Andrea Neves acaba de estrear um blog (http://www.andreaneves.com/) . E diferente do que muitos possam imaginar, o andreaneves.com não privilegia informações sobre o Servas, política ou comunicação.
É mais pessoal e intimista: um espaço para "organizar e guardar pensamentos, memórias e lembranças", como define a própria Andrea. Enfim, ela tem ideias de sobra na cabeça. E quer partilhar.
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Parcerias que rendem frutos
Cidades
Balanço. Após sete anos à frente do Servas, Andrea Neves diz que trabalho conjunto resultou no sucesso das ações
Programas sociais mudaram realidade de pessoas carentes em todo Estado
Renata Nunnes
O tom de voz determinado da mulher conhecida como grande articuladora, de repente, fica carregado de emoção. Ela para, respira e, tomada de satisfação, começa a fazer um balanço dos últimos sete anos. Foram tempos dedicados à frente de projetos desenvolvidos pelo Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), que mudaram, para melhor, a vida de pessoas de todas as idades.
Para a ex-presidente do Servas, Andrea Neves, a construção de programas sociais requer persistência. "Nenhum governo, por mais correto e bem intencionado que seja tem condição de enfrentar sozinho a questão social na gravidade com que ela existe no nosso país. Isso não tem relação apenas com recursos ou vontade política. Quando somos capazes de estabelecer parcerias, conseguimos fazer com que iniciativas andem mais rápido e cheguem mais longe", diz Andrea, que durante o governo do irmão, Aécio Neves, dirigiu a entidade.
Parcerias firmadas com empresas, entidades de classe, ONGs e cidadãos comuns garantiram que os programas do Servas fossem respeitados e até copiados no Brasil e no exterior. Digna Idade, Brinquedoteca, Valores de Minas, Vita Vida e Vozes do Morro são alguns dos projetos que saíram do papel para transformar a realidade de idosos, crianças, jovens, pacientes de hospitais e moradores de vilas e aglomerados. Eles ganharam humanização, resgataram valores e a autoestima. Alguns dos beneficiados se encontraram com o lúdico por meio da leitura. Outros conheceram a arte, a música e sua própria cultura. Sem contar os que se libertaram da fome em ação contra o desperdício.
Andrea Neves não esteve sozinha nas conquistas. Tinha a companhia de profissionais que, segundo ela, fizeram do trabalho a própria vida. "Muitas vezes, não basta ter uma boa ideia se você não tem pessoas comprometidas. Se não for assim, nenhuma questão sai do papel", afirma. Para Andrea, o esforço da equipe do Servas somado ao dos parceiros explica o fato de o Servas ter conseguido implantar projetos que têm feito diferença na vida das pessoas.
O serviço também atuou em fortes campanhas de mobilização social, como o "Volta", que convocava a população na busca de pessoas desaparecidas. E quem não se lembra do filme da campanha contra a exploração sexual de crianças em que uma menina pedia "socorro" por meio de uma canção?
Outra grande mobilização ocorreu em torno dos cuidados com os idosos e teve a participação do cantor Zezé di Camargo. Uma moda de viola dizia que um pai cuida de dez filhos, mas dez filhos não cuidam de um pai. "É tão verdadeiro esse sentimento de que alguma coisa está acontecendo em nossa sociedade. Estão se esfacelando laços, que deveriam ser de permanente afeto. A questão do idoso é dolorosa. Eles não podem ser excluídos da sociedade", disse Andrea Neves.
"Faço política como instrumento para colaborar com a sociedade, para ajudar a transformá-la"
Andrea Neves Ex-presidente do Servas
Qual a avaliação que a senhora faz do trabalho realizado no Servas?
Foi um trabalho construído aos pouquinhos e que hoje nos enche de surpresa em perceber que conseguimos abraçar, em tão pouco tempo, tantas pessoas. O Servas, hoje, tem programas muito diferenciados. Eles nos permitem estar em todas as regiões do Estado. Construir programas sociais requer muita persistência. Não trabalhamos com estatísticas, ajudamos pessoas de verdade.
