quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Dilma se diz mineira, mas não sabe quem foi Tancredo

Amaury Ribeiro Jr pagou despachante para obter dados ilegais da Receita Federal de membros do PSDB, farsa foi montada em Brasília

Quebra de sigilo: encomenda foi de Amaury Ribeiro

O despachante Dirceu Rodrigues Garcia afirmou que o jornalista Amaury Ribeiro Jr foi a pessoa que lhe encomendou a quebra de sigilo de pessoas ligadas ao candidato tucano à Presidência, José Serra.

Segundo o “Jornal Nacional”, que exibiu nesta quarta-feira uma entrevista com Dirceu, a Polícia Federal apurou que Amaury saiu de Brasília para São Paulo num voo de 7 de outubro do ano passado. No dia seguinte, ele teria acesso aos documentos sigilosos.

O despachante afirmou que o encontro com o jornalista foi breve e que ele teria dito que sua missão estava cumprida, ao ver, satisfeito, as declarações de renda dos tucanos.

- Esperei ele conferir a documentação e ele me passou o valor combinado. Conferi o valor e fui embora – disse Garcia ao “Jornal Nacional”.

O despachante contou que recebeu R$ 700 por declaração de renda e que, no total, foram 12 documentos:

- Eram doze, então deu um total de R$ 8.400.

Garcia disse ainda que só voltou a se encontrar com Amaury no mês passado, depois que o caso ganhou destaque na imprensa:

- Ele me ofereceu um auxílio, né, e quis saber como tava a situação – disse Rodrigues Garcia ao “Jornal Nacional”, confirmando que Amaury lhe ofereceu dinheiro: – Aceitei.

Foram, segundo Garcia, R$ 5 mil, em dois depósitos feitos na conta do despachante em duas datas: dias 9 e 19 de setembro. O despachante negou que tenha entendido o pagamento como um “cala boca”:

- Não, não, não. Jamais. Eu entendi como um auxílio, uma ajuda – afirmou.

Acusado de ter falsificado as assinaturas de Verônica Serra, filha do candidato do PSDB à Presidência, e de outros tucanos para obter as declarações de renda, o auxiliar contábil Antonio Carlos Atella negou que conhecesse o despachante que negociou com Amaury:

- Não sei quem é. Nunca vi mais gordo. E esse jornalista, de onde é? – disse ele.

Demonstrando irritação, Atella disse ter prestado seu serviço de cidadão ao país, ao afirmar em depoimento que o trabalho foi encomendado pelo office-boy Ademir Cabral, que agiu como intermediário no vazamento:

- Agora é com vocês. Se foi a Dilma, se não foi.

Entre as pessoas que tiveram seus dados sigilosos vazados na Receita Federal de Mauá, além da filha de Serra, está o vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas.

Amaury, que trabalhava na época no jornal “O Estado de Minas”, afirmou em seu depoimento que acessou os dados para proteger o então governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), durante a disputa da pré-campanha tucana.

Segundo o depoimento de Amaury, que não quis dar entrevistas, o jornal teria pagado R$ 12 mil em despesas para que ele viajasse até São Paulo, onde contratou os serviços de Dirceu Garcia.

Ele disse à polícia que começou a investigação sobre tucanos após saber que esse grupo estava investigando a vida do governador mineiro.

Amaury Ribeiro disse ainda que, depois de sair do jornal mineiro, foi procurado por pessoas ligadas à pré-campanha da petista Dilma Rousseff. Esses petistas estariam interessados no material obtido na investigação de Amaury.

O jornalista foi flagrado em um restaurante de Brasília, no dia 20 de abril deste ano, em encontro com Luiz Lanzetta, um dos assessores da campanha petista, e com ex-delegado da PF Onézimo Souza. Com a denúncia do suposto dossiê, Lanzetta – ligado ao então coordenador da campanha de Dilma e ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel – foi afastado da campanha.

Leia mais em Despachante diz que Amaury pagou por quebra de sigilo de pessoas ligadas a José Serra


Fonte: O Globo – Publicado no Blog do Noblat

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Anastasia presta solidariedade aos familiares das vítimas do acidente da MG 451, que tinha alunos da Apae


O governadorAntonio Anastasia prestou, nesta segunda-feira (18), solidariedade aos familiares das vítimas do acidente na MGC 451, durante o velório, em Ipatinga, no Leste do Estado, onde esteve acompanhado do prefeito da cidade, Robson Gomes, do presidente da Federação das Apaes, deputado federal Eduardo Barbosa (PSDB-MG), e do presidente e da diretora da Apae de Ipatinga, Francisco Eduardo Rodrigues e Simone Assis, respectivamente.

