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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Antonio Anastasia inaugura iluminação de Natal da Praça da Liberdade


Dezenas de pessoas acompanharam, na noite desta segunda-feira (6), a inauguração da iluminação de Natal da Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. O governador Antonio Anastasia, ao lado do presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Djalma Bastos de Morais, acionou, do Palácio da Liberdade, o dispositivo que ligou os 36 mil conjuntos de microlâmpadas instalados na praça. Os portões do Palácio da Liberdade foram abertos ao público, que lotaram os jardins.

Alegrando ainda mais a festa, o Papai Noel também participou da solenidade ao lado do governador. O Coral do Grêmio Recreativo dos Funcionários da Cemig cantaram músicas natalinas. Em seguida, já com as luzes de Natal acesas, o músico Waldir Silva e um trio de músicos vestidos de Papai Noel tocaram canções natalinas tradicionais em ritmo de chorinho, no coreto da Praça da Liberdade.

Este ano, a decoração feita pela Cemig aborda, de forma lúdica, a preservação da cultura e do patrimônio mineiros. Foram instalados 36 mil conjuntos de microlâmpadas e 38 mil metros de cordões luminosos.

Com anjos suspensos, estrelas, sinos, bengalas e bolas de Natal, a praça também tem dois papais noéis de 4,5 metros cada e uma árvore de Natal com 10 metros de altura, que reproduz a mesma trilha musical do coreto. O investimento na praça é de R$ 227 mil.

Outros pontos

A Cemig também instalou iluminação natalina em outros nove pontos da capital, com investimento de R$ 770 mil. Além da Praça da Liberdade, a estatal mineira é responsável pela iluminação do Palácio das Mangabeiras, da avenida Barbacena, do seu edifício-sede, da Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, da Assembleia Legislativa, do Ministério Público, do Comando-Geral da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, da Igreja São José e doMinascentro. Os trabalhos serão concluídos até o dia 10 de dezembro e todos os locais ficarão iluminados até o dia 6 de janeiro de 2011.

Deficientes visuais

Como ocorreu em 2009, a Cemig, este ano, também irá realizar uma mostra das principais peças, em tamanho real, que foram utilizadas na decoração natalina de Belo Horizonte, como anjos, estrelas e cometas. O objetivo é permitir que a decoração natalina também seja apreciada por pessoas portadoras de deficiência visual.

Além disso, um texto em braile descreverá as cores, brilhos e os chorinhos de Natal, proporcionando uma ideia bem próxima da maneira como o Natal é celebrado nas ruas da capital. A mostra será aberta nesta terça-feira (7), na Galeria de Arte do edifício-sede da Cemig, e estará à disposição do público até o dia 6 de janeiro de 2011, das 10 horas às 16 horas, inclusive nos finais de semanas.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Discórdia: Campanha do PMDB e PT tem dívida de R$ 2,9 milhões, Hélio Costa e Patrus podem ser penalizados pelo TRE


PMDB cobra do PT dívida de R$ 2,9 milhão de campanha

Hélio Costa e Patrus Ananias, candidato a vice na chapa, podem ser penalizados pela Justiça Eleitoral. Origem do dinheiro que deverá saldar a dívida é motivo de suspeitas por parte de integrantes do próprio PMDB
Pressionado pelo PMDB mineiro, o PT vai ajudar a arcar com a dívida de R$ 2.976.628 da candidatura derrotada do senador peemedebista Hélio Costa ao Governo de Minas Gerais. De acordo com o secretário de Finanças do PMDB estadual e também tesoureiro da empreitada eleitoral, Célio Mazoni, caso os petistas não ajudem a saldar o débito e, eventualmente, se o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) desaprovar as contas, o ex-ministro Patrus Ananias (PT) pode ser penalizado junto com Hélio Costa, porque foi candidato a vice na chapa perdedora.

“O PT está disposto a contribuir porque a coligação é PT e PMDB e os candidatos foram Hélio e Patrus. Se alguma coisa vai ser inviabilizada, é a conta dos dois candidatos. Tanto do Patrus quanto do Hélio. Com isso, o PT está solidário no pagamento”, afirmou. Esse foi o argumento para convencer os petistas.

O presidente estadual da legenda, deputado federal Reginaldo Lopes, confirma a informação. Ele diz que o PMDB recorreu ao diretório nacional do PT para pedir ajuda à quitação da dívida. “Eles se articularam com o PT nacional”, registra. Lopes lembra que a legenda contribuiu durante a campanha. Mas, a contragosto, admite que a sigla deve aportar recursos no PMDB. “O PT já ajudou durante a campanha. Pode ajudar ainda. Mas isso tem que ser discutido”.

Na prestação final de contas, entregue ao TRE-MG no dia 2 de novembro, Hélio Costa declarou ter recebido R$ 30.828.923,63 em doações. Mas os gastos alcançaram a cifra dos R$ 33.805.551,86. Quase metade das arrecadações, cerca de R$ 15 milhões, foram provenientes do PMDB. O rombo de Hélio Costa diz respeito à contratação de prestadores de serviços.

De acordo com Mazoni, até a última sexta-feira, a legenda tinha conseguido levantar R$ 400 mil. Sem citar o nome das empresas e pessoas, diz que as doações partiram de terceiros. “Já recebemos R$ 400 mil em doações diversas. São pequenas doações”, afirma.

A origem do dinheiro que deverá saldar a dívida é motivo de suspeitas por parte de integrantes do próprio PMDB. O deputado estadual Adalclever Lopes encaminhou ao líder da bancada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais requerimento para que, em nome da bancada, se cobre da direção estadual da legenda explicações sobre como deve ser pago o débito. Ele argumenta que o PMDB não tem condições financeiras para arcar com o rombo.

Além disso, diz que os candidatos na chapa proporcional tiveram que assumir com suas dívidas enquanto o partido garantiu o pagamento do prejuízo da majoritária. “Não é justo. Tive que tirar do meu bolso para pagar minhas dívidas, assim como os outros candidatos (a deputado)”, alega ele.

No requerimento de Adalclever Lopes, ele pede que sejam esclarecidas “quais as fontes de recurso partidário que arcarão com tais despesas”. De acordo com Mazoni, o PMDB mineiro assumiu a dívida. Porém, o candidato derrotado assinou um documento se comprometendo a repassar o dinheiro à legenda em 120 dias, se o total de doações não alcançar o débito. “A executiva estadual assumiu a divida. Foi feita uma ata, todos os membros assinaram. O candidato pediu 120 dias de prazo”.

De acordo com ele, devem ainda chegar ao PMDB mineiro recursos advindos do diretório nacional do partido. Mazoni observa que, apesar de Hélio Costa prometer pagar o débito, o PMDB mineiro pode aportar recursos para ajudar. O secretário de Finanças informa que a expectativa é de que até o final do ano a questão esteja solucionada.

O secretário geral do partido no Estado, deputado Antônio Júlio, diz que a legenda não tem como arcar com o rombo. Mas também garantiu que Hélio Costa se responsabilizará por ela, como já acordado. “Não temos como pagar, até porque nossa arrecadação é de R$ 1 milhão por ano”, afirma Antônio Júlio.

A declaração de bens de Hélio Costa à Justiça Eleitoral é inferior à dívida. Ele informou ao TRE-MG que possui um total de bens, ações e dinheiro aplicado ou em conta corrente em valor total de R$ 1.347.805,42. Mazoni diz que, em último caso, o senador recebe os vencimentos. “Ele pode não ter bens, mas tem salários”. O vencimento mensal de um senador é de R$ 16,5 mil. Hélio Costa deixa a Casa no início do ano que vem.

O secretário de Finanças do PMDB também contesta o requerimento de Adalclever Lopes, afirmando que não recebeu o documento e que o deputado poderia ter votado na reunião da executiva. “Seria mais fácil ele comparecer, questionar e votar contra”, considera Mazoni. Na semana passada, contratados pela campanha de Hélio Costa ao governo foram às ruas de Montes Claros pedir o pagamento de serviços.