A senhora acredita que os programas desenvolvidos e reestruturados durante sua gestão vão ser mantidos ao longo de outros governos?
Me preocupa muito essa questão de um governo que começa e resolve anular tudo que foi feito antes. Acho uma covardia com a sociedade brasileira. Tenho um profundo respeito pelas ações desenvolvidas por entidades sociais de Minas. Portanto, fechamos muitas parcerias. Somamos esforços e o resultado cria condições para que os projetos existam além de qualquer gestão política. Só as parcerias garantem as condições de continuidade dos programas.
Foram muitas as ações desenvolvidas pela equipe do Servas. Há algum dos programas que tenha tocado a senhora de maneira especial?
O Digna Idade. Ele é voltado para idosos que vivem em instituições de longa permanência, os antigos asilos. Muitos deles têm seus vínculos familiares esgotados, vivem sozinhos.
Como nasceu o Digna Idade? Ele nasceu de uma parceria com o Ministério Público Estadual. Em 2003, o órgão tinha um diagnóstico muito duro sobre a realidade de grande parte das entidades do tipo que existem em Minas Gerais. Com isso, priorizamos o tema.
Como o programa atua?
Ele atua em três frentes diferenciadas: capacita a gestão da entidade, capacita os cuidadores de idosos e possibilita a reforma e a aquisição de equipamentos necessários para cada instituição. O Digna Idade também se soma à campanha de mobilização social.
De fato, o Servas priorizou campanhas de mobilização social como a dos desaparecidos e a da violência doméstica. Como a senhora avalia essas ações?
Foram campanhas fortes ao longo dos últimos anos. Todas criadas com o objetivo de sensibilizar as pessoas sobre questões presentes na vida de cada um de nós. Tivemos, obviamente, resultados concretos. No caso da atenção aos idosos, por exemplo, houve um aumento no número de denúncias de violência.
Qual das ações alcançou mais retorno?
A dos idosos. Essa campanha alcançou retorno inclusive no exterior. O comercial foi traduzido para outras línguas. Recebemos comunicados da Itália e dos Estados Unidos. Ocorreram correntes na internet divulgando a campanha e isso foi muito gratificante.
E o programa Vozes do Morro?
Ele também foi bastante divulgado e revelou grandes talentos. À primeira vista, ele tem uma função de revelar talentos na área musical de pessoas que moram em vilas, favelas e aglomerados. Mas, na verdade, tem um sentido muito maior, porque trata de reforçar a identidade e criar valores nessas comunidades. Claro que você tem um resultado individual dos artistas. Mas o que é mais precioso para a gente no projeto é como a sociedade passa a se organizar em torno da criatividade e da solidariedade.
Outro projeto bastante reconhecido é o Vita Vida. A ideia pode ser multiplicada em todo o país?
Estamos comemorando em 2010, com muito orgulho, a primeira parceria com a Pastoral da Criança e ela envolve o repasse da tecnologia do Vita Vida. Ao longo do último ano, a pastoral experimentou o uso do alimento desidratado nas crianças atendidas pela entidade. O resultado é extraordinário.
Quantas refeições já foram distribuídas por meio do Vita Vida?
Foram 12 milhões. Um grande exemplo do combate às duas piores chagas da sociedade: o desperdício e a fome. As fábricas recebem excedentes de alimentos de produtores rurais e de comerciantes da Ceasa. Frutas e legumes que não servem para ser vendidos, mas estão em perfeitas condições de consumo.
O que o trabalho no Servas significou para a senhora?
Eu também me transformei muito. Às vezes, a gente começa a trabalhar motivada para tentar colaborar com a transformação da vida dos outros e não percebe o quanto esse trabalho também nos transforma ao longo do processo. Essa foi uma experiência definitiva na minha vida.
A senhora descarta qualquer possibilidade de, no futuro, candidatar-se às eleições?