O Governo de Minas se solidarizou com as famílias das vítimas e participou das providências necessárias por meio das Secretarias de Estado de Esportes e da Juventude (Seej) e de Desenvolvimento Social (Sedese). Uma equipe da Polícia Civil, com legistas e peritos,f oi deslocada de Belo Horizonte para a região e atuou na identificação dos corpos.

Segundo informações da Polícia Militar, os dois ônibus são da empresa Translima de Ipatinga, no Leste do Estado, e vinham de Montes Claros, no Norte de Minas, e foram contratados pela Prefeitura de Ipatinga. Na tentativa de fazer uma ultrapassagem, os dois veículos dividiram o mesmo espaço na ponte sobre o rio Araçuaí, que não era suficiente. Com o impacto lateral, um dos ônibus foi jogado no rio.

Os estudantes retornavam da etapa final do Jimi em Montes Claros. Os feridos foram encaminhados para hospitais de Carbonita, Itamarandiba e Diamantina.


Polícia Federal já indiciou sete pessoas ligadas ao dossiê preparado pela campanha de Dilma Roussef contra tucanos


PF ouviu 37 pessoas sobre violação de sigilo

Polícia indiciou sete pessoas, entre as quais servidoras da Receita e do Serpro, dois despachantes e um office-boy. O jornalista Amaury Ribeiro Jr., responsável por encomendar os dados fiscais, não foi indiciado até agora

No inquérito aberto para investigar a violação do sigilo fiscal de parentes e pessoas próximas ao candidato José Serra (PSDB), a Polícia Federal já ouviu até agora 37 pessoas em mais de 50 depoimentos -alguns foram inquiridos mais de uma vez.

A PF também já indiciou sob suspeita de corrupção e violação de sigilo sete pessoas, todas envolvidas na quebra dos dados fiscais.

Entre os indiciados estão os despachantes Dirceu Rodrigues Garcia e Antonio Carlos Atella, o office-boy Ademir Cabral, a funcionária do Serpro cedida à Receita Federal Adeildda dos Santos e Fernando

Araújo Lopes, suspeito de pagar à servidora pela obtenção das declarações de Imposto de Renda.

O jornalista Amaury Ribeiro Jr., que encomendou os documentos, não foi indiciado até o momento.

A filha e o genro do candidato tucano, Veronica Serra e Alexandre Bourgeois, tiveram seus sigilos quebrados numa delegacia da Receita de Santo André (SP).

Em outra agência, em Mauá (SP), mais cinco pessoas, quatro delas ligadas ao PSDB, tiveram o sigilo acessado em 8 de outubro de 2009. Entre eles o ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros (Comunicações) e Gregório Preciado, casado com uma prima de Serra.

Diretor do Banco do Brasil no governo FHC, Ricardo Sérgio Oliveira também teve seus dados quebrados. Em todos os casos, as consultas duraram poucos segundos.

O acesso às informações de Eduardo Jorge, vice-presidente do PSDB, consumiu quase uma hora.

Conforme a Folha revelou em junho, cinco declarações de IR de EJ integravam um dossiê elaborado por pessoas do chamado “grupo de inteligência” da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT).


Fonte: Folha de S. Paulo

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Top Five Dilma Roussef

Itamar Franco defende oposição mais forte contra o PT


Itamar quer oposição ‘autêntica’ contra o PT

O ex-presidente Itamar Franco parece mais sereno com a idade. “Eu me eduquei a não ter mágoas”, diz o recém-eleito senador pelo PPS de Minas Gerais a reboque da popularidade do ex-governador Aécio Neves (PSDB).

As rusgas – ou “algumas tristezas”, como ele diz – com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o PSDB foram deixadas para trás, talvez com base no ensinamento do velho senador Teotônio Vilela, que lhe recomendou a “não deixar a mágoa passar da garganta para baixo porque faz mal ao coração”. Hoje, aos 80 anos, Itamar Franco é um dos principais cabos eleitorais do presidenciável José Serra (PSDB) em Minas.

“Minas pode indicar a virada necessária para o Serra ganhar as eleições. Agora, ele precisa tocar os corações mineiros. Aí vem o problema político”, afirma o ex-presidente. Apesar de mais suave, Itamar continua direto e franco. O problema político, analisa, é a necessidade de Serra se assumir como oposição e de adaptar o discurso para diferentes estratos sociais. Ao lado de Aécio, Itamar acha que a oposição precisa ser mais autêntica e se contrapor ao governo Lula, mostrando as transformações sociais obtidas graças ao Plano Real, implantado na transição entre o seu governo e o de FHC.

