segunda-feira, 26 de março de 2012
Prévias fortalece PSDB em São Paulo
segunda-feira, 4 de abril de 2011
PSDB vai criar Conselho Político e partido sobe o tom nas críticas do Governo do PT

PSDB cria conselho de olho em 2014
O PSDB reuniu seus oito governadores ontem, em Belo Horizonte, para afinar o discurso da oposição, com críticas duras ao governo Dilma Rousseff, e estruturar o partido com vistas à eleição de 2014. Na tentativa de costurar o racha interno entre Minas e São Paulo e acomodar o ex-governador José Serra na estrutura partidária, os governadores recomendaram a criação de um conselho político superior, no qual todos eles também terão assento.
Na abertura do encontro, o presidente nacional da legenda, deputado Sérgio Guerra (PE), alertou: “Não podemos disputar a eleição presidencial daqui a quatro anos com o partido debilitado como está”. Ao anunciar a ideia do conselho, o goiano Marconi Perillo não mencionou a presidência do colegiado e o paulista Geraldo Alckmin chegou a dizer que o presidente só será escolhido mais adiante. Mas esse posto já tem um nome definido: o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que também é presidente de honra do PSDB.
Nas conversas reservadas, também houve consenso em torno da manutenção de Guerra na presidência do partido. Hoje, ele é candidato único ao cargo. A renovação do diretório nacional está marcada para maio.
Para não deixar dúvida quanto à autoridade do futuro presidente do partido, Perillo explicou que o conselho será um “órgão de assessoramento”. “Em hipótese alguma, o conselho poderá disputar espaço com a direção partidária. O conselho é para colaborar, quando necessário.”
Além dos oito governadores, de FHC, Serra e do senador Aécio Neves (MG), ficou acertado que o presidente do Instituto Teotônio Vilela (ITV) terá lugar no conselho, como forma de acomodar outra estrela tucana que perdeu a eleição. O futuro presidente do ITV deve ser o ex-senador Tasso Jereissati (CE).
Críticas. A despeito da boa avaliação obtida por Dilma na pesquisa CNI/Ibope divulgada sexta-feira, com 56% de avaliação ótima ou boa, o presidente do PSDB disse que daria nota mediana ao governo: “Um glorioso 5″. Aécio, que falou em seguida, destacou que não se assusta nem se intimida com resultados obtidos por um governo que mal começou e elevou o tom das críticas. “Existe uma herança maldita, com o aumento terrível dos gastos correntes no ano passado, e o País pagando a conta com a contenção de investimentos.”
Aécio também considerou “um escárnio” a tática do governo de querer levar o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) para a futura Secretaria da Micro e Pequena Empresa e, com isso, abrir vaga no Senado para o presidente do PT, José Eduardo Dutra, como mostrou ontem o Estado. Para o senador, o setor não precisa de ministério, mas medidas como a extensão do Simples, sistema de tributação simplificado para empresas de pequeno porte. Aécio repetiu ontem uma crítica que já havia feito no ano passado, dizendo que o PT quer “um país a serviço do partido”.
Fonte: Christiane Samarco – O Estado de S.Paulo
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Mandato de Sérgio Guerra à frente do PSDB é prorrogado, partido decide futuro ano que vem

Mudanças na cúpula tucana ficam para o ano que vem
O PSDB não fará mudanças na direção partidária este ano. O mandato da Executiva Nacional, tendo à frente o senador Sérgio Guerra (PE), terminaria no fim de outubro, mas foi esticado por mais seis meses, até maio de 2011. A prorrogação foi decidida sem alarde, quando a avaliação predominante no partido era a de que o candidato tucano a presidente, José Serra, estava diante da perspectiva de derrota iminente, já no primeiro turno.
A cúpula partidária avaliou que tocar a sucessão interna em plena ressaca eleitoral seria inconveniente, ainda que houvesse uma virada positiva e Serra saísse vitorioso da disputa presidencial.