As hipóteses estiveram descartadas no passado e todas estão descartadas no futuro. Faço política como instrumento para colaborar com a sociedade, para ajudar a transformá-la. Tem pessoas que optam por disputar um mandato eletivo, outras não.
Quais são os planos da senhora para o futuro?
A partir de julho, estarei ao lado de Aécio Neves e Antonio Anastasia dando a minha contribuição na campanha eleitoral. Depois, vamos esperar chegar mais perto para enxergar melhor.
(RN)
Publicado em: 06/06/2010
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sexta-feira, 12 de março de 2010
Andrea Neves escreve artigo para o Valor Econômico e conta a trajetória do avô Tancredo na política brasileira
Fonte: Andrea Neves – para o Valor Econômico
Tancredo de Almeida Neves, cujo centenário de nascimento e a lembrança dos 25 anos de sua morte se dão neste 2010, está entre os atores políticos de maior relevância no Brasil da segunda metade do século XX, bem como entre os que mais foram corajosamente coerentes.
À primeira vista, parecem existir dois Tancredos. Um, extremamente ameno no trato e nas palavras. Outro, corajosamente radical nas ações e nos gestos. A fusão dos dois fez um homem por inteiro. Comprometido, sempre, com a ordem democrática. Absolutamente leal aos companheiros, honrando a palavra que empenhava, transformou-se num interlocutor confiável na cena política durante décadas. E, surpreendentemente, não jogava para a plateia, não buscava os holofotes.
Ele costumava dizer: “Na política, só se lembram de mim na hora da tempestade”. Era verdade. Tancredo assume lugar de importância nacional em 1953. Com apenas 43 anos de idade, foi escolhido pelo presidente Getúlio Vargas como seu ministro da Justiça, considerada a pasta mais importante da época. Havia sido opositor do Estado Novo, advogava para trabalhadores e chegou a ser preso duas vezes no período. Mas considerava que Getúlio, ao ser eleito, ganhara legitimidade popular.
Foi fiel ao presidente até o seu último instante. Na última reunião do Ministério, quando os ministros militares diziam ser impossível enfrentar o golpe que se anunciava e pediam o afastamento do presidente, Tancredo se ofereceu para ir pessoalmente dar voz de prisão aos rebelados. “Mas você pode ser morto”, disse um deles. “A vida nos reserva poucas oportunidades de morrermos por uma boa causa”, respondeu.
Tancredo costumava se lembrar da última noite de Getúlio com emoção. Até os seus últimos dias, dizia que não conhecera ninguém em quem o senso de dever e o amor ao país fossem tão fortes. Lembrava que já se preparava para sair do Palácio do Catete quando o presidente o chamou e lhe entregou a sua caneta pessoal. “Uma lembrança desses dias conturbados”, disse ele. Tancredo guardou a lembrança e quando saía do prédio escutou o tiro com que o presidente se suicidara. Correu aos aposentos dele e ajudou a filha, Alzira, a socorrer o pai. Dizia que os olhos do presidente circularam pelo quarto, passaram pelos dele até se fixar nos da filha. Morreu olhando para ela.
Extremamente abalado, Tancredo chegou para o enterro em São Borja, no Rio Grande do Sul. Fazia muito frio. Oswaldo Aranha lhe emprestou um cachecol que ele guardou, dobrado, na sua gaveta de objetos pessoais por toda a vida. De São Borja, enviou um telegrama ao então governador de Minas, Juscelino Kubitschek, denunciando a ação das forças golpistas. Há quem pense que o suicídio de Getúlio tenha atrasado em dez anos o golpe militar. O ano de 1964 poderia ter chegado em 1954.
Em 1961, a renúncia do presidente Jânio Quadros pegou o país de surpresa. O vice-presidente, João Goulart – ou Jango, como era mais conhecido -, se encontrava na China, e começaram as articulações para impedir a sua posse. Tancredo divulga um manifesto à Nação pedindo respeito à ordem democrática e que fosse garantida a posse do vice-presidente. O ambiente se agrava. Prioritário naquele momento era garantir que Jango chegasse ao país e ao governo.
