segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Veja: “Quase fui preso como um dos aloprados”, disse Abramovay sobre pedidos de dossiês de Dilma e Gilberto Carvalho


Intrigas de estado

Diálogos entre autoridades revelam que o Ministério da Justiça, o mais antigo e tradicional da República, recebeu e rechaçou pedidos de produção de dossiês contra adversários

“Não aguento mais receber pedidos da Dilma e do Gilberto Carvalho para fazer dossiês. (…) Eu quase fui preso como um dos aloprados.” (Pedro Abramovay, atual secretário nacional de Justiça, em conversa com seu antecessor, Romeu Tuma Júnior)

É conhecido o desprezo que o PT nutre pelas instituições republicanas, mas o que se tentou no Ministério da Justiça, criado em 1822 por dom Pedro I, ultrapassa todas as fronteiras da decência. Em quase 200 anos de história, o ministério foi chefiado por homens da estatura de Rui Barbosa, Tancredo Neves e quatro futuros presidentes da República. O PT viu na tradicional instituição apenas mais um aparelho a serviço de seu projeto de poder. Como ensina Franklin Martins, ministro da Supressão da Verdade, “às favas com a ética” quando ela interfere nos interesses políticos e partidários dos atuais donos do poder.

VEJA teve acesso a conversas entre autoridades da pasta que revelam a dimensão do desprezo petista pelas instituições. Os diálogos mostram essas autoridades incomodadas com a natureza dos pedidos que vinham recebendo do Palácio do Planalto. Pelo que é falado, não se pode deduzir que o Ministério da Justiça, ao qual se subordina a Polícia Federal, cedeu integralmente às descabidas investidas palacianas.

“Não aguento mais receber pedidos da Dilma e do Gilberto Carvalho para fazer dossiês. (…) Eu quase fui preso como um dos aloprados”, disse Pedro Abramovay, secretário nacional de Justiça, em conversa com seu antecessor, Romeu Tuma Júnior. Abramovay é considerado um servidor público exemplar, um “diamante da República”, como a ele se referiu um ex-ministro.

Aos 30 anos, chegou ao Ministério da Justiça no início do governo Lula pelas mãos do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos. A frase dele pode confirmar essa boa reputação, caso sua “canseira” tenha se limitado a receber pedidos e não a atender a eles. De toda forma, deveria ter denunciado as ordens impertinentes e nada republicanas de “produzir dossiês”.

Mesmo um alto funcionário com excelente imagem não pode ficar ao mesmo tempo com a esmola e o santo. Em algumas passagens da conversa, Abramovay se mostra assustado diante das pressões externas e diz que pensa em deixar o governo. Não deixou. Existem momentos em que é preciso escolher. Antes de chegar ao ministério, ele trabalhou no gabinete da ex-prefeita Marta Suplicy, na liderança do PT no Senado e com o senador Aloizio Mercadante.

Vem dessa etapa da carreira a explicação para a parte da frase em que ele diz “quase fui preso como um dos aloprados”. A frase nos leva de volta à campanha eleitoral de 2006, quando petistas foram presos em um hotel ao tentar comprar um dossiê falso contra José Serra. A seu interlocutor, Abramovay sugere ter participado do episódio e se arrependido, a ponto de temer pedidos semelhantes vindos agora do Palácio do Planalto. Ele disse que quase foi preso na época do escândalo e que, por isso, teve de se esconder para evitar problemas. “Deu ‘bolo’ a história do dossiê”, comenta. Em pelo menos três ocasiões, Abramovay afirma que não está disposto a novamente agir de forma oficiosa. E justificou: “…os caras são irresponsáveis”.

“O Pedro reclamou várias vezes que estava preocupado com as missões que recebia do Planalto. Ele realmente me disse que recebia pedidos da Dilma e do Gilberto para levantar coisas contra quem atravessava o caminho do governo.” (Romeu Tuma Junior, ex-secretário nacional de Justiça)

Os diálogos aos quais a reportagem teve acesso foram gravados legalmente e periciados para afastar a hipótese de manipulação. As ordens emanam do coração do governo — do chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, e da candidata a presidente, Dilma Rousseff. A conversa mais longa durou cinquenta minutos e aconteceu em janeiro deste ano, no gabinete do então secretário nacional de Justiça e antecessor de Abramovay no cargo, Romeu Tuma Júnior.

Os interlocutores discutem a sucessão do ex-ministro Tarso Genro. Ao comentar sobre o próprio futuro, Abramovay revela o desejo de trabalhar na ONU. Em tom de desabafo, o advogado afirmava que já não conseguia conviver com a pressão. Segundo ele, a situação só ia piorar com a nomeação para o cargo de Luiz Paulo Barreto, então secretário executivo, pela falta de força política do novo ministro, funcionário de carreira da pasta, em que também angariou excelente reputação. “Isso (o cargo de ministro) é maior que o Luiz Paulo. (…) Agora eles vão pedir… para mim… pedir para a Polícia (Federal)”, desabafou.

Procurado por VEJA, Abramovay disse: “Nunca recebi pedido algum para fazer dossiês, nunca participei de nenhum suposto grupo de inteligência da campanha da candidata Dilma Rousseff e nunca tive de me esconder — ao contrário, desde 2003 sempre exerci funções públicas”. Romeu Tuma Júnior, seu interlocutor, porém, confirmou integralmente o teor das conversas: “O Pedro reclamou várias vezes que estava preocupado com as missões que recebia do Planalto. Ele me disse que recebia pedidos de Dilma e do Gilberto para levantar coisas contra quem atravessava o caminho do governo”.

Acrescentou Tuma: “Há um jogo pesado de interesses escusos. Para atingir determinados alvos, lança-se mão, inclusive, de métodos ilegais de investigação. Ou você faz o que lhe é pedido sem questionar, ou passa a ser perseguido. Foi o que aconteceu comigo”, afirma o ex-secretário, que deixou a pasta em junho, depois que vieram a público denúncias de que teria relacionamento com a máfia chinesa. Tuma Júnior atribui a investigação contra si — formalmente arquivada por falta de provas — a uma tentativa de intimidação por parte de pessoas que tiveram seus interesses contrariados. Ele não quis revelar quais seriam esses interesses: “Mas posso assegurar que está tudo devidamente documentado”.

Para o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, o diretor da PF, Luiz Fernando Corrêa, se valeu do aparato policial para monitorar autoridades. O ministro suspeitou que ele próprio houvesse sido vítima de grampos ilegais e que até o presidente Lula tivesse sido constrangido por Corrêa.

O clima de desconfiança no Ministério da Justiça contaminou até o mais alto escalão. A certa altura das conversas, o chefe da pasta, Luiz Paulo Barreto, manifesta suspeita de que seu subordinado Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da Polícia Federal, o espione. Em inúmeras ocasiões, Barreto revelou a seus assessores não ter ascendência sobre Corrêa. O ministro chega a expressar em voz alta sua desconfiança de que o diretor da PF tem tanto poder que se dá ao luxo de decidir sobre inquéritos envolvendo pessoas da antessala do presidente da República.

Um desses casos é relatado por Barreto em conversa no seu próprio gabinete, ocorrida em meados de maio. À sua chefe de gabinete, Gláucia de Paula, Barreto fala sobre o possível indiciamento de Gilberto Carvalho, braço direito do presidente Lula. Em 2008, a PF interceptou telefonemas em que o chefe de gabinete da Presidência conversava com o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, um dos investigados na Operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas.

Gláucia de Paula – O Gilberto (Carvalho, chefe de gabinete da Presidência) foi indiciado?

Ministro Luiz Paulo Barreto – O processo foi travado. Deu m… (…) O negócio do grampo. O Luiz Fernando falou pra não se preocupar.

Gláucia de Paula - Tem certeza disso?

Ministro Luiz Paulo Barreto – O ministro Márcio (Thomaz Bastos) que me contou isso. O Gilberto (Carvalho) me contou isso.

Tuma - Esse cara tem alguma coisa, não é possível (…).

