sexta-feira, 16 de abril de 2010

Valor Econômico: “Aécio aposta futuro na reprise da conciliação”


Aécio aposta futuro na reprise da conciliação”

Na segunda-feira, o ex-governador mineiro Aécio Neves (PSDB) irá aprofundar a busca da identificação de sua imagem com a do avô, um ícone das características normalmente associadas aos políticos de Minas Gerais por muitos anos: o espírito conciliador e centrista, sem que isto implique em dubiedade de posições, tornando-se a solução para a superação de polarizações. Antigos assessores de Tancredo hoje se dividem sobre a capacidade de Aécio conseguir exercer o mesmo papel do avô. O jornalista Mauro Santayana, “ghost writer” de Tancredo e coordenador de sua campanha para o Senado em 1978, sugere que Aécio comece a articular com o PMDB sua eleição para a presidência do Senado após as eleições de outubro.

No cenário desenhado por Santayana, hoje um interlocutor de Aécio, José Serra é o mais provável vencedor das eleições presidenciais. E Aécio na presidência do Senado seria, simultaneamente, um freio à preponderância de São Paulo na divisão de poder e de uma possível radicalização de uma eventual oposição petista e de partidos de esquerda que deve ter sua representação reforçada na próxima legislatura. “Tancredo sempre cresceu nos momentos de crise e o desequilíbrio federativo pode gerar um conflito”, comenta Santayana.

Ex-ministro do Interior, escolhido por Tancredo, e hoje historiador e conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal, Ronaldo Costa Couto é cauteloso com a transposição. “Aécio já provou o talento político ao eleger-se em circunstâncias adversas para a presidência da Câmara dos Deputados, em 2001. Mas os antagonismos de hoje não são minimamente comparáveis aos do passado. Exatamente pela ação de Tancredo e de outros, existe uma institucionalidade que pactua a solução de controvérsias, ao contrário do tempo do avô”, diz.

A vocação conciliadora de Tancredo não marcou o início de sua carreira. Como ministro da Justiça de Getúlio Vargas, Tancredo não pôde impedir que o governo ficasse marginalizado nas investigações sobre o atentado ao jornalista Carlos Lacerda. Quando as pressões sobre Getúlio o levaram a considerar licença do mandato, Tancredo defendeu a resistência armada. A crise resultou no suicídio do presidente. Tancredo ficaria sem mandato por oito anos.

A imagem de negociador começou a ser construída com a saída parlamentarista para a crise detonada pela renúncia de Jânio Quadros, em 1961, ocasião em que Tancredo tornou-se primeiro-ministro e estabeleceu relação de confiança com os irmãos generais Ernesto e Orlando Geisel, que foi decisiva para impedir a sua cassação, de acordo com Costa Couto. Mas suas habilidades não detiveram a escalada que derrotou João Goulart, de quem foi o líder do governo na Câmara, em 1964.

A candidatura presidencial começou a ser construída a partir de 1978, quando Tancredo procurou estabelecer um consenso entre as forças de Minas, que ainda seguiam informalmente a divisão entre os extintos UDN e PSD. “Ele se aliou ao ex-governador Magalhães Pinto, seu adversário histórico, para formar o Partido Popular. Disso decorreu anos depois a chapa de Tancredo governador com o udenista Hélio Garcia de vice, em 1982, e o acordo de apoio recíproco na sucessão presidencial com o então vice-presidente Aureliano Chaves, que também tinha origem na UDN”, relembra o jornalista J.D.Vital, que foi seu secretário de imprensa.

Foi graças à virtual unanimidade em Minas que Tancredo teve base para alçar vôo presidencial. Era algo que os políticos de São Paulo estavam impedidos de fazer: o PMDB se dividia entre o então governador Franco Montoro e o presidente do partido, o deputado Ulysses Guimarães e contava com fortes antagonistas: o ex-presidente Jânio Quadros, o então líder sindical Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-governador e presidenciável Paulo Maluf.

Repetir o avô e construir uma relação fluida entre governo e oposição em Minas foi uma das metas de Aécio em sua administração. Diversas vezes Aécio disse que “em Minas, sempre há um palmo de chão onde homens de bem possam conversar”, citando uma frase de Milton Campos, governador na década de 40.

Tancredo credenciou-se como candidato oposicionista ao apoiar a derrotada campanha das eleições diretas e pactuou com as autoridades militares a intocabilidade da lei de anistia para viabilizar sua candidatura indireta, alimentada pela dissidência do PDS, capitaneada por Aureliano, contra a candidatura de Maluf. Na frustrada tentativa de disputar a candidatura presidencial, Aécio buscava colocar-se como a figura política “pós-Lula”, que levaria o Brasil a transcender a polarização entre PT e PSDB.

Santayana dá sinais de que a simbologia do Estado continuará a ser explorada no futuro. “Aécio está com 50 anos, a mesma idade que Tancredo tinha quando perdeu o governo de Minas para o Magalhães Pinto. Está muito adiante do que o avô estava. É verdade que Minas perdeu substância política e econômica, mas os mineiros têm um segredo que só eles sabem e não contam. E nem todos que nascem em Minas são propriamente mineiros”, disse. (CF)


Fonte: Valor Econômico

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Anastasia inicia obras do Proacesso entre Miravânia e Cônego Marinho


O governador Antonio Anastasia recebeu, nesta quinta-feira, dia 15, no Palácio Tiradentes, lideranças políticas de Miravânia e de Cônego Marinho, municípios do Norte de Minas beneficiados pelo Programa de Pavimentação de Ligações e Acessos Rodoviários aos Municípios (Proacesso). As obras, num trecho de 66,4 km ligando as duas cidades por asfalto, serão iniciadas ainda este mês, com investimentos de R$ 35,5 milhões do Governo do Estado.

Segundo o governador, o Proacesso é um dos principais programas estruturadores do Governo de Minas pelo seu alcance social. Ele afirmou que onde não há asfalto dificilmente há progresso. O programa atende principalmente pequenos e médios municípios localizados nas regiões pobres do Estado, contribuindo para melhorar a qualidade de vida dos moradores dessas cidades.

“O Proacesso lançou luz sobre municípios que sempre estiveram à margem do desenvolvimento. O asfalto promove a integração, facilitando o acesso das pessoas aos serviços de saúde e educação, o escoamento da produção e atrai investimentos, gerando emprego e renda”, afirmou Antonio Anastasia, em seu pronunciamento.


Partidos promovem encontro “Minas é Serra e Anastasia”


Cinco partidos – PTB, PP, PPS, Democratas e PSDB – promovem na segunda-feira, dia 19, em Belo Horizonte, o Encontro de Lideranças “Minas é Serra e Anastasia”. O encontro acontece no Sesiminas, à Rua Padre Marinho, 60, no bairro Santa Efigênia, a partir das 14 horas.

Esta é a primeira visita de José Serra a Minas Gerais depois que lançou, no dia 10, em Brasília, sua pré-candidatura à presidência da República.


Crise no PT de Minas racha aliança com o PMDB, que já avisou que a aliança nacional está ameaçada


Impasse em Minas já ameaça união PMDB-PT

Crise entre partidos pode tirar palanques de Dilma
As divergências entre PT e PMDB nos estados, que atingem de forma mais aguda Minas Gerais, já ameaçam a unidade em torno da pré-candidata Dilma Rousseff (PT). A cúpula peemedebista admite que a aliança nacional está correndo o risco de ser rejeitada na convenção nacional de junho. O assunto foi tratado ontem em pelo menos duas reuniões. A primeira, no início da tarde, na qual a direção do PMDB ouviu as queixas dos exministros Hélio Costa e Geddel Vieira Lima, pré-candidatos aos governos de Minas Gerais e Bahia, respectivamente.

À noite, o presidente da Câmara e pré-candidato à vaga de vice na chapa da petista Dilma, deputado Michel Temer (PMDB-SP), promoveu um encontro entre os dirigentes das duas legendas. Também ontem à noite, Dilma jantava na casa da apresentadora Ana Maria Braga, em São Paulo.

Peemedebistas cobram solução imediata em Minas

Preocupados com a insatisfação nos estados, os peemedebistas cobraram solução imediata do impasse em Minas, onde Hélio Costa lidera as pesquisas.

O acordo em Minas seria só o ponto de partida para as negociações, já que a crise entre os dois partidos existiria em mais nove estados, pelo menos.

Entre eles, Ceará, Bahia, Rondônia, Pará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Paraná e Maranhão.

- Não entendemos a decisão do PT de Minas de realizar prévias para escolher seu candidato.

Minas é a prioridade das prioridades do PMDB, já que é o segundo maior colégio eleitoral do partido na convenção nacional, além de ser o segundo maior colégio eleitoral do país – advertiu o líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), antes da reunião com a cúpula petista.

- O tempo está passando e, até agora, nada de solução. E, se não se resolve Minas, passa a existir uma referência muito negativa para os demais palanques de Dilma. Queremos definir o critério em Minas e nos demais estados. É bom que haja logo fumaça branca. Caso contrário, ela pode escurecer.

A avaliação entre os peemedebistas insatisfeitos é que quanto mais demorar a solução nos estados, pior fica a situação da aliança nacional.

O secretário-geral do PT, deputado José Eduardo Cardozo (SP), tentou minimizar a crise com o PMDB: – Nosso diálogo com o PMDB tem sido excelente.