Diante da irredutibilidade de setores militares, surge a solução parlamentarista. Tancredo vai de avião ao encontro de Jango no Uruguai. Haviam sido, Tancredo e Jango, ministros de Getúlio. A confiança entre os dois havia sido selada na antecâmara de uma tragédia. Em um momento de crise, em que o caráter e a fibra de um homem não podem se ocultar atrás de discursos de conveniência. Por isso era Tancredo – e não outro – que poderia ter entrado naquele avião.
Há quem diga que naquele encontro teria ficado implícita a certeza de que a alma brasileira, se consultada, não trairia a sua tradição presidencialista. Importante naquele momento era garantir que o presidente tomasse posse. Era evitar que 1964 chegasse em 1961. Jango tomou posse. Tancredo foi escolhido primeiro-ministro. Deixou o posto de chefe de governo em 1962 para disputar as eleições para a Câmara dos Deputados. Eleito, se transformou em líder do governo João Goulart na Câmara dos Deputados.
Chegou 1964. O presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, declara vaga a Presidência da República, apesar de o presidente João Goulart se encontrar em solo brasileiro. Diante de uma Casa silenciosamente acovardada, escutam-se algumas vozes e gritos inconformados no plenário. Quem ouvir com atenção o áudio da sessão vai escutar, nesses gritos, as vozes da consciência nacional. Uma voz se destaca: “Canalhas!” Era Tancredo.
Naquela época também deputado, Almino Afonso conta: “Até hoje me recordo com espanto do deputado Tancredo Neves, em protestos de uma violência verbal inacreditável para quantos, acostumados à sua elegância no trato, o vissem encarnando a revolta que sacudia a consciência democrática do país. Não deixava de ser chocante ver a altivez da indignação de Tancredo e o silêncio conivente de muitas lideranças do PSD”.
O jornalista José Augusto Ribeiro diz que, ao sair dessa sessão, o indignado Tancredo deu uma entrevista: “Acabam de entregar o Brasil a 20 anos de ditadura militar!” Enfrentou soldados para se despedir pessoalmente de Jango.
E 1964, adiado tantas vezes, finalmente chegou. O primeiro momento, fortemente simbólico, foi a eleição do marechal Castelo Branco. Tancredo foi o único deputado do PSD de Minas a se abster na votação.
Vieram as cassações. Os inquéritos policiais militares. Nem os ex-presidentes são poupados. Juscelino foi convocado a depor. Não foi sozinho. Tancredo o acompanhou aos depoimentos. Solidário.
Exilado, o talvez mais festejado presidente que o país já tivera, se dirigiu ao aeroporto para deixar o Brasil. Era o ex-presidente bossa nova. Era um ex-presidente da Republica que seguia rumo ao exílio. Três pessoas acompanharam JK até o avião. Duas eram da família. A outra era Tancredo. “Me lembro que a sua foi a última mão que apertei!”, disse Juscelino na primeira carta enviada do exílio.
São anos de um paciente ostracismo para Tancredo.
Morre o presidente João Goulart no Uruguai. O governo militar a princípio se recusa a permitir que ele seja enterrado no Brasil. Começam diversas articulações. Tancredo recusa conselhos e vai ao general Golbery do Couto e Silva: “Ninguém pode negar a um presidente o direito de descansar entre o seu povo!” E, quando a conveniência indicava, de novo, o contrário, lá estava Tancredo em São Borja. Mais uma vez, a memória de Almino Afonso: “Era a única liderança de porte nacional presente no cemitério”.
Juscelino morre. De pé, Tancredo velou o presidente. É de Tancredo o mais forte e emocionado discurso de homenagem ao ex-presidente.
Trinta anos depois de 1954, é a vez de 1984. A campanha das Diretas Já ocupou as ruas e o coração do país. Tancredo participou, articulou, discursou. Mas conhecia a história. Ali estavam maduras as condições para deixar 64 para trás. Ideal que fosse pelo voto direto. Se não pudesse ser, que fosse por outro caminho. Importante era abrir a porta de saída. A porta que ele ajudou a não deixar que fosse aberta em 1954 e em 1961 precisava agora ser fechada.