Fonte: Amália Goulart – Hoje em Dia

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Mandato de Sérgio Guerra à frente do PSDB é prorrogado, partido decide futuro ano que vem


Mudanças na cúpula tucana ficam para o ano que vem

Mandato de Sérgio Guerra à frente do partido, que terminaria em outubro, foi prorrogado por seis meses
O PSDB não fará mudanças na direção partidária este ano. O mandato da Executiva Nacional, tendo à frente o senador Sérgio Guerra (PE), terminaria no fim de outubro, mas foi esticado por mais seis meses, até maio de 2011. A prorrogação foi decidida sem alarde, quando a avaliação predominante no partido era a de que o candidato tucano a presidente, José Serra, estava diante da perspectiva de derrota iminente, já no primeiro turno.

A cúpula partidária avaliou que tocar a sucessão interna em plena ressaca eleitoral seria inconveniente, ainda que houvesse uma virada positiva e Serra saísse vitorioso da disputa presidencial.

Hoje, a avaliação predominante nos bastidores é de que o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves, eleito senador com uma das maiores votações proporcionais do País, só não será o futuro presidente do PSDB se não quiser. Ninguém acredita que Serra queira se abrigar na direção partidária depois de perder a disputa eleitoral, como ocorreu em 2002.

“Mesmo perdendo a eleição, vamos querer virar esta página”, diz um importante dirigente tucano. Sérgio Guerra, que disputou uma cadeira na Câmara dos Deputados e ganhou, já avisou a vários companheiros que não tem interesse em continuar no cargo.

Aécio, que é apontado como presidente ideal por vários dirigentes, também não mostra entusiasmo com a ideia. Diz que não é hora de abrir este debate e que Sérgio Guerra vem conduzindo o partido de forma “extremamente correta e com grande empenho pessoal”.

Além da Executiva Nacional, os mandatos das direções municipais e estaduais também serão prorrogados. A ideia é renovar primeiro os comandos do partido nos municípios, o que deve ser feito em fevereiro, para no mês seguinte eleger as novas direções em cada Estado. A sucessão na Executiva Nacional fica por último, mas um dirigente do partido diz que o princípio que determinou o adiamento é o mesmo nas três esferas: permitir que as direções renovadas se encarreguem de realizar campanhas para filiar novos quadros e mobilizar o partido para as eleições seguintes.

Como os dirigentes do PSDB têm dois anos de mandato e o prazo de filiação partidária para os candidatos ao Executivo (prefeito, governador e presidente) e ao Legislativo é de pelo menos um ano, o tucanato avalia que a prorrogação vem bem a calhar.

Os novos dirigentes terão seis meses até outubro, quando fecha o prazo de filiação dos candidatos às eleições municipais de 2012, para organizar o partido e começar a escalar o time que disputará as prefeituras e câmaras municipais pelo PSDB.


Fonte: Christiane Samarco – O Estado de S.Paulo

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Veja: “Quase fui preso como um dos aloprados”, disse Abramovay sobre pedidos de dossiês de Dilma e Gilberto Carvalho


Intrigas de estado

Diálogos entre autoridades revelam que o Ministério da Justiça, o mais antigo e tradicional da República, recebeu e rechaçou pedidos de produção de dossiês contra adversários

“Não aguento mais receber pedidos da Dilma e do Gilberto Carvalho para fazer dossiês. (…) Eu quase fui preso como um dos aloprados.” (Pedro Abramovay, atual secretário nacional de Justiça, em conversa com seu antecessor, Romeu Tuma Júnior)

É conhecido o desprezo que o PT nutre pelas instituições republicanas, mas o que se tentou no Ministério da Justiça, criado em 1822 por dom Pedro I, ultrapassa todas as fronteiras da decência. Em quase 200 anos de história, o ministério foi chefiado por homens da estatura de Rui Barbosa, Tancredo Neves e quatro futuros presidentes da República. O PT viu na tradicional instituição apenas mais um aparelho a serviço de seu projeto de poder. Como ensina Franklin Martins, ministro da Supressão da Verdade, “às favas com a ética” quando ela interfere nos interesses políticos e partidários dos atuais donos do poder.

VEJA teve acesso a conversas entre autoridades da pasta que revelam a dimensão do desprezo petista pelas instituições. Os diálogos mostram essas autoridades incomodadas com a natureza dos pedidos que vinham recebendo do Palácio do Planalto. Pelo que é falado, não se pode deduzir que o Ministério da Justiça, ao qual se subordina a Polícia Federal, cedeu integralmente às descabidas investidas palacianas.

“Não aguento mais receber pedidos da Dilma e do Gilberto Carvalho para fazer dossiês. (…) Eu quase fui preso como um dos aloprados”, disse Pedro Abramovay, secretário nacional de Justiça, em conversa com seu antecessor, Romeu Tuma Júnior. Abramovay é considerado um servidor público exemplar, um “diamante da República”, como a ele se referiu um ex-ministro.

Aos 30 anos, chegou ao Ministério da Justiça no início do governo Lula pelas mãos do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos. A frase dele pode confirmar essa boa reputação, caso sua “canseira” tenha se limitado a receber pedidos e não a atender a eles. De toda forma, deveria ter denunciado as ordens impertinentes e nada republicanas de “produzir dossiês”.

Mesmo um alto funcionário com excelente imagem não pode ficar ao mesmo tempo com a esmola e o santo. Em algumas passagens da conversa, Abramovay se mostra assustado diante das pressões externas e diz que pensa em deixar o governo. Não deixou. Existem momentos em que é preciso escolher. Antes de chegar ao ministério, ele trabalhou no gabinete da ex-prefeita Marta Suplicy, na liderança do PT no Senado e com o senador Aloizio Mercadante.

Vem dessa etapa da carreira a explicação para a parte da frase em que ele diz “quase fui preso como um dos aloprados”. A frase nos leva de volta à campanha eleitoral de 2006, quando petistas foram presos em um hotel ao tentar comprar um dossiê falso contra José Serra. A seu interlocutor, Abramovay sugere ter participado do episódio e se arrependido, a ponto de temer pedidos semelhantes vindos agora do Palácio do Planalto. Ele disse que quase foi preso na época do escândalo e que, por isso, teve de se esconder para evitar problemas. “Deu ‘bolo’ a história do dossiê”, comenta. Em pelo menos três ocasiões, Abramovay afirma que não está disposto a novamente agir de forma oficiosa. E justificou: “…os caras são irresponsáveis”.

“O Pedro reclamou várias vezes que estava preocupado com as missões que recebia do Planalto. Ele realmente me disse que recebia pedidos da Dilma e do Gilberto para levantar coisas contra quem atravessava o caminho do governo.” (Romeu Tuma Junior, ex-secretário nacional de Justiça)

Os diálogos aos quais a reportagem teve acesso foram gravados legalmente e periciados para afastar a hipótese de manipulação. As ordens emanam do coração do governo — do chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, e da candidata a presidente, Dilma Rousseff. A conversa mais longa durou cinquenta minutos e aconteceu em janeiro deste ano, no gabinete do então secretário nacional de Justiça e antecessor de Abramovay no cargo, Romeu Tuma Júnior.

Os interlocutores discutem a sucessão do ex-ministro Tarso Genro. Ao comentar sobre o próprio futuro, Abramovay revela o desejo de trabalhar na ONU. Em tom de desabafo, o advogado afirmava que já não conseguia conviver com a pressão. Segundo ele, a situação só ia piorar com a nomeação para o cargo de Luiz Paulo Barreto, então secretário executivo, pela falta de força política do novo ministro, funcionário de carreira da pasta, em que também angariou excelente reputação. “Isso (o cargo de ministro) é maior que o Luiz Paulo. (…) Agora eles vão pedir… para mim… pedir para a Polícia (Federal)”, desabafou.

