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terça-feira, 27 de abril de 2010

Sem rumo, sem direção: coordenação da campanha de Dilma teme novos deslizes na internet

Cascas de banana

Sem deixar de reconhecer a importância mobilizadora da internet, petistas envolvidos na campanha de Dilma Rousseff se preocupam com a relativa falta de supervisão sobre a produção de colaboradores que alimentam as redes sociais. Ontem, lia-se no Twitter da candidata: “Tive informações do Ministério da Justiça de que, de maneira alguma, se pretende soltar 20% dos presos do país”. Trata-se de resposta a uma reportagem sobre projeto para monitoramento por tornozeleira eletrônica de detentos libertos.

Há quem questione a opção de escalar a própria Dilma (ainda que outros escrevam, trata-se de seu endereço oficial) para rebater noticiário potencialmente negativo e que nem mesmo está na ordem do dia.


Fonte: Renata de Lo Prete – Folha de São Paulo

terça-feira, 13 de abril de 2010

Dilma produz novas gafes e escorrega por onde passa


Ex-ministra acumula gafes em 2 semanas

Em menos de duas semanas de campanha como pré-candidata do PT, Dilma Rousseff já provocou polêmicas, como ocorreu em São Bernardo, no último sábado, quando uma fala de seu discurso foi entendida como crítica às pessoas que deixaram o País durante o período da ditadura militar, em vez permanecerem lutando, como ela havia feito.

“Eu não fujo quando a situação fica difícil. Eu não tenho medo da luta”, disse Dilma. Supostamente destinada a atingir o pré-candidato tucano, José Serra, que se exilou no Chile, a afirmação irritou até aliados, já que muitos deles tiveram de fugir para o exterior para não serem presos.

Foi o caso, por exemplo, de líderes políticos como Leonel Brizola e Miguel Arraes, já falecidos, mas figuras veneradas até hoje por seus partidos, o PDT e PSB, respectivamente, possíveis aliados na campanha de Dilma. Ela negou, em seu Twitter, que tivesse criticado os exilados.

Dilma já tinha escorregado em outras ocasiões durante a semana. Na pior delas, aproveitou uma entrevista à Rádio Itatiaia, em Minas, para defender que os eleitores votassem numa dobradinha informal feita com o candidato tucano ao governo, Antônio Anastasia, do PSDB.

O comentário provocou irritação entre seus aliados de Minas, especialmente no senador Hélio Costa (PMDB), que lidera as pesquisas de intenção de voto no Estado e foi seu companheiro de equipe ministerial. Foi preciso que o comando do PT e a própria Dilma conversassem com Costa para serenar os ânimos.

A passagem por Minas ainda provocou outro desconforto. Após visitar o túmulo de Tancredo Neves, foi acusada pela oposição de agir com oportunismo.

Outro problema ocorreu na posse do senador Alfredo Nascimento (AM) como presidente nacional do PR. Declarações favoráveis ao ex-governador do Rio Anthony Garotinho, candidato ao governo local, não agradaram o atual governador, Sérgio Cabral Filho (PMDB).

Deslizes da petista

5 de abril

Na posse do senador Alfredo Nascimento como presidente do PR, Dilma elogia e tira fotos com ex-governador do Rio, Anthony Garotinho, adversário direto de seu maior aliado no Estado, o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB). “O Garotinho é um parceiro antigo, do tempo do PDT”, disse

6 de abril

Em Minas, Dilma visitou o túmulo de Tancredo Neves. Foi chamada de oportunista pela oposição, já que o PT não apoiou a articulação política que levou Tancredo a ser escolhido como presidente, em 1985

10 de abril

Em discurso em São Bernardo, Dilma fez um comentário interpretado como uma crítica aos que deixaram o País durante a ditadura, como José Serra. “Eu não fujo quando a situação fica difícil. Eu não tenho medo da luta”. O comentário irritou até aliados da petista, já que muitos foram exilados.