De novo, era ele que precisava tomar aquele avião. Do ponto de vista da história, Tancredo estava pronto. Tinha que ser ele. Era o que se costumava ouvir dos analistas mais experientes. “Esta foi a última eleição indireta deste país”, foram as primeiras palavras do seu discurso como presidente eleito.
Getúlio, Juscelino e Jango sabiam do que ele estava falando. Sabiam o que havia custado chegar até ali. Saberiam o que ainda ia custar?
O avião decolou novamente. O piloto não desembarcou. Mas conduziu o voo a um pouso seguro. Afonso Arinos disse que “alguns homens dão a vida pelo país. Tancredo deu mais, deu a morte”.
Lembro-me dos olhos marejados de Tancredo recordando com respeito e reconhecimento o extremado senso de compromisso de Getúlio com o país. “Ele sabia o que estava em risco”, costumava dizer. “Vocês não imaginam o que foi a multidão que acompanhou o funeral do presidente. Foi ela, em torno do caixão do presidente Vargas, que selou o pacto que impediu, naquele momento, o retrocesso da ordem democrática”, insistia em nos explicar.
Mal sabia Tancredo que 31 anos depois, em 1985, uma outra multidão velaria o corpo de um outro presidente.
E que ele também deixaria a vida para entrar na história.
Andréa Neves, neta de Tancredo, é jornalista e presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social de Minas Gerais (Servas)
Tancredo, um homem por inteiro
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quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Centro de Referência à Gestante ganha Área de Convivência

Um espaço com paredes coloridas, repleto de brinquedos, tapetes emborrachados, andadores, carrinhos, bebês-conforto e até piscina de bolinhas, encheu os olhos das mães e, principalmente, das crianças do Centro de Referência à Gestante Privada de Liberdade, com sede em Vespasiano, Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), na manhã desta terça-feira (15). A chamada Área de Convivência foi inaugurada durante uma cerimônia informal, com a presença da presidente do Servas, Andrea Neves; da secretária-adjunta de Defesa Social, Soraia Ghader; do subsecretário de administração prisional, Genilson Zeferino e da secretária de Estado Planejamento Renata Vilhena.
A solenidade foi marcada também pela assinatura de um Termo de Parceria entre a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) e o SESI/Fiemg, por meio do Instituto Minas pela Paz (IMPP), para a oferta de oficinas de geração de renda para as detentas. Outro convênio, estabelecido com o Instituto Edna Roriz, ofertará cursos de fabricação de produtos de higiene como sabonetes líquidos e desinfetantes e, numa segunda fase, pães e geleias.
Leia mais na integra: Agência Minas
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Encontro do Fórum Mundial sobre mudanças climáticas terá participação do Valores de Minas

O Valores de Minas, programa do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) e Governo Aécio Neves, participa, nesta terça-feira (4), da abertura da Campanha de Liderança Climática 2020, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. Realizado pela State of the World Forum (SWF), o encontro reunirá, até o dia 7 de agosto, cientistas e especialistas de todo o mundo.
O encontro, que tem o apoio do Governo de Minas, será o ponto de partida de uma campanha de âmbito mundial visando a conscientização de pessoas, empresas e governos sobre a urgência de ações e medidas que combatam o aquecimento global. A proposta é antecipar para 2010, medidas previstas para serem adotadas até 2050, como a redução em até 80% da emissão de dióxido de carbono.
Segundo Emília Queiroga, vice-presidente da SWF e diretora da organização no Brasil, o Valores de Minas está afinado com o propósito da conferência. “Fomos apresentados ao programa pela presidente do Servas, Andrea Neves. É um projeto inteligente que, por meio da arte e cultura, leva novas perspectivas aos jovens. A arte é uma forma de mostrar que a transformação é possível, o que corresponde ao pensamento da nossa campanha”, disse.
