quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Sete Lagoas deve ganhar usina de energia solar da Cemig para geração de energia elétrica

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) firmou parceria com a fabricante espanhola de painéis fotovoltaicos Solaria para a realização de estudos visando a implantação de uma usina de energia solar com capacidade de 3 MW. A construção da usina, em Sete Lagoas, na região Central do Estado, será viabilizada dentro de um amplo projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Cemig, que visa o estudo da tecnologia solar na geração de energia elétrica.

Para o projeto de P&D, estão previstos investimentos da ordem de R$ 40 milhões, sendo cerca de R$ 25 milhões para a viabilização da usina solar. “Essa será a primeira instalação de energia solar fotovoltaica conectada à rede de distribuição na América Latina”, destaca o gerente de Alternativas Energéticas da Cemig, Marco Aurélio Dumont Porto.

Segundo Marco Aurélio, Sete Lagoas foi a cidade escolhida por ter localização privilegiada próxima a Belo Horizonte e ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana da capital, além de apresentar um índice de radiação satisfatória e por concentrar ações do projeto Cidades do Futuro, por meio do qual a Cemig está testando a automação das redes de distribuição e modernização do sistema elétrico no âmbito da tecnologia smart grid (redes inteligentes).

O protocolo de intenções para viabilização da usina solar foi assinado nessa terça-feira (9). O projeto está em fase de estudos preliminares e a construção da usina está prevista começar no início de 2011.


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Tucanos se articulam pela vice-presidência da Câmara dos Deputados


Enquanto os tucanos se articulam para ter o ex-governador Aécio Neves (PSDB) como líder da oposição no Senado, na Câmara dos Deputados, a briga do PSDB será pela primeira vice-presidência ou secretaria-geral da Mesa Diretora. “Vamos reivindicar ser essa terceira opção na Casa. Queremos proporcionalidade com equilíbrio de poder entre os partidos de maior representatividade”, disse o presidente do PSDB mineiro, o deputado federal Nárcio Rodrigues. Segundo ele, no início de dezembro, deputados e lideranças tucanas se reunirão em Brasília para discutir o futuro do partido no próximo governo.

Nárcio evitou confirmar o nome de Aécio como candidato a líder da oposição no Senado. “Conversei com ele ontem (segunda-feira), e ele me disse que não quer brigar por nenhum título, como o de líder. Mas é claro que, com a vitória expressiva que teve em Minas Gerais, saiu fortalecido e será uma voz natural da oposição no Congresso. Toda agenda e pauta do país passará por ele nos próximos anos”, afirmou o deputado. Para ele, uma das principais bandeiras do ex-governador no Senado será um pacto federativo. “É um absurdo os estados terem que mendigar para a União por causa do atual sistema de distribuição de tributos”, disse Nárcio.

Além de líder da oposição, o nome do ex-governador mineiro já foi cotado para presidência do Senado, inclusive por aliados governistas, como o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB). Nos bastidores, tucanos confessam que a ideia seria “ousadia” demais, uma vez que o posto é a menina dos olhos do PMDB, que elegeu a maior bancada e tem três candidatos ao posto – o ex-presidente do Senado Renan Calheiros (AL); o ex-ministro das Minas e Energia Edison Lobão (MA); e o recém-eleito Eunício Oliveira (CE). No sábado, por meio de nota, Aécio negou qualquer articulação que visasse uma eventual candidatura à presidência do Senado. Ele garantiu que não pretende presidir a Casa neste mandato em respeito ao critério de proporcionalidade, que preconiza que as forças partidárias majoritárias assumir a presidência da Câmara dos Deputados e do Senado.