Fonte: Marcelo de Moraes de Brasília – O Estado de S.Paulo

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

As gafes de Dilma: “Ela não é do ramo, confunde lugares, pessoas. Esse tipo de gafe quebra a identidade entre o candidato e o eleitor”


Sucessão de gafes municia oposição


Troca de nomes de cidades e bairros, equívocos com símbolos regionais e conceitos mal aplicados tornam-se prato cheio para críticos da ministra Dilma. Ontem, tucanos entregaram GPS e mapa de Minas para petistas


No ano passado, quando a ministra Dilma Rousseff comemorou o carnaval em Recife, perguntou ao prefeito da cidade, João da Costa (PT), se o maracatu era um bloco carnavalesco. Este ano, a pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto volta à capital de Pernambuco para curtir a data festiva, e espera não ser alvo de críticas da oposição por mais um deslize. Na época, deputados estaduais chegaram a subir na tribuna para criticar o episódio. “Não foi nada demais. Quem não é do estado não é obrigado a conhecer. Quem está numa disputa política como essa vai ser mais observado”, minimiza o líder do PT na Câmara, deputado federal Fernando Ferro (PE). A oposição, óbvio, aproveita cada ato falho da ministra para criticar sua candidatura à Presidência.

A gafe mais recente aconteceu na terça-feira. Em visita a Minas Gerais para visitar obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Dilma chamou a cidade em que discursava de Juiz de Fora quando, na verdade, estava no município de Governador Valadares. Ao visitar o bairro Palmeiras com a comitiva do presidente, Dilma ainda chamou o lugar de Palmares. “Quem de nós nunca trocou um nome de cidade?”, rebate o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG). O petista argumenta que os deslizes não têm impacto no eleitorado e que em nada interferem a capacidade de governar da candidata.

“Ela não é do ramo, confunde lugares, pessoas. Esse tipo de gafe quebra a identidade entre o candidato e o eleitor”, afirma o líder do Democratas no Senado, José Agripino (RN). Os episódios acabam causando constrangimentos à ministra. No ano passado, em Roraima, a troca de nomes não foi bem recebida quando a mãe do PAC participava da inauguração de um terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de Boa Vista. “Esse país está mudando e Rondônia mudando mais rápido que nosso país”, afirmou, para cerca de 15 mil pessoas na capital de Roraima. Em seguida, um pequeno silêncio seguido de vaia anunciou o erro. A ministra então desculpou-se pelo equívoco.

Dois meses depois, Dilma ganhou atenção involuntária em discurso no exterior. Ao abrir um dos eventos sobre a Amazônia na Conferência do Clima de Copenhague (Cop-15), a chefe da delegação brasileira afirmou que “o meio ambiente é, sem dúvida nenhuma, um obstáculo ao desenvolvimento sustentável”. O vídeo logo foi reproduzido na internet e pela imprensa brasileira. “Isso tudo é natural de alguém que não tinha muita experiência com política. Mas quem tem um professor como o Lula logo aprende”, sentencia um aliado.

Localizador

As gafes da ministra Dilma foram alvo de críticas de deputados estaduais do PSDB na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Depois de discursar no plenário, o ex-secretário de Saúde do governo de Minas, o deputado estadual Marcus Pestana (PSDB), entregou um localizador por satélite (GPS) ao líder do PT, o deputado Padre João (PT), para que a ministra se oriente e não chame mais Governador Valadares de Juiz de Fora. “Há um grande esforço dos companheiros do PT para tornar a Dilma mineira. Mas confundir minha Juiz de Fora e Valadares é uma gafe imperdoável para uma candidata que quer ser presidente. Por isso, peço ao Padre João que entregue esse GPS à ministra, para que ela se localize em Minas Gerais”, disse Pestana.