O ministro, que diz ter tido conhecimento do indiciamento pelo próprio Gilberto Carvalho, revela que o diretor da PF promoveu uma encenação para iludi-lo, numa manobra para mostrar que seu poder emanava de fora da hierarquia do Ministério da Justiça. A conversa toma um rumo inesperado. Um dos interlocutores fica curioso para saber a fonte real de poder de Luiz Fernando, que lhe dá cobertura até para desafiar seu próprio chefe sem temor de represálias.

“Ele deve ter alguma coisa…”, afirma. Procurado, Luiz Paulo Barreto informou que não comentaria nada antes de ter acesso ao áudio da conversa. Gilberto Carvalho negou que já tenha feito algum pedido a Pedro Abramovay, a mesma resposta de Dilma Rousseff. As conversas e sua vinda a público funcionam como o poder de limpeza da luz do sol sobre os porões. Elas são reveladoras da triste realidade vivida por instituições respeitadas quando passam a ser aparelhadas por integrantes de um projeto de poder.

Outra demonstração disso surgiu na semana passada, quando a Polícia Federal forneceu a mais recente prova de quanto pode ser perniciosa a simbiose entre partido e governo. Na quarta-feira, depois de revelado que o ex-jornalista Amaury Ribeiro Jr., integrante do “grupo de inteligência” da campanha de Dilma, foi o responsável pela violação do sigilo fiscal de Eduardo Jorge e de outros integrantes do PSDB, o militante petista Lula, atualmente ocupando a Presidência da República, anunciou ao país que a PF faria revelações sobre o caso — antegozando o fato de que um delegado, devidamente brifado sobre o que deveria dizer, jogaria suspeitas das patifarias de Amaury Ribeiro sobre os ombros do PSDB. Mais uma vez, a feitiçaria dos petistas resultou em um tiro no próprio pé. Nunca aprendem que, uma vez aberta a caixa de Pandora, os fantasmas escapam e voam sem controle.

Em junho passado, VEJA revelou que o comitê de campanha de Dilma Rousseff arregimentou um grupo de arapongas para espionar o candidato José Serra, seus familiares e amigos. A tropa começou os trabalhos com o que considerava um grande trunfo, um dossiê intitulado “Operação Caribe”, produzido por Amaury e que narrava supostas transações financeiras de pessoas ligadas ao PSDB.

As únicas peças do dossiê fajuto que não podiam ser lidas no Google haviam sido obtidas de forma preguiçosa e venal, compradas de bandidos com acesso a funcionários da Receita Federal — e pagas com dinheiro vivo. Os dados fiscais violados serviram de subsídio para o tal relatório que circulou no comitê de campanha. Como “previu” o militante petista que ora ocupa a Presidência da República, horas depois de sua entrevista apareceram as tais “novidades”.

Um delegado anunciou que, com a identificação de Amaury, o caso estava encerrado, já que o ex-jornalista, ao violar o sigilo, ainda era funcionário do jornal O Estado de Minas, portanto não haveria nenhuma ligação com a campanha do PT. O delegado Alessandro Moretti foi o escolhido apenas para comunicar à nação as graves revelações obtidas pelo trabalho policial — formalmente ele não participou do inquérito. A lealdade no caso era mais vital do que o profissionalismo policial. Número dois na diretoria de Inteligência da PF, Moretti é produto direto do aparelhamento na Polícia Federal.


Fonte: Revista Veja – Reprodução Blog do Noblat

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Dilma se diz mineira, mas não sabe quem foi Tancredo

Amaury Ribeiro Jr pagou despachante para obter dados ilegais da Receita Federal de membros do PSDB, farsa foi montada em Brasília

Quebra de sigilo: encomenda foi de Amaury Ribeiro

O despachante Dirceu Rodrigues Garcia afirmou que o jornalista Amaury Ribeiro Jr foi a pessoa que lhe encomendou a quebra de sigilo de pessoas ligadas ao candidato tucano à Presidência, José Serra.

Segundo o “Jornal Nacional”, que exibiu nesta quarta-feira uma entrevista com Dirceu, a Polícia Federal apurou que Amaury saiu de Brasília para São Paulo num voo de 7 de outubro do ano passado. No dia seguinte, ele teria acesso aos documentos sigilosos.

O despachante afirmou que o encontro com o jornalista foi breve e que ele teria dito que sua missão estava cumprida, ao ver, satisfeito, as declarações de renda dos tucanos.

- Esperei ele conferir a documentação e ele me passou o valor combinado. Conferi o valor e fui embora – disse Garcia ao “Jornal Nacional”.

O despachante contou que recebeu R$ 700 por declaração de renda e que, no total, foram 12 documentos:

- Eram doze, então deu um total de R$ 8.400.

Garcia disse ainda que só voltou a se encontrar com Amaury no mês passado, depois que o caso ganhou destaque na imprensa:

- Ele me ofereceu um auxílio, né, e quis saber como tava a situação – disse Rodrigues Garcia ao “Jornal Nacional”, confirmando que Amaury lhe ofereceu dinheiro: – Aceitei.

Foram, segundo Garcia, R$ 5 mil, em dois depósitos feitos na conta do despachante em duas datas: dias 9 e 19 de setembro. O despachante negou que tenha entendido o pagamento como um “cala boca”:

- Não, não, não. Jamais. Eu entendi como um auxílio, uma ajuda – afirmou.

Acusado de ter falsificado as assinaturas de Verônica Serra, filha do candidato do PSDB à Presidência, e de outros tucanos para obter as declarações de renda, o auxiliar contábil Antonio Carlos Atella negou que conhecesse o despachante que negociou com Amaury:

- Não sei quem é. Nunca vi mais gordo. E esse jornalista, de onde é? – disse ele.

Demonstrando irritação, Atella disse ter prestado seu serviço de cidadão ao país, ao afirmar em depoimento que o trabalho foi encomendado pelo office-boy Ademir Cabral, que agiu como intermediário no vazamento:

- Agora é com vocês. Se foi a Dilma, se não foi.

Entre as pessoas que tiveram seus dados sigilosos vazados na Receita Federal de Mauá, além da filha de Serra, está o vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas.

Amaury, que trabalhava na época no jornal “O Estado de Minas”, afirmou em seu depoimento que acessou os dados para proteger o então governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), durante a disputa da pré-campanha tucana.

Segundo o depoimento de Amaury, que não quis dar entrevistas, o jornal teria pagado R$ 12 mil em despesas para que ele viajasse até São Paulo, onde contratou os serviços de Dirceu Garcia.

Ele disse à polícia que começou a investigação sobre tucanos após saber que esse grupo estava investigando a vida do governador mineiro.

Amaury Ribeiro disse ainda que, depois de sair do jornal mineiro, foi procurado por pessoas ligadas à pré-campanha da petista Dilma Rousseff. Esses petistas estariam interessados no material obtido na investigação de Amaury.

O jornalista foi flagrado em um restaurante de Brasília, no dia 20 de abril deste ano, em encontro com Luiz Lanzetta, um dos assessores da campanha petista, e com ex-delegado da PF Onézimo Souza. Com a denúncia do suposto dossiê, Lanzetta – ligado ao então coordenador da campanha de Dilma e ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel – foi afastado da campanha.

Leia mais em Despachante diz que Amaury pagou por quebra de sigilo de pessoas ligadas a José Serra


Fonte: O Globo – Publicado no Blog do Noblat

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Anastasia presta solidariedade aos familiares das vítimas do acidente da MG 451, que tinha alunos da Apae


O governadorAntonio Anastasia prestou, nesta segunda-feira (18), solidariedade aos familiares das vítimas do acidente na MGC 451, durante o velório, em Ipatinga, no Leste do Estado, onde esteve acompanhado do prefeito da cidade, Robson Gomes, do presidente da Federação das Apaes, deputado federal Eduardo Barbosa (PSDB-MG), e do presidente e da diretora da Apae de Ipatinga, Francisco Eduardo Rodrigues e Simone Assis, respectivamente.