A respeito da declaração do ex-governador sobre uma necessidade de “refundação do PSDB” para “recuperar a identidade” do partido, Nárcio disse que a proposta de Aécio é “nacionalizar” a sigla, que tem, historicamente, maior representatividade em São Paulo. “Não queremos acabar com os paulistas ou excluí-los. Até porque a experiência deles é interessante”, amenizou o deputado federal ao ser questionado sobre as divergências entre os tucanos paulistas e mineiros depois da eleição de Dilma Rousseff (PT). Ontem, Nárcio almoçou com o deputado federal reeleito Marcus Pestana (PSDB), em restaurante próximo à Assembleia Legislativa de Minas Gerais, para comemorar a vitória dos tucanos em Minas.

Para Pestana (PSDB), o partido passa por um momento de reformulação depois da derrota na disputa pela Presidência da República. Segundo ele, não é momento de as lideranças tucanas mineiras e paulistas se desentenderem, mas de alinhar o discurso. “Todo partido que sai derrotado das urnas tem que avaliar o que errou e o que pode mudar. O PSDB está passando por um momento de reconstrução. É nessa linha que falamos sobre uma nacionalização do partido”, disse.


Fonte: Jornal Estado de Minas

Alberto Pinto Coelho em exercício recebe bancada do PT


Governador em exercício recebe bancada do PT

O governador em exercício, Alberto Pinto Coelho, recebeu, nesta terça-feira (9), a visita de cortesia da bancada estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), no Palácio Tiradentes, na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves. O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado estadual Mauri Torres (PSDB), também participou do encontro e falou do bom relacionamento entre Governo e oposição no Legislativo mineiro estabelecido no Governo de Aécio Neves e mantido no Governo de Antonio Anastasia.

“O Parlamento mineiro é referência nacional. Desde o Governo Aécio, estabelecemos uma relação de confiança e sempre conseguimos votar matérias importantes para o povo mineiro. Foi uma visita cordial e boa. Esperamos que o Parlamento mineiro continue construindo consenso e buscando o entendimento”, disse o líder do Governo após o encontro no Palácio Tiradentes.

O líder do PT na Assembleia Legislativa, deputado estadual Padre João, falou que a expectativa da bancada petista é a de manter esse bom relacionamento com o governo nos próximos quatro anos.

“Foi uma visita de cortesia e a expectativa da bancada, enquanto governador em exercício e vice-governador eleito, é em relação à importância do Parlamento. E a reunião também foi para nos colocarmos à disposição na relação com o governo federal”, disse o líder do PT na Assembleia.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Governador Anastasia trnasmite cargo a presidente da Assembleia Legislativa de Minas, deputado Alberto Pinto Coelho


O governadorAntonio Anastasia reuniu-se nesta sexta-feira (5) com o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado estadual Alberto Pinto Coelho (PP). O encontro marcou a transmissão de cargo ao presidente da Assembleia em função de viagem do governador ao exterior. Deputados e secretários de Estado participaram do encontro no Palácio Tiradentes, na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves. O governador Antonio Anastasia retorna ao Governo de Minas no dia 15 deste mês.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Mandato de Sérgio Guerra à frente do PSDB é prorrogado, partido decide futuro ano que vem


Mudanças na cúpula tucana ficam para o ano que vem

Mandato de Sérgio Guerra à frente do partido, que terminaria em outubro, foi prorrogado por seis meses
O PSDB não fará mudanças na direção partidária este ano. O mandato da Executiva Nacional, tendo à frente o senador Sérgio Guerra (PE), terminaria no fim de outubro, mas foi esticado por mais seis meses, até maio de 2011. A prorrogação foi decidida sem alarde, quando a avaliação predominante no partido era a de que o candidato tucano a presidente, José Serra, estava diante da perspectiva de derrota iminente, já no primeiro turno.

A cúpula partidária avaliou que tocar a sucessão interna em plena ressaca eleitoral seria inconveniente, ainda que houvesse uma virada positiva e Serra saísse vitorioso da disputa presidencial.

Hoje, a avaliação predominante nos bastidores é de que o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves, eleito senador com uma das maiores votações proporcionais do País, só não será o futuro presidente do PSDB se não quiser. Ninguém acredita que Serra queira se abrigar na direção partidária depois de perder a disputa eleitoral, como ocorreu em 2002.