Questões pontuais serão resolvidas num clima fraterno

O ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, que disputará as prévias do PT com o ministro Patrus Ananias, admitiu que o diretório estadual cometeu um erro ao não explicar o que estava acontecendo ao PMDB mineiro. De acordo com Pimentel, o acordo entre PT e PMDB no estado pressupunha, desde o início, pelo menos duas condições. A primeira, que o vice-presidente José Alencar não fosse candidato; a segunda, que o PT mineiro conseguisse um candidato único para, então, sentar-se à mesa com o PMDB.

- Como não houve acordo interno no PT, as prévias serão imprescindíveis para que possamos iniciar as conversas com o PMDB. Como ele será feito e qual será o critério para isso, ainda não sabemos. Mas teremos 60 dias para chegar a um acordo – disse Pimentel.

“Temos que ter um único candidato em Minas” O líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PTSP), também indicou a necessidade de um acordo: – Temos de ter um único candidato em Minas. É preciso cuidado redobrado para Minas não virar um problema.

Ontem, nova crise ameaçou a relação entre PT e PMDB num estado então pacificado. A líder do governo no Congresso, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), avisou a caciques petistas que não negociaria sua candidatura ao governo de Santa Catarina.

Foi uma reação ao ex-vice-governador Eduardo Moreira, pré-candidato ao governo pelo PMDB, que acenou com apoio a Dilma – mas, em troca, pediu o apoio do PT catarinense.

- A minha candidatura não é moeda de troca. É inegociável – avisou Ideli Salvatti para petistas, afirmando que já estaria em segundo lugar na disputa.

A cúpula do PT está convencida que o peemedebista quer arrumar uma desculpa para dar palanque ao tucano José Serra.

- Não existe possibilidade de Ideli retirar sua candidatura – disse Vaccarezza.


Sociólogo critica ações do PT, chama da oportunismo político flores no túmulo de Tancredo, avô de Aécio e diz que “Lula pilotou política econômica


Flores no túmulo de Tancredo

Para onde pender Minas Gerais, se inclinará o Brasil, imaginam os estrategistas de José Serra e Dilma Rousseff. A candidata do PT inaugurou sua campanha solo com um périplo mineiro e – entre tantos lugares! – enveredou pelo caminho de São João Del Rei, até o túmulo de Tancredo Neves, no qual depositou flores. O gesto recende a oportunismo eleitoreiro paroxístico, e também é isso. Mas não é só isso: Dilma está fazendo uma declaração sobre a história – ou melhor, uma declaração contra a história.

Lula e o PT acercaram-se de Delfim Netto, celebraram com Jader Barbalho, aliaram-se a José Sarney, trocaram figurinhas com Paulo Maluf, assopraram as cicatrizes de Fernando Collor. O que é um Tancredo perto disso? Uma diferença, entre tantas, está na circunstância de que a figura homenageada deixou o mundo dos vivos para ingressar no firmamento dos símbolos. Tancredo é uma representação: o ícone da transição pactuada que deu origem à Nova República. O PT vilipendiou aquela transição e decidiu não fazer parte da ordem que nascia. Primeiro, expulsou seus três deputados que votaram por Tancredo no Colégio Eleitoral. Depois, recusou-se a homologar a Constituição de 1988. O que fazia Dilma no berço simbólico de tudo o que o PT queimou na maior encruzilhada de nossa história recente? A coerência absoluta é privilégio das seitas políticas, responsáveis apenas perante seus próprios dogmas.

Todos os partidos de verdade, aqui e alhures, experimentam ambivalências ao olhar para trás, na direção de seu passado. Mas o lulo-petismo encontrase numa categoria separada. A narrativa histórica implícita na peregrinação ao túmulo de Tancredo situa-se em algum ponto entre a esquizofrenia e o distúrbio bipolar. E, no entanto, há método na loucura. O PT surgiu como leito de confluência de muitas águas e diferentes histórias.

Na média, identificava-se como um partido de ruptura, socialista mas avesso ao “socialismo real”. Depois, à medida em que se aproximava do poder, converteu-se num partido da ordem. A conversão, contudo, jamais assumiu as formas de uma releitura honesta de seu passado e de uma crítica política de suas ideias originais. A antiga corrente liderada por José Genoíno bem que tentou, mas o PT não seguiu a dura trilha de aggiornamento pela qual, ao longo de meio século, os partidos marxistas da Segunda Internacional transformaramse na atual social-democracia europeia.

Na hora do triunfo de Lula, a distância incomensurável entre palavras e atos teve que ser vencida pelo recurso a um salto fraudulento: a Carta aos Brasileiros, produzida por ex-trotskistas e assinada pelo candidato como negação do programa partidário. Não é trivial encarar o passado quando se joga escondeesconde com a política.

Lula pilotou a política econômica com o software elaborado por FHC e foi buscar no ninho tucano o operador dos manetes do Banco Central. Dilma jura que rezará as três orações do livro da ortodoxia: câmbio flutuante, metas de inflação e superávit primário. Paralelamente, as resoluções do Congresso do PT de 2007 lamentam a queda do Muro de Berlim e reiteram tanto as “convicções anticapitalistas” quanto o compromisso com a “luta pelo socialismo”. No partido, desde as crises da cueca e do caseiro, ninguém mais ousa sugerir um aggiornamento – uma carência que se traduz pelo agravamento dos sintomas de esquizofrenia. A dicotomia desenvolvese como uma bifurcação de negações complementares: a prática de governo lulo-petista não pode encontrar expressão na plataforma partidária, e as palavras escritas pelo partido não podem encontrar correspondência nos programas de governo.

Já existem duas versões da história do Brasil, tal como narrada por Lula. A original, apoiada na chave da ruptura, diz que a nação alcançou a independência com a inauguração de sua presidência, após a longa noite de “500 anos” na qual “a elite governou este país”. A segunda, apoiada na chave da continuidade, diz que Lula restaurou uma estrada de emancipação projetada por Getúlio Vargas (“o presidente que tirou toda a nação de um estágio de semiescravidão”), implantada por Juscelino Kubitschek (“que conscientizou o país de que o desenvolvimento nacional é uma prerrogativa intransferível de um povo”) e pavimentada por Ernesto Geisel (“o presidente que comandou o último grande período desenvolvimentista do país”). As duas versões lulistas são contraditórias entre si, mas convivem na harmonia perfeita do distúrbio bipolar.

No inverno de 1077, o imperador excomungado Henrique IV viajou ao castelo papal de Canossa e aguardou à porta, sob a neve, por três dias e três noites, até receber o perdão de Gregório VII. A peregrinação de Dilma à Canossa tropical do lulo-petismo equivale à adição de um novo capítulo na versão continuísta da história do Brasil. O que o capítulo adventício acrescenta ao conjunto, em termos de sentido? Há uma invariante nas narrativas lulopetistas sobre o passado, que é o conto de uma queda. Nas duas versões, a presidência de FHC representa uma catástrofe existencial: a venda do templo e a conspurcação dos lugares santos. Para todos os efeitos, FHC desempenha o papel de chefe supremo dos “exterminadores do futuro”, na frase fresca de uma Dilma que acabara de ajoelhar-se diante do túmulo de Tancredo. O capítulo novo, escrito em São João Del Rei, estende a narrativa da continuidade e demarca o lugar exato do abismo.

A escalada nacional rumo à montanha da glória começa em Vargas e prossegue com Juscelino, Geisel e Tancredo, até desviar-se com FHC, projetando a nação nas profundezas do vale da desolação. Sob a liderança de Lula, a montanha foi afinal conquistada. O despenhadeiro, porém, continua à vista e uma melodia encantatória ameaça reconduzir-nos, de olhos vendados, para a perdição. Dilma depreda a história – a nossa, a dela, a do PT. Mas há método na loucura.


* Demétrio Magnoli é sociólogo e doutor em geografia humana pela USP


quarta-feira, 14 de abril de 2010

Governador Antonio Anastasia entrega Prêmio Bom Exemplo de responsabilidade social


O governadorAntonio Anastasia entregou, nesta terça-feira (13), o Prêmio Bom Exemplo, da TV Globo Minas, para a costureira Maria José Ocelli Costa. Há 30 anos, ela produz enxovais de bebê para mães pobres. Seu gesto voluntário foi escolhido, entre cinco finalistas, como a ação social mais importante realizada por pessoas físicas da Região Metropolitana de Belo Horizonte. O prêmio é uma iniciativa da TV Globo Minas em parceria com a Fundação Dom Cabral com o objetivo de promover ações que contribuem para a melhoria da qualidade de vida na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Durante a solenidade, o governador ressaltou a importância do prêmio.

“Temos exemplos dos mais vigorosos da cidadania, da solidariedade, do afeto, do carinho e do amor ao próximo. Exemplos que inspiram o nosso cotidiano. Tenho certeza que todos são merecedores e esse gesto deve ser copiado, difundido e defendido”, afirmou o governador em seu pronunciamento.

Aos 69 anos, Maria José Ocelli Costa disputava o prêmio com cinco finalistas. Para produzir as centenas de roupas de crianças, a costureira recebe ajuda de voluntárias. Todo o material utilizado, como linhas, tecidos e retalhos é originado de doações. Ao todo, concorreram ao prêmio 200 iniciativas, entre elas, ações nas áreas social, cultural, de esportes, de patrimônio e de sustentabilidade em suas comunidades. O Prêmio Bom Exemplo foi amplamente divulgado pela emissora e as iniciativas sociais foram mostradas à população que pôde escolher o vencedor por votação em urnas eletrônicas.