“Quando a dona Dilma (Rousseff, presidenciável do PT) diz que todos melhoraram de vida, por que eles não rebatem dizendo o seguinte: o pãozinho custava de manhã um preço, de tarde outro, de noite outro. E, além do pãozinho, o salário do trabalhador à noite estava totalmente corroído. A inflação era de 4% ao dia. Hoje é de 5% ao ano.”

Enquanto rabisca um papel e diagnostica o resultado das eleições em Minas, Itamar Franco manda recados aos tucanos, a Serra e a Fernando Henrique. “Sei que eles vão jogar tudo no lixo, mas eu falo assim mesmo. Eles não gostam que eu fale.” Logo em seguida, deixa claro que as advertências ao presidenciável são feitas com extrema cautela e consideração: “Eu estou fazendo uma crítica positiva. Serra terá meu voto, meu apoio cívico”.

“Leio que o ex-presidente Fernando vai querer uma conversa cara a cara quando o petista puser o pijama. Ora, o que assistimos a todos os dias na televisão? Ataques ao presidente Fernando. E por que ele vai esperar o homem por pijama? Por que não já vem agora, com um minuto ou 45 segundos no programa do Serra, e diz assim: olha presidente Lula, eu estou aqui, e me chame para o debate na hora que quiser. Faça isso antes de terminar o horário eleitoral. Porque não adianta ele querer esconder a face. Toda hora eles (o PT) mostram a face dele. O que vai adiantar ele dizer que quer debater com o Lula depois que ele sair do governo? Nada”, irrita-se Itamar.

O senador eleito repudia estratégias baixas de campanha, atribuídas por ele a parte do PT. Reconhece, porém, que também os tucanos cometem seus excessos, como o vídeo que comparou petistas a cães rottweilers. E os reprova. “Empobrece muito a política brasileira e é por isso que começa a haver essa descrença. Agora também o PSDB faz isso porque a agressão parte primeiro deles. Eles ficam toda hora atacando o ex-presidente. Cada um usa a arma que quer usar. Eu condeno. Acho que a campanha deve se dar em alto nível.”

O debate religioso e de valores terá seu espaço em Minas Gerais, com seu lado conservador, reconhece Itamar Franco. Porém, mais uma vez, o ex-presidente faz advertências a seus aliados e adversários: “Tem horas que você tem que buscar os valores sim. Temos que mostrar aos moços e às moças que o Brasil não surgiu com o presidente Lula. Mas, de repente, todo mundo volta a ser religioso. Uma hora fala de aborto, outra hora fala dos gays. São temas muito sensíveis. Por que não falou logo de uma vez: eu defendo a legislação atual em relação ao aborto. O Serra, pelo que sei, defende a legislação atual”, afirma. Minas, segundo ele, “é fundamentalmente religiosa”. “Acho errado é usar a religião para ganhar votos.”

O discurso duro de Itamar reserva momentos de bom humor, coisa rara de se ver em suas atuações políticas no passado. “O governo do pão de queijo foi tão bom que eu poderia ter cobrado royalties”, brinca, relembrando a maneira pejorativa a que muitos se referiam a seu mandato.

Segundo ele, Serra não tinha campanha em Minas. “Por mais que falássemos do nome de Serra, tinha cidade em que não havia nenhuma propaganda dele. Ele descuidou de Minas. Mas para eles não perderem muito tempo, é só chamar Aécio. É colocar Aécio na campanha”, prega. Serra, segundo ele, deve ter a humildade de deixar Aécio ”ensiná-lo” a fazer campanha em Minas.

Aécio aproximou o novo senador do tucano Serra

Itamar Franco não esconde que a construção de pontes entre ele e o tucano José Serra foi mérito exclusivo de Aécio Neves. “Aqui em Minas foi Aécio que fez nos aproximarmos dele.”

Aécio, que será seu colega de Senado, foi escolhido por Itamar como o grande líder nacional. Sem poupar elogios, Itamar demonstra a certeza de que o futuro político do colega mineiro é promissor. Sobre compromissos entre o ex-governador de Minas e Serra sobre 2014, Itamar Franco demonstra descrença.

“É uma bobagem jogar com o tempo. O tempo às vezes favorece, mas às vezes também não ajuda. Não acredito que ninguém faça compromisso para 2014. Não sabemos se virá reforma política, não sabemos os desígnios de Deus. É muito difícil.”