“Mesmo perdendo a eleição, vamos querer virar esta página”, diz um importante dirigente tucano. Sérgio Guerra, que disputou uma cadeira na Câmara dos Deputados e ganhou, já avisou a vários companheiros que não tem interesse em continuar no cargo.

Aécio, que é apontado como presidente ideal por vários dirigentes, também não mostra entusiasmo com a ideia. Diz que não é hora de abrir este debate e que Sérgio Guerra vem conduzindo o partido de forma “extremamente correta e com grande empenho pessoal”.

Além da Executiva Nacional, os mandatos das direções municipais e estaduais também serão prorrogados. A ideia é renovar primeiro os comandos do partido nos municípios, o que deve ser feito em fevereiro, para no mês seguinte eleger as novas direções em cada Estado. A sucessão na Executiva Nacional fica por último, mas um dirigente do partido diz que o princípio que determinou o adiamento é o mesmo nas três esferas: permitir que as direções renovadas se encarreguem de realizar campanhas para filiar novos quadros e mobilizar o partido para as eleições seguintes.

Como os dirigentes do PSDB têm dois anos de mandato e o prazo de filiação partidária para os candidatos ao Executivo (prefeito, governador e presidente) e ao Legislativo é de pelo menos um ano, o tucanato avalia que a prorrogação vem bem a calhar.

Os novos dirigentes terão seis meses até outubro, quando fecha o prazo de filiação dos candidatos às eleições municipais de 2012, para organizar o partido e começar a escalar o time que disputará as prefeituras e câmaras municipais pelo PSDB.


Fonte: Christiane Samarco – O Estado de S.Paulo

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Cemig participa de conferência da ONU sobre biodiversidade


O programa Peixe Vivo, da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), é um dos representantes do Brasil na 10ª edição da Conferência das Partes das Nações Unidas sobre a Convenção da Diversidade Biológica (COP-10), que é realizada em Nagoia, no Japão, até esta sexta-feira (29).

O Peixe Vivo se destaca como um dos principais programas de conservação de biodiversidade do Brasil. Ele, que garante a conservação da ictiofauna dos rios de Minas Gerais, participa da Conferência por meio de dois cases durante o evento promovido pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds), intitulado Biodiversity: Brazilian Cases, nesta quinta-feira (28).

O Peixe Vivo foi organizado a fim de minimizar para as espécies de peixes ameaçadas de extinção o impacto resultante das mudanças ambientais causadas pela intervenção humana. Fluxo de rios alterados, construção de barragens, descarga de resíduos não tratados na água, desmatamento ciliar, pesca predatória e aumento das taxas de erosão são exemplos de tais modificações do meio ambiente.

Segundo o gerente de Responsabilidade Ambiental e Social da Cemig, Ricardo Prata Camargos, é muito importante a participação da Empresa na COP-10, pois é uma oportunidade de apresentar a experiência da Companhia para o mundo. “Merece destaque no Peixe Vivo a importância da parceria e o envolvimento dos públicos de interesse. Trata-se de uma nova forma de abordagem prática para iniciativas voltadas à conservação da biodiversidade que está buscando atender o compartilhamento dos benefícios da utilização dos recursos”, afirma Prata.

O COP-10 reúne 193 países que integram a Convenção da Diversidade Biológica (CDB), que vão revisar o processo de implementação da convenção, considerar a adoção de um protocolo ABS (Regime de Acesso aos Recursos Genéticos), além de atualizar os programas de trabalho para atingir seus objetivos. O desafio é encontrar um caminho mais eficiente para a contenção das perdas de biodiversidade depois que as metas adotadas fracassaram. Estudos recentes apontam que 30% das espécies que existiam há 50 anos sumiram e 60% das existentes estão ameaçadas.