Procurado por VEJA, Abramovay disse: “Nunca recebi pedido algum para fazer dossiês, nunca participei de nenhum suposto grupo de inteligência da campanha da candidata Dilma Rousseff e nunca tive de me esconder — ao contrário, desde 2003 sempre exerci funções públicas”. Romeu Tuma Júnior, seu interlocutor, porém, confirmou integralmente o teor das conversas: “O Pedro reclamou várias vezes que estava preocupado com as missões que recebia do Planalto. Ele me disse que recebia pedidos de Dilma e do Gilberto para levantar coisas contra quem atravessava o caminho do governo”.

Acrescentou Tuma: “Há um jogo pesado de interesses escusos. Para atingir determinados alvos, lança-se mão, inclusive, de métodos ilegais de investigação. Ou você faz o que lhe é pedido sem questionar, ou passa a ser perseguido. Foi o que aconteceu comigo”, afirma o ex-secretário, que deixou a pasta em junho, depois que vieram a público denúncias de que teria relacionamento com a máfia chinesa. Tuma Júnior atribui a investigação contra si — formalmente arquivada por falta de provas — a uma tentativa de intimidação por parte de pessoas que tiveram seus interesses contrariados. Ele não quis revelar quais seriam esses interesses: “Mas posso assegurar que está tudo devidamente documentado”.

Para o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, o diretor da PF, Luiz Fernando Corrêa, se valeu do aparato policial para monitorar autoridades. O ministro suspeitou que ele próprio houvesse sido vítima de grampos ilegais e que até o presidente Lula tivesse sido constrangido por Corrêa.

O clima de desconfiança no Ministério da Justiça contaminou até o mais alto escalão. A certa altura das conversas, o chefe da pasta, Luiz Paulo Barreto, manifesta suspeita de que seu subordinado Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da Polícia Federal, o espione. Em inúmeras ocasiões, Barreto revelou a seus assessores não ter ascendência sobre Corrêa. O ministro chega a expressar em voz alta sua desconfiança de que o diretor da PF tem tanto poder que se dá ao luxo de decidir sobre inquéritos envolvendo pessoas da antessala do presidente da República.

Um desses casos é relatado por Barreto em conversa no seu próprio gabinete, ocorrida em meados de maio. À sua chefe de gabinete, Gláucia de Paula, Barreto fala sobre o possível indiciamento de Gilberto Carvalho, braço direito do presidente Lula. Em 2008, a PF interceptou telefonemas em que o chefe de gabinete da Presidência conversava com o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, um dos investigados na Operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas.

Gláucia de Paula – O Gilberto (Carvalho, chefe de gabinete da Presidência) foi indiciado?

Ministro Luiz Paulo Barreto – O processo foi travado. Deu m… (…) O negócio do grampo. O Luiz Fernando falou pra não se preocupar.

Gláucia de Paula - Tem certeza disso?

Ministro Luiz Paulo Barreto – O ministro Márcio (Thomaz Bastos) que me contou isso. O Gilberto (Carvalho) me contou isso.

Tuma - Esse cara tem alguma coisa, não é possível (…).

O ministro, que diz ter tido conhecimento do indiciamento pelo próprio Gilberto Carvalho, revela que o diretor da PF promoveu uma encenação para iludi-lo, numa manobra para mostrar que seu poder emanava de fora da hierarquia do Ministério da Justiça. A conversa toma um rumo inesperado. Um dos interlocutores fica curioso para saber a fonte real de poder de Luiz Fernando, que lhe dá cobertura até para desafiar seu próprio chefe sem temor de represálias.

“Ele deve ter alguma coisa…”, afirma. Procurado, Luiz Paulo Barreto informou que não comentaria nada antes de ter acesso ao áudio da conversa. Gilberto Carvalho negou que já tenha feito algum pedido a Pedro Abramovay, a mesma resposta de Dilma Rousseff. As conversas e sua vinda a público funcionam como o poder de limpeza da luz do sol sobre os porões. Elas são reveladoras da triste realidade vivida por instituições respeitadas quando passam a ser aparelhadas por integrantes de um projeto de poder.

Outra demonstração disso surgiu na semana passada, quando a Polícia Federal forneceu a mais recente prova de quanto pode ser perniciosa a simbiose entre partido e governo. Na quarta-feira, depois de revelado que o ex-jornalista Amaury Ribeiro Jr., integrante do “grupo de inteligência” da campanha de Dilma, foi o responsável pela violação do sigilo fiscal de Eduardo Jorge e de outros integrantes do PSDB, o militante petista Lula, atualmente ocupando a Presidência da República, anunciou ao país que a PF faria revelações sobre o caso — antegozando o fato de que um delegado, devidamente brifado sobre o que deveria dizer, jogaria suspeitas das patifarias de Amaury Ribeiro sobre os ombros do PSDB. Mais uma vez, a feitiçaria dos petistas resultou em um tiro no próprio pé. Nunca aprendem que, uma vez aberta a caixa de Pandora, os fantasmas escapam e voam sem controle.

Em junho passado, VEJA revelou que o comitê de campanha de Dilma Rousseff arregimentou um grupo de arapongas para espionar o candidato José Serra, seus familiares e amigos. A tropa começou os trabalhos com o que considerava um grande trunfo, um dossiê intitulado “Operação Caribe”, produzido por Amaury e que narrava supostas transações financeiras de pessoas ligadas ao PSDB.

As únicas peças do dossiê fajuto que não podiam ser lidas no Google haviam sido obtidas de forma preguiçosa e venal, compradas de bandidos com acesso a funcionários da Receita Federal — e pagas com dinheiro vivo. Os dados fiscais violados serviram de subsídio para o tal relatório que circulou no comitê de campanha. Como “previu” o militante petista que ora ocupa a Presidência da República, horas depois de sua entrevista apareceram as tais “novidades”.

Um delegado anunciou que, com a identificação de Amaury, o caso estava encerrado, já que o ex-jornalista, ao violar o sigilo, ainda era funcionário do jornal O Estado de Minas, portanto não haveria nenhuma ligação com a campanha do PT. O delegado Alessandro Moretti foi o escolhido apenas para comunicar à nação as graves revelações obtidas pelo trabalho policial — formalmente ele não participou do inquérito. A lealdade no caso era mais vital do que o profissionalismo policial. Número dois na diretoria de Inteligência da PF, Moretti é produto direto do aparelhamento na Polícia Federal.


Fonte: Revista Veja – Reprodução Blog do Noblat

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Amaury Ribeiro Jr pagou despachante para obter dados ilegais da Receita Federal de membros do PSDB, farsa foi montada em Brasília

Quebra de sigilo: encomenda foi de Amaury Ribeiro

O despachante Dirceu Rodrigues Garcia afirmou que o jornalista Amaury Ribeiro Jr foi a pessoa que lhe encomendou a quebra de sigilo de pessoas ligadas ao candidato tucano à Presidência, José Serra.

Segundo o “Jornal Nacional”, que exibiu nesta quarta-feira uma entrevista com Dirceu, a Polícia Federal apurou que Amaury saiu de Brasília para São Paulo num voo de 7 de outubro do ano passado. No dia seguinte, ele teria acesso aos documentos sigilosos.

O despachante afirmou que o encontro com o jornalista foi breve e que ele teria dito que sua missão estava cumprida, ao ver, satisfeito, as declarações de renda dos tucanos.

- Esperei ele conferir a documentação e ele me passou o valor combinado. Conferi o valor e fui embora – disse Garcia ao “Jornal Nacional”.

O despachante contou que recebeu R$ 700 por declaração de renda e que, no total, foram 12 documentos:

- Eram doze, então deu um total de R$ 8.400.

Garcia disse ainda que só voltou a se encontrar com Amaury no mês passado, depois que o caso ganhou destaque na imprensa:

- Ele me ofereceu um auxílio, né, e quis saber como tava a situação – disse Rodrigues Garcia ao “Jornal Nacional”, confirmando que Amaury lhe ofereceu dinheiro: – Aceitei.