Entre os finalistas estavam o casal Rosa Almeida e José Almeida, de Contagem, que há 48 anos cuida da rua onde mora, varrendo e pintando as guias da calçada; o borracheiro Marcos Túlio Damascena, de Sabará, que criou uma biblioteca dentro da borracharia do pai; o escoteiro Matheus de Oliveira Portilho e Silva, de Belo Horizonte, que promove uma campanha para recolher pilhas usadas em garrafas pet; e a cabeleleira Dora Lúcia Alves da Silva, de Belo Horizonte, que ensina o seu ofício a adolescentes e presidiárias.


terça-feira, 13 de abril de 2010

Estadão: ‘A grande incógnita é como será a relação de Dilma com o PT’, diz Aécio

Em sua edição de domingo, dia 11, o jornal O Estado de S.Paulo trouxe uma entrevista com o ex-governador Aécio Neves. Confira abaixo:

‘A grande incógnita é como será a relação de Dilma com o PT’, diz Aécio

Ex-governador afirma que candidata pode sofrer influência do ‘PT ideológico e com problemas éticos’11 de abril de 2010 23h 47Christiane Samarco, de O Estado de S. Paulo


Ex-governador de Minas Gerais que deixou o cargo com popularidade recorde, Aécio Neves perdeu para o paulista José Serra o posto de pré-candidato do PSDB a presidente, mas não cultiva mágoa ou despeito. Certo de que a presidenciável petista Dilma Rousseff “é uma grande incógnita”, Ele quer começar a campanha de Serra por Minas Gerais, como pré-candidato ao Senado e sem falar em vice. Os dois vão se reunir neste início de semana para marcar a data. Aécio vai propor dia 19.

“Condicionei meu descanso primeiro ao lançamento da candidatura no dia 10, e agora por mais nove dias”, conta Aécio, que só sairá em férias depois de pedir voto aos mineiros. “Acho que a ida a Minas, no início de sua caminhada, tem o simbolismo de demonstrar a proximidade pessoal nossa, e de Minas e São Paulo, nesta eleição”, avalia. Ao mesmo tempo, porém, o tucano adverte que não promete vitória a Serra. “Prometo o empenho. Ninguém induz o voto do eleitor, que é livre para fazer suas escolhas”, diz Aécio, em entrevista ao Estado. “Vou tentar demonstrar que, para Minas e para o Brasil, a eleição de Serra é muito melhor.”



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Dilma produz novas gafes e escorrega por onde passa


Ex-ministra acumula gafes em 2 semanas

Em menos de duas semanas de campanha como pré-candidata do PT, Dilma Rousseff já provocou polêmicas, como ocorreu em São Bernardo, no último sábado, quando uma fala de seu discurso foi entendida como crítica às pessoas que deixaram o País durante o período da ditadura militar, em vez permanecerem lutando, como ela havia feito.

“Eu não fujo quando a situação fica difícil. Eu não tenho medo da luta”, disse Dilma. Supostamente destinada a atingir o pré-candidato tucano, José Serra, que se exilou no Chile, a afirmação irritou até aliados, já que muitos deles tiveram de fugir para o exterior para não serem presos.

Foi o caso, por exemplo, de líderes políticos como Leonel Brizola e Miguel Arraes, já falecidos, mas figuras veneradas até hoje por seus partidos, o PDT e PSB, respectivamente, possíveis aliados na campanha de Dilma. Ela negou, em seu Twitter, que tivesse criticado os exilados.

Dilma já tinha escorregado em outras ocasiões durante a semana. Na pior delas, aproveitou uma entrevista à Rádio Itatiaia, em Minas, para defender que os eleitores votassem numa dobradinha informal feita com o candidato tucano ao governo, Antônio Anastasia, do PSDB.

O comentário provocou irritação entre seus aliados de Minas, especialmente no senador Hélio Costa (PMDB), que lidera as pesquisas de intenção de voto no Estado e foi seu companheiro de equipe ministerial. Foi preciso que o comando do PT e a própria Dilma conversassem com Costa para serenar os ânimos.

A passagem por Minas ainda provocou outro desconforto. Após visitar o túmulo de Tancredo Neves, foi acusada pela oposição de agir com oportunismo.

Outro problema ocorreu na posse do senador Alfredo Nascimento (AM) como presidente nacional do PR. Declarações favoráveis ao ex-governador do Rio Anthony Garotinho, candidato ao governo local, não agradaram o atual governador, Sérgio Cabral Filho (PMDB).

Deslizes da petista

5 de abril

Na posse do senador Alfredo Nascimento como presidente do PR, Dilma elogia e tira fotos com ex-governador do Rio, Anthony Garotinho, adversário direto de seu maior aliado no Estado, o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB). “O Garotinho é um parceiro antigo, do tempo do PDT”, disse

6 de abril

Em Minas, Dilma visitou o túmulo de Tancredo Neves. Foi chamada de oportunista pela oposição, já que o PT não apoiou a articulação política que levou Tancredo a ser escolhido como presidente, em 1985

10 de abril

Em discurso em São Bernardo, Dilma fez um comentário interpretado como uma crítica aos que deixaram o País durante a ditadura, como José Serra. “Eu não fujo quando a situação fica difícil. Eu não tenho medo da luta”. O comentário irritou até aliados da petista, já que muitos foram exilados.





Fonte: Marcelo de Moraes de Brasília – O Estado de S.Paulo

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Antonio Anastasia abre seminário “Minas do Futuro”


O governador Antonio Anastasia abre nesta segunda-feira, dia 12, o primeiro seminário da série “Minas do Futuro”, promovido pelas entidades doutrinárias e de formação política ligadas ao PSDB (Instituto Teotônio Vilela), PPS (Fundação Astrojildo Pereira), DEM (Fundação Liberdade e Cidadania) e PP (Fundação Milton Campos). O evento terá início às 19 horas, no auditório do PSDB/MG, à Rua Alvarenga Peixoto, 974 – 2º andar, em Belo Horizonte.

Esta série de discussões servirá de subsídios, além de ser a primeira ação, para a formulação do Programa de Governo do pré-candidato Antonio Anastasia. Os debates, que serão realizados ao longo dos meses de abril e junho – sempre às segundas-feiras, vão reunir o coordenador do Programa de Governo de Anastasia, professor Cláudio Beato, e especialistas de renome nacional. Na pauta estarão temas como desenvolvimento econômico, políticas sociais e infraestrutura.

O presidente da seção mineira do Instituto Teotônio Vilela (ITV/MG), deputado Marcus Pestana, adiantou que, além dos seminários “Minas do Futuro”, a ideia é que a população também participe do processo de construção do Programa de Governo, através do envio de sugestões pela internet. Serão organizados, ainda, grupos temáticos de trabalho, que vão se reunir entre os meses abril e outubro, sob a coordenação do professor Cláudio Beato.

O tema deste primeiro evento é “Perspectivas do Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais e o Papel do Governo do Estado” e vai reunir, como palestrantes, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Robson Andrade, e o presidente da Fundação João Pinheiro, Afonso Henriques Ferreira. Os debatedores serão os secretários de Estado de Desenvolvimento Econômico, Sérgio Barroso; de Agricultura, Gilman Viana, e de Ciência e Tecnologia, Alberto Portugal. O coordenador da Mesa será o deputado federal e presidente do PSDB de Minas, Narcio Rodrigues.

Confira, abaixo, programação dos seminários “Minas do Futuro”



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domingo, 11 de abril de 2010

Discurso de Aécio Neves no Encontro do PSDB, DEM e PPS que lançou a pré-candidatura de José Serra



Aécio Neves
Transcrição do discurso do ex-governador Aécio Neves no Encontro Nacional do PSDB, DEM e PPS (sem revisão)
Brasília, 10 de abril de 2010

Meu boa tarde a todas as companheiras, a todos os companheiros tucanos, do Democratas, do PPS e, em especial , aqueles que sem filiação partidária participam de um ato absolutamente definitivo para a história deste país. Eu começo as minhas palavras dizendo que mais que o lançamento ou o pré-lançamento de um candidato, nós estamos aqui, governador José Serra, reunidos para consagrar aquilo que eu dizia, e muitos de nós dizíamos ao longo dos últimos anos, que a unidade do PSDB era o mais vigoroso instrumento para que nós pudéssemos ver no Brasil de novo o governo que privilegiasse o mérito e o resultado.

Caminhei ao lado do governador José Serra durante todo o ano passado por toda a parte deste país. Discutimos ideias, apresentamos propostas. Mas em muitos destes encontros, dos quais muitos que estão aqui participaram, eu dizia sempre: nada haverá de nos afastar de nosso compromisso prioritário com os brasileiros. Isso passa, repito mais uma vez, pela nossa unidade. E no momento, em que no final de dezembro do ano passado, declarei-me não mais candidato do PSDB, eu dava o primeiro claro sinal de que estaria ao seu lado, governador José Serra, porque acima de projetos pessoais, legítimos que sejam, está o interesse maior de construirmos um Brasil diferente.

Hoje, portanto, em nome dos governadores que me dão o privilégio de aqui usar da palavra, quero dizer que estamos iniciando um grande embate. É preciso, principalmente nós que aqui estamos, saibamos que o PSDB e seus aliados estão, sim, preparados para o debate sobre o futuro desse país. Estamos preparados para o debate sobre o presente, mas, se quiserem, como alguns têm dito, vamos discutir e debater o nosso passado porque não há nada que nos envergonhe.

