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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Aécio: ‘Eu não confundo adversário com inimigo’


Fonte: Blog do Josias de Souza – Portal UOL

Aécio: ‘Eu não confundo adversário com inimigo’



‘Melhor uma articulação silenciosa do que um discurso acirrado’
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) rebateu as críticas de aliados da oposição que se declaram decepcionados com seu desempenho político. Apontado como acomodatício, declara: “Não confundo adversário com inimigo, nem tampouco governo com país.”
Aos que o acusam de negligenciar o papel de oposicionista, diz: “Não professo o ‘quanto pior melhor’ (máxima dos nossos adversários, quando ainda na oposição).”
Àqueles que consideram que foge das polêmicas que lhe renderiam uma visibilidade compatível com suas pretensões presidenciais, afirma: “A minha forma de atuação política confronta-se com ideia de que haveria, de minha parte, uma verdadeira obsessão pela Presidência. Jamais a tive.”
Acrescenta que, se fosse obcecado pelo Planalto, “provavelmente já teria vestido, por razões de estratégia, um figurino político que agradasse especialmente a determinados interlocutores. Estaria empenhado em jogar para a platéia.”
Considera mais importante “para o país uma articulação silenciosa do que um discurso acirrado”. Reafirma: “Há algum tempo, […] coloquei meu nome à disposição do partido como um dos pré-candidatos da nossa legenda para 2014.” Mas realça: “Deixei claro que o partido conta com outros nomes do gabarito de José Serra, Geraldo Alckmin, Marconi Perillo e Beto Richa, por exemplo.”
As críticas a Aécio foram veiculadas aqui no blog. A resposta do senador foi enviada ao repórter por escrito. No texto, Aécio anota que não está sendo no Senado senão Aécio: “Tenho dificuldade de entender as surpresas ou frustrações que alguém possa ter com o fato de eu continuar sendo o que sempre fui e a fazer o que sempre fiz na minha vida pública.”
Abaixo, a íntegra da manifestação do senador, recebida na noite desta segunda-feira (9):
Caro Josias, pelo respeito que tenho a você e aos seus leitores, tomo a liberdade de tecer alguns comentários sobre a análise publicada no seu blog acerca da minha atuação política no Senado.
Primeiro, faço questão de registrar que a recebo com absoluta naturalidade, assim como toda e qualquer crítica política. No lugar de combatê-las ou justificá-las, mesmo que muitas vezes não concorde com elas, tenho procurado, na medida do possível, aprender com cada uma delas.
Foi justamente com esse espírito que refleti sobre a análise e opinião, ainda que anônima, de aliados das oposições, sobre o exercício do meu mandato como senador por Minas Gerais.
Os que conviveram e ainda convivem comigo no curso de diferentes mandatos – como deputado federal, líder de partido, presidente da Câmara e governador de Minas – sabem que há pelo menos 25 anos faço política da mesma forma. E o faço não por conveniência, mas por convicção.
Neste sentido, repito: não confundo adversário com inimigo, nem tampouco governo com país. Não acredito em projetos que demonizam lideranças, destroem reputações pessoais, utilizam tragédias alheias para fazer demagogia e proselitismo, assim como não professo o “quanto pior melhor” (máxima dos nossos adversários, quando ainda na oposição), ou seja, a crítica pela crítica, sem ter a responsabilidade de dimensionar a complexidade dos problemas e dos desafios que o Brasil tem à frente e os caminhos possíveis.
Foram estes – e não outros – os valores que guiaram minha ação política, no sentido de denunciar, reiteradas vezes, o grave aparelhamento do Estado nacional e o compadrio como meio de manter e expandir uma incomparável base de apoio congressual, cuja contrapartida foi, e ainda é, o mando sobre extensas áreas da administração federal, em cujo cerne estão as inúmeras denúncias de desvios e quedas de ministros;  a perda de autonomia do Legislativo e o hiperpresidencialismo; a anemia do pacto federativo e a consequente subordinação dos entes federados diante da maior concentração de recursos no âmbito federal da história republicana. E ainda a vistosa coleção de distorções geradas pela má gestão – ausência de planejamento, imobilismo executivo, baixa qualidade do gasto público, entre tantos outros.
Tendo como base estas e outras teses, trabalhei uma nova proposta para o rito das MPs, aprovada por unanimidade no Senado; para contribuir com a busca de algum senso de justiça à distribuição nacional dos royalties do minério e do petróleo; para recompor os fundos de participação de Estados e municípios e proibir o inexplicável contingenciamento dos recursos em áreas essenciais como a segurança pública.
Apresentei proposta que nos possibilita abrir novos caminhos no desafio da educação e emenda à LDO para dar mais transparência e controle aos gastos públicos. E cobramos, intensamente, promessas não cumpridas, como a desoneração de áreas como saneamento e energia; estadualização de rodovias federais, entre outros muitos temas da agenda nacional.
Acredito que fiz o que era meu dever, ainda que não ignorasse a hegemonia do governismo sobre a dinâmica política do Congresso Nacional. Como você bem sabe, o governo aprova no Congresso o que quer, como quer e quando quer, assim como derrota com facilidade o que não lhe apetece e o que não lhe convém, o que restringe enormemente qualquer iniciativa da oposição.
Basta recorrer aos números do primeiro ano desta legislatura e se constatará o óbvio: não só o senador Aécio, mas toda a oposição não conseguiu superar o rolo compressor imposto pelo governo.  Se a atuação da oposição se limitar, portanto, ao confronto legislativo, o resultado da nossa ação já será sempre previamente conhecido.  Acredito, por responsabilidade, que temos o dever de atuar no sentido de garantir os avanços possíveis em cada frente.
Pode não ser melhor para uma manchete de jornal ou para a imagem pessoal, mas acredito que, muitas vezes, é melhor para o país uma articulação silenciosa do que um discurso acirrado.
Nesse sentido, não abro mão da minha responsabilidade propositiva, nem tampouco das inúmeras tentativas de produzir mínimos consensos em torno de matérias fundamentais ao país.
Tudo isso posto, confesso que, de maneira geral, tenho dificuldade de entender as surpresas ou frustrações que alguém possa ter com o fato de eu continuar sendo o que sempre fui e a fazer o que sempre fiz na minha vida pública.
Em outras palavras, compreendo que haja quem não concorde comigo, mas como se surpreender por eu continuar atuando politicamente como sempre atuei?
A minha forma de atuação política confronta-se, irremediavelmente, com ideia de que haveria, de minha parte, uma verdadeira obsessão pela Presidência. Jamais a tive. Se a tivesse, provavelmente já teria vestido, por razões de estratégia, um figurino político que agradasse especialmente a determinados interlocutores. Estaria empenhado em jogar para a platéia.
Nunca fiz e não farei política assim, justamente porque não defino minhas ações em função de posições e posturas que nada tem a ver com a política em que acredito e que acabam por reduzir e amesquinhar valores e princípios a meros instrumentos  de luta pelo poder.
Há algum tempo, atendendo a diversos companheiros, coloquei meu nome à disposição do partido como um dos pré-candidatos da nossa legenda para 2014. E quando o fiz, deixei claro que o partido conta com outros nomes do gabarito de José Serra, Geraldo Alckmin, Marconi Perillo e Beto Richa, por exemplo.
Temos perfis diferentes. Essa é a grande riqueza do PSDB. Dentre vários quadros, o partido certamente saberá escolher aquele que melhor encarne os anseios da nossa legenda e da grande parcela da população que representamos.
Digo isso porque acredito que a responsabilidade de construirmos os próximos caminhos da oposição no Brasil é uma responsabilidade partilhada por todos que fizemos essa opção, e não pode ser colocada, por conveniência ou interesse, sobre os ombros de uma só pessoa, independente de quem seja.
Desculpe-me se me alonguei. Se achar válido, leve ao conhecimento dos leitores do seu blog.
Com os meus cumprimentos,
Aécio.
Em tempo: Esclareço que não votei no 1º turno de votação da DRU na tentativa de estimular o único entendimento possível por meio da emenda, por nós apresentada, que reduzia o prazo da proposta para dois anos. Prevaleceu a ampla maioria do governo. Participei do 2º e decisivo turno, votando contra.
Registro ainda que essa mesma maioria mantém engavetada na Câmara a mudança no rito das MPs, mesmo o substitutivo tendo alcançado a unanimidade no Senado.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Rodrigo de Castro diz que José Dirceu mente sobre proposta de Aécio e afirma que PT cede a lobby das mineradoras