Foram, segundo Garcia, R$ 5 mil, em dois depósitos feitos na conta do despachante em duas datas: dias 9 e 19 de setembro. O despachante negou que tenha entendido o pagamento como um “cala boca”:

- Não, não, não. Jamais. Eu entendi como um auxílio, uma ajuda – afirmou.

Acusado de ter falsificado as assinaturas de Verônica Serra, filha do candidato do PSDB à Presidência, e de outros tucanos para obter as declarações de renda, o auxiliar contábil Antonio Carlos Atella negou que conhecesse o despachante que negociou com Amaury:

- Não sei quem é. Nunca vi mais gordo. E esse jornalista, de onde é? – disse ele.

Demonstrando irritação, Atella disse ter prestado seu serviço de cidadão ao país, ao afirmar em depoimento que o trabalho foi encomendado pelo office-boy Ademir Cabral, que agiu como intermediário no vazamento:

- Agora é com vocês. Se foi a Dilma, se não foi.

Entre as pessoas que tiveram seus dados sigilosos vazados na Receita Federal de Mauá, além da filha de Serra, está o vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas.

Amaury, que trabalhava na época no jornal “O Estado de Minas”, afirmou em seu depoimento que acessou os dados para proteger o então governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), durante a disputa da pré-campanha tucana.

Segundo o depoimento de Amaury, que não quis dar entrevistas, o jornal teria pagado R$ 12 mil em despesas para que ele viajasse até São Paulo, onde contratou os serviços de Dirceu Garcia.

Ele disse à polícia que começou a investigação sobre tucanos após saber que esse grupo estava investigando a vida do governador mineiro.

Amaury Ribeiro disse ainda que, depois de sair do jornal mineiro, foi procurado por pessoas ligadas à pré-campanha da petista Dilma Rousseff. Esses petistas estariam interessados no material obtido na investigação de Amaury.

O jornalista foi flagrado em um restaurante de Brasília, no dia 20 de abril deste ano, em encontro com Luiz Lanzetta, um dos assessores da campanha petista, e com ex-delegado da PF Onézimo Souza. Com a denúncia do suposto dossiê, Lanzetta – ligado ao então coordenador da campanha de Dilma e ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel – foi afastado da campanha.

Leia mais em Despachante diz que Amaury pagou por quebra de sigilo de pessoas ligadas a José Serra


Fonte: O Globo – Publicado no Blog do Noblat

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Itamar Franco defende oposição mais forte contra o PT


Itamar quer oposição ‘autêntica’ contra o PT

O ex-presidente Itamar Franco parece mais sereno com a idade. “Eu me eduquei a não ter mágoas”, diz o recém-eleito senador pelo PPS de Minas Gerais a reboque da popularidade do ex-governador Aécio Neves (PSDB).

As rusgas – ou “algumas tristezas”, como ele diz – com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o PSDB foram deixadas para trás, talvez com base no ensinamento do velho senador Teotônio Vilela, que lhe recomendou a “não deixar a mágoa passar da garganta para baixo porque faz mal ao coração”. Hoje, aos 80 anos, Itamar Franco é um dos principais cabos eleitorais do presidenciável José Serra (PSDB) em Minas.

“Minas pode indicar a virada necessária para o Serra ganhar as eleições. Agora, ele precisa tocar os corações mineiros. Aí vem o problema político”, afirma o ex-presidente. Apesar de mais suave, Itamar continua direto e franco. O problema político, analisa, é a necessidade de Serra se assumir como oposição e de adaptar o discurso para diferentes estratos sociais. Ao lado de Aécio, Itamar acha que a oposição precisa ser mais autêntica e se contrapor ao governo Lula, mostrando as transformações sociais obtidas graças ao Plano Real, implantado na transição entre o seu governo e o de FHC.

“Quando a dona Dilma (Rousseff, presidenciável do PT) diz que todos melhoraram de vida, por que eles não rebatem dizendo o seguinte: o pãozinho custava de manhã um preço, de tarde outro, de noite outro. E, além do pãozinho, o salário do trabalhador à noite estava totalmente corroído. A inflação era de 4% ao dia. Hoje é de 5% ao ano.”

Enquanto rabisca um papel e diagnostica o resultado das eleições em Minas, Itamar Franco manda recados aos tucanos, a Serra e a Fernando Henrique. “Sei que eles vão jogar tudo no lixo, mas eu falo assim mesmo. Eles não gostam que eu fale.” Logo em seguida, deixa claro que as advertências ao presidenciável são feitas com extrema cautela e consideração: “Eu estou fazendo uma crítica positiva. Serra terá meu voto, meu apoio cívico”.

“Leio que o ex-presidente Fernando vai querer uma conversa cara a cara quando o petista puser o pijama. Ora, o que assistimos a todos os dias na televisão? Ataques ao presidente Fernando. E por que ele vai esperar o homem por pijama? Por que não já vem agora, com um minuto ou 45 segundos no programa do Serra, e diz assim: olha presidente Lula, eu estou aqui, e me chame para o debate na hora que quiser. Faça isso antes de terminar o horário eleitoral. Porque não adianta ele querer esconder a face. Toda hora eles (o PT) mostram a face dele. O que vai adiantar ele dizer que quer debater com o Lula depois que ele sair do governo? Nada”, irrita-se Itamar.

O senador eleito repudia estratégias baixas de campanha, atribuídas por ele a parte do PT. Reconhece, porém, que também os tucanos cometem seus excessos, como o vídeo que comparou petistas a cães rottweilers. E os reprova. “Empobrece muito a política brasileira e é por isso que começa a haver essa descrença. Agora também o PSDB faz isso porque a agressão parte primeiro deles. Eles ficam toda hora atacando o ex-presidente. Cada um usa a arma que quer usar. Eu condeno. Acho que a campanha deve se dar em alto nível.”

O debate religioso e de valores terá seu espaço em Minas Gerais, com seu lado conservador, reconhece Itamar Franco. Porém, mais uma vez, o ex-presidente faz advertências a seus aliados e adversários: “Tem horas que você tem que buscar os valores sim. Temos que mostrar aos moços e às moças que o Brasil não surgiu com o presidente Lula. Mas, de repente, todo mundo volta a ser religioso. Uma hora fala de aborto, outra hora fala dos gays. São temas muito sensíveis. Por que não falou logo de uma vez: eu defendo a legislação atual em relação ao aborto. O Serra, pelo que sei, defende a legislação atual”, afirma. Minas, segundo ele, “é fundamentalmente religiosa”. “Acho errado é usar a religião para ganhar votos.”

O discurso duro de Itamar reserva momentos de bom humor, coisa rara de se ver em suas atuações políticas no passado. “O governo do pão de queijo foi tão bom que eu poderia ter cobrado royalties”, brinca, relembrando a maneira pejorativa a que muitos se referiam a seu mandato.

Segundo ele, Serra não tinha campanha em Minas. “Por mais que falássemos do nome de Serra, tinha cidade em que não havia nenhuma propaganda dele. Ele descuidou de Minas. Mas para eles não perderem muito tempo, é só chamar Aécio. É colocar Aécio na campanha”, prega. Serra, segundo ele, deve ter a humildade de deixar Aécio ”ensiná-lo” a fazer campanha em Minas.

Aécio aproximou o novo senador do tucano Serra

Itamar Franco não esconde que a construção de pontes entre ele e o tucano José Serra foi mérito exclusivo de Aécio Neves. “Aqui em Minas foi Aécio que fez nos aproximarmos dele.”

Aécio, que será seu colega de Senado, foi escolhido por Itamar como o grande líder nacional. Sem poupar elogios, Itamar demonstra a certeza de que o futuro político do colega mineiro é promissor. Sobre compromissos entre o ex-governador de Minas e Serra sobre 2014, Itamar Franco demonstra descrença.

“É uma bobagem jogar com o tempo. O tempo às vezes favorece, mas às vezes também não ajuda. Não acredito que ninguém faça compromisso para 2014. Não sabemos se virá reforma política, não sabemos os desígnios de Deus. É muito difícil.”