“Aécio”, continua, “é suficientemente inteligente e sabe que hoje é ele a grande liderança nacional”. Sobre o futuro do colega, ele faz uma menção filosófica que explica também aonde ele próprio chegou: “Ele tem o tempo a seu favor. Isso me faz lembrar o filósofo Plutarco, que dizia que o importante não é correr, é andar”.

Itamar diz que chegará ao Senado para libertá-lo “das teias do Executivo”. “O presidente esquece-se da Constituição, esquece-se de que os poderes são independentes. O Senado hoje é ajoelhado perante o Executivo.”


Fonte: Estado de S. Paulo

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Antonio Anastasia, Aécio Neves e Itamar articulam apoio de políticos mineiros a Serra


Aécio, Anastasia e Itamar assinarão carta por tucano

O comando da campanha de José Serra (PSDB) articulou ontem a divulgação de uma carta assinada pelo trio Aécio Neves (PSDB), Antonio Anastasia (PSDB) e Itamar Franco (PPS) em apoio ao candidato tucano à Presidência.

Ficou acertado que o trio campeão nas urnas assinaria o documento a ser entregue para prefeitos e deputados eleitos durante evento com Serra. A principal meta é desarmar o “dilmasia”, como foi batizado pelo PT o voto cruzado em Dilma Rousseff ao Planalto e em Anastasia ao governo.

A coordenação da campanha negociava ainda com Aécio um discurso anunciando que “reverteria o quadro em Minas” em favor de Serra. Também é esperada uma fala de Itamar.

O evento, um ato político num auditório em Belo Horizonte, foi batizado de “Minas é Serra pelo Brasil – Arrancada para a vitória”.
O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), terá encontro com Aécio hoje pela manhã.

No segundo maior colégio eleitoral do país, Serra teve 30,76% dos votos, ante 46,98% de Dilma Rousseff (PT). Marina Silva (PV) obteve 21,25%.

A coordenação da campanha tucana também preparou material específico para cada Estado no segundo turno.
Foram gravadas mensagens de Serra direcionadas ao eleitorado local, que serão utilizadas em eventos de rua.

PMDB
Lideranças tucanas também iniciaram uma ofensiva por peemedebistas derrotados por candidatos “dilmistas” no primeiro turno.

No Sul, o senador eleito por São Paulo Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) procurou o ex-prefeito de Porto Alegre, José Fogaça.

Também foram sondados os deputados Ibsen Pinheiro (RS) e Osmar Terra (RS).

Ex-senador, o catarinense Jorge Bornhausen (DEM) conversou com o ex-governador Germano Rigotto (RS), que perdeu a disputa ao Senado.

No Nordeste, o principal assediado é Geddel Vieira Lima (BA), ex-ministro do governo Lula, derrotado pelo PT na eleição ao governo do Estado.


Fonte: Folha de S. Paulo

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Querido Amigo, Parabéns!


Conhecemos, descobrimos e nos aprofundamos
naquilo que vai nos enriquecer e nos acrescentar,
estou falando das amizades que se formam e que se tornam importantes
e vitais em nossa rotina diária.

Quero muito agradecer hoje pelo seu nascimento,
por tudo que você conquistou em sua vida
e principalmente pela amizade que nos liga.

Ser amigo de alguém é algo incrível
que não se pode definir e nem se explicar,
é uma pessoa que sempre nos acompanha,
que compartilha silêncios
e que se solidariza em nossas dificuldades.

Quero ser sempre esta pessoa bacana e especial,
com quem você sempre poderá contar em todas as etapas
e situações de sua vida.

Eu gosto muito de você
e te considero um alguém excepcional e de grande valor,
por isso receba a minha mensagem de carinho,
respeito e apresso pela passagem do seu aniversário.

Parabéns!!!

Arcebispo metropolitano da Paraíba, dom Aldo Pagotto, acusa Dilma de mentir sobre projetos para país


Arcebispo da Paraíba acusa PT e Dilma de mentirem para eleitores

BRASÍLIA – Mesmo empenhada em convencer o eleitorado cristão de que sempre foi contra o aborto, a candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, foi novamente criticada por um religioso acerca do assunto. Em vídeo de 15 minutos divulgado no YouTube, o arcebispo metropolitano da Paraíba, dom Aldo Pagotto, acusa a candidata de mentir para eleitores sobre seus verdadeiros projetos para o país. Segundo o bispo, o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio das ações de seu governo, contraria uma carta que ele teria escrito de próprio punho e encaminhado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) negando que estivesse disposto a legalizar o aborto no país.