Leia mais na integra: Minas em pauta
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quinta-feira, 25 de junho de 2009
Vozes de Morro resgata orgulho das comunidades pobres

A presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), Andrea Neves, participou, nesta quinta-feira (25), no Palácio da Liberdade, do anúncio dos dez novos artistas selecionados para o projeto Vozes do Morro. Ao lado do governador Aécio Neves, ela deu boas-vindas aos artistas, todos eles moradores de vilas, favelas e aglomerados de Belo Horizonte e da Região Metropolitana. O Servas é um dos parceiros do Governo de Minas na execução do projeto, que tem o objetivo de divulgar o trabalho de artistas ainda desconhecidos do grande público. Os outros parceiros são o Sebrae-MG e emissoras de rádio e TV de Minas.
Andrea Neves explicou que os dez selecionados gravarão uma faixa musical, spots e um videoclipe que serão veiculados a partir de julho nas TVs e rádios que apóiam o programa. Ela disse que essa ação é muito importante para dar visibilidade ao talento dos novos artistas, mas afirmou que o alcance do Vozes do Morro é muito maior.
“Acredito que a música é um território livre, um território utópico onde todos somos iguais, onde nossos talentos são iguais. E nesse território, no território da utopia, podemos construir juntos a sociedade diferente que queremos construir. O que a gente vê aqui é a celebração de laços diferentes. As comunidades desses artistas hoje têm novos valores para se orgulhar. Tem novas referências para o seu dia-a-dia. Isso também é um desdobramento muito importante desse programa”, disse Andrea Neves, em entrevista.
Leia mais na integra: Agência Minas
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terça-feira, 23 de junho de 2009
Servas festeja produção do VitaVida e lança nova embalagem
O VitaVida, programa de complementação alimentar do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), comemora a distribuição de 11 milhões de refeições produzidas e entregues a entidades de assistência social de todo o Estado desde 2003. Para celebrar o marco, o chef barcelonês Xavier Franco preparou nesta terça-feira (23), na fábrica do VitaVida da Ceasa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, uma paelha de frango com o mix de vegetais desidratados do programa.
Durante a solenidade os parceiros receberam o “Certificado de Solidariedade” e também foi lançada a nova embalagem do produto. “Estamos comemorando essa marca maravilhosa de 11 milhões de refeições distribuídas. Desde 2003 esse programa vem recebendo investimentos importantes em novas tecnologias, laboratórios e parcerias com universidades, o que garante ao produto qualidade e sabor. É um programa transformador”, disse a presidente do Servas, Andrea Neves.
Leia mais em: Agência Minas
sábado, 25 de abril de 2009
Andrea Neves da Cunha
Conheça um pouco mais sobre a presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social de Minas


Sob sua gestão, o Servas passou a ter um papel dinâmico de articulação entre instituições da sociedade civil, empresas privadas e órgãos governamentais para a execução de novos programas sociais, uma atuação complementar ao Poder Público.
Leia mais aqui.
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sábado, 4 de abril de 2009
A gente quer comida, diversão e arte
por Newton Correia, 30.03.09, 11:30 pm

Na área da assistência existem vários caminhos para promover a inclusão de grupos sociais, que vivem à margem de uma sociedade injusta e desigual. Durante muito tempo houve a insistência de não oferecer abrigo para quem precisa de abrigo e de não oferecer comida a quem precisa de comida.
Todos se lembram do sociólogo Hebert de Sousa, o Betinho, e da luta dele contra a exclusão social. Ele dizia que “quem tem fome tem pressa”, e, dessa forma, iniciou um movimento que conseguiu mobilizar todo o país. Podemos dizer que o esforço do Governo Federal em manter o Bolsa Família, vem dessa luta de fortalecer a rede de proteção social.