“Aécio”, continua, “é suficientemente inteligente e sabe que hoje é ele a grande liderança nacional”. Sobre o futuro do colega, ele faz uma menção filosófica que explica também aonde ele próprio chegou: “Ele tem o tempo a seu favor. Isso me faz lembrar o filósofo Plutarco, que dizia que o importante não é correr, é andar”.

Itamar diz que chegará ao Senado para libertá-lo “das teias do Executivo”. “O presidente esquece-se da Constituição, esquece-se de que os poderes são independentes. O Senado hoje é ajoelhado perante o Executivo.”


Fonte: Estado de S. Paulo

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Antonio Anastasia, Aécio Neves e Itamar articulam apoio de políticos mineiros a Serra


Aécio, Anastasia e Itamar assinarão carta por tucano

O comando da campanha de José Serra (PSDB) articulou ontem a divulgação de uma carta assinada pelo trio Aécio Neves (PSDB), Antonio Anastasia (PSDB) e Itamar Franco (PPS) em apoio ao candidato tucano à Presidência.

Ficou acertado que o trio campeão nas urnas assinaria o documento a ser entregue para prefeitos e deputados eleitos durante evento com Serra. A principal meta é desarmar o “dilmasia”, como foi batizado pelo PT o voto cruzado em Dilma Rousseff ao Planalto e em Anastasia ao governo.

A coordenação da campanha negociava ainda com Aécio um discurso anunciando que “reverteria o quadro em Minas” em favor de Serra. Também é esperada uma fala de Itamar.

O evento, um ato político num auditório em Belo Horizonte, foi batizado de “Minas é Serra pelo Brasil – Arrancada para a vitória”.
O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), terá encontro com Aécio hoje pela manhã.

No segundo maior colégio eleitoral do país, Serra teve 30,76% dos votos, ante 46,98% de Dilma Rousseff (PT). Marina Silva (PV) obteve 21,25%.

A coordenação da campanha tucana também preparou material específico para cada Estado no segundo turno.
Foram gravadas mensagens de Serra direcionadas ao eleitorado local, que serão utilizadas em eventos de rua.

PMDB
Lideranças tucanas também iniciaram uma ofensiva por peemedebistas derrotados por candidatos “dilmistas” no primeiro turno.

No Sul, o senador eleito por São Paulo Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) procurou o ex-prefeito de Porto Alegre, José Fogaça.

Também foram sondados os deputados Ibsen Pinheiro (RS) e Osmar Terra (RS).

Ex-senador, o catarinense Jorge Bornhausen (DEM) conversou com o ex-governador Germano Rigotto (RS), que perdeu a disputa ao Senado.

No Nordeste, o principal assediado é Geddel Vieira Lima (BA), ex-ministro do governo Lula, derrotado pelo PT na eleição ao governo do Estado.


Fonte: Folha de S. Paulo

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Arcebispo metropolitano da Paraíba, dom Aldo Pagotto, acusa Dilma de mentir sobre projetos para país


Arcebispo da Paraíba acusa PT e Dilma de mentirem para eleitores

BRASÍLIA – Mesmo empenhada em convencer o eleitorado cristão de que sempre foi contra o aborto, a candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, foi novamente criticada por um religioso acerca do assunto. Em vídeo de 15 minutos divulgado no YouTube, o arcebispo metropolitano da Paraíba, dom Aldo Pagotto, acusa a candidata de mentir para eleitores sobre seus verdadeiros projetos para o país. Segundo o bispo, o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio das ações de seu governo, contraria uma carta que ele teria escrito de próprio punho e encaminhado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) negando que estivesse disposto a legalizar o aborto no país.

- Estamos diante de um partido (o PT) que está institucionalmente comprometido com a instalação da cultura da morte no nosso país, que proíbe seus membros de seguirem suas próprias consciências e que se utiliza calculadamente da mentira para enganar eleitores sobre seus verdadeiros projetos à nação. Não podemos nos calar. A verdade nos libertará – advertiu dom Pagotto no vídeo.

O arcebispo lembra ainda que, em 2007, o PT aprovou uma resolução incluindo a legalização do aborto e um novo estatuto que exigia, como requisito para ser candidato pela legenda, a concordância com as normas e resoluções partidárias. Ele destacou também que em 2008 os deputados petistas Luiz Bassuma e Henrique Afonso foram acusados e condenados de terem ferido a ética do partido, após se posicionarem contra a aprovação do projeto de lei que legalizaria o aborto no país.

O vídeo já recebeu mais de três mil acessos até o momento.


Fonte: Adriana Vasconcelos - O Globo

Datafolha indica que casa Erenice, ex-auxiliar de Dilma Roussef, retirou votos do PT


Datafolha: Caso Erenice mudou mais votos que temas religiosos na campanha presidencial de Dilma e Serra no primeiro turno, diz jornal


RIO – A denúncia de tráfico de influência na Casa Civil, que levou à demissão da ex-ministra Erenice Guerra, e o escândalo da quebra de sigilo fiscal de tucanos tiveram um peso quase três vezes maior na perda de votos no primeiro turno entre os candidatos à Presidência do que as questões relacionadas à religião. Segundo reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal“Folha de S.Paulo” , cerca de 6% dos eleitores que votariam em Dilma Rousseff (PT) ou em José Serra (PSDB) mudaram seu voto. Deste total, a petista perdeu quatro pontos percentuais, e o tucano dois pontos percentuais.

( Entenda o escândalo da Casa Civil )

De acordo com o Datafolha, aproximadamente 75% das perdas ocorreram por conta dos escândalos. Os 25% restantes seriam por questões relacionadas a religião, mas não necessariamente por causa da posição de Dilma sobre o aborto.

( Entenda o escândalo da Receita )

Ainda segundo a “Folha de S.Paulo”, a perda de votos de Dilma foi de aproximadamente quatro milhões de eleitores. A de Serra foi de dois milhões. A petista teve 47% dos votos válidos no primeiro turno enquanto o tucano teve 33%. Como a margem de erro do Datafolha é de dois pontos percentuais, o total de votos perdidos pode ser maior ou menor na mesma proporção.

O percentual de eleitores que tomou conhecimento dos escândalos também é muito maior do que o que recebeu orientação de sua igreja para que deixassem de votar em um determinado candidato. Tomaram conhecimento do caso Erenice, 48% dos eleitores. No caso da quebra de sigilos, foram 56% dos eleitores. Apenas 3% receberam orientação da igreja para votar em um candidato.


Fonte: O Globo

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Globo: Dinheiro de propina iria para Hong Kong para apagar incêndio de Dilma, Hélio Costa e Erenice, diz Quícoli

Quícoli, que denunciou esquema na Casa Civil, diz que propina iria para Hong Kong


O esquema de tráfico de influência instalado na Casa Civil contaria até com duas contas em Hong Kong, na China, para onde deveriam ser enviadas as propinas pagas pelas facilidades obtidas, segundo o empresário Rubnei Quícoli, de Campinas. Esse esquema seria comandando pelo ex-diretor de Operações dos Correios Marco Antonio de Oliveira, seu sobrinho Vinícius Castro, ex-funcionário da Casa Civil, e Israel Guerra, filho da exministra da pasta Erenice Guerra.

A denúncia, que consta de reportagem da revista “Veja” desta semana, foi confirmada ontem por Quícoli. O empresário – que, em parceria com as empresas de energia EDRB e KVA, tentava um empréstimo de R$ 9 bilhões no BNDES – enviou ontem ao GLOBO, por email, os números de duas contas no HSBC de Hong Kong, em nome de Right Day Enterprises Limited e Tartar International Limited, que seriam do genro de Marco Antonio, o empresário Roberto Ribeiro. Este negou ao GLOBO ter passado os dados com o propósito de que fosse depositado dinheiro fruto de propina, mas confirmou ter se reunido com Quícoli.