Hoje, a avaliação predominante nos bastidores é de que o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves, eleito senador com uma das maiores votações proporcionais do País, só não será o futuro presidente do PSDB se não quiser. Ninguém acredita que Serra queira se abrigar na direção partidária depois de perder a disputa eleitoral, como ocorreu em 2002.
“Mesmo perdendo a eleição, vamos querer virar esta página”, diz um importante dirigente tucano. Sérgio Guerra, que disputou uma cadeira na Câmara dos Deputados e ganhou, já avisou a vários companheiros que não tem interesse em continuar no cargo.
Aécio, que é apontado como presidente ideal por vários dirigentes, também não mostra entusiasmo com a ideia. Diz que não é hora de abrir este debate e que Sérgio Guerra vem conduzindo o partido de forma “extremamente correta e com grande empenho pessoal”.
Além da Executiva Nacional, os mandatos das direções municipais e estaduais também serão prorrogados. A ideia é renovar primeiro os comandos do partido nos municípios, o que deve ser feito em fevereiro, para no mês seguinte eleger as novas direções em cada Estado. A sucessão na Executiva Nacional fica por último, mas um dirigente do partido diz que o princípio que determinou o adiamento é o mesmo nas três esferas: permitir que as direções renovadas se encarreguem de realizar campanhas para filiar novos quadros e mobilizar o partido para as eleições seguintes.
Como os dirigentes do PSDB têm dois anos de mandato e o prazo de filiação partidária para os candidatos ao Executivo (prefeito, governador e presidente) e ao Legislativo é de pelo menos um ano, o tucanato avalia que a prorrogação vem bem a calhar.
Os novos dirigentes terão seis meses até outubro, quando fecha o prazo de filiação dos candidatos às eleições municipais de 2012, para organizar o partido e começar a escalar o time que disputará as prefeituras e câmaras municipais pelo PSDB.
Fonte: Christiane Samarco – O Estado de S.Paulo
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Veja: “Quase fui preso como um dos aloprados”, disse Abramovay sobre pedidos de dossiês de Dilma e Gilberto Carvalho

Intrigas de estado
Diálogos entre autoridades revelam que o Ministério da Justiça, o mais antigo e tradicional da República, recebeu e rechaçou pedidos de produção de dossiês contra adversários
“Não aguento mais receber pedidos da Dilma e do Gilberto Carvalho para fazer dossiês. (…) Eu quase fui preso como um dos aloprados.” (Pedro Abramovay, atual secretário nacional de Justiça, em conversa com seu antecessor, Romeu Tuma Júnior)
É conhecido o desprezo que o PT nutre pelas instituições republicanas, mas o que se tentou no Ministério da Justiça, criado em 1822 por dom Pedro I, ultrapassa todas as fronteiras da decência. Em quase 200 anos de história, o ministério foi chefiado por homens da estatura de Rui Barbosa, Tancredo Neves e quatro futuros presidentes da República. O PT viu na tradicional instituição apenas mais um aparelho a serviço de seu projeto de poder. Como ensina Franklin Martins, ministro da Supressão da Verdade, “às favas com a ética” quando ela interfere nos interesses políticos e partidários dos atuais donos do poder.
VEJA teve acesso a conversas entre autoridades da pasta que revelam a dimensão do desprezo petista pelas instituições. Os diálogos mostram essas autoridades incomodadas com a natureza dos pedidos que vinham recebendo do Palácio do Planalto. Pelo que é falado, não se pode deduzir que o Ministério da Justiça, ao qual se subordina a Polícia Federal, cedeu integralmente às descabidas investidas palacianas.
“Não aguento mais receber pedidos da Dilma e do Gilberto Carvalho para fazer dossiês. (…) Eu quase fui preso como um dos aloprados”, disse Pedro Abramovay, secretário nacional de Justiça, em conversa com seu antecessor, Romeu Tuma Júnior. Abramovay é considerado um servidor público exemplar, um “diamante da República”, como a ele se referiu um ex-ministro.