Cases

O primeiro case do Peixe Vivo será uma apresentação do programa criado para buscar medidas mais eficientes para a conservação da ictiofauna em rios onde a Cemig possui usinas. Implementada em junho de 2007, a iniciativa baseia-se no envolvimento das comunidades que usam recursos hídricos como fator de desenvolvimento.

O segundo case apresenta o projeto que prevê a pesquisa genética da ictiofauna nos rios Grande e Araguari para alimentar um banco de dados de biologia molecular da informação. Os estudos são conduzidos em áreas onde a Companhia faz negócios, e seu objetivo é preservar informações sobre as espécies, tais como o conhecimento histórico da diversidade genética. A iniciativa é considerada estratégica para orientar as práticas de repovoamento das espécies.

COP e CDB

O COP-10 é a Conferência das Partes das Nações Unidas sobre a Convenção da Diversidade Biológica, em que os 193 países integrantes se reúnem para detalhar a convenção, avaliar as metas já estipuladas e elaborar novas formas de atuação para promover os objetivos da convenção. As COPs têm duas partes. A negociação oficial, que reúne representantes dos países que fazem parte da Convenção, e a parte não oficial, dedicada aos chamados eventos paralelos, em que países ou instituições apresentam propostas de palestras, publicações, estudos de casos e ferramentas relacionadas ao tema da conferência.

Já a Convenção da Diversidade Biológica (CDB) é um tratado internacional em defesa da grande diversidade da vida no planeta. É o resultado de trabalho coordenado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) a partir de 1988 e assinado por 168 países. O documento, com 42 artigos e três anexo, foi aberto para a assinatura dos países em 5 de junho de 1992 na Conferência da Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, no Rio de Janeiro. Ele entrou em vigor no dia 29 de dezembro de 1993 e o Brasil foi o primeiro país a assinar a convenção.


Fonte: Agência Minas

Mutuários da Cohab constroem benfeitorias com baixa prestação


Após adquirir a casa própria, construída pela Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (Cohab/MG) e financiada com subsídio do Governo de Minas, mutuários estão agora personalizando suas novas moradias. Graças à economia que fazem com as baixas prestações dos financiamentos, as famílias estão investindo cada vez mais em ampliações e benfeitorias.

Em Mateus Leme, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), por exemplo, muitos moradores já construíram muros com revestimento de cerâmica, estenderam coberturas sobre áreas livres, principalmente de serviço, ou até mesmo já se preparam para aumentar de 2 para 3 o número de quartos, oferecendo ainda mais espaço e conforto para seus familiares.

No Conjunto Habitacional Vila Suzana, com 103 casas e inaugurado em maio de 2007, a mutuária Luzia Maria Custódio, 61 anos, é um desses exemplos. Mãe de duas filhas e avó de quatro netos, dona Luzia conta que morava de aluguel em Belo Horizonte e, não tendo mais condições financeiras para custear as despesas domésticas, decidiu se mudar para Mateus Leme, onde o custo de vida é mais barato.

Com tempo suficiente de domicílio (mínimo de um ano) para se inscrever como candidata ao Programa Lares Geraes - Habitação Popular (PLHP), dona Luzia foi selecionada por ser arrimo de família. E a partir do momento em que recebeu as chaves da casa, a sua vida começou a mudar para melhor. “Foi uma benção de Deus. Foi muito importante para mim, porque eu sabia que ia poder pagar pela minha própria casa”, lembra.

Hoje, dona Luzia paga prestação de R$ 55,60 por mês, valor cinco vezes menor que o preço do aluguel que pagava antes. Com a economia, assim como outros mutuários, dona Luzia vem colocando a casa do seu próprio jeito, dentro do que permite o contrato do programa Lares Geraes.