Companheiros e companheiras, ao contrário do que muitos querem permanentemente fazer crer, o Brasil não foi descoberto em 2003. Os avanços que hoje ocorrem, e eu reconheço, no Brasil vieram a partir da luta e do trabalho de muitos democratas que hoje estão aqui participando deste ato. Ao PT, partido o qual disputaremos principalmente estas eleições, também não é lícito julgar que a sua história se resume aos 8 anos de governo do presidente Lula. A história do PT vem de longe e vamos, portanto, a este debate. Porque se o Brasil é hoje um Brasil melhor foi porque em 1985, ainda sem fundarmos o PSDB, todos que estamos aqui estivemos ao lado do presidente Tancredo Neves para reconstruirmos a democracia. Eles não. A ele negaram o seu voto porque o projeto partidário para eles era e sempre foi prioritário.

O tempo passou. Tivemos a Constituição, uma discussão extremamente complexa. Aprovamos na Constituinte de 88 a nova Constituição brasileira. Mais uma vez eles a negaram através de suas mais eloquentes vozes.

Passou-se o tempo, um presidente foi afastado do governo por impeachment. O Brasil ainda fragilizado na sua tenra democracia. Assume o governo um grande brasileiro, meu ilustre conterrâneo Itamar Franco, que convocava as forças de bem deste país para que lhe dessem sustentação naquele processo de transição. Lembra-se bem nosso presidente Fernando Henrique, nosso maior líder, nós estivemos lá, ao lado do presidente Itamar. Eles mais uma vez não, porque o projeto partidário sempre foi prioritário.

O tempo passou. Veio o governo do presidente Fernando Henrique. E aí a mais fecunda e profunda transformação na vida dos brasileiros e, principalmente, dos brasileiros mais pobres, que foi o Plano Real com o fim da inflação. Nós estivemos lá ao seu lado garantindo a estabilidade da economia. Eles mais uma vez não. Negaram seu voto a estabilidade econômica.

O Brasil se modernizou. Veio a Lei da Responsabilidade Fiscal, o mais importante marco da administração pública moderna. Nós a compreendemos e votamos a favor dela. Eles mais uma vez não. Modernizamos, sob o comando do presidente Fernando Henrique, a economia brasileira. Privatizamos, sim, setores que precisavam ser privatizados, como a telefonia, como a siderurgia. E eles, mais uma vez, não. Negaram espaço a eficiência.

Lembro-me, presidente Fernando Henrique, da luta, do trabalho, da obstinação de dona Ruth Cardoso ao construir uma nova proposta de transferência de renda para os mais pobres, partindo absolutamente do nada. Criando cadastros que não existiam; o início do programa de transferência de renda que tiveram o nosso apoio. Mas o deles não, porque não era deles a proposta. Portanto, presidente Fernando Henrique, governador José Serra, companheiro Rodrigo Maia, companheiro Roberto Freire, amigos e amigas. É preciso que nós possamos visitar a fundo a nossa história, porque a partir do conhecimento de nossa história que os brasileiros vão escolher o seu futuro. Vem, portanto, o rodízio natural do poder, natural e saudável na democracia. Assume o presidente Lula. E eu quero aqui de público, frente a frente com meus companheiros, reconhecer virtudes do presidente Lula. Mas uma, uma acima de todas as outras: ele manteve absolutamente inalterada a política econômica do presidente FHC. Teve a responsabilidade de avalizar aquilo que de bom foi feito neste país. E é ele, mais do que ninguém, que avaliza o governo de V.Exª

Portanto, eu venho aqui hoje dizer aos tucanos e às tucanas, aos democratas, aos companheiros do PPS: não teremos uma travessia fácil pela frente. Mas quero dizer, agora diretamente a V.Exª., ao amigo, companheiro José Serra, a partir desse dia de hoje, a sua voz será a nossa voz, das montanhas de Minas ao Nordeste deste país. Ao Sul, ao Centro-Oeste, ao Norte. Cada um de nós haverá de ecoar as suas propostas para dizermos de forma definitiva que queremos um governo que avance mais, que faça menos propaganda e que trabalhe, sim, não para que o governo esteja a serviço de um partido político. Mas, ao contrário, os partidos políticos estejam a serviço de um país.

Hoje é um dia de enorme alegria. Venho com o coração cheio de esperança, governador José Serra, porque tenho a convicção de que passo a passo, com a história que nós construímos e que nos credencia a dizermos que se o Brasil hoje é muito melhor – e ele é, é porque nós tivemos em todos os momentos a grandeza de colocar os interesses nacionais acima dos interesses individuais ou partidários e mesmo recentemente fizemos isto.

Portanto, é hora do trabalho. Não do trabalho formal e protocolar. Do trabalho daqueles que acreditam que é possível fazer deste país um país muito maior. Fazermos uma rápida inserção na comunidade dos países desenvolvidos. Com a experiência dos nossos governos, com a seriedade e a responsabilidade de nossos gestores. Ninguém tem proposta melhor para este país do que o companheiro José Serra. E ao seu lado eu estarei , a partir de Minas Gerais, das montanhas de Minas, para ao seu lado – onde seja convocado, governador José Serra – fazer com que sua voz possa ecoar por todo o país. E aqui de público, para que esse simbolismo marque o encerramento deste encontro, após a fala de V.Exª. de público, quero convidá-lo governador José Serra , para que inicie a sua peregrinação pelas terras mineiras, para que os exemplos dos nossos grandes homens públicos possam inspirá-lo cada vez mais. E as nossas montanhas de ferro possam lhe dar forças para essa caminhada, que não será fácil, mas será uma caminhada vitoriosa porque ao seu lado estará homens e mulheres que acreditam na administração pública, não como instrumento de valorização de uma facção, mas como instrumento da realização dos anseios e dos sonhos de milhões de brasileiros.

Hoje Minas aqui está, presente e de pé, para dizer que a partir deste momento o candidato de Minas é o governador José Serra, pois ele encarna os melhores valores e os melhores princípios que conduziram o Brasil até aqui. Com generosidade, com amor ao Brasil até a vitória da decência e do trabalho. Até a vitória de José Serra presidente da República.

PSDB lança Serra como pré-candidato à Presidência




O PSDB lançou neste sábado em Brasília o ex-governador de São Paulo José Serra pré-candidato do partido à Presidência da República.

O espaço no auditório ficou pequeno para receber os militantes que vieram de diferentes pontos do país.

O ex-governador de São Paulo chegou acompanhado de aliados. Como o presidente do Democratas, Rodrigo Maia, e o presidente do PPS, Roberto Freire. Coube exatamente a eles fazer as críticas mais duras contra o atual governo e o PT.

Já o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso relembrou a trajetória política de José Serra e elogiou o ex-governador.

“Serra é o construtor do futuro. Essas qualidades não são natas. Vão se formando. Serra construiu a sua condição de líder”, diz o ex-presidente.

Enquanto Fernando Henrique discursava, chegava ao auditório o ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves. Aécio foi saudado pela platéia com o vice na chapa de serra.

Aécio fez críticas à trajetória do PT, afirmando que, no passado, o partido recusou apoio à eleição de Tancredo Neves, ao governo Itamar Franco, ao Plano Real e aos programas sociais, Aécio prometeu fazer campanha para o companheiro de partido.

“Quero dizer agora diretamente a vossa excelência, ao amigo, companheiro José Serra, a partir desse dia de hoje a sua voz será a nossa voz, das montanhas de Minas ao Nordeste desse país, ao Sul, ao Centro-Oeste, ao Norte, cada um de nós ouvirá de agora as suas propostas para dizermos de forma definitiva que queremos um governo que avance mais”, diz Aécio.

José Serra foi o último a falar. Reconheceu os avanços conquistados pelo país. Mas ressaltou: eles são resultado não de um governo só. E sim de 25 anos de estabilidade democrática. Adiantou também as prioridades do programa de governo.

Austeridade nos gastos públicos; melhoria da qualidade de ensino e do sistema de saúde.
Desenvolvimento econômico com equilíbrio ambiental. Liberdade de imprensa como condição para a democracia.

No discurso de quase uma hora, ao lembrar a infância pobre, disse que seu pai carregava caixas de frutas para que ele, um dia, pudesse carregar caixas de livros. E que isso marcou sua crença de que todos devem ter oportunidades.

“O Brasil não tem dono. O Brasil pertence aos brasileiros que trabalham; aos brasileiros que estudam; aos brasileiros que querem subir na vida; aos brasileiros que acreditam no esforço; aos brasileiros que não se deixam corromper; aos brasileiros que não toleram os malfeitos.”

E, várias vezes, enfatizou que o Brasil pode avançar mais com a união de todos os brasileiros.

“De mim, ninguém deve esperar que estimule disputas de pobres contra ricos, ou de ricos contra pobres. Eu quero todos, lado a lado, na solidariedade necessária à construção de um país justo, que seja realmente de todos. Quero ser o presidente da união. Vamos juntos, brasileiros e brasileiras, porque o Brasil pode mais”.

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, contestou as críticas do ex-governador Aécio Neves. Disse que o Partido dos Trabalhadores teve uma postura decisiva na conquista da democracia no país.

Até agora, além de José Serra, do PSDB, e de Dilma Roussef, do PT, Marina Silva também tem a pré-candidatura à Presidência da República aprovada pelo PV. Ciro Gomes pleiteia ser candidato pelo PSB, mas ainda depende da aprovação do partido.