Gestão Pública – nova fonte de recursos

Fonte: Artigo do deputado federal Rodrigo de Castro (PSDB-MG) – O Tempo

Em nome da verdade

José Dirceu manipula a realidade

Desde que foi obrigado, pelas acusações do mensalão, a retornar à condição de quase clandestinidade, o “consultor de empresas” José Dirceu ganhou uma onipresença que o aproxima – ao inverso – daquele personagem de quadrinhos que os mais velhos ainda vão se lembrar: “o Fantasma, o espírito que anda”… no caso, “a sombra que anda”.

Faço essa observação diante da inacreditável coluna que ele publicou neste jornal (Opinião, 15.10), em que reedita o seu talento para a manipulação da realidade, em favor dos seus interesses.

No texto, no afã de agredir o senador Aécio Neves, Dirceu afirma que os municípios mineiros podem perder arrecadação na distribuição dos recursos da compensação financeira pela exploração de recursos minerais (Cfem), em decorrência da proposta do senador mineiro que tramita no Congresso.

É mentira.

E essa mentira se propaga por todo o texto, já que a má-fé da redação dá a entender que a proposta retira benefícios já conquistados por alguns municípios, ao mesmo tempo em que faz com que ele não explique as diferenças entre as propostas dos senadores Flexa Ribeiro e Aécio Neves, entre elas o fato de que a do primeiro previa uma alíquota de até 3%, enquanto a do senador mineiro prevê a alíquota de até 5%, criando uma base de arrecadação muito maior.

Omite também as razões pelas quais o senador aumentou a participação dos Estados: grandes investimentos em preservação ambiental e infraestrutura (criação de parques ou manutenção de estradas que sofrem com caminhões de minério, por exemplo) não podem ser feitos por um município, mas pelo Estado, em favor, inclusive, dos municípios mineradores.

A proposta de Aécio, na verdade, triplica os valores recebidos pelos municípios mineradores, já que a base de cálculo do royalty mineral passará a ser o faturamento bruto das empresas, e não mais o lucro líquido.

Assim, eles receberão cerca de três vezes mais recursos que recebem atualmente. Em Minas, em 2011, em vez de R$ 700 milhões, esses municípios receberiam mais de R$ 2 bilhões.

O ataque à proposta de Aécio tenta tirar o foco da grande incógnita que é a posição do PT em relação a essa matéria.

O PT vai ceder ao lobby das mineradoras, votando contra a proposta de Aécio, como parece defender o “consultor” José Dirceu, ou vai colocar os interesses de Minas acima de diferenças partidárias apoiando a proposta do senador?

O governo federal do PT vai trair mais um compromisso assumido com Minas?

A verdade é que, nessa questão dos royalties do minério, os mineiros são, mais uma vez, devedores da coragem de Aécio, que enfrentou interesses e apresentou uma proposta que faz justiça a Minas e aos municípios mineradores Brasil afora.