Não quero entrar aqui no mérito se o programa funciona adequadamente ou não, isso é conversa para outro post. O que quero enfatizar é que o movimento de Betinho permitiu que a sociedade pudesse fazer uma melhor avaliação sobre a necessidade de criar mecanismos de assistência e apoio às famílias que vivem abaixo da linha de pobreza.
A música Comida dos Titans; composta em 1987 por Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Sergio Brito, mostra bem o que também é muito importante. Tem um trecho da letra que diz o seguinte:
Bebida é água.comida é pasto.
você tem sede de que?
você tem fome de que?
a gente não quer só comida
a gente quer comida, diversão e arte.
Desde que a música foi composta já se passaram 22 anos e poucas pessoas que estão à frente dos órgãos públicos tiveram a percepção de que os excluídos não querem só comida.
Diversão e arte podem gerar novas oportunidades e criar novos valores de vida.

Recebi recentemente de Andréa Neves, presidente do Servas (Serviço Voluntário de Assistência Social) um press kit com as ações do Governo de Minas nas áreas de promoção e inclusão social. Fiquei muito bem impressionado com o trabalho e a forma como atinge crianças, jovens e idosos. Gostaria de comentar cada um dos projetos, mas deixo isso para outra oportunidade.
Quero concentrar as observações no programa Valores de Minas, que muito me emocionou. No material que me foi enviado, vieram também dois DVDs: um sobre a apresentação do Estrada dos Sonhos e outro sobre Opara, que em guarani quer dizer Rio São Francisco. Dois belos espetáculos que primam pela beleza cênica e por um conteúdo transformador.
Veja o Vídeo do programa: YOUTUBE.
Leia na íntegra: Saber cuidar.org .

Na área da assistência existem vários caminhos para promover a inclusão de grupos sociais, que vivem à margem de uma sociedade injusta e desigual. Durante muito tempo houve a insistência de não oferecer abrigo para quem precisa de abrigo e de não oferecer comida a quem precisa de comida.
Todos se lembram do sociólogo Hebert de Sousa, o Betinho, e da luta dele contra a exclusão social. Ele dizia que “quem tem fome tem pressa”, e, dessa forma, iniciou um movimento que conseguiu mobilizar todo o país. Podemos dizer que o esforço do Governo Federal em manter o Bolsa Família, vem dessa luta de fortalecer a rede de proteção social.
Não quero entrar aqui no mérito se o programa funciona adequadamente ou não, isso é conversa para outro post. O que quero enfatizar é que o movimento de Betinho permitiu que a sociedade pudesse fazer uma melhor avaliação sobre a necessidade de criar mecanismos de assistência e apoio às famílias que vivem abaixo da linha de pobreza.
A música Comida dos Titans; composta em 1987 por Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Sergio Brito, mostra bem o que também é muito importante. Tem um trecho da letra que diz o seguinte:
Bebida é água.comida é pasto.
você tem sede de que?
você tem fome de que?
a gente não quer só comida
a gente quer comida, diversão e arte.
Desde que a música foi composta já se passaram 22 anos e poucas pessoas que estão à frente dos órgãos públicos tiveram a percepção de que os excluídos não querem só comida.
Diversão e arte podem gerar novas oportunidades e criar novos valores de vida.
Valores de Minas, transformando vidas pela arte

Recebi recentemente de Andréa Neves, presidente do Servas (Serviço Voluntário de Assistência Social) um press kit com as ações do Governo de Minas nas áreas de promoção e inclusão social. Fiquei muito bem impressionado com o trabalho e a forma como atinge crianças, jovens e idosos. Gostaria de comentar cada um dos projetos, mas deixo isso para outra oportunidade.
Quero concentrar as observações no programa Valores de Minas, que muito me emocionou. No material que me foi enviado, vieram também dois DVDs: um sobre a apresentação do Estrada dos Sonhos e outro sobre Opara, que em guarani quer dizer Rio São Francisco. Dois belos espetáculos que primam pela beleza cênica e por um conteúdo transformador.
Veja o Vídeo do programa: YOUTUBE.
Leia na íntegra: Saber cuidar.org .
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