Aos 30 anos, chegou ao Ministério da Justiça no início do governo Lula pelas mãos do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos. A frase dele pode confirmar essa boa reputação, caso sua “canseira” tenha se limitado a receber pedidos e não a atender a eles. De toda forma, deveria ter denunciado as ordens impertinentes e nada republicanas de “produzir dossiês”.
Mesmo um alto funcionário com excelente imagem não pode ficar ao mesmo tempo com a esmola e o santo. Em algumas passagens da conversa, Abramovay se mostra assustado diante das pressões externas e diz que pensa em deixar o governo. Não deixou. Existem momentos em que é preciso escolher. Antes de chegar ao ministério, ele trabalhou no gabinete da ex-prefeita Marta Suplicy, na liderança do PT no Senado e com o senador Aloizio Mercadante.
Vem dessa etapa da carreira a explicação para a parte da frase em que ele diz “quase fui preso como um dos aloprados”. A frase nos leva de volta à campanha eleitoral de 2006, quando petistas foram presos em um hotel ao tentar comprar um dossiê falso contra José Serra. A seu interlocutor, Abramovay sugere ter participado do episódio e se arrependido, a ponto de temer pedidos semelhantes vindos agora do Palácio do Planalto. Ele disse que quase foi preso na época do escândalo e que, por isso, teve de se esconder para evitar problemas. “Deu ‘bolo’ a história do dossiê”, comenta. Em pelo menos três ocasiões, Abramovay afirma que não está disposto a novamente agir de forma oficiosa. E justificou: “…os caras são irresponsáveis”.
“O Pedro reclamou várias vezes que estava preocupado com as missões que recebia do Planalto. Ele realmente me disse que recebia pedidos da Dilma e do Gilberto para levantar coisas contra quem atravessava o caminho do governo.” (Romeu Tuma Junior, ex-secretário nacional de Justiça)
Os diálogos aos quais a reportagem teve acesso foram gravados legalmente e periciados para afastar a hipótese de manipulação. As ordens emanam do coração do governo — do chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, e da candidata a presidente, Dilma Rousseff. A conversa mais longa durou cinquenta minutos e aconteceu em janeiro deste ano, no gabinete do então secretário nacional de Justiça e antecessor de Abramovay no cargo, Romeu Tuma Júnior.
Os interlocutores discutem a sucessão do ex-ministro Tarso Genro. Ao comentar sobre o próprio futuro, Abramovay revela o desejo de trabalhar na ONU. Em tom de desabafo, o advogado afirmava que já não conseguia conviver com a pressão. Segundo ele, a situação só ia piorar com a nomeação para o cargo de Luiz Paulo Barreto, então secretário executivo, pela falta de força política do novo ministro, funcionário de carreira da pasta, em que também angariou excelente reputação. “Isso (o cargo de ministro) é maior que o Luiz Paulo. (…) Agora eles vão pedir… para mim… pedir para a Polícia (Federal)”, desabafou.
Procurado por VEJA, Abramovay disse: “Nunca recebi pedido algum para fazer dossiês, nunca participei de nenhum suposto grupo de inteligência da campanha da candidata Dilma Rousseff e nunca tive de me esconder — ao contrário, desde 2003 sempre exerci funções públicas”. Romeu Tuma Júnior, seu interlocutor, porém, confirmou integralmente o teor das conversas: “O Pedro reclamou várias vezes que estava preocupado com as missões que recebia do Planalto. Ele me disse que recebia pedidos de Dilma e do Gilberto para levantar coisas contra quem atravessava o caminho do governo”.
Acrescentou Tuma: “Há um jogo pesado de interesses escusos. Para atingir determinados alvos, lança-se mão, inclusive, de métodos ilegais de investigação. Ou você faz o que lhe é pedido sem questionar, ou passa a ser perseguido. Foi o que aconteceu comigo”, afirma o ex-secretário, que deixou a pasta em junho, depois que vieram a público denúncias de que teria relacionamento com a máfia chinesa. Tuma Júnior atribui a investigação contra si — formalmente arquivada por falta de provas — a uma tentativa de intimidação por parte de pessoas que tiveram seus interesses contrariados. Ele não quis revelar quais seriam esses interesses: “Mas posso assegurar que está tudo devidamente documentado”.