Assim, já conseguiu juntar dinheiro para murar a casa e se sentir mais segura. Também fez uma área coberta e está comprando materiais para ampliar a casa, com a construção de mais um quarto, de acordo com o permitido pelo projeto. “Segui tudo direitinho, porque não quero perder o seguro”, explica Luzia, fazendo planos para o futuro da casa, trazendo mais conforto para si e o sobrinho que mora com ela. “Muitas pessoas sonham em ter uma casa como a minha do jeito que recebi da Cohab. Daqui uns tempos então, nem se fala”, comemora a mutuaria, que se orgulha por não atrasar nenhuma prestação.

Donizete

Assim como dona Luzia, o mutuário José Donizete Mateus, 52 anos, resolveu se mudar para Mateus Lemes para tentar a sorte e mudar de vida. Ele morava de aluguel com seus pais em Bambuí, no Centro-Oeste do Estado, onde garantia o sustento da família trabalhando na roça. Em Mateus Lemes, seu destino começou a melhorar. Arrumou emprego como servente de pedreiro e realizou o sonho da casa própria, sendo o proprietário no Conjunto Habitacional Vila Suzana.

Com a aquisição da casa, José teve a chance de tirar os pais da roça e trazer para junto dele. Hoje, a família está completa e feliz. O pai, Sebastião Marcos Mateus, 82 anos, e a mãe Teresinha Gomes Mateus, 83, recebem toda a atenção e carinho do filho. Sem precisar mais pagar aluguel, Donizete sabe aplicar o dinheiro fruto de economia. Já está tudo pronto para o início da obra de ampliação da cozinha, após aprovação pela prefeitura. Com isso, haverá mais espaço para o preparo da comida e para reunir família e amigos, num ambiente ao gosto mineiro, em que, além de lugar para as refeições, a cozinha é preferida para colocar a conversa em dia.

“Não tinha minha casa própria, pagava aluguel e trabalhava duro na roça. Com esse programa Lares Geraes, tive a oportunidade de melhorar minha vida. Dou muito valor ao nosso lar, pago em dia as prestações e estou fazendo melhorias para que a nossa casa fique ainda melhor. A nossa cozinha agora vai ficar ainda mais gostosa”, comemora José Donizete.

Ele também faz questão de falar sobre a qualidade da estrutura das casas da Cohab/MG. “O nosso conjunto foi muito bem planejado e construído, e nenhum morador reclamou de problemas na casa. Não precisamos preocupar em fazer consertos. É só cuidar da manutenção, poupar as economias e fazer obras de ampliação, de acordo com o que cada família precisa e pode”, finalizou.

Fonte: Agência Minas

Estamos virando! Pesquisa aponta Serra na frente!


O instituto GPP registrou no TRE uma pesquisa onde mostra que o candidato José Serra lidera a disputa com 52% dos votos válidos e Dilma com 48%.

Os números são diferentes dos divulgados pela mídia nacional, o que provoca um reboliço.

A pesquisa ouviu 4.047 pessoas entre os dias 22 e 24 de outubro no país inteiro, “registramos a pesquisa para mostrar para a população e dizer o seguinte: “não viaje, fique na sua cidade e vote. Porque se isso acontecer, o Serra será presidente do Brasil. A eleição vai ser apertada para qualquer um dos lados”, diz o candidato a vice-presidente Índio da Costa.

Segundo ainda informação do Instituto GPP – o único que acertou os números no primeiro turno, estes números são de uma pesquisa de campo e não do tracking tucano, que faz pesquisa telefônica. De qualquer maneira, eles estão próximos do que tem constatado o tracking: uma vantagem para Serra, mas ainda em situação de empate técnico.

O Instituto GPP goza de credibilidade e tem um histórico de acerto em pesquisas sobre intenção de votos, que realizou em outras disputas eleitorais, inclusive no primeiro turno das eleições presidenciais deste ano, quando acertou o resultado.