Essa é uma questão crucial para o futuro do nosso Estado. É uma causa de todos os mineiros. E precisamos enfrentar, juntos, esse debate. Com responsabilidade e, sobretudo, com respeito à verdade. Sem dissimulações.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Merval comenta documentário sobre Tancredo e lembra passagens importantes da história do Brasil

Fonte: Artigo Merval Pereira – O Globo publicano no Blog do Noblat

A travessia

Tancredo nunca deixou de assumir atitudes firmes, quando precisava. Segundo ele, um político ‘não pode cometer temeridades, mas tem o dever de correr riscos’

O documentário “Tancredo, a travessia”, de Silvio Tendler, que será lançado oficialmente no final do mês, complementa a trilogia que teve início com “Jango” e “Anos JK” no relato da história recente do país, mas se supera na captura da alma conciliadora de Tancredo Neves e na revelação da sua matreirice política que estava sempre a serviço da democracia, como salienta o ex-presidente Fernando Henrique em seu depoimento.

Definitivamente, Tancredo não era um político banal e eu mesmo tive um exemplo marcante dessa sua argúcia, que me ensinou muito no trato das coisas políticas.

Dias depois do atentado do Riocentro, ocorrido em 1 de maio de 1981, eu, que escrevia a coluna da página 2 do Globo chamada “Política Hoje Amanhã”, passava a semana em Brasília e no dia 4, peguei o vôo pela manhã, tendo como companhia o senador Tancredo Neves, que vinha de um encontro com o então governador do Rio, Chagas Freitas.

Fomos conversando sobre a gravidade dos acontecimentos até que, como quem não quer nada, Tancredo comentou: “Homem corajoso esse Chagas. O relatório oficial da polícia confirma que havia mais duas bombas no Puma”.

Dito isso, mudou o rumo da conversa com a autoridade de quem não queria se aprofundar no assunto.

A informação era simplesmente bombástica, sem trocadilho: se no Puma dirigido pelo capitão Wilson Machado havia outras bombas, ficava demonstrado que ele e o sargento Guilherme Pereira do Rosário eram os responsáveis pelo atentado, e não vítimas, como a versão oficial alegava.

Telefonei para a redação do Globo no Rio dando a notícia para o Milton Coelho da Graça, que era o editor-chefe da época, e ele, empolgado, me disse que fosse para o Congresso tentar tirar mais informações de Tancredo.

No seu gabinete no Senado, Tancredo estava cercado de pessoas, pois o ambiente político estava bastante conturbado.

Consegui puxá-lo para um canto e pedi mais informações “sobre as duas bombas encontradas no Puma”.

Tancredo me olhou sério, colocou sua mão em meu ombro e perguntou, como se nunca houvéssemos conversado sobre o assunto: “Você também ouviu falar disso, meu filho?”.

A notícia foi manchete do Globo do dia 5 de maio.

No documentário sobre sua vida e seu calvário de 38 dias, há diversos episódios que contam bem essa capacidade que Tancredo tinha de fazer política com gestos e poucas palavras. Mas certeiras.

Quando Jango faz seu longo retorno da China, depois da renúncia de Jânio à presidência da República, enquanto no Brasil se negociava sua posse com a resistência de setores militares, Tancredo vai ao Uruguai, última escala do retorno, conversar com o vice-presidente.

O PTB, partido de Jango, exige que um seu representante vá participar da conversa. Só que quando Wilson Fadul chega ao aeroporto, o avião de Tancredo já havia decolado.

Digno representante do PSD mineiro, Tancredo queria conversar a sós com Jango. E conseguiu convencê-lo a aceitar o parlamentarismo, cuja alternativa seria “as mãos sujas de sangue”.

Anos mais tarde, quando já negociavam o apoio da Frente Liberal à sua candidatura à Presidência da República no Colégio Eleitoral, Tancredo foi confrontado com uma exigência do vice-presidente Aureliano Chaves, seu adversário político da UDN mineira.

Aureliano disse que só apoiaria Tancredo se ele lhe escrevesse uma carta aceitando vários pontos que colocava como inegociáveis.

Para espanto dos dissidentes do PDS que foram lhe levar as exigências, Tancredo aquiesceu logo em escrever a carta.

Mas também impôs sua condição: só a escreveria se recebesse primeiro a resposta de Aureliano dando seu apoio.

E assim foi feito.

O próprio Tancredo diz a certa altura do documentário que “mineiro radical” não existe, e explica que no dicionário, Tancredo quer dizer “conciliador”, “parcimonioso”.

Mas nunca deixou de assumir atitudes firmes, quando precisava. Segundo ele, um político “não pode cometer temeridades, mas tem o dever de correr riscos”.

E ele correu: na reunião ministerial do Palácio do Catete, pouco antes do suicídio de Vargas, defendeu a resistência.

Discursou nos enterros tanto de Getúlio quanto de Jango; acompanhou Juscelino quando o ex-presidente, cassado, teve que depor em quartéis do Exército.

Criou o PP para marcar o caráter conciliador de sua política, mas retornou ao PMDB quando o governo militar ditou novas regras eleitorais que prejudicava a oposição dividida.

Foi o único do PSD a não votar em Castello Branco para presidente, ele que o havia promovido a general a pedido de uma parente quando era Primeiro-Ministro, e por isso não foi cassado depois do golpe militar.

O documentário deixa bem claro, através principalmente de depoimentos de seu neto, o hoje senador Aécio Neves, a preocupação de Tancredo com a reação dos militares à posse de Sarney como presidente.

Por isso adiou até quando pode uma operação, para tentar chegar ao dia da posse que, para ele, seria “a garantia da transição”.

A tal ponto estava obcecado com isso que na véspera da posse, já não podendo mais se levantar, recebeu de seu futuro Chefe do Gabinete Civil vários atos para assinar, e os assinou na cama, afirmando: “Isso é a garantia de que não vai haver retrocessos”.

E estava certo, pois no dia seguinte, quando o Ministro do Exército do governo Figueiredo, General Walter Pires, tentou impedir a posse de Sarney, foi comunicado por Leitão de Abreu de que ele já não era mais Ministro.