Para o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, o diretor da PF, Luiz Fernando Corrêa, se valeu do aparato policial para monitorar autoridades. O ministro suspeitou que ele próprio houvesse sido vítima de grampos ilegais e que até o presidente Lula tivesse sido constrangido por Corrêa.
O clima de desconfiança no Ministério da Justiça contaminou até o mais alto escalão. A certa altura das conversas, o chefe da pasta, Luiz Paulo Barreto, manifesta suspeita de que seu subordinado Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da Polícia Federal, o espione. Em inúmeras ocasiões, Barreto revelou a seus assessores não ter ascendência sobre Corrêa. O ministro chega a expressar em voz alta sua desconfiança de que o diretor da PF tem tanto poder que se dá ao luxo de decidir sobre inquéritos envolvendo pessoas da antessala do presidente da República.
Um desses casos é relatado por Barreto em conversa no seu próprio gabinete, ocorrida em meados de maio. À sua chefe de gabinete, Gláucia de Paula, Barreto fala sobre o possível indiciamento de Gilberto Carvalho, braço direito do presidente Lula. Em 2008, a PF interceptou telefonemas em que o chefe de gabinete da Presidência conversava com o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, um dos investigados na Operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas.
Gláucia de Paula – O Gilberto (Carvalho, chefe de gabinete da Presidência) foi indiciado?
Ministro Luiz Paulo Barreto – O processo foi travado. Deu m… (…) O negócio do grampo. O Luiz Fernando falou pra não se preocupar.
Gláucia de Paula - Tem certeza disso?
Ministro Luiz Paulo Barreto – O ministro Márcio (Thomaz Bastos) que me contou isso. O Gilberto (Carvalho) me contou isso.
Tuma - Esse cara tem alguma coisa, não é possível (…).
O ministro, que diz ter tido conhecimento do indiciamento pelo próprio Gilberto Carvalho, revela que o diretor da PF promoveu uma encenação para iludi-lo, numa manobra para mostrar que seu poder emanava de fora da hierarquia do Ministério da Justiça. A conversa toma um rumo inesperado. Um dos interlocutores fica curioso para saber a fonte real de poder de Luiz Fernando, que lhe dá cobertura até para desafiar seu próprio chefe sem temor de represálias.
“Ele deve ter alguma coisa…”, afirma. Procurado, Luiz Paulo Barreto informou que não comentaria nada antes de ter acesso ao áudio da conversa. Gilberto Carvalho negou que já tenha feito algum pedido a Pedro Abramovay, a mesma resposta de Dilma Rousseff. As conversas e sua vinda a público funcionam como o poder de limpeza da luz do sol sobre os porões. Elas são reveladoras da triste realidade vivida por instituições respeitadas quando passam a ser aparelhadas por integrantes de um projeto de poder.
Outra demonstração disso surgiu na semana passada, quando a Polícia Federal forneceu a mais recente prova de quanto pode ser perniciosa a simbiose entre partido e governo. Na quarta-feira, depois de revelado que o ex-jornalista Amaury Ribeiro Jr., integrante do “grupo de inteligência” da campanha de Dilma, foi o responsável pela violação do sigilo fiscal de Eduardo Jorge e de outros integrantes do PSDB, o militante petista Lula, atualmente ocupando a Presidência da República, anunciou ao país que a PF faria revelações sobre o caso — antegozando o fato de que um delegado, devidamente brifado sobre o que deveria dizer, jogaria suspeitas das patifarias de Amaury Ribeiro sobre os ombros do PSDB. Mais uma vez, a feitiçaria dos petistas resultou em um tiro no próprio pé. Nunca aprendem que, uma vez aberta a caixa de Pandora, os fantasmas escapam e voam sem controle.