O Governo de Minas se solidarizou com as famílias das vítimas e participou das providências necessárias por meio das Secretarias de Estado de Esportes e da Juventude (Seej) e de Desenvolvimento Social (Sedese). Uma equipe da Polícia Civil, com legistas e peritos,f oi deslocada de Belo Horizonte para a região e atuou na identificação dos corpos.

Segundo informações da Polícia Militar, os dois ônibus são da empresa Translima de Ipatinga, no Leste do Estado, e vinham de Montes Claros, no Norte de Minas, e foram contratados pela Prefeitura de Ipatinga. Na tentativa de fazer uma ultrapassagem, os dois veículos dividiram o mesmo espaço na ponte sobre o rio Araçuaí, que não era suficiente. Com o impacto lateral, um dos ônibus foi jogado no rio.

Os estudantes retornavam da etapa final do Jimi em Montes Claros. Os feridos foram encaminhados para hospitais de Carbonita, Itamarandiba e Diamantina.


Polícia Federal já indiciou sete pessoas ligadas ao dossiê preparado pela campanha de Dilma Roussef contra tucanos


PF ouviu 37 pessoas sobre violação de sigilo

Polícia indiciou sete pessoas, entre as quais servidoras da Receita e do Serpro, dois despachantes e um office-boy. O jornalista Amaury Ribeiro Jr., responsável por encomendar os dados fiscais, não foi indiciado até agora

No inquérito aberto para investigar a violação do sigilo fiscal de parentes e pessoas próximas ao candidato José Serra (PSDB), a Polícia Federal já ouviu até agora 37 pessoas em mais de 50 depoimentos -alguns foram inquiridos mais de uma vez.

A PF também já indiciou sob suspeita de corrupção e violação de sigilo sete pessoas, todas envolvidas na quebra dos dados fiscais.

Entre os indiciados estão os despachantes Dirceu Rodrigues Garcia e Antonio Carlos Atella, o office-boy Ademir Cabral, a funcionária do Serpro cedida à Receita Federal Adeildda dos Santos e Fernando

Araújo Lopes, suspeito de pagar à servidora pela obtenção das declarações de Imposto de Renda.

O jornalista Amaury Ribeiro Jr., que encomendou os documentos, não foi indiciado até o momento.

A filha e o genro do candidato tucano, Veronica Serra e Alexandre Bourgeois, tiveram seus sigilos quebrados numa delegacia da Receita de Santo André (SP).

Em outra agência, em Mauá (SP), mais cinco pessoas, quatro delas ligadas ao PSDB, tiveram o sigilo acessado em 8 de outubro de 2009. Entre eles o ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros (Comunicações) e Gregório Preciado, casado com uma prima de Serra.

Diretor do Banco do Brasil no governo FHC, Ricardo Sérgio Oliveira também teve seus dados quebrados. Em todos os casos, as consultas duraram poucos segundos.

O acesso às informações de Eduardo Jorge, vice-presidente do PSDB, consumiu quase uma hora.

Conforme a Folha revelou em junho, cinco declarações de IR de EJ integravam um dossiê elaborado por pessoas do chamado “grupo de inteligência” da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT).


Fonte: Folha de S. Paulo

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Top Five Dilma Roussef

Itamar Franco defende oposição mais forte contra o PT


Itamar quer oposição ‘autêntica’ contra o PT

O ex-presidente Itamar Franco parece mais sereno com a idade. “Eu me eduquei a não ter mágoas”, diz o recém-eleito senador pelo PPS de Minas Gerais a reboque da popularidade do ex-governador Aécio Neves (PSDB).

As rusgas – ou “algumas tristezas”, como ele diz – com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o PSDB foram deixadas para trás, talvez com base no ensinamento do velho senador Teotônio Vilela, que lhe recomendou a “não deixar a mágoa passar da garganta para baixo porque faz mal ao coração”. Hoje, aos 80 anos, Itamar Franco é um dos principais cabos eleitorais do presidenciável José Serra (PSDB) em Minas.

“Minas pode indicar a virada necessária para o Serra ganhar as eleições. Agora, ele precisa tocar os corações mineiros. Aí vem o problema político”, afirma o ex-presidente. Apesar de mais suave, Itamar continua direto e franco. O problema político, analisa, é a necessidade de Serra se assumir como oposição e de adaptar o discurso para diferentes estratos sociais. Ao lado de Aécio, Itamar acha que a oposição precisa ser mais autêntica e se contrapor ao governo Lula, mostrando as transformações sociais obtidas graças ao Plano Real, implantado na transição entre o seu governo e o de FHC.

“Quando a dona Dilma (Rousseff, presidenciável do PT) diz que todos melhoraram de vida, por que eles não rebatem dizendo o seguinte: o pãozinho custava de manhã um preço, de tarde outro, de noite outro. E, além do pãozinho, o salário do trabalhador à noite estava totalmente corroído. A inflação era de 4% ao dia. Hoje é de 5% ao ano.”

Enquanto rabisca um papel e diagnostica o resultado das eleições em Minas, Itamar Franco manda recados aos tucanos, a Serra e a Fernando Henrique. “Sei que eles vão jogar tudo no lixo, mas eu falo assim mesmo. Eles não gostam que eu fale.” Logo em seguida, deixa claro que as advertências ao presidenciável são feitas com extrema cautela e consideração: “Eu estou fazendo uma crítica positiva. Serra terá meu voto, meu apoio cívico”.

“Leio que o ex-presidente Fernando vai querer uma conversa cara a cara quando o petista puser o pijama. Ora, o que assistimos a todos os dias na televisão? Ataques ao presidente Fernando. E por que ele vai esperar o homem por pijama? Por que não já vem agora, com um minuto ou 45 segundos no programa do Serra, e diz assim: olha presidente Lula, eu estou aqui, e me chame para o debate na hora que quiser. Faça isso antes de terminar o horário eleitoral. Porque não adianta ele querer esconder a face. Toda hora eles (o PT) mostram a face dele. O que vai adiantar ele dizer que quer debater com o Lula depois que ele sair do governo? Nada”, irrita-se Itamar.

O senador eleito repudia estratégias baixas de campanha, atribuídas por ele a parte do PT. Reconhece, porém, que também os tucanos cometem seus excessos, como o vídeo que comparou petistas a cães rottweilers. E os reprova. “Empobrece muito a política brasileira e é por isso que começa a haver essa descrença. Agora também o PSDB faz isso porque a agressão parte primeiro deles. Eles ficam toda hora atacando o ex-presidente. Cada um usa a arma que quer usar. Eu condeno. Acho que a campanha deve se dar em alto nível.”

O debate religioso e de valores terá seu espaço em Minas Gerais, com seu lado conservador, reconhece Itamar Franco. Porém, mais uma vez, o ex-presidente faz advertências a seus aliados e adversários: “Tem horas que você tem que buscar os valores sim. Temos que mostrar aos moços e às moças que o Brasil não surgiu com o presidente Lula. Mas, de repente, todo mundo volta a ser religioso. Uma hora fala de aborto, outra hora fala dos gays. São temas muito sensíveis. Por que não falou logo de uma vez: eu defendo a legislação atual em relação ao aborto. O Serra, pelo que sei, defende a legislação atual”, afirma. Minas, segundo ele, “é fundamentalmente religiosa”. “Acho errado é usar a religião para ganhar votos.”

O discurso duro de Itamar reserva momentos de bom humor, coisa rara de se ver em suas atuações políticas no passado. “O governo do pão de queijo foi tão bom que eu poderia ter cobrado royalties”, brinca, relembrando a maneira pejorativa a que muitos se referiam a seu mandato.

Segundo ele, Serra não tinha campanha em Minas. “Por mais que falássemos do nome de Serra, tinha cidade em que não havia nenhuma propaganda dele. Ele descuidou de Minas. Mas para eles não perderem muito tempo, é só chamar Aécio. É colocar Aécio na campanha”, prega. Serra, segundo ele, deve ter a humildade de deixar Aécio ”ensiná-lo” a fazer campanha em Minas.