Fonte: JN

quinta-feira, 8 de abril de 2010

DILMA NO TÚMULO DE TANCREDO: FINALMENTE, O LOBO EM PELE DE CORDEIRO


A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, tenta desesperadamente chamar a atenção. A iniciativa mais recente, de fato, é de lascar. Em seu périplo mineiro, decidiu botar flores no túmulo de Tancredo Neves. Segundo ela, o presidente Lula realizou o sonho do mineiro eleito presidente, mas que não chegou a tomar posse. Pouco importa de que lado se esteja da peleja, pouco importa a torcida, o fato é que o gesto é de uma impostura fabulosa.

A oposição divulgou uma nota em que acusou Dilma de “encenação” e “prática eleitoreira”. É um pouco mais: trata-se de uma farsa, porém exercida com método.

O PT combateu ferozmente Tancredo Neves e se negou a participar da votação no Colégio Eleitoral, que era, àquela altura, o único caminho possível para evitar a eleição de um presidente ainda indicado pelo Regime Militar. Sem a união do PMDB com o grupo de dissidentes do PDS – Frente Liberal, que seria o núcleo do futuro Partido da Frente Liberal (PFL) -, Paulo Maluf teria sido eleito presidente da República.

ATENÇÃO! Não é que o PT tenha apenas de oposto oficialmente à participação no Colégio e pronto! Ele expulsou 3 de seus então 8 deputados que contrariaram a orientação e decidiram votar em Tancredo: Beth Mendes, José Eudes e Airton Soares. Isto mesmo: expulsou, botou na rua, não quis mais saber, jogo-os aos leões. Foram tachados de “traidores”. Por quê? Porque, segundo os petistas, tudo não teria passado de uma tramóia para fazer a transição negociada. Tramóia? A emenda das Diretas tinha sido derrotada pelo Congresso.

Este é o PT. Construiu-se depredando reputações, dizendo um “não” sistemático a todas as tentativas honestas – as atrapalhadas e as boas, tanto fazia – de melhorar o Brasil que não estivessem sob o seu controle e sob o seu comando.

E vejam que coisa fabulosa: José Sarney, indicado pela Frente Liberal para ser o vice de Tancredo, acabou assumindo a Presidência. Os petistas lhe fizeram oposição ferrenha – num momento em que, vá lá, ele estava do lado que fazia avançar a democracia. O PT só se uniu a Sarney em 2002, quando ele estava de volta a seu nicho original, o coronelismo mais atrasado, ecoando o patrimonialismo mais primitivo.

Não foi só o Colégio Eleitoral que o PT sabotou não:

- tachou a Constituinte e a Constituição de tramóia das elites; o partido se negou a homologar o texto numa solenidade simbólica de adesão do Congresso á Carta Magna. Lula esteve entre os parlamentares constituintes mais relapsos. Dizia abertamente que aquilo não servia pra nada; que era a Casa dos 300 picaretas;- quando Collor renunciou, e Itamar Franco assumiu a Presidência, o país chegara a uma espécie de grau zero da legalidade. O PT se negou a participar do governo porque as pesquisas indicavam que Lula era o favorito para sucedê-lo. Cumpria, pois, ficar na oposição, malhando o governo;

- o PT expulsou Luíza Erundina, que aceitou ser ministra do presidente Itamar Franco;

- o PT se opôs ferrenhamente ao Plano Real e sustentava que ele era contra os trabalhadores;

- o PT se opôs ao programa de reestruturação de bancos - para o partido, nada além de mamata para banqueiros.

O Proer é a base da solidez do sistema bancário brasileiro, que resistiu muito bem à crise global;

- o PT se opôs ao programa de reestruturação dos bancos estaduais, fonte permanente de desastres para os estados;

- o PT se opôs às privatizações, que retiraram o país da taba;

- o PT se opôs às reformas constitucionais, parte delas apresentada pelo próprio partido em 2003;

- o PT recorreu ao Supremo contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, que Palocci passou a considerar “inegociável ” e “intocável” só a partir de 1º de janeiro de 2003;

- hoje, o PT sabota o programa de reestruturação da educação e da saúde em São Paulo.

Volto a TancredoA homenagem a Tancredo, com 25 anos de atraso, é a expressão de um método, além de ser ato do mais rasteiro eleitoralismo. O partido, costumo dizer, instituiu o presente eterno na política. Pouco importa o que tenha feito, sempre estará a defender o seu ato mais recente, como se a história não existisse. Sim, partidos podem mudar de rumo. O Trabalhista, da Inglaterra, dizia-se marxista e socializante. Antes da ascensão de Tony Blair, houve por bem rever os seus conceitos. Não chegou a ser um mea-culpa. Foi uma revisão: “Estamos errados; não podemos mais pensar isso”. E mudaram seus estatutos e sua prática.

O PT não revê coisa nenhuma. Sua teoria é outra e já foi exemplarmente exposta por Lula. Trata-se, como ele revelou numa entrevista concedida ainda em 2003, da Teoria da Bravata. Ele acha normal que um partido defenda uma coisa quando está na oposição e o seu oposto quando está na situação.

Essa postura é de tal sorte escandalosa que, no debate sobre a reforma da Previdência que Lula decidiu fazer em 2003 (depois de tê-la atacado severamente no governo FHC), os deputados federais do partido defendiam a proposta para os servidores da Unhião, mas os deputados estaduais de São Paulo se opunham a texto idêntico para os funcionários do Estado. Afinal, o partido era governo no Brasil, mas era oposição em São Paulo.

Para ficar na zoologia dilmística, vemos agora a petista posar (Emir Sader escreveria “pousar”) de cordeiro no túmulo de Tancredo, embora o partido tenha sido o lobo de todos os que lutaram, antes dele, para fazer um país melhor.


quarta-feira, 7 de abril de 2010

Governador Anastasia e prefeito Lacerda avaliam obras para a Copa do Mundo

Governador Antonio Anastasia elogiou o plano estratégico de gerenciamento



BELO HORIZONTE (07/04/10) - O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, garantiu, nesta quarta-feira (7), que os projetos de infraestrutura e urbanização desenvolvidos para a Copa do Mundo pelo Governo de Minas e pela Prefeitura de Belo Horizonte estão dentro do cronograma previsto. Antonio Anastasia elogiou o plano estratégico de gerenciamento que o prefeito Marcio Lacerda implantou, após reunião na sede da Prefeitura de Belo Horizonte.

Os investimentos visando a Copa do Mundo de 2014, segundo o governador, estão garantidos, inclusive para a construção do novo viaduto da avenida Abraão Caran.

“Nós temos dito, felizmente, que Minas Gerais, e Belo Horizonte, em especial, é a sede da Copa do Mundo que está com o seu cronograma mais em dia, não só a questão do Mineirão, mas a infraestrutura. A avenida Antônio Carlos está praticamente concluída. Os viadutos serão concluídos em mais 60 dias. Foi iniciado ainda pelo governador Aécio Neves e pelo prefeito Marcio o novo viaduto da avenida Abraão Caran, que é importantíssimo para o Mineirão. Agora, a prefeitura vai se desdobrar na questão também da avenida Pedro I. A questão do aeroporto vai se consolidando. Ou seja, nós estamos com o cronograma adequado e muito otimistas de que vamos ter condições de colocar Belo Horizonte como a abertura da Copa do Mundo”, disse o governador.

O prefeito Marcio Lacerda frisou que a parceria entre o Governo de Minas e a Prefeitura de Belo Horizonte tem permitido que essas obras avancem dentro do cronograma previsto.

Ajuda ao governo do Rio de Janeiro

Ao ser questionado durante entrevista sobre a possibilidade de apoio de Minas ao estado do Rio de Janeiro, o governador Antonio Anastasia informou que conversou no fim da tarde dessa terça-feira (6), por telefone, com o governador Sérgio Cabral manifestando solidariedade e colocando a Defesa Civil do Estado à disposição para ajudar às vítimas das fortes chuvas que afetam o estado fluminense.

“Eu falei por telefone com o governador Sergio Cabral, não só manifestando a solidariedade do povo de Minas, mas colocando-nos às ordens, se houver necessidade de algum tipo de apoio por parte da nossa Defesa Civil do Estado”, disse Antonio Anastasia.

O governador afirmou que, se solicitado algum tipo de suporte o Governo de Minas prontamente atenderá, como já ocorreu em relação a outros estados e até países, inclusive enviando equipes da Defesa Civil, como aconteceu quando das chuvas em Santa Catarina e do terremoto no Haiti.

Antonio Anastasia afirmou que em Belo Horizonte obras preventivas, como as de contenção de encostas, têm tornado a cidade melhor aparelhada para enfrentar fortes chuvas.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Roberto Tross: Projeto de culinária Chefs do Amanhã abre vagas para jovens em Belo Horizonte


Roberto Tross: coordenador Especial da Juventude

BELO HORIZONTE (06/04/10) - O coordenador Especial da Juventude Roberto Tross, da Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude (Seej),anuncia que está com vagas abertas para jovens de 15 a 29 anos no curso de culinária Chefs do Amanhã. As aulas acontecerão em Belo Horizonte, nas cozinhas experimentais do Mercado Central, no Centro de Belo Horizonte, e do Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), na rua Belém, nº 40, bairro Esplanada.