O deputado Lafayette Andrada (PSDB) pegou carona e levou a Padre João um mapa de Minas. “Confundir Guarará e Maripá, cidades pequenas na Zona da Mata, é uma coisa. Mas Valadares e Juiz de Fora, francamente, não é aceitável. São mais de 450 quilômetros de distância, dá para atravessar Portugal quatro vezes! Ela deveria, no mínimo, pedir desculpas”, atacou. O líder do PT, o deputado Padre João, levou a provocação com bom humor. “Na verdade, vou entregar isso para o PSDB, que está desnorteado com o crescimento da Dilma nas pesquisas. Que rumo o Aécio e o Serra vão tomar? Ninguém sabe. Eles é que precisam de GPS e bússola”, provocou o petista.



Fonte: Flávia Foreque e Thiago Herdy – Correio Braziliense

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

‘O PT quer eleger a ministra Dilma sem voto’



Desabafo do senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB, em entrevista, hoje, à CBN, a propósito do documento do Ministério do Desenvolvimento Social que sugere mudanças futuras no programa Bolsa Família, a depender de quem for eleito para suceder Lula:

* É desonesta a ameaça. O fato concreto é: digamos que eu sou uma pessoa do interior do Nordeste do Brasil, vivo lá com 130, 140, 200 reais, e eu minha família. De repente eu sou informado que no próximo governo ninguém garante se meus direitos ao Bolsa Família vão continuar ou se eles vão desaparecer. Isto está nas entrelinhas da instrução e evidentemente claro na ameaça que está contida do próprio documento do ministério. Ora, isso é coisa irresponsável com o povo, claramente eleitoral.

* Na eleição passada, eu me lembro bem, eu estava no interior de Pernambuco numa cidade chamada Araripina. De repente, isso já no segundo turno, quando o Geraldo Alckmin tinha se aproximado muito do candidato Lula, eu encontrei dois ou três documentos de associações que não existiam dizendo que o PSDB, se ganhasse a eleição, ia acabar com o Bolsa Família, e ia privatizar um banco muito conhecido e que dá financiamento aos pequenos produtores, o Banco do Nordeste do Brasil. Que ele então, ia passar a trabalhar para os barões, para os latifundiários e poderosos. Isso eles fizeram no segundo turno da eleição.

* Agora eles estão fazendo essas ameaças, disseminando a mentira, o terrorismo, para as pessoas simples do Brasil inteiro na pré-campanha ou antes ainda da pré-campanha. Isso dá uma medida do que esse pessoal vai fazer para não entregar o governo. O problema dessa eleição é que o PT não quer entregar o governo. O PT quer eleger a ministra Dilma sem voto, quer empurrar essa candidatura na goela de todo o mundo. Esse é que é o fato concreto.

* E a ameaça é o instrumento deles: se os tucanos ganharem vão acabar a Bolsa Família, você que está esquecido no fim do Brasil, nas áreas mais pobres do Brasil, vai sofrer. Isso eles dizem todos os dias nos palanques e é uma mentira!! Nos não temos nada contra a Bolsa Família, fomos nós que inventamos isso, nós achamos que o presidente Lula foi até muito bem nesse assunto. Nós sempre dissemos isso. É mentira, é terrorismo, é seguramente a ação dessa gente.

* A ministra esqueceu da verdade há muitos anos. Infelizmente ela não gosta de falar a verdade. Por um bom período achei que ela era uma pessoa séria, mas ela não tem argumentos, faz uma campanha muito débil, toda vez que ela aparece , ela perde e ela agora está com esse tipo de ação que não honra nem a democracia nem a ministra.

* Nós não vamos acabar com coisa nenhuma , nós vamos fazer obras decentes, não vamos aprovar obras indecentes, vamos manter e ampliar a Bolsa Família porque achamos que é certo. Fomos nós que a criamos. A nossa impressão digital está lá, começou no governo Fernando Henrique. Tudo isso é uma grande fraude, é apenas o prenúncio do que será essa campanha: mentira e terrorismo.