O Diário Oficial daquele dia já saíra com todos os atos de nomeação do novo governo, que não foi comandado por Tancredo, mas por Sarney.

Aécio Neves diz que as últimas palavras que ouviu do avô e guia político foi: “Eu não merecia isso”.

Link do artigo: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?cod_post=411362&ch=n

quinta-feira, 11 de março de 2010

Aécio implanta nova tecnologia para identificar criminosos


BELO HORIZONTE (10/03/10) - O chefe de Polícia Civil de Minas Gerais, delegado Marco Antônio Monteiro de Castro, assinou nesta quarta-feira (10) um Acordo de Cooperação Técnica junto à Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), para implantação do Sistema Automatizado de Identificação de Impressões Digitais Criminal (Afis) em Minas Gerais. Com a implantação do Afis Criminal, o Estado ficará interligado com o banco de dados da Polícia Federal, estendido aos demais estados do país. A previsão de implantação é de dois meses.

O delegado Marco Antônio Monteiro, na oportunidade, conheceu as instalações do Instituto Nacional de Identificação (INI), onde verificou o funcionamento dos equipamentos que serão recebidos pela Polícia Civil de Minas Gerais. O recurso tecnológico que será doado à instituição por meio de convênio com a Senasp, do Ministério da Justiça e o Departamento de Polícia Federal, permitirá a criação de um banco de dados de suspeitos e criminosos com capacidade atual de cerca de seis milhões de registros.

A implantação do Afis criminal tem como objetivo agilizar o resultado das perícias papiloscópicas, identificando de forma instantânea a impressão digital de possíveis suspeitos deixadas nos locais de crime. Isso porque o programa realiza automaticamente a leitura e a comparação dos fragmentos de impressões digitais na base de dados criminais.

Agilidade

Será também através do sistema Afis que se identificará de forma mais rápida e eficaz cadáveres encontrados sem nenhum documento. Trata-se de uma arma tecnológica poderosa a serviço da segurança publica de todo o Estado, que facilitará o esclarecimento de vários crimes por meio de analise criminal, permitindo até mesmo o confronto de digitais em locais de crime.

Até então o trabalho de registro criminal era feito manualmente e muitas vezes levava semanas para ser concluído. "Com o Afis a identificação será realizada em questão de minutos e os resultados começarão a aparecer mais facilmente", avaliou Monteiro de Castro. Com a implantação do sistema a Polícia Civil irá se conectar com o núcleo central de armazenamento de dados sediado no Instituto Nacional de Identificação da Polícia Federal, por meio da Rede Infoseg, do Ministério da Justiça, podendo identificar também criminosos de outros estados que tenham praticado crimes em Minas Gerais.

O sistema Afis já é utilizado com sucesso por diversos organismos policiais e agências de identificação do mundo. No Brasil esse recurso tecnológico de última geração vem sendo implantado desde 2004 e em breve cada um dos 27 estados do país deverá ter no mínimo um computador conectado a este banco de dados de coleta e envio de digitais.

Outra novidade é que a mesma estação Afis fixa é dotada de uma estação móvel de identificação completa, totalmente digital e de um comparador portátil que permitirá a ampliação do trabalho desenvolvido durante os plantões das delegacias da capital e Região Metropolitana.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Após deixar cargo, Aécio fala em ’submergir’ por 30 dias


Após deixar o governo de Minas para disputar a eleição em outubro, o governador Aécio Neves (PSDB) pretende “submergir” por um mês antes de retomar a atividade pública. O governador passará o cargo para o vice, Antônio Anastasia – pré-candidato do PSDB ao governo do Estado -, no fim deste mês. E, somente no início de maio, pretende retomar as articulações políticas para fazer seu sucessor. “Eu pretendo submergir pelo menos esses 30 primeiros dias”, disse.

Após uma reunião com seu secretariado na Cidade Administrativa, Aécio também afirmou hoje que, no plano nacional, estará “absolutamente à disposição” para a campanha do virtual presidenciável tucano, o governador de São Paulo, José Serra. “No momento em que ele construir a sua estratégia, o que só ocorrerá no momento após o anúncio da sua candidatura, certamente eu pretendo ser o primeiro dos soldados perfilados ao lado do governador José Serra para disputarmos e vencermos essas eleições”, disse.

Ele também repetiu que não acredita na hipótese de o paulista desistir futuramente da candidatura presidencial. Para Aécio, “não há qualquer possibilidade de alteração do quadro atual do PSDB” e a estratégia de Serra deve ser respeitada. “Essa outra possibilidade (de ele assumir o posto de presidenciável) aventada por alguns, simplesmente não existe”, disse.

Sobre a campanha presidencial, lembrou que terá uma “disponibilidade maior”. “Caberá ao governador (Serra) dizer, e já disse isso a ele pessoalmente, aonde acha que a minha presença será útil: seja em conversas na construção da articulação da campanha, no projeto e no programa que ele conduzirá e mesmo com minha presença em eventuais eventos onde ela seja positiva”, afirmou.

“Estarei integralmente à disposição dele. Em primeiro lugar, em Minas Gerais, onde nós vamos buscar levar as suas propostas e o seu projeto. Mas quando ele achar necessário, também estou à sua disposição para ir a outros Estados da Federação”.


quinta-feira, 4 de março de 2010

Cidade Administrativa, Economia Prevista é de R$ 80 Milhões

A mudança no desenho da geografia do poder em Minas torna hoje um dia histórico para o Estado e para Belo Horizonte. Será inaugurada nesta manhã, com a pompa que o projeto exige, a Cidade Administrativa Tancredo Neves, nova sede do governo. A data escolhida é a do centenário de nascimento do ex-presidente, eleito indiretamente em 1985 com a missão de reconduzir o país à democracia, se a morte inesperada não o impedisse de tomar posse.