Pedido de propina de R$ 5 milhões
Segundo “Veja”, Marco Antonio chegou a pedir que o genro, que mora em Miami, viesse ao Brasil para se reunir com Quícoli. O encontro, conta a reportagem, ocorreu em 12 de junho, no Hotel Inter Continental da Alameda Santos, em São Paulo.




- Essa conta (no exterior) é do genro do Marco Antonio. Após o Vinícius não ter sucesso comigo, o M.A. (como Marco Antonio é chamado) tomou frente para arrecadar R$ 5 milhões dizendo que seria para a Erenice apagar um incêndio dela e da Dilma e outro valor não mencionado pelo M.A. para ajudar na campanha do Helio Costa – respondeu Quícoli, por e-mail, ao GLOBO.

O e-mail de Ribeiro a Quícoli é datado de 25 de maio deste ano.

No dia 6 de maio, Quícoli já havia recebido um e-mail que seria de Vinícius, em que é apresentada uma conta para depósito no Brasil, em nome da Synergy Assessoria e Consultoria Empresarial LTDA, de Brasília.

No texto, Vinícius pede que, “tão logo possível, (Quícoli) encaminhe minuta do contrato para levarmos ao jurídico e providenciarmos o preenchimento da respectiva nota fiscal”.

- Primeiro, o Vinícius me enviou essa conta (a da Synergy). Eu enrolei e, lógico, não aceitei jamais – respondeu Quícoli ao GLOBO.

O contrato seria feito com a Capital Assessoria, empresa da mãe de Vinícius Castro e de Saulo Guerra, outro filho de Erenice Guerra. O serviço prestado pela Capital seria a intermediação do empréstimo no BNDES para a construção de uma usina de energia eólica no Nordeste do país.

O grupo de lobistas teria se contentado em receber R$ 5 milhões para viabilizar o empréstimo. Esse é o dinheiro que deveria ter sido depositado nas contas de Hong Kong. Segundo “Veja”, os números das contas no exterior foram oferecidos a Quícoli como uma “opção mais discreta” para o recebimento da propina. Quícoli, porém, afirma que não aceitou a proposta e não pagou a propina. Segundo o empresário, o empréstimo do BNDES foi suspenso depois que ele se negou a pagar pelo lobby.

Apesar de negociar com a Capital, Quícoli já afirmara ao GLOBO que nunca se encontrou com os irmãos Saulo e Israel Guerra, filhos de Erenice.

Mas disse que participou de várias reuniões na Casa Civil, a primeira com a então secretária do ministério, Erenice Guerra. Na ocasião da entrevista, Quícoli disse não saber se os R$ 5 milhões pagariam dívidas de campanha, nem se Dilma e Erenice sabiam do pedido milionário: – Não me disseram que era (para cobrir) um rombo da campanha.

Acho que eram dívidas particulares.

Alguma coisa assim que o partido não tinha como sustentar.

Acho que eram coisas particulares e não tinham nada a ver com o partido, em si. Ele (Marco Antonio) me disse que era dos três, na verdade, Dilma, Erenice e Helio Costa.

Ex-braço direito de Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência, Erenice negou ter permitido um esquema de facilitações a empresas na Casa Civil. O PT ingressou com uma ação na Justiça Eleitoral contra o empresário de Campinas, alegando calúnia e difamação contra o partido.

Helio Costa também negou ter pedido dinheiro. O BNDES negou a existência de lobby para favorecer as empresas ligadas a Quícoli.

Veto foi ‘estopim’ da denúncia
Perguntado sobre sua motivação e a data escolhida para fazer a denúncia, publicada pela “Folha de S. Paulo” há duas semanas, o empresário respondeu que aproveitou o momento das denúncias do empresário Fabio Baracat sobre a Capital: – Como uma ministra coloca os filhos dela lá para viabilizar aporte de R$ 9 bilhões? Quando vi que o contrato que eu tinha, da empresa (Capital), era a mesma, conversei com a empresa (ERDB) e falei: vou me manifestar.

Primeiro, chequei no BNDES e deu que o meu projeto estava totalmente anulado. Daí, deu a entender que, realmente, o poder deles, por eu não ter assinado o contrato, foi de vetar.

Foi o estopim para mim.

Leia também:

  1. Veja: Ex-diretor dos Correios, indicado por Hélio Costa, ameaça abrir a boca e diz que “era tudo robalheira”
  2. ISTOÉ denuncia ações de Hélio Costa e aponta indícios de que ex-ministro montou esquema para lavagem de dinheiro da Telebrás
  3. Veja denuncia: Diretor dos Correios em Minas enviou telegrama a eleitores para promover Hélio Costa

Fonte: O Globo – Tatiana Farah

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Multidão vai às ruas de Montes Claros para apoiar a reeleição de Antonio Anastasia


Aécio Neves diz que apoio maciço da população e de lideranças políticas da região é o maior reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo governo nos últimos oito anos

O Norte de Minas mais uma vez deu uma grande demonstração de apoio à reeleição do governador Antonio Anastasia. Cerca de 5 mil pessoas se reuniram nas ruas de Montes Claros, nesta quinta-feira (23/09), para receber Anastasia e o ex-governador Aécio Neves, candidato ao Senado. Os candidatos foram recepcionados no aeroporto de Montes Claros por 80 prefeitos e caravanas de vários municípios da região.

Antonio Anastasia agradeceu o carinho da população e afirmou que a manifestação de apoio é um reconhecimento ao trabalho desenvolvido ao longo dos últimos oito anos pelo Governo do Estado em favor da população do Norte de Minas.

“É uma adesão muito significativa, de reconhecimento ao que foi feito nos últimos anos, por Aécio e por mim. Vamos ficar confiantes, mas sempre com muita humildade, com o pé no chão, trabalhando firme para uma vitória expressiva em Minas”, afirmou Antonio Anastasia.

O ex-governador Aécio Neves afirmou que o apoio maciço de prefeitos da região é o reflexo da responsabilidade do Governo de Minas para cuidar da infraestrutura do Norte de Minas e na redução das desigualdades sociais. Para Aécio, a grande receptividade dos mineiros se deve à aprovação de um projeto de governo que foi vitorioso e que será continuado por Antonio Anastasia.

“Fizemos um governo honrado, sério, que teve a maior aprovação em todos os governos brasileiros. Realizamos obras e é isto que vocês estão vendo. Há um reconhecimento da população e é natural que estas lideranças políticas acabem ficando. É o apoio avassalador em torno de um projeto de governo”, afirmou.

O ex-governador também destacou que a candidatura de Anastasia à reeleição representa a vontade dos mineiros e não um projeto pessoal ou de um grupo político.

“Anastasia não é o candidato de si próprio, ele não é candidato por um ato de vaidade pessoal. Ele é candidato porque tem a responsabilidade de continuar um projeto vitorioso em Minas. Por isso, o Norte está com ele, por isso Minas está cada vez mais com ele. Os mineiros estão apontando Antonio Anastasia como seu futuro governador e vai ser muito bom para todos os mineiros de todos os partidos, seja da nossa coligação, seja da oposição”, afirmou Aécio Neves.

Carinho do povo
A população saiu em peso às ruas para demonstrar o apoio à reeleição de Antonio Anastasia, ao governo de Minas e de Aécio Neves, ao Senado Federal, nesta reta final de campanha. Do aeroporto os candidatos seguiram em uma carreata formada por dezenas de carros e centenas de motocicletas. Ao longo de todo percurso até a Praça da Catedral Metropolitana de Nossa Senhora Aparecida, os candidatos foram saudados por bandeiras, fogos de artifício.

Em razão do grande número de pessoas nas ruas, Antonio Anastasia e Aécio Neves só conseguiram caminhar por um quarteirão no Centro da cidade. O contato direto com a população encerrou a mobilização da campanha que nesta quinta-feira passou também por Curvelo, São Francisco e Bocaiúva.