No CMRR ainda há vagas para a próxima turma que inicia os trabalhos nesta sexta-feira (9). No Mercado Central, o curso terá início no dia 17. Cada turma, formada por 25 alunos, terá aula uma vez por semana, com duração de quatro horas. A primeira aula será teórica e as outras três práticas, num total de 16 horas/aula. A oficina é de graça e os jovens receberão touca, avental e apostila com os pratos que serão preparados. Por mês, até junho, o Chefs do Amanhã disponibilizará 75 vagas, sendo 50 para o CMRR e 25 para o Mercado Central.

Durante a qualificação, que será ministrada por instrutores da Associação Brasileira de Gastronomia (Arborea), os jovens aprenderão técnicas de manipulação e congelamento, noções de higiene e conservação de alimentos. Dentre os pratos preparados, esfiha e sorvete de inhame, pão de casca de abóbora, pé de moleque de sementes, geleia de casca de abacaxi e salpicão da casca de melancia. Tudo baseado em consumo consciente para diminuir ao máximo a geração de resíduos sólidos.

A proposta é a de que, após participarem do curso, os jovens estejam preparados para atuar no mercado de trabalho como aprendiz de cozinheiro e também se transformem em multiplicadores da experiência na família, na escola e na comunidade.

O Chefs do Amanhã é resultado da parceria da Seej, com o Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), o Centro Mineiro de Referência em Resíduos e o Mercado Central.

O projeto teve inicio em 2008 e já capacitou 980 jovens e professores da rede estadual de ensino. A expectativa é que, em 2010, 600 jovens sejam beneficiados.

Escolas públicas interessadas em inscrever seus alunos podem verificar a possibilidade de realizar o curso em turmas fechadas. Elas serão realizadas no Centro Mineiro de Referência em Resíduos. Nesse caso, será oferecido transporte gratuito.

Fonte: Agência Minas

Governador Antonio Anastasia anuncia obras de infraestrutura no Noroeste mineiro


PARACATU (06/04/10) - Em sua primeira viagem pelo interior de Minas Gerias como governador do Estado, Antonio Anastasia esteve em Paracatu, região Noroeste do Estado, nesta terça-feira (6). Ele anunciou que o projeto executivo para a pavimentação da LMG-690, estrada que liga o município à Brasilândia de Minas, passando por Entre Ribeiros - uma reivindicação histórica da região -, está praticamente concluído e que espera ainda em seu mandato assinar a autorização para licitação da obra.

O governador também anunciou a assinatura do convênio com a Prefeitura de Paracatu para a construção de um Ginásio Poliesportivo. O convênio será firmado ainda neste mês, em Belo Horizonte, e contará com recursos de R$ 1,8 milhão do Tesouro do Estado. Antonio Anastasia participou da inauguração da sede da Associação dos Municípios da Microrregião do Noroeste Mineiro (Amnor) e entregou uma viatura rural, que irá reforçar o patrulhamento da Polícia Militar na área rural de Paracatu.

“Pretendo assinar, ainda neste ano, o edital de licitação da obra de asfaltamento da LMG-690. O projeto já está sendo concluído e, em breve, teremos mais esta ligação pavimentada”, disse.

O governador ressaltou que esta estrada está incluída no programa Ligações Faltantes, continuidade do Proacesso e do ProMG, que irá pavimentar as rodovias que fazem as ligações entre regiões ou cidades importantes do ponto de vista econômico.

“O Noroeste mineiro é uma das regiões mais férteis não só de Minas como do Brasil, com destaque para o agronegócio, por isso a importância de melhorarmos a infraestrutura das estradas”, destacou.

Segurança

O governador Anastasia também enfatizou a relevância de investimentos nas áreas de esporte e lazer, com a construção do Ginásio Poliesportivo de Paracatu, além da atenção dada à segurança pública com a entrega da viatura à Polícia Militar.

“Paracatu possui uma área rural extensa e é uma região de fronteira, por isso deve ser muito bem acompanhada em termos de policiamento. A entrega desta viatura faz parte de um processo de melhoria constante da segurança pública dos municípios mineiros”, disse. A chave da viatura rural foi entregue pelo governador Anastasia ao coronel Geraldo Donizete Luciano, comandante da 16ª Região da Polícia Militar.

Amnor

Ao participar da inauguração da sede da Associação dos Municípios da Microrregião do Noroeste Mineiro (Amnor), o governador lembrou a força do associativismo municipal em Minas Gerais e destacou a importância da parceria entre o Governo de Minas e as diversas associações de municípios.

“Nós lançamos, no ano passado, um programa de apoio em que distribuímos recursos de R$ 42 milhões para as 42 associações mineiras. Aqui, a Amnor é muito atuante e possui muita força. Os municípios do Noroeste são distantes um do outro sob o ponto de vista geográfico, mas são muito próximos em termos de cooperação e integração e isso é muito positivo. Estou aqui, em Paracatu, para prestigiar a associação e parabenizá-la pela conquista da nova sede”, ressaltou.

De acordo com o prefeito de Paracatu e também presidente da Amnor, Vasco Praça Filho, a Associação consolida, a cada dia, o processo de união dos municípios do Noroeste mineiro.

“Agradecemos ao Governo de Minas pelo constante apoio e pelos projetos que moldaram o desenvolvimento de Minas, além da atenção dada às demandas dos nossos municípios”, disse.

A sede da Associação dos Municípios da Microrregião Noroeste de Minas (Amnor) começou a ser construída no final de 2008 e recebeu investimentos de R$ 360 mil, provenientes do caixa da Amnor. Fundada em 13 de maio de 1976, a Amnor é composta, hoje, por 17 municípios: Arinos, Bonfinópolis de Minas, Brasilândia de Minas, Buritis, Cabeceira Grande, Dom Bosco, Formoso, Guarda-Mor, João Pinheiro, Lagoa Grande, Natalândia de Minas, Riachinho, Unaí, Uruana de Minas, Vazante e Urucuia, além de Paracatu.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Governador Anastasia preside primeira reunião com secretariado

BELO HORIZONTE (05/04/10) - O governador Antonio Anastasia presidiu, nesta segunda-feira (5), no Palácio Tiradentes, na Cidade Administrativa, a primeira reunião com o conjunto dos secretários de Estado, presidentes de autarquias e empresas estatais desde que assumiu o Governo de Minas, no último dia 31 de março. No encontro de trabalho foi definido o cronograma de ações e o acompanhamento das metas estabelecidas para 2010 em cada área de atuação do governo. O governador destacou programas da educação, saúde e infraestrutura.

Segundo Antonio Anastasia, o objetivo foi avançar em relação a última reunião realizada com o secretariado, no dia 25 de março, quando o ex-governador Aécio Neves coordenou o balanço dos programas desenvolvidos no período entre 2003 e 2009.

“Vamos dar continuidade plena a aquilo que já estava sendo realizado. Reunimos o secretariado, gerentes das empresas, subsecretários, representantes das autarquias e fundações com o objetivo de estabelecer exatamente quais são esses passos de maneira muito objetiva e responsável, mostrando as questões de ordem orçamentária, de ordem financeira, as questões procedimentais, então foi feita uma reunião bastante prática com cada área recebendo mais uma vez as suas metas e as nossas recomendações de sequência do trabalho”, afirmou o governador, em entrevista.

Prioridades

Entre as prioridades fixadas, Anastasia destacou a expansão do Programa de Ensino Profissional (PEP), que no ano passado atendeu quase 100 mil jovens mineiros e até o final de 2010 deverá beneficiar 130 mil alunos. Ele também citou a consolidação do Pro-Hosp, programa que está destinando recursos para equipar e melhorar a qualidade do atendimento nos hospitais que atendem pelo SUS no Estado.

“Temos pilares em cada uma das áreas. Nós passamos aqui, secretaria por secretaria e demonstramos o que há de mais importante, na educação, na saúde, na segurança, no meio ambiente, na cultura. Na educação, por exemplo, temos a questão do Programa de Ensino Profissional”, disse o governador. E completou: “Na questão da saúde pública, a questão do nosso Pro-Hosp, que é a interiorização e a regionalização dos nossos hospitais.”

Outra prioridade é a conclusão do Proacesso, programa que está ligando por asfalto 224 municípios que ainda não contavam com esse benefício. Desse total, 145 já estão finalizados. Segundo o secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas, Fuad Noman, o Proacesso é um dos maiores programas sociais do Governo de Minas.

“É um programa que leva para todas as cidades o asfalto e junto com o asfalto o desenvolvimento, melhoria da renda, melhoria da educação. Por isso, ele é vitrine, é um programa que atinge a plenitude da população da região atendida”, disse Fuad Noman.

Gestão de qualidade

Anastasia afirmou que a gestão pública de qualidade, marcada pelo planejamento das ações e a destinação correta dos recursos públicos também é prioridade do Governo de Minas.

“Durante esses anos todos, Minas Gerais se marcou por ser um estado muito bem planejado e cujas metas alcançadas foram referendadas pelo Banco Mundial. Tornou-se um caso mundial, um exemplo mundial da boa gestão pública. Então, nós vamos dar continuidade a isto e os secretários estão muito empenhados e motivados”, disse ele.

O governador convocou secretários, presidentes das estatais e autarquias a seguir desenvolvendo ações e programas que visam melhorar a qualidade de vida dos mineiros com firmeza e responsabilidade.

“O mais relevante de tudo que foi feito nos últimos sete anos, de toda revolução em curso no Estado de Minas Gerais é o patrimônio moral, é a lisura e a ética que fizeram esse governo ter credibilidade dentro e fora do país. Vamos continuar trabalhando com firmeza e responsabilidade para concluirmos bem esse ano e mostrarmos para a população que avançamos muito”, disse o governador.