Aécio aproximou o novo senador do tucano Serra

Itamar Franco não esconde que a construção de pontes entre ele e o tucano José Serra foi mérito exclusivo de Aécio Neves. “Aqui em Minas foi Aécio que fez nos aproximarmos dele.”

Aécio, que será seu colega de Senado, foi escolhido por Itamar como o grande líder nacional. Sem poupar elogios, Itamar demonstra a certeza de que o futuro político do colega mineiro é promissor. Sobre compromissos entre o ex-governador de Minas e Serra sobre 2014, Itamar Franco demonstra descrença.

“É uma bobagem jogar com o tempo. O tempo às vezes favorece, mas às vezes também não ajuda. Não acredito que ninguém faça compromisso para 2014. Não sabemos se virá reforma política, não sabemos os desígnios de Deus. É muito difícil.”

“Aécio”, continua, “é suficientemente inteligente e sabe que hoje é ele a grande liderança nacional”. Sobre o futuro do colega, ele faz uma menção filosófica que explica também aonde ele próprio chegou: “Ele tem o tempo a seu favor. Isso me faz lembrar o filósofo Plutarco, que dizia que o importante não é correr, é andar”.

Itamar diz que chegará ao Senado para libertá-lo “das teias do Executivo”. “O presidente esquece-se da Constituição, esquece-se de que os poderes são independentes. O Senado hoje é ajoelhado perante o Executivo.”


Fonte: Estado de S. Paulo

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Antonio Anastasia, Aécio Neves e Itamar articulam apoio de políticos mineiros a Serra


Aécio, Anastasia e Itamar assinarão carta por tucano

O comando da campanha de José Serra (PSDB) articulou ontem a divulgação de uma carta assinada pelo trio Aécio Neves (PSDB), Antonio Anastasia (PSDB) e Itamar Franco (PPS) em apoio ao candidato tucano à Presidência.

Ficou acertado que o trio campeão nas urnas assinaria o documento a ser entregue para prefeitos e deputados eleitos durante evento com Serra. A principal meta é desarmar o “dilmasia”, como foi batizado pelo PT o voto cruzado em Dilma Rousseff ao Planalto e em Anastasia ao governo.

A coordenação da campanha negociava ainda com Aécio um discurso anunciando que “reverteria o quadro em Minas” em favor de Serra. Também é esperada uma fala de Itamar.

O evento, um ato político num auditório em Belo Horizonte, foi batizado de “Minas é Serra pelo Brasil – Arrancada para a vitória”.
O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), terá encontro com Aécio hoje pela manhã.

No segundo maior colégio eleitoral do país, Serra teve 30,76% dos votos, ante 46,98% de Dilma Rousseff (PT). Marina Silva (PV) obteve 21,25%.

A coordenação da campanha tucana também preparou material específico para cada Estado no segundo turno.
Foram gravadas mensagens de Serra direcionadas ao eleitorado local, que serão utilizadas em eventos de rua.

PMDB
Lideranças tucanas também iniciaram uma ofensiva por peemedebistas derrotados por candidatos “dilmistas” no primeiro turno.

No Sul, o senador eleito por São Paulo Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) procurou o ex-prefeito de Porto Alegre, José Fogaça.

Também foram sondados os deputados Ibsen Pinheiro (RS) e Osmar Terra (RS).

Ex-senador, o catarinense Jorge Bornhausen (DEM) conversou com o ex-governador Germano Rigotto (RS), que perdeu a disputa ao Senado.

No Nordeste, o principal assediado é Geddel Vieira Lima (BA), ex-ministro do governo Lula, derrotado pelo PT na eleição ao governo do Estado.


Fonte: Folha de S. Paulo

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Querido Amigo, Parabéns!


Conhecemos, descobrimos e nos aprofundamos
naquilo que vai nos enriquecer e nos acrescentar,
estou falando das amizades que se formam e que se tornam importantes
e vitais em nossa rotina diária.

Quero muito agradecer hoje pelo seu nascimento,
por tudo que você conquistou em sua vida
e principalmente pela amizade que nos liga.

Ser amigo de alguém é algo incrível
que não se pode definir e nem se explicar,
é uma pessoa que sempre nos acompanha,
que compartilha silêncios
e que se solidariza em nossas dificuldades.

Quero ser sempre esta pessoa bacana e especial,
com quem você sempre poderá contar em todas as etapas
e situações de sua vida.

Eu gosto muito de você
e te considero um alguém excepcional e de grande valor,
por isso receba a minha mensagem de carinho,
respeito e apresso pela passagem do seu aniversário.

Parabéns!!!

Arcebispo metropolitano da Paraíba, dom Aldo Pagotto, acusa Dilma de mentir sobre projetos para país


Arcebispo da Paraíba acusa PT e Dilma de mentirem para eleitores

BRASÍLIA – Mesmo empenhada em convencer o eleitorado cristão de que sempre foi contra o aborto, a candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, foi novamente criticada por um religioso acerca do assunto. Em vídeo de 15 minutos divulgado no YouTube, o arcebispo metropolitano da Paraíba, dom Aldo Pagotto, acusa a candidata de mentir para eleitores sobre seus verdadeiros projetos para o país. Segundo o bispo, o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio das ações de seu governo, contraria uma carta que ele teria escrito de próprio punho e encaminhado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) negando que estivesse disposto a legalizar o aborto no país.

- Estamos diante de um partido (o PT) que está institucionalmente comprometido com a instalação da cultura da morte no nosso país, que proíbe seus membros de seguirem suas próprias consciências e que se utiliza calculadamente da mentira para enganar eleitores sobre seus verdadeiros projetos à nação. Não podemos nos calar. A verdade nos libertará – advertiu dom Pagotto no vídeo.

O arcebispo lembra ainda que, em 2007, o PT aprovou uma resolução incluindo a legalização do aborto e um novo estatuto que exigia, como requisito para ser candidato pela legenda, a concordância com as normas e resoluções partidárias. Ele destacou também que em 2008 os deputados petistas Luiz Bassuma e Henrique Afonso foram acusados e condenados de terem ferido a ética do partido, após se posicionarem contra a aprovação do projeto de lei que legalizaria o aborto no país.

O vídeo já recebeu mais de três mil acessos até o momento.


Fonte: Adriana Vasconcelos - O Globo

Datafolha indica que casa Erenice, ex-auxiliar de Dilma Roussef, retirou votos do PT


Datafolha: Caso Erenice mudou mais votos que temas religiosos na campanha presidencial de Dilma e Serra no primeiro turno, diz jornal


RIO – A denúncia de tráfico de influência na Casa Civil, que levou à demissão da ex-ministra Erenice Guerra, e o escândalo da quebra de sigilo fiscal de tucanos tiveram um peso quase três vezes maior na perda de votos no primeiro turno entre os candidatos à Presidência do que as questões relacionadas à religião. Segundo reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal“Folha de S.Paulo” , cerca de 6% dos eleitores que votariam em Dilma Rousseff (PT) ou em José Serra (PSDB) mudaram seu voto. Deste total, a petista perdeu quatro pontos percentuais, e o tucano dois pontos percentuais.

( Entenda o escândalo da Casa Civil )

De acordo com o Datafolha, aproximadamente 75% das perdas ocorreram por conta dos escândalos. Os 25% restantes seriam por questões relacionadas a religião, mas não necessariamente por causa da posição de Dilma sobre o aborto.

( Entenda o escândalo da Receita )

Ainda segundo a “Folha de S.Paulo”, a perda de votos de Dilma foi de aproximadamente quatro milhões de eleitores. A de Serra foi de dois milhões. A petista teve 47% dos votos válidos no primeiro turno enquanto o tucano teve 33%. Como a margem de erro do Datafolha é de dois pontos percentuais, o total de votos perdidos pode ser maior ou menor na mesma proporção.