Após 113 anos, o núcleo do poder mineiro deixa a praça da Liberdade e passa a se abrigar nos edifícios modernos e imponentes projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Localizada a 20 km do berço da capital mineira, a Cidade Administrativa finca o nome do governador Aécio Neves não só na história, mas em uma região carente de investimentos públicos, o chamado vetor Norte.

A nova sede vai abrigar, num só local, as 18 secretarias de Estado e 25 órgãos do governo, que, hoje dispersos na região Centro-Sul de Belo Horizonte, geram altos custos com aluguéis e manutenção. A expectativa é que a mudança para o novo complexo gere uma economia de pelo menos R$ 80 milhões atuais ao Estado.

A nova sede, construída em apenas 26 meses, foi orçada inicialmente em R$ 500 milhões, mas custou R$ 1,2 bilhão. Porém, sua concepção é balizada na promessa de redução de custos, eficiência na prestação de serviços e desenvolvimento econômico regional.

Referência. Apesar de ser batizada com o nome do ex-presidente Tancredo Neves, avô do governador, a Cidade Administrativa traz à tona a figura de Juscelino Kubitschek. O desenvolvimento de uma obra grandiosa, assinada por Niemeyer, é algo a que Belo Horizonte assistiu na década de 40, com a criação da Pampulha, e também o país, com a transferência do governo federal do Rio para Brasília.

Mesmo evocando o passado, os edifícios que são inaugurados hoje foram concebidos em acordo com conceito e tecnologia sustentáveis. O governo espera reduzir em 90% seu atual consumo de água e economizar R$ 10 milhões anuais em sua demanda de energia elétrica.

Fonte: Jornal O Tempo

quarta-feira, 3 de março de 2010

Missão Solidária garante desenvolvimento no Vale do Jequitinhonha


Profissionais da área de saúde, educação e meio ambiente vão levar ações solidárias ao Vale do Jequitinhonha, por meio de uma parceria firmada com a Fundação Vale e o Instituto Brasil Solidário (IBS), que vai garantir o desenvolvimento, divulgação e a manutenção do Programa Turismo Solidário.

O programa do Governo de Minas, que atua em 20 localidades do Vale do Jequitinhonha, recebeu investimentos de R$ 1 milhão, por meio de um Termo de Cooperação Técnica Financeira, assinado entre a Fundação Vale e a Secretaria de Estado Extraordinária para o Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas (Sedvan), que serão aplicados na ampliação do fluxo turístico na região e vão contribuir para o desenvolvimento local.

O Instituto Brasil Solidário é uma organização sem fins lucrativos (Oscip), que tem como princípio o desenvolvimento de programas sociais em comunidades com baixo Índice de Desenvolvimento Humano. Segundo seu presidente, Luis Eduardo Salvatore, “a forma de trabalho do IBS segue o mesmo escopo do Turismo Solidário, visando ao favorecimento de comunidades locais por meio da cooperação, de ações conjuntas, sempre com a participação da sociedade. Por meio dessa parceria, nosso maior desejo é alavancar o Turismo Solidário de forma sustentável, além de gerar continuidade e multiplicação”, ressalta.


Leia mais na integra: Agencia Minas

Homenagens marcam inauguração da Cidade Administrativa


O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, inaugura, nesta quinta-feira (4), a Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves. A solenidade acontecerá na praça cívica da Cidade Administrativa, localizada às margens da MG 010, a partir das 11h, e será marcada por homenagens aos presidentes Juscelino Kubitschek e Tancredo Neves, e a mineiros que fizeram parte da história do Estado.

A inauguração ocorre na data comemorativa dos 100 de anos de nascimento de Tancredo Neves. Estarão presentes governadores de vários estados, deputados federais e estaduais de Minas, o vice-presidente da República José Alencar e os ex-presidentes Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, além dos presidentes do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e do Superior Tribunal de Justiça, Francisco César Asfor Rocha. Os servidores estaduais e os operários das obras do complexo serão representados por um grupo de trabalhadores convidados.

A solenidade na praça cívica será aberta pelo governador Aécio Neves e terá a participação de um representante de cada um dos 853 municípios mineiros. Será realizado também um ato simbólico em reverência a personalidades de diversas áreas e a cidadãos que participaram de diferentes momentos históricos de Minas.


Leia mais na integra: Agência Minas

Parceria: Aécio Neves assina convênio para ampliar núcleos do Plug Minas

O governador Aécio Neves assinou convênio com a Usiminas e a PUC Minas, nesta terça-feira, dia 2, para implantação do Núcleo Inove – Jogos Digitais, no espaço Plug Minas – Centro de Formação e Experimentação Digital, instalado no bairro Horto, em Belo Horizonte, onde, no passado, funcionava a Febem. O programa tem como objetivo capacitar estudantes para trabalhar na produção de jogos digitais. Serão qualificados 500 alunos da rede pública de Belo Horizonte e Sabará, a cada ano.

“Todas as ações deste governo tem um só objetivo, que é o de dar a Minas Gerais melhores condições para cuidar das suas crianças, mais oportunidades para seus jovens e melhor qualidade de vida para todos. Conhecendo o Plug Minas, vemos que quando se tem parceiro, as coisas andam. No lugar da lembrança do mais triste quadro da Febem, hoje é espaço de alegria. E esse é um esforço que orgulhará a todos nós mineiros”, afirmou o governador.





terça-feira, 2 de março de 2010

Serra diz que Aécio Neves é fundamental nas eleições presidenciais

Com os resultados da última pesquisa Datafolha publicada no domingo (28/02), que apontou uma diminuição da diferença entre os candidatos José Serra e Dilma Rousseff, o governador mineiro Aécio Neves, mais do que nunca, se torna uma peça fundamental nas eleições presidenciais de 2010.