Recursos garantidos

De acordo com Anastasia, os recursos para obras e ações a serem desenvolvidas estão garantidos no orçamento de 2010. Ele afirmou também que todas as ações terão acompanhamento, através de reuniões periódicas que serão realizadas com o secretariado, para garantir o cumprimento dos prazos estabelecidos.

“Com referência ao acompanhamento, é periódico, já marquei uma nova reunião para o mês de junho. Vamos fazer essas reuniões de três em três meses para acompanhar isso. Sem prejuízo das reuniões dos comitês, que são aqueles grupos menores que reunimos em relação a alguns assuntos. Hoje pela manhã mesmo presidi uma reunião de comitê e isso vai continuar. Volto a dizer, é o chamado gerenciamento intensivo, que marca positivamente o nosso governo”, disse Anastasia.

Fundação Clóvis Salgado abre temporada 2010 do Terças Poéticas


Nesta terça-feira (6), os jardins internos do Palácio das Artes recebem a primeira edição do ano do projeto Terças Poéticas. Para abrir a temporada 2010, o projeto se uniu ao Instituto Cervantes para apresentar a performance inédita do espanhol Doménico Chiappe. Às 18h30, o poeta das imagens, como Chiappe é conhecido, divide o palco com o mineiro Marcelo Costa Baiotto. A entrada é franca.

Em 2010, quando o projeto completa cinco anos de existência, o Terças Poéticas vai fazer ainda homenagens aos poetas e escritores da literatura brasileira que deram nomes aos viadutos da Linha Verde. Na edição de estreia do projeto este ano, referências a Carlos Drummond de Andrade, Henriqueta Lisboa e Abgar Renault.

Somente no último ano foram mais de 30 apresentações de poetas consagrados no terças Poéticas, como Afonso Ramos de Sant’Anna e os músicos Márcio e Telo Borges. O palco montado nos jardins internos recebeu também os mineiros classificados pelo edital lançado em 2009: Hudson Carlos de Oliveira (Ice Band), Brenda Marques Pena, Eder Rodrigues, entre outros. Além de declamar as próprias poesias, todos os convidados homenagearam nomes que fazem parte da história da literatura. Em 2009, foram reunidas mais de três mil pessoas nas apresentações do projeto.

Para o coordenador do projeto, Wilmar Silva, com a expansão nacional e internacional do projeto Terças Poéticas, a poesia de Minas Gerais se coloca em diálogo frontal com autores do Brasil e do exterior, realizando as mais diferentes experiências de linguagens poéticas nos jardins internos do Palácio das Artes. Wilmar adianta que em 2010 será lançado mais um edital para seleção de novos poetas mineiros, além de um livro com obras e biografias dos artistas que já passaram pelo projeto.


sábado, 3 de abril de 2010

Aécio Neves: “Tenho orgulho de ser político”

O tucano Aécio Neves confirma que concorrerá ao Senado,
aponta as maiores fragilidades do discurso petista e diz
que é vital recuperar a dignidade da atividade política

"É preciso implantar a meritocracia
na administração federal, e o PT
simplesmente não quer, não sabe
e não pode fazê-lo"

Em obediência à lei eleitoral que requer a desincompatibilização de políticos em posições executivas que pretendem concorrer nas próximas eleições, o ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, de 50 anos recém-completados, passou, na última semana, o cargo a seu vice, Antonio Anastasia. Aécio saiu com 92% de aprovação da população mineira. A marca impressionante é resultado da administração de um governador que apostou tudo na meritocracia e, com ela, melhorou bastante todos os indicadores sociais, econômicos e educacionais do seu estado. Essa quase unanimidade em um colégio eleitoral de 14 milhões de votos faz dele o vice dos sonhos do candidato do PSDB ao Planalto, o governador paulista José Serra. Mas Aécio acredita que ajuda mais como candidato ao Senado por Minas Gerais. Disse Aécio a VEJA: “A aprovação do meu governo é a prova maior de que os resultados de uma gestão eficiente se impõem sobre o messianismo da era Lula”.

A que exatamente a população deu a aprovação de 92%?
As pessoas sabem o que é bom para elas, sua família, sua cidade, seu estado e seu país. A aprovação vem naturalmente quando elas percebem que a ação do governo está produzindo professores que ensinam, alunos que aprendem, policiais que diminuem o número de crimes e postos de saúde que funcionam. Quando você faz um choque de gestão e entrega bons
resultados ano após ano, não há politicagem que atrapalhe a percepção de melhora por parte da população. Quem tem 92% de aprovação está sendo bem avaliado por todo tipo de eleitor, até entre os petistas.

Os eleitores entendem o conceito de “choque de gestão”?
Quase todo mundo percebe quando a política está sendo exercida como uma atividade nobre, sem mesquinharias, com transparência e produzindo resultados práticos positivos. A política, em si, é a mais digna das atividades que um cidadão possa exercer. Os gregos diziam que a política é a amizade entre vizinhos. Quando traduzimos para hoje, estamos falando de estados, municípios e da capacidade de construir, a partir de alianças, o bem comum. Vou lutar por reformas que possam tornar a política de novo atraente para as pessoas de bem, que façam dessa atividade, hoje vista com suspeita, um trabalho empenhado na elevação dos padrões materiais, sociais e culturais da maioria. É assim que vamos empurrar os piores para fora do espaço político. Não existe vácuo em política. Se os bons não ocuparem espaço, os ruins o farão.

A máquina do serviço público é historicamente pouco eficiente. Como o senhor fez para mudar essa realidade?
Nós estabelecemos metas para todos os servidores, dos professores aos policiais. E 100% deles passaram a receber uma remuneração extra sempre que atingissem as metas acordadas. O governo começou a funcionar como se fosse uma empresa. Os resultados apareceram com uma rapidez impressionante. A mortalidade infantil em Minas caiu mais do que em qualquer outro estado, a desnutrição infantil das regiões mais pobres chegou perto do patamar das regiões mais ricas, todas as cidades do estado agora são ligadas por asfalto, a energia elétrica foi levada a todas as comunidades rurais e mesmo as mais pobres passaram a ter saneamento. Na segurança pública conseguimos avanços notáveis com a efetiva diminuição de todos os tipos de crime.

O desafio do PT sobre comparação de resultados de governos, então, lhe conviria?
Gostaria muito de contrapor os resultados obtidos pela implantação da meritocracia com o messianismo daqueles que apenas fazem promessas e propagam a própria bondade. Quando você estabelece instrumentos de controle e consegue medir os resultados das ações de governo, você espanta os pregadores messiânicos. Eles fogem das comparações. Mas para ter resultados é preciso que se viva sob um sistema meritocrático. Isso significa que as pessoas da máquina estatal têm de ser qualificadas, e não simplesmente filiadas ao partido político. O aparelhamento do estado que vemos no governo federal é um mal que precisa ser
erradicado.

Quais são as chances de o senhor ser candidato a vice-presidente da República na chapa de José Serra?
Serei candidato ao Senado. Eu tenho a convicção de que a melhor forma de ajudar na vitória do candidato do meu partido, o governador José Serra, é fazer nossa campanha em Minas Gerais. Eu respeito, mas divirjo da análise de que a minha presença na chapa garantiria um resultado positivo para o governador Serra. Isso não é verdade. Talvez criasse um fato político efêmero, que duraria alguns dias, mas logo ficaria claro que, no Brasil, não se vota em candidato a vice-presidente.

Nas últimas eleições, quem venceu em Minas venceu também a eleição presidencial. Acontecerá o mesmo neste ano?
Espero que sim, e acho que o governador Serra tem todas as condições para vencer em Minas Gerais e no Brasil. Eu vou me esforçar para ajudá-lo, repito, porque tenho um compromisso com o país que está acima de qualquer projeto pessoal. Esse compromisso inclui trabalhar para encerrar o ciclo de governo petista. Lula teve muitas virtudes. A primeira delas, aliás, foi não alterar a política econômica do PSDB. Ele fez bons programas sociais? Claro, é um fato. Mas o desafio agora é fazer o Brasil avançar muito mais, e é isso que nosso presidente fará.

A ministra Dilma Rousseff, candidata do PT ao Planalto, tem dito que o presidente Lula reinventou o país. Esse é um exemplo de discurso messiânico?
Sem dúvida. Se um extraterrestre pousasse sua nave no Brasil e ficasse por aqui durante uma semana sem conversar com ninguém, só vendo televisão, ele acharia que o Brasil foi descoberto em 2003 e que tudo o que existe de bom foi feito pelas pessoas que estão no governo atual. Os brasileiros sabem que isso é um discurso vazio. Não teria havido o governo do presidente Lula se não tivesse havido, antes, os governos do presidente Fernando Henrique e do presidente Itamar Franco. Sem o alicerce do Plano Real, nada poderia ter sido construído.

A ministra Dilma cresceu nas pesquisas e viabilizou-se como candidata competitiva. Isso preocupa o PSDB?
A ministra Dilma chegou ao piso esperado para um candidato do PT, qualquer que fosse ele. A partir de agora, ela terá de contar com a capacidade do presidente Lula de lhe transferir votos. Mas o confronto olho no olho com o governador Serra vai ser muito difícil para ela.