O percentual de eleitores que tomou conhecimento dos escândalos também é muito maior do que o que recebeu orientação de sua igreja para que deixassem de votar em um determinado candidato. Tomaram conhecimento do caso Erenice, 48% dos eleitores. No caso da quebra de sigilos, foram 56% dos eleitores. Apenas 3% receberam orientação da igreja para votar em um candidato.


Fonte: O Globo

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Políticos de expressão nacional se unem em favor de Serra


Partidos aliados (PSDB, DEM e PPS) se reuniram nesta quarta-feira para iniciar oficialmente o segundo turno da candidatura de José Serraà Presidência. Governadores, senadores e deputados eleitos e não eleitos manifestaram apoio ao tucano e se comprometeram em levá-lo à vitória nas urnas no próximo dia 31 de outubro.

O senador Tasso Jereissati (PSDB/CE), uma das principais forças políticas do País, declarou publicamente que vai se dedicar à campanha do presidenciável tucano, e arrancando aplausos do público ele declarou: “Perdi a eleição mas quero fazer uma declaração do fundo do coração: me sentirei mais vitorioso se Serra for eleito. É pelo Brasil. ”. Enfrentando a máquina pública estadual e federal, Tasso perdeu a disputa ao Senado no domingo.

Presente à reunião, o recém-eleito senador Aécio Neves (PSDB/MG) condenou a tentativa da candidatura oficial de dividir o Brasil. “Em função de tudo que vimos ao longo de oito anos, o que está em jogo é a democracia do Brasil, as nossas liberdades, a compostura de um governo que seja de todos e para todos os brasileiros. No dia 31, um Exército de cidadãos comuns estará na rua votando pela democracia.”, disse.

Considerado como uma força política nacional, Aécio defendeu o legado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “Devemos defendê-lo com toda a altivez. Não haveria governo Lula sem governo FH”, criticou. O senador eleito lembrou que as diretrizes econômicas do País foram implantadas durante o mandato de Fernando Henrique.

Outro senador eleito por Minas Gerais, o ex-presidente da República Itamar Franco (PPS) aconselhou o candidato tucano. “Vossa Excelência não precisa tanto dos marqueteiros porque tem sua vida limpa. Seja mais Serra do que o marqueteiro, seja mais o senhor do que o marqueteiro, porque Vossa Excelência tem vida limpa, honesta”, afirmou.

E foi enfático dizendo que “não precisamos ficar escondendo qualquer um que seja do nosso lado. É por isso que tem que haver o confronto, mas o confronto das ideias. O povo quer saber o que nós pensamos. Qual é o nosso pensamento para os problemas estruturais? Qual é o nosso Brasil para esse mundo que vem?”, afirmou.

Ele também criticou a postura do presidente Lula de creditar ao seu governo todas as conquistas do País. “Ninguém inventou o Brasil, porque daqui a pouco teremos que dizer que quem abriu os portos do Brasil não foi D. João VI, foi o presidente Lula”.

Sob aplausos, Itamar também defendeu o seu ex-ministro da Fazenda Fernando Henrique. “Não precisamos esconder quem quer que seja do nosso lado. Não temos que esconder ninguém do nosso lado, porque se não eles teriam que esconder muitas pessoas do outro lado”, concluiu o ex-presidente.

O senador Jarbas Vasconcelos, que concorreu ao governo de Pernambuco, afirmou “nós não vamos ganhar só com uma ação propositiva. A ação propositiva tem que ser feita, mas o rei tem que ser desnudado. Tem que se enfrentar essa candidata do presidente. Nós vamos enfrentar a candidata do presidente, que é um fantoche. E a gente tem condição de vencer a eleição.”


Fonte: Agência Tucana

“Quanto mais mentiras eles disserem sobre nós, mais verdades diremos sobre eles”


Restabelecer valores como coragem, ética e honestidade. Criar um governo de união e de políticas para todos os brasileiros. Reagir aos boatos: “Dizem que sou contra os concursos. Mas, como governador, promovi concursos para preencher 110 mil vagas na administração de SP”.

Responder às provocações: “Quanto mais mentiras eles disserem sobre a gente, mas verdades contaremos sobre eles.” E uma homenagem à senadora Marina Silva: “É uma pessoa íntegra, que teve um papel muito importante nesta campanha ao aproximar muitas pessoas, principalmente os jovens da política.”

Foram esses os pontos principais do discurso em que o candidato doPSDB/DEM/PPS/PTB à Presidência, José Serra, ao abrir, nesta quarta-feira, dia 6, num hotel, em Brasília, a campanha do segundo turno.

Participaram da cerimônia os governadores tucanos eleitos de Minas, Antônio Anastasia; do Tocantins, Siqueira Campos; de São Paulo, Geraldo Alckmin; do Paraná, Beto Richa; e de Santa Catarina, Raimundo Colombo (DEM). Também, estavam presentes os senadores eleitos de Minas, Aécio Neves (PSDB) e Itamar Franco (PPS), de Santa Catarina, Luiz Henrique (PMDB).

Em seu discurso, Serra lembrou que o Brasil atual começou a nascer 25 anos atrás, com as lutas pela sua redemocratização e com a eleição de Tancredo Neves para a Presidência, em 1985.

O candidato destacou que o SUS foi implantado quando Itamar Franco era o presidente. Foi também durante a administração do agora senador eleito por Minas, que Fernando Henrique foi nomeado para o Ministério da Fazenda. “O Plano Real – destacou – foi obra de Itamar e Fernando Henrique. Foi Itamar também que colocou o Brasil nos trilhos.

Ironizando o comportamento do presidente Lula durante a atual campanha, Serra recordou que, em 2002, Fernando Henrique se comportou como chefe de Estado nas eleições daquele ano. Serra também respondeu a Lula, que sempre criticou o acordo do Brasil com o FMI em 2002: “Esse empréstimo foi para garantir a estabilidade do governo que viria a seguir”.

“Não vou tratar a oposição como inimiga. Na oposição ao governo Lula, o PSDB foi uma oposição ‘soft’. Não vou governar para uma facção. Vou governar para todos os brasileiros. Ninguém vai ser exterminado. Nada mais neoliberal do que a política econômica do atual governo.”

Serra também ironizou as críticas do PT às privatizações: “Apesar de criticarem muito, mantiveram as privatizações que fizemos. Quero lembrar que fui do tempo em que quem tinha telefone era obrigado a declarar ao Imposto de Renda. Hoje, existem no país 200 milhões de telefones”.

O candidato também ironizou os desmentidos de Dilma Rousseff sobre o aborto: “Não vou dizer que sou a favor pois sou contra. Só tenho uma cara.” E lembrou que, agora, o PT discute como tirar essa questão do seu programa.

“Vale a pena respeitar as pessoas e suas instituições. Vale a pena ser decente, ser honesto. É o que fica”, encerrou Serra conclamando a todos para sair do encontro com o desejo de lutar pela democracia brasileira.

Fonte: Agência Tucana

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Estamos de Luto

Faleceu ontem a tarde o pai de Aécio Neves, o blog Reinaldinho está de Luto.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Hélio Costa e seus amigos

Hélio Costa, governar não é um passeio. É coisa séria!

Charge: Hélio Costa em “Esqueceram de Mim”

Hoje em Dia: PT e PMDB já buscam culpados pelo naufrágio de Hélio Costa


PT e PMDB brigam nos bastidores

Desentendimentos entre os partidos ganham ares de batalha no apagar das luzes da campanha eleitoral em Minas

A três dias da eleições, PT e PMDB dão início a uma guerra interna que sugere o rompimento da aliança feita para lançar a candidatura do senador peemedebista Hélio Costa ao Governo de Minas, tendo o petista Patrus Ananinas como vice. Os dois partidos tentam se responsabilizar por uma eventual derrota ao Palácio Tiradentes no próximo domingo.

Ontem, os desentendimentos ganharam ares de batalha semelhante à que ocorreu na escolha do nome do candidato, em meados de junho. Troca de acusações e fogo amigo são a nova tônica do relacionamento.