O próprio governador de São Paulo já admite que Minas Gerais terá mais importância na decisão do próximo pleito do que se imaginava. Todos estão de olho nos movimentos de Aécio Neves, que nesta semana está voltado para a cerimônia de inauguração da Cidade Administrativa Tancredo Neves, que será realizada no dia 4, quinta-feira.

Serra estará presente no evento, que também prestará uma homenagem aos 100 anos de Tancredo, pai das “Diretas” e avô de Aécio Neves. O encontro será uma boa oportunidade para os tucanos acertarem seus ponteiros.

Apesar de Aécio ter afirmado que sairá candidato ao Senado e que sua prioridade é eleger o vice Antônio Anastasia como seu sucessor, em Minas todos ainda sonham com uma candidatura de Aécio à presidência, já que seus dois mandatos à frente do Estado resultaram num grande exemplo de gestão.

O que poderá sair deste encontro? Vamos aguardar para ver.

Fonte: Blog Sou Mais Aécio

segunda-feira, 1 de março de 2010

Minas Gerais inicia a distribuição de vacinas contra Influenza A


Começou nesta segunda-feira (1º) a distribuição de vacinas contra a Influenza A (H1N1). Cerca de 230 mil doses foram encaminhadas para as 28 Gerências Regionais de Saúde (GRS) para imunizar, a partir do dia 8 de março, profissionais de saúde e a população indígena do Estado

Os municípios vão definir como será feita a vacinação para médicos, enfermeiros entre outros técnicos da saúde, sendo que primeiramente devem ser imunizados os trabalhadores da Atenção Básica, ou seja, aqueles que atendem em Unidades Básicas de Saúde (UBS). Quanto aos indígenas, a vacinação será feita por técnicos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

“É preciso destacar que o objetivo dessa campanha não é impedir a circulação do vírus, já que ele circula em 209 países desde o ano passado. A intenção é evitar que as pessoas adoeçam, bem como a ocorrência de óbitos”, ressaltou a coordenadora de imunização da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Tânia Brant. Ao todo, aproximadamente 9,3 milhões de pessoas serão vacinadas em Minas Gerais.

Os grupos prioritários foram definidos pelo Ministério da Saúde, em parceria com sociedades científicas, Conselho Federal de Medicina (CFM), Associação Médica Brasileira (AMB), Associação Brasileira de Enfermagem (Aben), Conselhos de Secretários Estaduais (Conass) e Municipais (Conasems) de Saúde e o Grupo Assessor do Programa Nacional de Imunizações. Entre os trabalhadores que receberão a vacina estão médicos, enfermeiros, recepcionistas, pessoal de limpeza e segurança, motoristas de ambulância, equipes de laboratório e profissionais que atuam na investigação epidemiológica.


Leia mais na integra: Agência Minas

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Governo Aécio: Cidade Administrativa é destaque em publicação sobre sustentabilidade


Sustentabilidade na nova sede do governo de MG


A Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, nova sede do governo de Minas Gerais, pretende ser a primeira do Brasil a se preocupar com questões relacionadas à sustentabilidade. Parte das obras já está concluída e a sede estará em pleno funcionamento em outubro deste anoO Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, e o Palácio das Princesas, em Recife, são provas concretas de que, no Brasil, as sedes dos governos estaduais são edificações históricas, que pouco se preocuparam com questões relacionadas à sustentabilidade na época em que foram construídas.

O governo de Minas Gerais, no entanto, está realizando uma série de obras para tentar mudar essa realidade e se tornar a primeira sede governamental, no Brasil, que segue critérios sustentáveis.

Entre as medidas implantadas na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, como foi nomeada a nova sede do governo mineiro, projetada por Oscar Niemeyer, estão:

– sensores de luz fotossensíveis, que acendem apenas na presença de pessoas;– elevadores inteligentes, que funcionam de acordo com a demanda;– revestimento de vidro de máximo desempenho em toda a fachada dos prédios, o que bloqueia a entrada de calor e diminui a necessidade do uso de ar-condicionado;– sistema de esgoto sanitário a vácuo;– móveis feitos a partir de madeira certificada de reflorestamento com selo FSC;– sistema de coleta seletiva em todas as estações de trabalho– e rampas de acesso em todos os ambientes dos prédios, como uma das medidas de acessibilidade no local.

As obras principais e externas da Cidade Administrativa já estão concluídas. Hoje, dia 22 de fevereiro, funcionários de quatro secretarias se mudaram para os novos prédios. A previsão é que, em março, o governador Aécio Neves e o vice Antonio Anastásia ocupem seus novos gabinetes no prédio e, em outubro, a sede já abrigue toda a estrutura do governo mineiro.




quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Pro-Hosp garante qualidade na assistência e gestão Hospitalar


Mais uma Santa Casa do Estado foi certificada pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). Desta vez, a população do Norte de Minas é quem se beneficia com a qualidade dos serviços prestados pela Santa Casa de Misericórdia de Montes Claros, certificada no último dia 11, como “Hospital Acreditado” - reconhecimento oficial da qualidade de toda a sua equipe assistencial e administrativa em garantir excelência e segurança dos serviços de saúde prestados à população.

Para que a Santa Casa conseguisse o certificado, a Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG) viabilizou a realização de diagnóstico organizacional na metodologia ONA, identificando os pontos fracos da instituição. Por meio de uma política de qualificação, capacitação e desenvolvimento de recursos humanos, voltada para a questão da qualidade, a SES auxilia no aprimoramento do processo de gestão para todos os 130 hospitais do Programa de Fortalecimento dos Hospitais de Minas Gerais (Pro-Hosp), localizados em 112 municípios e a Santa Casa de Montes Claros, faz parte desta rede hospitalar.