- Estamos diante de um partido (o PT) que está institucionalmente comprometido com a instalação da cultura da morte no nosso país, que proíbe seus membros de seguirem suas próprias consciências e que se utiliza calculadamente da mentira para enganar eleitores sobre seus verdadeiros projetos à nação. Não podemos nos calar. A verdade nos libertará – advertiu dom Pagotto no vídeo.

O arcebispo lembra ainda que, em 2007, o PT aprovou uma resolução incluindo a legalização do aborto e um novo estatuto que exigia, como requisito para ser candidato pela legenda, a concordância com as normas e resoluções partidárias. Ele destacou também que em 2008 os deputados petistas Luiz Bassuma e Henrique Afonso foram acusados e condenados de terem ferido a ética do partido, após se posicionarem contra a aprovação do projeto de lei que legalizaria o aborto no país.

O vídeo já recebeu mais de três mil acessos até o momento.


Fonte: Adriana Vasconcelos - O Globo

Datafolha indica que casa Erenice, ex-auxiliar de Dilma Roussef, retirou votos do PT


Datafolha: Caso Erenice mudou mais votos que temas religiosos na campanha presidencial de Dilma e Serra no primeiro turno, diz jornal


RIO – A denúncia de tráfico de influência na Casa Civil, que levou à demissão da ex-ministra Erenice Guerra, e o escândalo da quebra de sigilo fiscal de tucanos tiveram um peso quase três vezes maior na perda de votos no primeiro turno entre os candidatos à Presidência do que as questões relacionadas à religião. Segundo reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal“Folha de S.Paulo” , cerca de 6% dos eleitores que votariam em Dilma Rousseff (PT) ou em José Serra (PSDB) mudaram seu voto. Deste total, a petista perdeu quatro pontos percentuais, e o tucano dois pontos percentuais.

( Entenda o escândalo da Casa Civil )

De acordo com o Datafolha, aproximadamente 75% das perdas ocorreram por conta dos escândalos. Os 25% restantes seriam por questões relacionadas a religião, mas não necessariamente por causa da posição de Dilma sobre o aborto.

( Entenda o escândalo da Receita )

Ainda segundo a “Folha de S.Paulo”, a perda de votos de Dilma foi de aproximadamente quatro milhões de eleitores. A de Serra foi de dois milhões. A petista teve 47% dos votos válidos no primeiro turno enquanto o tucano teve 33%. Como a margem de erro do Datafolha é de dois pontos percentuais, o total de votos perdidos pode ser maior ou menor na mesma proporção.

O percentual de eleitores que tomou conhecimento dos escândalos também é muito maior do que o que recebeu orientação de sua igreja para que deixassem de votar em um determinado candidato. Tomaram conhecimento do caso Erenice, 48% dos eleitores. No caso da quebra de sigilos, foram 56% dos eleitores. Apenas 3% receberam orientação da igreja para votar em um candidato.


Fonte: O Globo

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Políticos de expressão nacional se unem em favor de Serra


Partidos aliados (PSDB, DEM e PPS) se reuniram nesta quarta-feira para iniciar oficialmente o segundo turno da candidatura de José Serraà Presidência. Governadores, senadores e deputados eleitos e não eleitos manifestaram apoio ao tucano e se comprometeram em levá-lo à vitória nas urnas no próximo dia 31 de outubro.

O senador Tasso Jereissati (PSDB/CE), uma das principais forças políticas do País, declarou publicamente que vai se dedicar à campanha do presidenciável tucano, e arrancando aplausos do público ele declarou: “Perdi a eleição mas quero fazer uma declaração do fundo do coração: me sentirei mais vitorioso se Serra for eleito. É pelo Brasil. ”. Enfrentando a máquina pública estadual e federal, Tasso perdeu a disputa ao Senado no domingo.

Presente à reunião, o recém-eleito senador Aécio Neves (PSDB/MG) condenou a tentativa da candidatura oficial de dividir o Brasil. “Em função de tudo que vimos ao longo de oito anos, o que está em jogo é a democracia do Brasil, as nossas liberdades, a compostura de um governo que seja de todos e para todos os brasileiros. No dia 31, um Exército de cidadãos comuns estará na rua votando pela democracia.”, disse.

Considerado como uma força política nacional, Aécio defendeu o legado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “Devemos defendê-lo com toda a altivez. Não haveria governo Lula sem governo FH”, criticou. O senador eleito lembrou que as diretrizes econômicas do País foram implantadas durante o mandato de Fernando Henrique.