O presidente do PT estadal, deputado federal, Reginaldo Lopes, acusou o PMDB de não se engajar na campanha pelo Governo. “Lamentavelmente, o PMDB não entrou na campanha de Hélio Costa”. A declaração é uma resposta aos ataques que peemedebistas e até mesmo Patrus Ananias fizeram, desde o início da semana, ao PT.

Na segunda-feira, Patrus responsabilizo o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) pelo desempenho pouco favorável da chapa majoritária na Região Metropolitana. Patrus disse que o equívoco que causou a queda de Hélio Costa nas pesquisas começou em 2008, quando Pimentel e Aécio se uniram para eleger Marcio Lacerda (PSB) prefeito de BH.

Desde a declaração, uma enxurrada de acusações partiu de representantes dos dois partidos. PMDB e o próprio Patrus apontaram a falta de empenho da militância petista.

Reginaldo Lopes rebateu ao afirmar que Hélio Costa só mantém o cerca de 33% nas pesquisas de intenção de voto porque o PT o ajudou. “O que mantém Hélio Costa com o índice atual se deve exclusivamente ao PT”, registrou.

Para Lopes, é injusto atribuir a conta de desempenho aquém da chapa aos petistas. Ele lembrou que o partido abriu mão de dois nomes para apoiar Héio Costa. A referência foi a Patrus e Pimentel, que até o último instante eram pré candidatos. “O PT fez o maior sacrifício. Tinha dois grandes candidatos e cedeu os dois para montar a chapa”, afirmou.

O fogo amigo parte de todos os lados. Até o secretário geral do PMDB, deputado estadual Antônio Júlio, admite a falta de empenho de seu partido para Hélio Costa. Ele se diz dos poucos que estão engajados, e afirma que existem grande dificuldades na campanha. “As coisas dificultam porque cada um quer jogar a culpa para cima do outro”.

Para o deputado, a falta de empenho dos colegas pode ter explicação. Ele registra que existe falta de planejamento generalizada. “É uma desorganização a campanha de Hélio Costa. Eles não nos comunicam sobre as agendas”. Antônio Júlio disse que só fica sabendo dos locais onde o candidato estará porque entra em contato com o comitê.

“Faltou planejamento, mas não fico reclamando. Comento o que acho que está errado. Eles não ficam satisfeitos, mas eu falo”, desabafou.

Mesmo com os problemas, Antônio Júlio garante que sai às ruas para fazer campanha para o colega. E ainda diz que pede votos para o candidato ao Senado pelo PT. “Pimentel nunca teve coragem de me dar uma ligação, mas eu faço campanha para ele”.

Nos bastidores, a guerra está declarada e tem proporções maiores. A informação é a de que a campanha peemedebista foi abandonada pelos deputados e lideranças dos dois partidos, que se empenham nas próprias eleições a uma cadeira na Câmara Federal ou Assembleia Legislativa. em muitos casos, estariam até fazendo campanha para o adversário, Antonio Anastasia (PSDB). Alguns petistas chegam a se referir aos peemedebistas com xingamentos, e vice-versa.

O presidente do PMDB em Minas, deputado federal Antonio Andrade, tentou colocar panos quentes na briga entre aliados e dentro do próprio partido. Ele minimizou as divergências. “Nem todo o PT está na campanha e nem todo o PMDB está na campanha. Isso é natural”, afirmou. “Respeito a posição de cada um e estou fazendo a minha parte, mas, na nossa campanha, tem lideranças de todos os partidos, até do PSDB”.

Se a chapa for derrotada, uma segunda fase de batalha terá início. A de ocupação dos cargos em um eventual governo petista, caso a presidenciável Dilma Rousseff saia vitoriosa do pleito. Setores do PT não querem que Hélio Costa reassuma o Ministério das Comunicações.

A chapa ao Governo de Minas da base do presidente Lula (PT) foi formada de forma turbulenta. Desde o início do ano, Pimentel e Patrus apostam que um dos dois seria o eleito para encampar a candidatura. Mas o PMDB pressionou e Hélio Costa foi declarado candidato pelo comando nacional dos peemedebistas e petistas.


Fonte: O Tempo Online – 30/09/2010

Luciano Huck recomenda vídeo de Tom Cavalcante em seu Twitter

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Anastasia consegue com TRE 7º direito de resposta no site de Hélio Costa que insiste em divulgar informações falsas


TRE-MG concede novo direito de resposta para Antonio Anastasia no site de Hélio Costa

Justiça Eleitoral considerou que candidato adversário divulgou informação inverídica sobre ICMS cobrado no Estado

Este é o sétimo direito de resposta concedido ao governador durante campanha eleitoral por veiculação de informações falsas

Os juízes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) decidiram por maioria, na sessão plenária desta terça-feira (28/09), conceder mais um direito de resposta em favor do candidato Antonio Anastasia, em razão da veiculação de informações inverídicas pelo seu adversário Hélio Calixto Costa. A decisão de hoje refere-se à veiculação no site da campanha do candidato do PMDB, onde são feitas afirmações sobre a cobrança da alíquota do Imposto sobre Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre o álcool em Minas Gerais.

Em seu voto, a juíza Mariza Porto entendeu que houve veiculação de informação inverídica. “É inverídica a suposição de que qualquer cidadão deslocar-se-ia por grandes distâncias para abastecer seu veículo, no intento de receber benefício relativo ao valor do ICMS”.

Pela decisão, o direito de resposta terá que ser veiculado e publicado no site oficial de campanha de Hélio Costa, com duração de um minuto, pelo prazo de 10 dias.

Informações Inverídicas
Com a decisão desta terça-feira, a coligação “Somos Minas Gerais” já obteve sete direitos de resposta em razão de informações inverídicas divulgadas durante a campanha de Hélio Costa. No dia 18 de setembro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considerou que houve tentativa de induzir o eleitor a erro ao prestar informação falsa sobre a cobrança de impostos na atividade de exploração de minério de ferro.

O ministro do TSE, Marco Aurélio Mello, considerou irregular a tentativa do candidato do PMDB de responsabilizar o governador de Minas, Antonio Anastasia, pela isenção de ICMS às empresas mineradoras no Estado, quando, na verdade, o benefício foi concedido pelo governo federal. O ministro afirmou que a falta de veracidade das informações é incompatível com o “equilíbrio que deve reinar em uma disputa eleitoral”.

De acordo com o Tribunal, o direito de resposta ao candidato da Coligação Somos Minas Gerais, primeiro a ser concedido na campanha eleitoral ao Governo de Minas em 2010, teria que ser veiculado durante o programa eleitoral de Costa, no dia 20/09 e ainda durante dez dias no site oficial do candidato do PMDB.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu também outros 5 (cinco) direitos de resposta a Antonio Anastasia, no último dia 26 de setembro, no programa eleitoral de Hélio Costa. A avaliação do ministro do TSE, Gilmar Mendes, é de que houve distorção na informação contida no programa eleitoral do candidato do PMDB ao comparar a alíquota de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) incidente sobre o álcool em Minas Gerais a dos estados de Mato Grosso do Sul e Goiás.

O ministro Gilmar Mendes destacou em sua decisão, “que é público e notório o fato de que as alíquotas do ICMS aplicadas às operações internas de circulação de mercadorias e serviços são estabelecidas e regulamentadas por leis e decretos dos Estados e do Distrito Federal. É o que se verifica, inclusive, no art. 155 da constituição federal. Nesse sentido, parece ser suficiente a consulta à legislação estadual pelos responsáveis do programa eleitoral impugnado, por se tratar de dado objetivo, específico e de fácil pesquisa”.


Fonte: Coligação “Somos Minas Gerais”

Folha: Anastasia lembra que ministério de Patrus Ananias apontou Minas como o Estado líder na implementação do Sistema Único de Assistência Social


Convergência e afirmação de Minas


No centro da inovação do nosso modelo está a ideia-força da gestão de qualidade, com planejamento rigoroso e qualidade nos gastos públicos

A ampla aliança que se formou em Minas em apoio ao nosso projeto político não nasceu ontem, apenas para atender a urgência ou as circunstâncias da disputa eleitoral em curso. Não é fruto de intervenções de cúpula, vetos partidários ou imposições travestidas de entendimento, para atender a interesses estranhos a Minas e que nada têm a ver com a vida dos mineiros.