De acordo com a Assessora de Melhoria da Qualidade, Lismar Campos, esse diagnóstico objetiva aumentar a segurança e o padrão dos serviços e é, de fato, um movimento de melhoria dos Hospitais da rede Pro-Hosp. “O modelo de gestão propõe a melhoria da qualidade da assistência que é prestada aos pacientes, além de contribuir positivamente para o clima organizacional. Isso motiva os profissionais da rede pública a alcançarem melhores índices de desempenho”, ressaltou.


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Cohab e Cemig começam em abril instalação de aquecedores solares


Terão início no dia 6 de abril os trabalhos de instalação, sob responsabilidade da Cemig, de 15 mil aquecedores solares em conjuntos habitacionais da Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (Cohab/MG), como parte de convênio assinado entre as duas empresas do Estado com esse objetivo. Os primeiros aquecedores serão instalados em Montes Claros, seguindo-se as demais cidades do Norte de Minas que dispõem de conjuntos habitacionais do Programa Lares Geraes - Habitação Popular, do Governo de Minas.

Em reunião realizada entre representantes da Cemig, Cohab/MG e Aquecemax, empresa vencedora da licitação, foram definidos critérios técnicos para a instalação dos aquecedores. A Cemig e a Cohab/MG acompanharão os serviços com o objetivo de garantir o bom desempenho dos equipamentos.

Economia

O convênio foi assinado perante o governador Aécio Neves, no dia 4 de dezembro de 2008, a Cohab/MG e a Cemig Distribuidora, no âmbito do Programa de Eficiência Energética e Combate ao Desperdício de Energia Elétrica, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), visando instalar o equipamento termossolar em todas as casas do programa habitacional do Governo de Minas, sem qualquer custo para os futuros mutuários

Os aquecedores possibilitaram a redução de aproximadamente 40% para os mutuários, gerando uma economia no orçamento das famílias que varia de R$ 34,00 a R$ 37,00 por mês no seu desembolso com gastos em energia. Os aquecedores que serão instalados possuem reservatório de 200 litros com capacidade de até cinco banhos. Mesmo com o céu nublado a água é aquecida, além de gerar uma economia de até 30% no consumo de energia.


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Aécio Neves substitui, por modelos novos e economicos, geladeiras, lampadas e chuveiros nas comunidades carentes de toda Minas Gerais


O governador Aécio Neves e o vice-governador Antonio Anastasia inauguraram, nesta terça-feira (23), a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Rio Bananeiras, em Conselheiro Lafaiete, na região do Campo das Vertentes, que recebeu R$ 10 milhões do Governo de Minas e anunciaram mais R$ 5,2 milhões em investimentos para a construção de um novo Pronto Socorro. Durante o evento, também foi lançado o programa Conviver, que atenderá famílias de baixa renda do interior do Estado com a substituição de geladeiras, lâmpadas e chuveiros por modelos mais novos e com consumo menor de energia.A Cemig investirá R$ 15 milhões em todo o Estado por meio do programa.
O Conviver será implantado em 16 municípios nas regiões Central, Sul e Triângulo, beneficiando 59.289 famílias de baixa-renda, com a substituição de 5.188 geladeiras, 3.706 chuveiros e 296.443 lâmpadas."Estamos com ônus da Cemig, trocando equipamentos elétricos obsoletos, que gastam muita energia, por equipamentos absolutamente novos. Uma forma simples, correta e eficiente de fazer justiça social. A Cemig, ao mesmo tempo que se torna uma empresa valorizada, cumpre seu papel social. Ao lado do Conviver, o Luz para Todos, com mais de 70% de recursos do Governo do Estado, está desenvolvendo socialmente Minas Gerais. Até o final de 2010, não teremos uma só propriedade rural sem energia elétrica", disse Aécio Neves, em seu pronunciamento.Em Conselheiro Lafaiete serão atendias 4.200 famílias pelo programa Conviver.
A seleção das famílias a serem beneficiadas será feita com base no cadastro de famílias de baixa renda da Cemig cruzado com o cadastro de famílias beneficiadas pelo sistema Único de Assistência Social (Suas), da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social.ETEAo lado do presidente da Copasa, Ricardo Augusto Campos, o governador Aécio Neves e o vice Antonio Anastasia inauguraram a ETE do Rio Bananeiras, que terá capacidade para tratar, em média, 13 milhões litros por dia, beneficiando 60 mil pessoas. Os investimentos da Copasa foram de R$ 10 milhões. Além da estação, foram implantados 5,8 quilômetros de redes interceptoras e 3,4 quilômetros de emissários que vão impedir o lançamento de esgoto no Ribeirão Bananeiras.Com a entrada da ETE em funcionamento, será garantida a despoluição do Ribeirão Bananeiras e Ventura Luiz, que formam o rio Maranhão, um dos principais afluentes do Rio Paraopeba. "Esta ETE é um dos maiores investimentos per capita que a Copasa já fez. Uma Estaçãode Tratamento de Esgoto que atenderá cerca de 60 mil pessoas", disse Aécio Neves.
O governador afirmou que a Copasa é uma empresa de saneamento de resultados reconhecidos fora do país e referência no Brasil como melhor empresa do setor. Segundo ele, a Copasa é exemplo de como uma empresa bem administrada pode desenvolver ações concretas de melhoria de vida para a população.Nos últimos sete anos, a Copasa triplicou o número de estações de tratamento de esgoto em Minas Gerais.
O volume de esgoto tratado saltou de 22 milhões de metros cúbicos para 150 milhões de metros cúbicos.Pronto SocorroO governador Aécio Neves também autorizou liberação de R$ 5,2 milhões, de um total de R$ 13 milhões, para a construção do novo Pronto Socorro Regional em Conselheiro Lafaiete e para a aquisição de equipamentos.
Os novos serviços de Urgência e Emergência irão suprir a limitação física, de equipamentos e de pessoal. Só no ano passado foi liberado R$ 1,3 milhão para o novo Pronto Socorro. Ao longo de 2010, serão liberados os R$ 6,5 milhões restantes. A prefeitura será responsável pelas obras.O novo Pronto Socorro irá beneficiar toda a população que compõe da região de Conselheiro Lafaiete, o que representa 181 mil habitantes em 13 municípios. Será prestado, na nova unidade, atendimento imediato aos doentes, com internação adulta e pediátrica. Haverá ainda coleta e realização de exames laboratoriais, raio X, ultrassom, eletrocardiograma e tomografia.Médicos e enfermeiras vão atender 24 horas por dia nos quatro pavimentos distribuídos em 6.800 mil metros quadrados. Serão 97 leitos, sendo 77 de internação e 20 de internação intensiva (CTI).
A previsão é que fique pronto um ano e meio após o início das obras.Distrito IndustrialDurante a solenidade, o governador anunciou a doação de um terreno da Cohab, de 902 mil metros quadrados, para implantação do Distrito Industrial de Conselheiro Lafaiete. Ele anunciou ainda a liberação de recursos, via Cohab, para construção de 50 casas para famílias que vivem em área de risco no município. O governador também anunciou que a matriz de Nossa Senhora da Conceição será restaurada, numa ação conjunta do Governo de Minas e da Prefeitura de Lafaiete.