Outro senador eleito por Minas Gerais, o ex-presidente da República Itamar Franco (PPS) aconselhou o candidato tucano. “Vossa Excelência não precisa tanto dos marqueteiros porque tem sua vida limpa. Seja mais Serra do que o marqueteiro, seja mais o senhor do que o marqueteiro, porque Vossa Excelência tem vida limpa, honesta”, afirmou.

E foi enfático dizendo que “não precisamos ficar escondendo qualquer um que seja do nosso lado. É por isso que tem que haver o confronto, mas o confronto das ideias. O povo quer saber o que nós pensamos. Qual é o nosso pensamento para os problemas estruturais? Qual é o nosso Brasil para esse mundo que vem?”, afirmou.

Ele também criticou a postura do presidente Lula de creditar ao seu governo todas as conquistas do País. “Ninguém inventou o Brasil, porque daqui a pouco teremos que dizer que quem abriu os portos do Brasil não foi D. João VI, foi o presidente Lula”.

Sob aplausos, Itamar também defendeu o seu ex-ministro da Fazenda Fernando Henrique. “Não precisamos esconder quem quer que seja do nosso lado. Não temos que esconder ninguém do nosso lado, porque se não eles teriam que esconder muitas pessoas do outro lado”, concluiu o ex-presidente.

O senador Jarbas Vasconcelos, que concorreu ao governo de Pernambuco, afirmou “nós não vamos ganhar só com uma ação propositiva. A ação propositiva tem que ser feita, mas o rei tem que ser desnudado. Tem que se enfrentar essa candidata do presidente. Nós vamos enfrentar a candidata do presidente, que é um fantoche. E a gente tem condição de vencer a eleição.”


Fonte: Agência Tucana

“Quanto mais mentiras eles disserem sobre nós, mais verdades diremos sobre eles”


Restabelecer valores como coragem, ética e honestidade. Criar um governo de união e de políticas para todos os brasileiros. Reagir aos boatos: “Dizem que sou contra os concursos. Mas, como governador, promovi concursos para preencher 110 mil vagas na administração de SP”.

Responder às provocações: “Quanto mais mentiras eles disserem sobre a gente, mas verdades contaremos sobre eles.” E uma homenagem à senadora Marina Silva: “É uma pessoa íntegra, que teve um papel muito importante nesta campanha ao aproximar muitas pessoas, principalmente os jovens da política.”

Foram esses os pontos principais do discurso em que o candidato doPSDB/DEM/PPS/PTB à Presidência, José Serra, ao abrir, nesta quarta-feira, dia 6, num hotel, em Brasília, a campanha do segundo turno.

Participaram da cerimônia os governadores tucanos eleitos de Minas, Antônio Anastasia; do Tocantins, Siqueira Campos; de São Paulo, Geraldo Alckmin; do Paraná, Beto Richa; e de Santa Catarina, Raimundo Colombo (DEM). Também, estavam presentes os senadores eleitos de Minas, Aécio Neves (PSDB) e Itamar Franco (PPS), de Santa Catarina, Luiz Henrique (PMDB).

Em seu discurso, Serra lembrou que o Brasil atual começou a nascer 25 anos atrás, com as lutas pela sua redemocratização e com a eleição de Tancredo Neves para a Presidência, em 1985.

O candidato destacou que o SUS foi implantado quando Itamar Franco era o presidente. Foi também durante a administração do agora senador eleito por Minas, que Fernando Henrique foi nomeado para o Ministério da Fazenda. “O Plano Real – destacou – foi obra de Itamar e Fernando Henrique. Foi Itamar também que colocou o Brasil nos trilhos.

Ironizando o comportamento do presidente Lula durante a atual campanha, Serra recordou que, em 2002, Fernando Henrique se comportou como chefe de Estado nas eleições daquele ano. Serra também respondeu a Lula, que sempre criticou o acordo do Brasil com o FMI em 2002: “Esse empréstimo foi para garantir a estabilidade do governo que viria a seguir”.

“Não vou tratar a oposição como inimiga. Na oposição ao governo Lula, o PSDB foi uma oposição ‘soft’. Não vou governar para uma facção. Vou governar para todos os brasileiros. Ninguém vai ser exterminado. Nada mais neoliberal do que a política econômica do atual governo.”

Serra também ironizou as críticas do PT às privatizações: “Apesar de criticarem muito, mantiveram as privatizações que fizemos. Quero lembrar que fui do tempo em que quem tinha telefone era obrigado a declarar ao Imposto de Renda. Hoje, existem no país 200 milhões de telefones”.

O candidato também ironizou os desmentidos de Dilma Rousseff sobre o aborto: “Não vou dizer que sou a favor pois sou contra. Só tenho uma cara.” E lembrou que, agora, o PT discute como tirar essa questão do seu programa.