Na sua opinião, como será o tom da campanha presidencial?
Acho que, em primeiro lugar, a candidata Dilma terá de explicar logo como será sua relação com seu próprio partido, o PT, em um eventual governo. O PT tem dificuldades históricas de ter uma posição generosa em favor do Brasil. Quando a prioridade do Brasil era a retomada da democracia, o PT negou-se a estar no Colégio Eleitoral e votar no presidente Tancredo Neves. O PT chegou a expulsar aqueles poucos integrantes que contrariaram o partido. Prevaleceu uma visão política tacanha, e não o objetivo maior que tinha de ser alcançado naquele momento. Se dependesse do partido, talvez Paulo Maluf tivesse sido eleito presidente pelo Colégio Eleitoral. Ao final da Constituinte, o PT recusou-se a assinar a Carta. Quando o presidente Itamar Franco assumiu o governo, em um momento delicado, de instabilidade, e o PT foi convocado a participar do esforço de união nacional, novamente se negou, sob a argumentação de que não faria alianças que não condiziam com a sua história. Se prevalecesse a posição do PT, nós não teríamos a estabilidade econômica, porque o partido votou contra o Plano Real. O presidente Lula, com sua autoridade, impediu que o partido desse outros passos errados quando chegou ao governo. Mas o que esperar de um governo do PT sem o presidente Lula?

Qual é o seu palpite?
Eu acho que, pelo fato de a ministra Dilma nunca ter ocupado um cargo eletivo, há uma grande incógnita. Caberá a ela responder, durante a campanha, a essa incógnita. Dar demonstrações de que não haverá retrocessos, de que as conquistas democráticas são definitivas. A ministra precisa dizer de forma muito clara ao Brasil qual será a participação em seu governo desse PT que prega a reestatização, que defende uma política externa meramente ideológica, que faz gestos muitos vigorosos no sentido de coibir a liberdade de expressão.

E o PSDB, falará de quê?
Nosso maior tema será lembrar aos brasileiros que somos a matriz de todos os avanços sociais e econômicos do Brasil contemporâneo. Nós temos legitimidade para dizer que somos parte integrante do que aconteceu de bom no Brasil até agora. Se hoje o país está numa situação melhor, foi porque nós tivemos uma participação decisiva nesse processo. Houve a alternância do poder, que é natural e saudável, mas está na hora de o PSDB voltar ao poder. Está na hora de o país ter um governo capaz de fazer a máquina pública federal funcionar sem aparelhamento. É preciso implantar a meritocracia na administração federal, e o PT simplesmente
não quer, não sabe e não pode fazê-lo. Às promessas falsas, ao messianismo, aos insultos pessoais, aos ataques de palanque, vamos contrapor nossos resultados nos estados e a receita de como obtê-los também no nível federal.

O senhor acha que os brasileiros são ingratos com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso?
Eu acho que hoje não se faz justiça a ele, mas tenho certeza absoluta de que a história reconhecerá seu papel crucial. Como também acho que se fará justiça ao presidente Itamar Franco, que permitiu a Fernando Henrique Cardoso, então ministro da Fazenda, fazer e aplicar o Plano Real.

Se vencer a disputa presidencial, Serra diz que tentará acabar com a reeleição.
Eu prefiro mandatos de cinco anos, sem reeleição. Defendo isso desde 1989. Mas, hoje, pensar nisso é irreal. A reeleição incrustou-se na realidade política brasileira de maneira muito forte. A prioridade deveria ser uma reforma política que incluísse o voto distrital misto. Isso aproximaria os eleitores dos deputados e ajudaria a depurar o Parlamento.

O senhor, um político jovem, bem avaliado, duas vezes governador de um grande estado, ainda deve almejar chegar à Presidência, não?
Eu tenho muita vontade de participar da construção de um projeto novo para o Brasil, em que a nossa referência não seja mais o passado, e sim o futuro. Sem essa dicotomia que coloca em um extremo o PT e no outro o PSDB, e quem ganha é obrigado a fazer todo tipo de aliança para conseguir governar. Assim, paga-se um preço cada vez maior para chegar a sabe-se lá onde. O PT deixou de apresentar um projeto de país e hoje sua agenda se resume apenas a um projeto de poder. Eu gostaria de uma convergência entre os homens de bem, para construir um projeto nacional ousado, que permita queimar etapas e integrar o Brasil em uma velocidade muito maior à comunidade dos países desenvolvidos, de modo que todos os brasileiros se beneficiem desse processo.

Mas o Brasil já está direcionado nesse rumo, não?
Está, mas é preciso acelerar a nossa chegada ao nosso destino de grandeza como povo e como nação. Eu fico impaciente com realizações aquém do nosso potencial. O Brasil pode avançar mais rapidamente com um governo que privilegie o mérito, que qualifique a gestão pública, para que ela produza benefícios reais e duradouros para a maioria das pessoas, que valorize o serviço público e cobre dele resultados. Um governo que tenha autoridade e generosidade para fazer acordos. Meu avô Tancredo Neves costumava dizer que há muito mais alegria em chegar a um entendimento do que em derrotar um adversário. Eu vou ser sempre um construtor de pontes. Quanto a chegar à Presidência da República, tenho a convicção de que isso é muito mais destino do que projeto.

Entrevista revista VEJA

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Aécio se despede do governo com um "até breve"

Cerimônia não teve balanço de ações e é marcada pela emoção e pompa

AMÁLIA GOULART

"Há poucos dias, quando inaugurava a nova sede do governo de Minas, encerrei minhas palavras retirando das cordas mais profundas da minha alma o sentimento que me une a Minas e aos mineiros. É com este sentimento que me despeço de cada um de vocês, não com um adeus, mas com um até breve, pois: Minas é minha causa, minha casa, minha pátria. E aqui, nesse chão, somos todos irmãos!". Essas foram as últimas palavras de Aécio Neves (PSDB) como governador de Minas Gerais. Do alto da sacada do Palácio da Liberdade, ele se despediu ontem do cargo. Ao lado de artistas, prefeitos, deputados e toda uma claque de políticos, o tucano passou o posto a Antonio Anastasia (PSDB), seu vice e pré-candidato à sucessão estadual. O tucano se desincompatibilizou para concorrer a uma vaga no Senado.

Os últimos minutos de Aécio como governador foram de expectativa. Um forte temporal que caiu na capital mineira, no momento da transmissão do cargo, às 15h, ameaçou o cancelamento do evento. Populares, que se aglomeravam na porta do Palácio da Liberdade, se retiraram do local. Depois de almoçar no Palácio das Mangabeiras, Aécio dirigiu-se à praça da Liberdade. Por volta de 16h30 as águas deram trégua.

Emocionado, Aécio quebrou o protocolo e permitiu que Anastasia fosse o primeiro a discursar. O governador empossado agradeceu ao padrinho político e disse que não se tratava de uma despedida, mas de uma festividade. "Neste momento, nosso sentimento é um misto de saudade antecipada e de imensa alegria de ter podido participar, sob sua liderança, deste mutirão realizado a favor de Minas Gerais e de seu povo", disse Antonio Anastasia.

Aécio, passou o Grande Colar da Inconfidência para Anastasia, e, ao lado da filha, se despediu dos mineiros. "Obrigado pelo afeto com que sempre fui recebido por onde andei e pela enorme confiança depositada em minhas mãos. Obrigado Minas, muito obrigado!", disse Aécio com voz embargada.

O tucano disse que não faria balanço de seu governo, pois tinha certeza que os mineiros sabiam a dimensão do seu trabalho. Acompanhado de ex-governadores, Aécio fez referência especial a Itamar Franco (PPS). Também lembrou do seu avô, Tancredo Neves. O tucano disse que aprendeu com ele a fazer política. "Aprendi, com o presidente Tancredo, que ela é também a forma mais honrada de exercer a solidariedade", disse Aécio.

Após o discurso, Aécio Neves ouviu a banda do projeto social Valores de Minas tocar a música "Amigo de Fé", de autoria de Roberto Carlos. Por fim, desceu a escadaria do Palácio da Liberdade e atravessou a praça em um tapete vermelho.

Aécio Neves deixou o governo sete anos e meio após ter assumido o cargo.

Ex-governador terá agenda intensa após deixar o governo
[RET_TEXTO_A]Aécio Neves (PSDB) deixou o cargo ontem para concorrer a uma cadeira no Senado Federal. O tucano pretende participar de evento católico em São João Del Rei, amanhã. Depois, comparece no lançamento da pré-candidatura de José Serra (PSDB), ex-governador de São Paulo, ao Palácio do Planalto. O evento está marcado para o dia 10 deste mês.
Aécio Neves pretende tirar cerca de 10 dias de férias. Fará viagem pessoal. Em seguida, retorna a Belo Horizonte onde montará um escritório político.
O mineiro já disse que pretende participar de inaugurações de obras realizadas em sua gestão. Vai acompanhar o novo governador, Antonio Anastasia (PSDB).
O tucano promete empenho para eleger seu sucessor em Minas. Também já disse que trabalhará pela eleição de Serra.
O mineiro deixará o governo, mas não deve deixar de se assediado por seu partido, especialmente da ala paulista, para que seja vice-candidato à Presidência na chapa de Serra. (AG)

Homenagem
Artistas. Luciano Huck, Cristiane Torloni, Maitê Proença, Ziraldo, Alcione, Fagner, Odilon Wagner, Zico e Rogério Flausino. Estes foram os artistas que participaram da cerimônia de transmissão de cargo ontem.