Em junho passado, VEJA revelou que o comitê de campanha de Dilma Rousseff arregimentou um grupo de arapongas para espionar o candidato José Serra, seus familiares e amigos. A tropa começou os trabalhos com o que considerava um grande trunfo, um dossiê intitulado “Operação Caribe”, produzido por Amaury e que narrava supostas transações financeiras de pessoas ligadas ao PSDB.
As únicas peças do dossiê fajuto que não podiam ser lidas no Google haviam sido obtidas de forma preguiçosa e venal, compradas de bandidos com acesso a funcionários da Receita Federal — e pagas com dinheiro vivo. Os dados fiscais violados serviram de subsídio para o tal relatório que circulou no comitê de campanha. Como “previu” o militante petista que ora ocupa a Presidência da República, horas depois de sua entrevista apareceram as tais “novidades”.
Um delegado anunciou que, com a identificação de Amaury, o caso estava encerrado, já que o ex-jornalista, ao violar o sigilo, ainda era funcionário do jornal O Estado de Minas, portanto não haveria nenhuma ligação com a campanha do PT. O delegado Alessandro Moretti foi o escolhido apenas para comunicar à nação as graves revelações obtidas pelo trabalho policial — formalmente ele não participou do inquérito. A lealdade no caso era mais vital do que o profissionalismo policial. Número dois na diretoria de Inteligência da PF, Moretti é produto direto do aparelhamento na Polícia Federal.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Amaury Ribeiro Jr pagou despachante para obter dados ilegais da Receita Federal de membros do PSDB, farsa foi montada em Brasília
Quebra de sigilo: encomenda foi de Amaury Ribeiro
O despachante Dirceu Rodrigues Garcia afirmou que o jornalista Amaury Ribeiro Jr foi a pessoa que lhe encomendou a quebra de sigilo de pessoas ligadas ao candidato tucano à Presidência, José Serra.
Segundo o “Jornal Nacional”, que exibiu nesta quarta-feira uma entrevista com Dirceu, a Polícia Federal apurou que Amaury saiu de Brasília para São Paulo num voo de 7 de outubro do ano passado. No dia seguinte, ele teria acesso aos documentos sigilosos.
O despachante afirmou que o encontro com o jornalista foi breve e que ele teria dito que sua missão estava cumprida, ao ver, satisfeito, as declarações de renda dos tucanos.
- Esperei ele conferir a documentação e ele me passou o valor combinado. Conferi o valor e fui embora – disse Garcia ao “Jornal Nacional”.
O despachante contou que recebeu R$ 700 por declaração de renda e que, no total, foram 12 documentos:
- Eram doze, então deu um total de R$ 8.400.
Garcia disse ainda que só voltou a se encontrar com Amaury no mês passado, depois que o caso ganhou destaque na imprensa:
- Ele me ofereceu um auxílio, né, e quis saber como tava a situação – disse Rodrigues Garcia ao “Jornal Nacional”, confirmando que Amaury lhe ofereceu dinheiro: – Aceitei.
Foram, segundo Garcia, R$ 5 mil, em dois depósitos feitos na conta do despachante em duas datas: dias 9 e 19 de setembro. O despachante negou que tenha entendido o pagamento como um “cala boca”:
- Não, não, não. Jamais. Eu entendi como um auxílio, uma ajuda – afirmou.
Acusado de ter falsificado as assinaturas de Verônica Serra, filha do candidato do PSDB à Presidência, e de outros tucanos para obter as declarações de renda, o auxiliar contábil Antonio Carlos Atella negou que conhecesse o despachante que negociou com Amaury:
- Não sei quem é. Nunca vi mais gordo. E esse jornalista, de onde é? – disse ele.
Demonstrando irritação, Atella disse ter prestado seu serviço de cidadão ao país, ao afirmar em depoimento que o trabalho foi encomendado pelo office-boy Ademir Cabral, que agiu como intermediário no vazamento:
- Agora é com vocês. Se foi a Dilma, se não foi.
Entre as pessoas que tiveram seus dados sigilosos vazados na Receita Federal de Mauá, além da filha de Serra, está o vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas.