“Vale a pena respeitar as pessoas e suas instituições. Vale a pena ser decente, ser honesto. É o que fica”, encerrou Serra conclamando a todos para sair do encontro com o desejo de lutar pela democracia brasileira.

Fonte: Agência Tucana

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Estamos de Luto

Faleceu ontem a tarde o pai de Aécio Neves, o blog Reinaldinho está de Luto.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Hélio Costa e seus amigos

Hélio Costa, governar não é um passeio. É coisa séria!

Charge: Hélio Costa em “Esqueceram de Mim”

Hoje em Dia: PT e PMDB já buscam culpados pelo naufrágio de Hélio Costa


PT e PMDB brigam nos bastidores

Desentendimentos entre os partidos ganham ares de batalha no apagar das luzes da campanha eleitoral em Minas

A três dias da eleições, PT e PMDB dão início a uma guerra interna que sugere o rompimento da aliança feita para lançar a candidatura do senador peemedebista Hélio Costa ao Governo de Minas, tendo o petista Patrus Ananinas como vice. Os dois partidos tentam se responsabilizar por uma eventual derrota ao Palácio Tiradentes no próximo domingo.

Ontem, os desentendimentos ganharam ares de batalha semelhante à que ocorreu na escolha do nome do candidato, em meados de junho. Troca de acusações e fogo amigo são a nova tônica do relacionamento.

O presidente do PT estadal, deputado federal, Reginaldo Lopes, acusou o PMDB de não se engajar na campanha pelo Governo. “Lamentavelmente, o PMDB não entrou na campanha de Hélio Costa”. A declaração é uma resposta aos ataques que peemedebistas e até mesmo Patrus Ananias fizeram, desde o início da semana, ao PT.

Na segunda-feira, Patrus responsabilizo o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) pelo desempenho pouco favorável da chapa majoritária na Região Metropolitana. Patrus disse que o equívoco que causou a queda de Hélio Costa nas pesquisas começou em 2008, quando Pimentel e Aécio se uniram para eleger Marcio Lacerda (PSB) prefeito de BH.

Desde a declaração, uma enxurrada de acusações partiu de representantes dos dois partidos. PMDB e o próprio Patrus apontaram a falta de empenho da militância petista.

Reginaldo Lopes rebateu ao afirmar que Hélio Costa só mantém o cerca de 33% nas pesquisas de intenção de voto porque o PT o ajudou. “O que mantém Hélio Costa com o índice atual se deve exclusivamente ao PT”, registrou.

Para Lopes, é injusto atribuir a conta de desempenho aquém da chapa aos petistas. Ele lembrou que o partido abriu mão de dois nomes para apoiar Héio Costa. A referência foi a Patrus e Pimentel, que até o último instante eram pré candidatos. “O PT fez o maior sacrifício. Tinha dois grandes candidatos e cedeu os dois para montar a chapa”, afirmou.

O fogo amigo parte de todos os lados. Até o secretário geral do PMDB, deputado estadual Antônio Júlio, admite a falta de empenho de seu partido para Hélio Costa. Ele se diz dos poucos que estão engajados, e afirma que existem grande dificuldades na campanha. “As coisas dificultam porque cada um quer jogar a culpa para cima do outro”.

Para o deputado, a falta de empenho dos colegas pode ter explicação. Ele registra que existe falta de planejamento generalizada. “É uma desorganização a campanha de Hélio Costa. Eles não nos comunicam sobre as agendas”. Antônio Júlio disse que só fica sabendo dos locais onde o candidato estará porque entra em contato com o comitê.

“Faltou planejamento, mas não fico reclamando. Comento o que acho que está errado. Eles não ficam satisfeitos, mas eu falo”, desabafou.

Mesmo com os problemas, Antônio Júlio garante que sai às ruas para fazer campanha para o colega. E ainda diz que pede votos para o candidato ao Senado pelo PT. “Pimentel nunca teve coragem de me dar uma ligação, mas eu faço campanha para ele”.

Nos bastidores, a guerra está declarada e tem proporções maiores. A informação é a de que a campanha peemedebista foi abandonada pelos deputados e lideranças dos dois partidos, que se empenham nas próprias eleições a uma cadeira na Câmara Federal ou Assembleia Legislativa. em muitos casos, estariam até fazendo campanha para o adversário, Antonio Anastasia (PSDB). Alguns petistas chegam a se referir aos peemedebistas com xingamentos, e vice-versa.