Reconhecimento dos prefeitos
Prefeitos de vários partidos políticos, incluindo do PT e do PMDB, mais uma vez deram uma grande demonstração de apoio à reeleição de Antonio Anastasia. O prefeito de Verdelândia, Wilton Madureira (PT), fez questão de acompanhar a caravana do município para receber o governador em Montes Claros, distante quase 180 km de sua cidade. Ele ressaltou que o Governo de Minas apoiou seu município sem distinção partidária.

“Todos os compromissos feitos comigo e com o município foram cumpridos, tanto na administração do Aécio, como na administração do Anastasia. Por isso que eu não poderia deixar de votar neles agora nesse momento. Construímos escolas, parque de eventos, casas populares, seis postos de saúdes e quadras esportivas. Anastasia ajudou a todos os prefeitos e municípios, sem olhar a questão partidária, levando o benefício diretamente para a população dos municípios”, disse.

O prefeito de Patis, Valmir Moraes de Sá (PTB), presidente Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (AMANS), que reúne 92 municípios do Norte e Noroeste de Minas e Vale do Jequitinhonha, afirmou que a manifestação de apoio da população da região é um reconhecimento aos avanços obtidos na região, no governo Aécio e Anastasia.

“Esse apoio é devido ao trabalho que tem sido feito em prol do Norte de Minas. Fomos muito bem atendidos, muito bem tratados na gestão de Aécio Neves. E com o Anastasia, sabemos que vamos complementar esse trabalho. Anastasia tem preocupação com a área social. É uma pessoa de coração bom, transparente, é um homem de ficha limpa. Minas Gerais só tem a ganhar em apoiá-lo”, afirmou.

O prefeito de Francisco Sá, José Mário Pena (PV), afirmou que Anastasia e Aécio resolveram a maior dificuldade dos municípios que é a questão da arrecadação. “A gente não consegue administrar só com a renda própria do município. Esse governo tem sido verdadeiramente diferenciado em relação aos municípios pequenos. Pegamos uma saúde com estrutura muito precária e, hoje, o hospital de Francisco Sá é uma referência na região. Tenho conversado com meus colegas, com os prefeitos da região, e há uma satisfação geral”, disse.

Atenção especial
O Norte de Minas e os Vales do Jequitinhonha e Mucuri, consideradas as regiões mais pobres do país, tiveram atenção especial no governo de Aécio e Anastasia. Grande parte dos municípios beneficiados com o Proacesso, programa de pavimentação de estradas, está nessas regiões.

De 2003 a 2009, o Governo de Minas investiu R$ 4,7 bilhões em ações de redução da pobreza e das desigualdades regionais e essas regiões têm recebido o maior investimento per capita. Neste período, para cada um real investidos nas outras regiões do Estado, o Governo do Estado investiu o dobro no Norte e vales do Jequitinhonha e Mucuri. O Governo de Minas criou a Copanor, subsidiária da Copasa, para atender especialmente a região com água tratada e esgotamento com tarifas reduzidas para a população.


Fonte: Coligação "somos Minas Gerais"


Datafolha: Pesquisa recente mostra que Anastasia abre 5 pontos sobre Hélio Costa em Minas


Ex-governador lidera a disputa pelo Senado com 67% das intenções de voto, seguido por Itamar, que tem 43%

O governador Antonio Anastasia (PSDB) abriu cinco pontos de vantagem sobre Hélio Costa (PMDB), seu principal adversário ao governo de Minas Gerais, diz pesquisa Datafolha. A eleição pode ser decidida já no primeiro turno.

Anastasia, candidato apoiado pelo ex-governador Aécio Neves (PSDB), passou de 40% para 42% das intenções de voto, uma variação dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos.

Hélio Costa permaneceu com os 37% da pesquisa anterior, da semana passada.

Considerando apenas os votos válidos, o tucano tem agora 51% contra 44% de Costa. Para ser eleito no primeiro turno, o candidato precisa ter mais de 50% dos votos válidos.

Na pesquisa anterior, Anastasia tinha 50% dos votos válidos contra 46% de seu principal adversário.

Adilson Rosa (PCO), Edilson Nascimento (PT do B), Zé Fernando Aparecido (PV) e Vanessa Portugal (PSTU) têm 1% das intenções de voto. Os candidatos Fabinho (PCB) e Professor Luiz Carlos (PSOL) não atingiram 1%.

Votos em branco e nulo somam 4%. Ainda não decidiram em quem votar outros 13% dos mineiros.

O Datafolha aponta que 79% dos eleitores de Costa e 67% de quem pretende votar em Anastasia não sabem o número de seus candidatos.

SENADO
O ex-presidente Itamar Franco (PPS) ampliou sua vantagem sobre o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) na disputa pela segunda vaga de senador em Minas. Aécio continua liderando com folga.

Na semana em que apresentou um depoimento do candidato a presidente de seu partido, José Serra, no horário eleitoral, Aécio passou de 71% para 67%, uma variação no limite da margem de erro da pesquisa.

Já Itamar, que mostrou Aécio em seu programa eleitoral, variou de 40% para 43%. Ele agora tem 11 pontos de vantagem sobre Pimentel, que manteve os 32% da pesquisa anterior.

Zito Vieira (PC do B) tem 3%. Marilda Ribeiro (PSOL), Rafael Pimenta (PCB) e Miguel Martini (PHS) têm 2% cada um. Com 1% estão José João da Silva (PSTU), Betão (PCO), Efraim Moura (PSTU) e Mineirinho (PSOL).

Os indecisos para uma são 24% e 13% não sabem em quem votar para as duas vagas de senador.


Fonte: Evandro Spinelli – Folha de S.Paulo

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Prefeitos do PT e PMDB garantem apoio a Anastasia e Aécio como reconhecimento às ações republicanas do Governo de Minas


Documento foi entregue durante encontro em BH da Frente Mineira dos Municípios

O governador Antonio Anastasia, candidato à reeleição, recebeu nesta segunda-feira (20/09), um manifesto assinado por 48 prefeitos do PMDB e do PT em reconhecimento ao relacionamento imparcial e respeitoso mantido pelo Governo do Estado com os municípios mineiros nos últimos oito anos. O manifesto foi entregue durante encontro que reuniu, em Belo Horizonte, cerca de 50 prefeitos integrantes da Frente Mineira de Prefeitos, um movimento espontâneo iniciado durante a campanha eleitoral e que reúne líderes municipais de diferentes partidos e de todas as regiões do Estado.

“O nosso movimento é muito natural, vem das raízes de Minas, da vontade do povo mineiro. Nós temos muito claro que somos representantes do povo mineiro. A nossa população, os nossos munícipes, querem que os avanços continuem, que Minas continue pra frente”, disse o presidente da Frente Mineira de Municípios, o prefeito de São Gonçalo do Pará Ângelo Roncalli (PR).

Em carta aberta assinada por prefeitos do PT e do PMDB, o governador Anastasia recebeu homenagem pela maneira pela postura republicana adotada na aplicação dos investimentos e nas ações desenvolvidos pelo Governo do Estado, sem qualquer discriminação política ou partidária. Eles destacaram a importância das parcerias administrativas mantidas com o Governo de Minas, sobretudo, nas regiões mais pobres do Estado.

“Somos testemunhas do admirável poder transformador dos investimentos sociais realizados pela administração estadual e que estão mudando, de forma marcante, a vida da população”, diz o manifesto dos prefeitos de partidos de oposição. No documento, eles afirmam também que “o debate eleitoral deve ser feito com respeito à realidade e à verdade.”

O governador Anastasia recebeu o manifesto e reafirmou os compromissos do Estado com os investimentos sociais e de infraestrutura, capacitando as diversas regiões mineiras para o crescimento econômico.

“Fico muito satisfeito e muito honrado em receber aqui esse manifesto de reconhecimento de prefeitos do PT e do PMDB, que reconhecem o que é a nossa realidade. Ou seja, que tratamos durante todo esse período os prefeitos, independente de corpo partidário, todos da mesma forma, e realizamos um grande trabalho de políticas públicas em Minas. Eles reconhecem o que foi feito, como todos os mineiros”, disse o governador.