Amaury, que trabalhava na época no jornal “O Estado de Minas”, afirmou em seu depoimento que acessou os dados para proteger o então governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), durante a disputa da pré-campanha tucana.
Segundo o depoimento de Amaury, que não quis dar entrevistas, o jornal teria pagado R$ 12 mil em despesas para que ele viajasse até São Paulo, onde contratou os serviços de Dirceu Garcia.
Ele disse à polícia que começou a investigação sobre tucanos após saber que esse grupo estava investigando a vida do governador mineiro.
Amaury Ribeiro disse ainda que, depois de sair do jornal mineiro, foi procurado por pessoas ligadas à pré-campanha da petista Dilma Rousseff. Esses petistas estariam interessados no material obtido na investigação de Amaury.
O jornalista foi flagrado em um restaurante de Brasília, no dia 20 de abril deste ano, em encontro com Luiz Lanzetta, um dos assessores da campanha petista, e com ex-delegado da PF Onézimo Souza. Com a denúncia do suposto dossiê, Lanzetta – ligado ao então coordenador da campanha de Dilma e ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel – foi afastado da campanha.
Leia mais em Despachante diz que Amaury pagou por quebra de sigilo de pessoas ligadas a José Serra
quarta-feira, 17 de março de 2010
Tucanos mineiros já fazem parte do Mobiliza PSDB

quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Tucanos dão início à escolha de seu candidato em 2010
quarta-feira, 25 de março de 2009
PSDB critica pacote lançado pelo Governo Lula

quinta-feira, 19 de março de 2009
Senador Sérgio Guerra, presidente do PSDB, garante união e força para vitória em 2010

Presidente do PSDB diz que Serra e Aécio estão unidos para levar partido à vitória em 2010.
da Folha Online
O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), afirmou nesta quinta-feira que, ao contrário do que muitos pensam, os pré-candidatos tucanos à Presidência da República --os governadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP)-- estão unidos para levar o PSDB à vitória em 2010.
Segundo ele, o debate público feito no país está amadurecendo o partido para as eleições. "O PSDB é um partido que tem toda uma tradição de discussão aberta. No PSDB, ninguém esconde as coisas. A tradição é essa: as pessoas opinam, mostram seus pontos de vista de uma forma que seja pública. Os dois [Aécio e Serra] perseguem os mesmos objetivos, têm pontos de vista muito semelhantes sobre o país e estarão juntos para disputar a eleição para a Presidência da República."
Guerra também falou sobre os próximos passos do PSDB para 2010. "O partido já decidiu o seguinte: no primeiro semestre, vamos cuidar da nossa estruturação junto com partidos aliados, de maneira especial o Democratas e o PPS. No segundo semestre, vamos cuidar da eleição presidencial do ponto de vista de nossas escolhas."
O tucano afirmou ainda que neste semestre haverá pelo Brasil acontecimentos do partido, "que vão mostrar a sua presença e a de seus líderes, entre eles os governadores de Minas e São Paulo". "Eles estarão juntos sempre que possível, falando aos membros do PSDB. Nossas articulações também chegam a setores do PMDB e de outros partidos com os quais temos conversado.
" Guerra afirmou que a oposição utiliza a máquina para antecipar a campanha eleitoral. "Há uma diferença muito grande entre o que o governo faz e o que nós fazemos. Nós estamos fazendo funcionar o partido, mobilizando suas forças com seus líderes principais. O que o governo faz é usar a sua máquina e a sua estrutura, suas inaugurações, suas fiscalizações e seus factóides para promover uma campanha que não é conhecida.
" O presidente do PSDB afirmou que umas das bandeiras do partido para 2010 é resgatar o planejamento.
"Vamos promover um combate incessante e forte à demagogia. Vamos ter de volta a capacidade gerencial. Os projetos que o governo definir e desenvolver serão efetivamente priorizados. Vamos resgatar o planejamento, que quebrou, não existe mais. O que existe hoje é um saco de projetos, como esse tal de PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]."
Fonte: Folha Online - 19/03/2009 - 12h49Link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u537266.shtml