A nossa aliança resulta de grande convergência em torno de um governo sério, solidário, ousado e transformador, que conquistou, nesses últimos anos, com Aécio Neves à frente, a maior aprovação de toda a nossa história, e que agora, se assim os mineiros decidirem nas urnas, terei o desafio de continuar e fazer avançar ainda mais.

Nesse tempo, firmamos parcerias com todos os governos, principalmente com o governo federal, sem qualquer constrangimento político; governamos com todas as prefeituras, mesmo as que estão sob a responsabilidade de prefeitos de oposição; e soubemos compartilhar trabalho, recursos e esforços com múltiplos segmentos da nossa sociedade organizada.

Por isso avançamos tanto.

O amplo reconhecimento sobre a gestão de Minas é ainda mais substantivo porque está respaldado por instituições e autoridades que não estão no nosso campo político. O governo federal, por exemplo, reconheceu a excelência da educação pública de Minas, quando posicionou o Estado em 1º lugar em educação básica, segundo o Ideb.

Na área de assistência social, lembra, enquanto o ranking nacional existiu.

Diversas unidades da Federação buscaram aqui ideias e projetos inovadores, testados e aprovados, como solução para antigos problemas ainda renitentes Brasil afora.

No plano internacional, fomos o único Estado subnacional do mundo convidado a apresentar o nosso modelo de gestão na reunião anual de governança do Banco Mundial.

No centro da inovação do nosso modelo está a ideia-força da gestão de qualidade, com planejamento rigoroso, austeridade fiscal, qualidade nos gastos públicos; ação integrada e efetivo controle de resultados. O ponto de chegada nunca foi outro se não o de governar para melhorar a vida das pessoas.

Por isso, nesse período, tiramos o compromisso com a equidade do papel e do discurso e investimos três vezes mais por habitante nas regiões mais pobres. Os investimentos em educação cresceram 277%; em segurança, 500%; em saúde, 732%. A pobreza caiu 46%; a mortalidade infantil, 22%; e a desnutrição caiu pela metade.

Estamos tirando do isolamento mais de 200 cidades ainda ligadas por estradas de terra; o saneamento subsidiado alcança comunidades que nunca contaram com a efetiva presença do Estado; a energia alcança todo o interior, as localidades mais distantes; a telefonia celular não é mais privilégio apenas das grandes cidades.

A economia mineira cresceu quase sempre acima da média nacional e geramos proporcionalmente mais empregos que a média brasileira. Já alcançamos cinco das oito metas do milênio. E o Ipea projeta que vamos erradicar, três anos antes do país, a pobreza extrema.

Esses são resultados de governo e projeto que têm os pés no presente e preparam o futuro sem se afastar, um só instante sequer, dos nossos valores e da nossa história. Tenho convicção de que esta Minas autônoma, altiva e próspera, senhora do seu destino, pode contribuir muito mais com a construção do Brasil do nosso tempo.

ANTONIO ANASTASIA, 49, advogado, é governador de Minas Gerais e candidato à reeleição pelo PSDB.



Fonte: Folha de S. Paulo

Patrus ressentido joga a toalha e volta a responsabilizar Pimentel por desempenho de Hélio Costa


Patrus responsabiliza Pimentel por eventual derrota em Minas

Para candidato a vice-governador, aliança com Aécio para eleger prefeito de BH em 2008 fragilizou a militância petista na cidade
O ex-ministro Patrus Ananias (PT), candidato a vice-governador de Minas na chapa de Hélio Costa (PMDB), nem esperou a eleição para acusar o ex-prefeito Fernando Pimentel (PT) por eventual derrota para o governador Antonio Anastasia (PSDB), que tenta reeleição.

Patrus disse que foi um equívoco a aliança que Pimentel fez em 2008 com o então governador tucano Aécio Neves para eleger o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda(PSB). O PT tinha o controle político da capital desde 1992.

“O que há de concreto e objetivo é que tínhamos a Prefeitura de Belo Horizonte e abdicamos de manter essa liderança. Isso fragilizou o nosso partido e a nossa militância em BH. Por conseguinte, [fragilizou a militância] em todo o Estado.”

A declaração foi dada depois que Costa foi ultrapassado por Anastasia em todas as pesquisas -no Ibope, a diferença já é de 13 pontos. Costa perderia no primeiro turno.

A fala expõe o racha no PT entre os grupos de Patrus e Pimentel, originado na última disputa municipal.

“Sinto que a militância do PT ficou machucada com o processo de 2008. Para mim é um processo que está resolvido, mas é sempre bom resgatar para não perder a memória”, disse o ex-ministro.

Para Patrus, a situação da aliança PMDB/PT na eleição se complica ainda mais quando eles têm que enfrentar a força política do Palácio da Liberdade, que o ex-ministro definiu como sendo um “partido secular”.

A divisão foi acentuada em 2009 quando os grupos de Patrus e de Pimentel mediram forças pelo controle do partido. Pimentel emplacou o presidente do PT-MG e tem maioria no diretório estadual. Neste ano, ele bateu Patrus na prévia e foi indicado pré-candidato ao governo.

A intervenção do PT nacional, com a chancela do presidente Lula, porém, tirou de Pimentel a candidatura, e o PT-MG foi empurrado para a aliança com Costa. Novamente, Lula agiu e convenceu Patrus a ser vice de Costa e indicou Pimentel para ser candidato ao Senado.

Pimentel não quer comentar a fala de Patrus.


Fonte: Paulo Peixoto – Folha de S. Paulo

terça-feira, 28 de setembro de 2010

José Serra: 450 mil seguidores no Twitter e milhões de votos pelo Brasil


O perfil de José Serra no Twitter atingiu hoje a marca de 450 mil seguidores. Em maio de 2009, Serra estreou discretamente na rede quando ainda estava à frente do Governo do Estado, aproveitando as poucas horas vagas para descrever e comentar fatos do seu cotidiano.

“Acho o máximo essa liberdade de poder falar de tudo, não só de política e governo que é o que eu faço o dia inteiro”, explica Serra que assim como boa parte dos tuiteiros, escreve sobre música, cinema, futebol, livros, e também gosta de “receber críticas, sugestões, reclamações e elogios, naturalmente”.

Em pouco mais de um ano, Serra é o político brasileiro mais popular no Twitter. Diferente de muitos políticos e famosos na rede, Serra faz questão de atualizar pessoalmente seu perfil e manter-se próximo dos seus seguidores, apesar do tempo cada vez mais escasso, em função da campanha eleitoral. “O que mais me fascina nessa aventura da internet é a proximidade e é a quebra de barreiras. Aqui a gente fala e a gente ouve. Essa é a essência do diálogo, cada vez mais importante para a construção de um mundo melhor”, afirma Serra.

Para se juntar a esse enorme time de seguidores de Serra, entre no http://www.twitter.com/, crie um perfil e comece a seguir @joseserra_ .

O que é o Twitter – Rede social que permite a troca de links e informações em restritas a 140 caracteres. Segundo pesquisa da consultoria comScore, o Brasil é o segundo país com maior número de usuários, logo atrás da Indonésia. Em terceiro lugar, aparecem Venezuela, Holanda e Japão.




Hélio Costa em "A Queda"

Charge – Hélio Costa, Patrus e Newton Cardoso: ET em apuros na reta final da eleição


Hélio Costa despenca nas pesquisas e é abandonado pelos amigos em Minas

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Globo: Dinheiro de propina iria para Hong Kong para apagar incêndio de Dilma, Hélio Costa e Erenice, diz Quícoli

Quícoli, que denunciou esquema na Casa Civil, diz que propina iria para Hong Kong


O esquema de tráfico de influência instalado na Casa Civil contaria até com duas contas em Hong Kong, na China, para onde deveriam ser enviadas as propinas pagas pelas facilidades obtidas, segundo o empresário Rubnei Quícoli, de Campinas. Esse esquema seria comandando pelo ex-diretor de Operações dos Correios Marco Antonio de Oliveira, seu sobrinho Vinícius Castro, ex-funcionário da Casa Civil, e Israel Guerra, filho da exministra da pasta Erenice Guerra.