Reconhecimento dos mineiros Anastasia destacou também que a manifestação dos prefeitos reflete o reconhecimento da população aos avanços ocorridos na educação, saúde, segurança e nas ações sociais em Minas.

“Basta ter os olhos abertos para ver o que avançamos na saúde, na educação, na segurança, na infraestrutura. Evidentemente, avançamos muito, não fizemos tudo, todos os governos têm sempre a fazer e vamos continuar fazendo. Por isso, a nossa proposta da continuidade com avanços. Mas, fico orgulhoso com o reconhecimento desses prefeitos de partidos que nos fazem oposição, mas que reconhecem os méritos do nosso governo”, afirmou o governador.

O prefeito de Leandro Ferreira, Edson Corrêa de Freitas(PMDB), que assinou o manifesto, disse que seu ato foi um reconhecimento à ação do Estado em benefício da população.

“É um voto de reconhecimento. A minha cidade é uma das 223 cidades que não tinham ProAcesso. Vim agradecer pelo que já fizeram. Minas avançou muito. Primeiro é o meu município, depois é que vem a sigla partidária”, declarou o prefeito.

O prefeito de Central de Minas, Gilmar Dornelas (PT), ressaltou que o município localizado no Vale do Rio Doce não sofreu qualquer discriminação pelo Governo do Estado em razão de sua filiação partidária.

“Minha cidade é uma cidade pequena. Sou presidente de uma associação de prefeituras e sempre que a gente vem e traz problemas, leva de volta soluções. Sempre fui tratado com o mesmo respeito, nunca teve diferenciação e isso é importantíssimo para o crescimento da nossa região”, disse Dornelas.


Coligação “Somos Minas Gerais”

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

UOL Eleições: Hélio Costa afirma desconhecer elo entre Correios e filho de ministra


Hélio Costa afirma desconhecer elo entre Correios e filho de ministra

O candidato ao governo de Minas Gerais pelo PMDB, o ex-ministro Hélio Costa, disse nesta quarta-feira (15), em Belo Horizonte, desconhecer o suposto esquema de tráfico de influências que seria orquestrado por Israel Guerra, filho da ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra.

Segundo reportagem da revista “Veja”, empresário revelou esquema no qual, por intermédio do filho da ministra, buscava ampliar contrato com os Correios, no segundo semestre do ano passado. Costa era ministro das Comunicações, pasta da qual a estatal é subordinada, e deixou o cargo em 31 de março deste ano para se tornar pré-candidato ao governo estadual.

“Eu não era ministro, não. Sabe o que acontece? Essa história dos Correios tem que ser discutida, evidentemente, partindo da ótica se existe relação com a minha administração. Como não existe, eu não posso comentar”, afirmou.

Alegando não ter lido “direito” a matéria, o candidato disse, no entanto, não existirem provas de participação de Guerra nas intermediações denunciadas pelo empresário à revista Veja.

“Afirmaram que o rapaz (Israel Guerra) tinha uma empresa. Não, ele não tem uma empresa. Depois diziam que a empresa fazia negócios com os Correios. Não, a empresa que ele não tem não faz negócios com os Correios”, disse Costa durante lançamento oficial do seu plano de governo.

Porém, ele afirmou que existe uma campanha em curso contra a estatal. Sem citar nomes, disse que “grupo internacional” tem intenção de desmoralizar a instituição para poder privatizá-la.

“Continuam fazendo essa campanha contra os Correios simplesmente porque tem um grupo querendo, de todas as formas, diminuir a importância dos Correios para que o governo venda os Correios. Eles querem privatizar uma empresa que tem 116 mil empregados e é considerada uma das melhores empresas do mundo”, frisou.

Críticas aos tucanos

Durante o lançamento oficial do plano de governo, Hélio Costa aproveitou para criticar a atuação do governo tucano, que administra o estado há oito anos, principalmente na área da saúde. Costa citou ao menos duas cidades mineiras nas quais, segundo ele, existem apenas as placas informativas de construção das unidades hospitalares.

“Neste último fim de semana eu cheguei em Sete Lagoas. Levaram-me a uma placa e disseram: olha aqui esta placa, esse é o hospital regional. Tem sete anos que ela está dependurada aqui. Passamos por Ibirité (região metropolitana de Belo Horizonte). O que é o hospital regional de Ibirité? A placa, que está lá há oito anos, dizendo que tem R$ 10 milhões liberados para a construção”, ironizou o ex-ministro.

Por sua vez, o ex-ministro Patrus Ananias (PT), candidato a vice na chapa do peemedebista, foi incisivo ao afirmar que o governo de Costa, em quatro anos de administração, vai “erradicar” a fome e a desnutrição, além do analfabetismo, no Estado.



Fonte: Rayder Bragon – UOL ELeições

Itamar e Alberto Pinto Coelho recebem apoio em Bambuí de lideranças do Centro-Oeste de Minas


Candidatos defendem voto consciente e defendem reeleição de Antonio Anastasia ao lado de prefeitos e lideranças municipais
Prefeitos e lideranças políticas do Centro-Oeste de Minas se reuniram, na tarde desta quinta-feira (16/09), em Bambuí, para receber o ex-presidente da República, Itamar Franco, candidato ao Senado, e o candidato a vice-governador, deputado Alberto Pinto Coelho. De mãos dadas com os prefeitos, Itamar e Alberto agradeceram o apoio carinhoso da população e destacaram a importância do voto consciente em Minas para reeleger Antonio Anastasia.

O ex-presidente Itamar Franco afirmou que os mineiros terão a consciência para escolher o melhor candidato para conduzir o futuro de Minas dando continuidade aos projetos realizados com êxito no governo Aécio/Anastasia.

“Eu venho aqui com a alma exultante, de coração aberto, para dizer a Minas e ao Brasil que ninguém de fora vai escolher os nossos candidatos. Nós mineiros é quem vamos decidir para que possamos dar a Minas e ao Brasil aquilo que Minas quer, aquilo que Minas representa”, destacou Itamar.

Alberto Pinto Coelho destacou a importância da reeleição de Antonio Anastasia e afirmou que os mineiros também saberão escolher os melhores candidatos para representá-los no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa.

“Antonio Anastasia já comprovou que pode fazer mais por Minas, é muito importante que continuemos essa obra no Estado. A presença de Itamar Franco e de Aécio Neves no Senado é a voz altiva, altaneira, que ressoa por todo o país, que fala em nome de Minas com a autoridade de duas grandes biografias, de dois grandes homens públicos que dão exemplo pra todo o país. E ao lado deles é fundamental que tenhamos uma grande bancada no Congresso e também na Assembleia”, afirmou Alberto.

Apoio do Centro-Oeste

Itamar e Alberto foram recebidos com festa em Bambuí. Acompanhado por lideranças políticas da região eles seguiram em carreata até a praça Central da cidade onde a população aguardava para os discursos. Os candidatos conversaram com eleitores e concederam entrevistas para rádios e jornais da região.

O prefeito de Bambuí, Lelis Jorge Silva(PTB), falou da capacidade política e administrativa do governador Antonio Anastasia e afirmou que Minas já decidiu seu caminho.

“O trabalho em Minas tem que continuar e vai continuar. Os mineiros não são bobos não. Essa turma de fora pode vir pedir, é ate uma obrigação pedir os votos, mas os mineiros já decidiram por Anastasia. Não só as pesquisas comprovam isso. Basta rodar o interior para ter essa certeza”, afirmou o prefeito

O prefeito de Arcos, Claudenir Baiano (PR) também fez parte da caravana. Ele destacou a parceria do governo Aécio/Anastasia com os municípios.

“O governo Anastasia mudou a cara das cidades, é um governo muito próximo dos municípios e dos prefeitos, quem ganha é a população”, disse.



Fonte: Coligação “Somos Minas Gerais”