O presidente do PMDB em Minas, deputado federal Antonio Andrade, tentou colocar panos quentes na briga entre aliados e dentro do próprio partido. Ele minimizou as divergências. “Nem todo o PT está na campanha e nem todo o PMDB está na campanha. Isso é natural”, afirmou. “Respeito a posição de cada um e estou fazendo a minha parte, mas, na nossa campanha, tem lideranças de todos os partidos, até do PSDB”.

Se a chapa for derrotada, uma segunda fase de batalha terá início. A de ocupação dos cargos em um eventual governo petista, caso a presidenciável Dilma Rousseff saia vitoriosa do pleito. Setores do PT não querem que Hélio Costa reassuma o Ministério das Comunicações.

A chapa ao Governo de Minas da base do presidente Lula (PT) foi formada de forma turbulenta. Desde o início do ano, Pimentel e Patrus apostam que um dos dois seria o eleito para encampar a candidatura. Mas o PMDB pressionou e Hélio Costa foi declarado candidato pelo comando nacional dos peemedebistas e petistas.


Fonte: O Tempo Online – 30/09/2010

Luciano Huck recomenda vídeo de Tom Cavalcante em seu Twitter

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Anastasia consegue com TRE 7º direito de resposta no site de Hélio Costa que insiste em divulgar informações falsas


TRE-MG concede novo direito de resposta para Antonio Anastasia no site de Hélio Costa

Justiça Eleitoral considerou que candidato adversário divulgou informação inverídica sobre ICMS cobrado no Estado

Este é o sétimo direito de resposta concedido ao governador durante campanha eleitoral por veiculação de informações falsas

Os juízes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) decidiram por maioria, na sessão plenária desta terça-feira (28/09), conceder mais um direito de resposta em favor do candidato Antonio Anastasia, em razão da veiculação de informações inverídicas pelo seu adversário Hélio Calixto Costa. A decisão de hoje refere-se à veiculação no site da campanha do candidato do PMDB, onde são feitas afirmações sobre a cobrança da alíquota do Imposto sobre Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre o álcool em Minas Gerais.

Em seu voto, a juíza Mariza Porto entendeu que houve veiculação de informação inverídica. “É inverídica a suposição de que qualquer cidadão deslocar-se-ia por grandes distâncias para abastecer seu veículo, no intento de receber benefício relativo ao valor do ICMS”.

Pela decisão, o direito de resposta terá que ser veiculado e publicado no site oficial de campanha de Hélio Costa, com duração de um minuto, pelo prazo de 10 dias.

Informações Inverídicas
Com a decisão desta terça-feira, a coligação “Somos Minas Gerais” já obteve sete direitos de resposta em razão de informações inverídicas divulgadas durante a campanha de Hélio Costa. No dia 18 de setembro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considerou que houve tentativa de induzir o eleitor a erro ao prestar informação falsa sobre a cobrança de impostos na atividade de exploração de minério de ferro.

O ministro do TSE, Marco Aurélio Mello, considerou irregular a tentativa do candidato do PMDB de responsabilizar o governador de Minas, Antonio Anastasia, pela isenção de ICMS às empresas mineradoras no Estado, quando, na verdade, o benefício foi concedido pelo governo federal. O ministro afirmou que a falta de veracidade das informações é incompatível com o “equilíbrio que deve reinar em uma disputa eleitoral”.

De acordo com o Tribunal, o direito de resposta ao candidato da Coligação Somos Minas Gerais, primeiro a ser concedido na campanha eleitoral ao Governo de Minas em 2010, teria que ser veiculado durante o programa eleitoral de Costa, no dia 20/09 e ainda durante dez dias no site oficial do candidato do PMDB.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu também outros 5 (cinco) direitos de resposta a Antonio Anastasia, no último dia 26 de setembro, no programa eleitoral de Hélio Costa. A avaliação do ministro do TSE, Gilmar Mendes, é de que houve distorção na informação contida no programa eleitoral do candidato do PMDB ao comparar a alíquota de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) incidente sobre o álcool em Minas Gerais a dos estados de Mato Grosso do Sul e Goiás.

O ministro Gilmar Mendes destacou em sua decisão, “que é público e notório o fato de que as alíquotas do ICMS aplicadas às operações internas de circulação de mercadorias e serviços são estabelecidas e regulamentadas por leis e decretos dos Estados e do Distrito Federal. É o que se verifica, inclusive, no art. 155 da constituição federal. Nesse sentido, parece ser suficiente a consulta à legislação estadual pelos responsáveis do programa eleitoral impugnado, por se tratar de dado objetivo, específico e de fácil pesquisa”.


Fonte: Coligação “Somos Minas Gerais”