A denúncia, que consta de reportagem da revista “Veja” desta semana, foi confirmada ontem por Quícoli. O empresário – que, em parceria com as empresas de energia EDRB e KVA, tentava um empréstimo de R$ 9 bilhões no BNDES – enviou ontem ao GLOBO, por email, os números de duas contas no HSBC de Hong Kong, em nome de Right Day Enterprises Limited e Tartar International Limited, que seriam do genro de Marco Antonio, o empresário Roberto Ribeiro. Este negou ao GLOBO ter passado os dados com o propósito de que fosse depositado dinheiro fruto de propina, mas confirmou ter se reunido com Quícoli.

Pedido de propina de R$ 5 milhões
Segundo “Veja”, Marco Antonio chegou a pedir que o genro, que mora em Miami, viesse ao Brasil para se reunir com Quícoli. O encontro, conta a reportagem, ocorreu em 12 de junho, no Hotel Inter Continental da Alameda Santos, em São Paulo.




- Essa conta (no exterior) é do genro do Marco Antonio. Após o Vinícius não ter sucesso comigo, o M.A. (como Marco Antonio é chamado) tomou frente para arrecadar R$ 5 milhões dizendo que seria para a Erenice apagar um incêndio dela e da Dilma e outro valor não mencionado pelo M.A. para ajudar na campanha do Helio Costa – respondeu Quícoli, por e-mail, ao GLOBO.

O e-mail de Ribeiro a Quícoli é datado de 25 de maio deste ano.

No dia 6 de maio, Quícoli já havia recebido um e-mail que seria de Vinícius, em que é apresentada uma conta para depósito no Brasil, em nome da Synergy Assessoria e Consultoria Empresarial LTDA, de Brasília.

No texto, Vinícius pede que, “tão logo possível, (Quícoli) encaminhe minuta do contrato para levarmos ao jurídico e providenciarmos o preenchimento da respectiva nota fiscal”.

- Primeiro, o Vinícius me enviou essa conta (a da Synergy). Eu enrolei e, lógico, não aceitei jamais – respondeu Quícoli ao GLOBO.

O contrato seria feito com a Capital Assessoria, empresa da mãe de Vinícius Castro e de Saulo Guerra, outro filho de Erenice Guerra. O serviço prestado pela Capital seria a intermediação do empréstimo no BNDES para a construção de uma usina de energia eólica no Nordeste do país.

O grupo de lobistas teria se contentado em receber R$ 5 milhões para viabilizar o empréstimo. Esse é o dinheiro que deveria ter sido depositado nas contas de Hong Kong. Segundo “Veja”, os números das contas no exterior foram oferecidos a Quícoli como uma “opção mais discreta” para o recebimento da propina. Quícoli, porém, afirma que não aceitou a proposta e não pagou a propina. Segundo o empresário, o empréstimo do BNDES foi suspenso depois que ele se negou a pagar pelo lobby.

Apesar de negociar com a Capital, Quícoli já afirmara ao GLOBO que nunca se encontrou com os irmãos Saulo e Israel Guerra, filhos de Erenice.

Mas disse que participou de várias reuniões na Casa Civil, a primeira com a então secretária do ministério, Erenice Guerra. Na ocasião da entrevista, Quícoli disse não saber se os R$ 5 milhões pagariam dívidas de campanha, nem se Dilma e Erenice sabiam do pedido milionário: – Não me disseram que era (para cobrir) um rombo da campanha.

Acho que eram dívidas particulares.

Alguma coisa assim que o partido não tinha como sustentar.

Acho que eram coisas particulares e não tinham nada a ver com o partido, em si. Ele (Marco Antonio) me disse que era dos três, na verdade, Dilma, Erenice e Helio Costa.

Ex-braço direito de Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência, Erenice negou ter permitido um esquema de facilitações a empresas na Casa Civil. O PT ingressou com uma ação na Justiça Eleitoral contra o empresário de Campinas, alegando calúnia e difamação contra o partido.

Helio Costa também negou ter pedido dinheiro. O BNDES negou a existência de lobby para favorecer as empresas ligadas a Quícoli.

Veto foi ‘estopim’ da denúncia
Perguntado sobre sua motivação e a data escolhida para fazer a denúncia, publicada pela “Folha de S. Paulo” há duas semanas, o empresário respondeu que aproveitou o momento das denúncias do empresário Fabio Baracat sobre a Capital: – Como uma ministra coloca os filhos dela lá para viabilizar aporte de R$ 9 bilhões? Quando vi que o contrato que eu tinha, da empresa (Capital), era a mesma, conversei com a empresa (ERDB) e falei: vou me manifestar.

Primeiro, chequei no BNDES e deu que o meu projeto estava totalmente anulado. Daí, deu a entender que, realmente, o poder deles, por eu não ter assinado o contrato, foi de vetar.

Foi o estopim para mim.

Leia também:

  1. Veja: Ex-diretor dos Correios, indicado por Hélio Costa, ameaça abrir a boca e diz que “era tudo robalheira”
  2. ISTOÉ denuncia ações de Hélio Costa e aponta indícios de que ex-ministro montou esquema para lavagem de dinheiro da Telebrás
  3. Veja denuncia: Diretor dos Correios em Minas enviou telegrama a eleitores para promover Hélio Costa

Fonte: O Globo – Tatiana Farah

Ibope: Anastasia abre 13 pontos de diferença sobre adversárioIbope: Anastasia abre 13 pontos de diferença sobre adversário


A nova pesquisa eleitoral do Ibope, divulgada na manhã desta segunda-feira, dia 27, mostra que o governador Antonio Anastasia, candidato à reeleição, ampliou para 13 pontos a vantagem em relação ao segundo colocado na preferência dos eleitores mineiros.

Os números mostram que Anastasia tinha 42% das intenções de voto na pesquisa da última terça-feira e, agora, está com 46%. Um crescimento de quatro pontos em menos de uma semana. Já o candidato Hélio Calixto Costa, do PMDB, continua caindo. Ele passou de 34% para 33%. Segundo o Ibope, Antonio Anastasia seria eleito no primeiro turno com 57% dos votos válidos.

A pesquisa mostra que, nos últimos dois meses, o reconhecimento de Antonio Anastasia como o candidato mais preparado para governar o Estado nos próximos quatro anos foi crescente. Enquanto o candidato do PMDB permaneceu em queda, Antonio Anastasia cresceu 25 pontos desde o final de julho, segundo o Ibope.

No caso de um eventual segundo turno, o governador Antonio Anastasia também seria eleito. O Ibope mostrou que ele tem 47% das intenções de voto contra 34% do outro candidato. O número de eleitores que ainda não decidiu o seu voto representa 15%.

Além do Ibope, as últimas pesquisas dos institutos Datafolha, Vox Populi, EM Data, Data Tempo/CP2 e Nexus confirmam a liderança de Antonio Anastasia para as eleições ao Governo de Minas.

Senado
O Ibope também pesquisou as intenções de votos para o Senado. Dois candidatos serão eleitos em Minas Gerais. O ex-governador Aécio Neves e o ex-presidente Itamar Franco mantém a liderança na pesquisa. Aécio Neves, que tinha 67% das intenções na última medição, agora passou para 69%.
Itamar Franco manteve os 44% na preferência dos eleitores de Minas. Já o candidato que aparece em terceiro lugar caiu para 29%.

Considerando apenas os votos válidos para o Senado, quando se exclui os votos brancos, nulos e eleitores indecisos, o ex-governador Aécio Neves continua em primeiro lugar, com 46% das intenções de voto, seguido por Itamar Franco com 30% das intenções. Já o terceiro colocado aparece apenas com 19%.