sábado, 20 de fevereiro de 2010

CIDADE ADMINISTRATIVA GANHA VIDA

Segunda-feira, 1,8 mil servidores estaduais estarão em novo endereço no complexo desenhado pelo gênio da arquitetura, Oscar Niemeyer
Ernesto Braga - Estado de Minas
Publicação: 20/02/2010 08:37 Atualização: 20/02/2010 08:54

Passados 70 anos da inauguração dos primeiros prédios projetados por Oscar Niemeyer em Belo Horizonte – a Casa do Baile e o Museu de Arte Moderna, ambos de 1940 e erguidos na Pampulha –, mais um empreendimento do gênio da arquitetura será aberto ao público. A Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, construída às margens da MG-010, no Bairro Serra Verde, na Região de Venda Nova, começa a funcionar segunda-feira. Três andares do Edifício Gerais, além do Centro de Convivência, estão prontos para receber 1,8 mil servidores, primeira leva dos 16 mil que serão transferidos para a nova sede do governo de Minas até o final de outubro.


Todo o mobiliário e equipamentos necessários para que os servidores das secretarias de Planejamento e Gestão (Seplag), Governo, do Gabinete Militar e do Estado para resultados comecem a exercer suas funções na segunda já estão funcionando. São computadores e aparelhos de telefone de última geração, montados em mesas individuais, separadas por divisórias com isolamento acústico. Além de gavetas para guardar documentos e objetos pessoais, cada setor conta também com arquivos deslizantes. “Cerca de 50% dos servidores não tinham acesso à internet nos seus postos de trabalho. Agora, acabou essa história de dividir mesa e computador. Cada um terá seu ambiente individualizado, padronizado para todo mundo”, disse a secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena.
Os restaurantes do primeiro andar do Gerais, que vão vender comida a R$ 15 o quilo ou R$ 18 para que a pessoa se sirva à vontade, também estarão funcionando segunda-feira. “Ao todo, serão 30 lojas no primeiro andar, de conveniência, lanchonete, lavanderia e agência de viagem. A previsão é de que até abril tudo esteja pronto”, afirmou Renata Vilhena. O prédio contará ainda com caixas eletrônicos e em cada um dos 14 andares haverá dois refeitórios para os servidores que optarem por levar a comida de casa. Nos últimos dois dias foram feitos todos os testes antes da abertura da Cidade Administrativa. Amanhã, haverá um mutirão de limpeza.

Das sete novas linhas criadas pela BHTrans para o deslocamento de servidores e visitantes até a Cidade Administrativa, três começam a operar segunda-feira: a passagem da 65 (Centro de Belo Horizonte/Estação do Metrô Vilarinho) e da 8650 (Estação do Metrô São Gabriel/Cidade Administrativa) vai custar R$ 2,30, enquanto a tarifa cobrada pelo ramal 642 (estação BHBus Venda Nova / estação Vilarinho) custará R$ 1,65. Outra opção é o ramal 6350 (Estação BHBus Barreiro/Estação Vilarinho), já em funcionamento e com passagem a R$ 2,50. Também começam a rodar os quatro ônibus articulados que vão transportar os servidores gratuitamente da Estação Vilarinho à nova sede do governo, das 7h às 19h.

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Escola Viva retoma atividades em 2010 com visita à exposição


Até o dia 26 de fevereiro, cerca de 2,6 mil alunos de escolas que fazem parte do projeto Escola Viva, Comunidade Ativa, da Secretaria de Estado de Educação (SEE), vão visitar a exposição organizada pelo jornalista Bernardino Furtado. “Cumplicidade: 20 anos de reportagem, 20 fotógrafos – Olhares para o Brasil e Brasileiros” está no Museu de Artes e Ofícios (MAO), Praça Rui Barbosa, s/n, centro de Belo Horizonte. O trabalho tem curadoria de Sérgio Rodrigo Reis e reúne um acervo de 42 fotos que mostram ao público outras faces do Brasil, um país interiorano, com muitas dificuldades, pessoas simples, mas fortes, singelas e que contribuem com a sobrevivência do país. As visitas das escolas acontecem durante a manhã, tarde e noite.

Ludmila dos Anjos Oliveira, aluna do 2º ano do Ensino Médio da Escola Estadual João Alphonsus, em Belo Horizonte, visitou a exposição com seus colegas. Segundo ela, passeios como este contribuem para a formação do aluno. “Na exposição, o jornalista (Bernardino) nos guiava e destacou o trabalho de fotógrafos que estiveram com ele em suas matérias. Tinha fotos que eu já conhecia por ter lido as matérias nos jornais”, destaca a estudante que buscou se informar também com os comentários presentes abaixo de cada imagem.


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