizar Petrobras, BB e CEF, como diz o PT
BRASÍLIA e SÃO PAULO. A oposição reagiu com críticas ao discurso de ontem da ministra-candidata Dilma Rousseff. Dirigentes do PSDB e do DEM negaram que no governo de Fernando Henrique tenha sido cogitada a privatização de estatais como Petrobras, Banco do Brasil, CEF e Furnas, como sugeriu Dilma.
Classificaram as afirmações da pré-candidata do PT à Presidência de delírio, mentira e até mesmo de “conversa de elefante”.
A pré-candidata petista afirmou que o Brasil escapou de um desastre maior com a crise global porque “os brasileiros resistiram a esse desmonte” e “impediram a privatização parcial e integral da Petrobras, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal (CEF) ou de Furnas”.
- São reminiscências incorretas e imprecisas. O Brasil resistiu à crise por muitas razões que ela não citou. Quanto às privatizações, essa foi uma conversa de elefante. Nunca houve essa ideia. Isso faz parte desse terrorismo que o PT tem aplicado – disse o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE).
Na avaliação de Guerra, o PT, durante o congresso, acenou para a esquerda de forma imprecisa ao aprovar medidas radicais, ao mesmo tempo em que a ministra fez um discurso com conteúdo conservador. Para o líder do DEM no Senado, JoséAgripino, tratou-se de loucura a afirmação de que Petrobras, Furnas, Banco do Brasil e CEF só não foram privatizados porque os “brasileiros resistiram”: – O delírio da ministra está chegando às raias da mentira.
Nunca se cogitou nada disso, privatização da Petrobras, de Furnas. Isso nunca existiu.
O ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega disse que Dilma está equivocada ao dizer que as privatizações no governo de Fernando Henrique foram um desastre para o país. Segundo ele, a venda das estatais ajudaram o país e os consumidores: – Se a ministra externou essa visão ideológica (de ser contra as privatizações) ela está ultrapassada e fora de moda. Também contraria o que o presidente Lula tem defendido. Hoje o país tem mais telefone do que gente. Alguém tem dúvida de que a CSN está numa situação melhor do que antes de ser privatizada, e que a Vale se transformou numa gigante mundial? Para ele, se o governo não contar com dinheiro privado na infraestrutura, o país não terá fôlego para crescer: – O investimento do PAC é de pouco mais de 0,5% do PIB. O país precisa de 3% a 5% do PIB em investimentos para colocar a sua infraestrutura de pé. O PAC é um grande slogan.* Enviada especial
Fonte: Soraya Aggege* e Lino Rodrigues – O Globo