A pesquisa foi registrada no TER sob o número 37.219/2010

Fonte: Instituto GPP

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Programa Serra Presidente 25/10 (tarde)

Governador Anastasia participa de homenagem aos mineiros que vivem em São Paulo


O governador Antonio Anastasia participou nesta segunda-feira, dia 25, de homenagem feita aos mineiros que vivem em São Paulo e que contribuíram para o desenvolvimento daquele estado. A homenagem foi feita durante a solenidade de entrega da última unidade do lote de 16 novos trens para a Linha Verde do Metrô de São Paulo – Vila Prudente/Vila Madalena, com a presença do governador de São Paulo, Alberto Goldman, e do prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab.

Antonio Anastasia recebeu do governador de São Paulo uma placa alusiva à homenagem feita à comunidade mineira. Em entregas anteriores dos trens, foram homenageadas as comunidades japonesa, sírio-libanesa e judaica, além da Polícia Militar.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Globo desmonta farsa de Lula e do PT sobre agressão sofrida por Serra em SP

Veja: “Quase fui preso como um dos aloprados”, disse Abramovay sobre pedidos de dossiês de Dilma e Gilberto Carvalho


Intrigas de estado

Diálogos entre autoridades revelam que o Ministério da Justiça, o mais antigo e tradicional da República, recebeu e rechaçou pedidos de produção de dossiês contra adversários

“Não aguento mais receber pedidos da Dilma e do Gilberto Carvalho para fazer dossiês. (…) Eu quase fui preso como um dos aloprados.” (Pedro Abramovay, atual secretário nacional de Justiça, em conversa com seu antecessor, Romeu Tuma Júnior)

É conhecido o desprezo que o PT nutre pelas instituições republicanas, mas o que se tentou no Ministério da Justiça, criado em 1822 por dom Pedro I, ultrapassa todas as fronteiras da decência. Em quase 200 anos de história, o ministério foi chefiado por homens da estatura de Rui Barbosa, Tancredo Neves e quatro futuros presidentes da República. O PT viu na tradicional instituição apenas mais um aparelho a serviço de seu projeto de poder. Como ensina Franklin Martins, ministro da Supressão da Verdade, “às favas com a ética” quando ela interfere nos interesses políticos e partidários dos atuais donos do poder.

VEJA teve acesso a conversas entre autoridades da pasta que revelam a dimensão do desprezo petista pelas instituições. Os diálogos mostram essas autoridades incomodadas com a natureza dos pedidos que vinham recebendo do Palácio do Planalto. Pelo que é falado, não se pode deduzir que o Ministério da Justiça, ao qual se subordina a Polícia Federal, cedeu integralmente às descabidas investidas palacianas.

“Não aguento mais receber pedidos da Dilma e do Gilberto Carvalho para fazer dossiês. (…) Eu quase fui preso como um dos aloprados”, disse Pedro Abramovay, secretário nacional de Justiça, em conversa com seu antecessor, Romeu Tuma Júnior. Abramovay é considerado um servidor público exemplar, um “diamante da República”, como a ele se referiu um ex-ministro.

Aos 30 anos, chegou ao Ministério da Justiça no início do governo Lula pelas mãos do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos. A frase dele pode confirmar essa boa reputação, caso sua “canseira” tenha se limitado a receber pedidos e não a atender a eles. De toda forma, deveria ter denunciado as ordens impertinentes e nada republicanas de “produzir dossiês”.

Mesmo um alto funcionário com excelente imagem não pode ficar ao mesmo tempo com a esmola e o santo. Em algumas passagens da conversa, Abramovay se mostra assustado diante das pressões externas e diz que pensa em deixar o governo. Não deixou. Existem momentos em que é preciso escolher. Antes de chegar ao ministério, ele trabalhou no gabinete da ex-prefeita Marta Suplicy, na liderança do PT no Senado e com o senador Aloizio Mercadante.

Vem dessa etapa da carreira a explicação para a parte da frase em que ele diz “quase fui preso como um dos aloprados”. A frase nos leva de volta à campanha eleitoral de 2006, quando petistas foram presos em um hotel ao tentar comprar um dossiê falso contra José Serra. A seu interlocutor, Abramovay sugere ter participado do episódio e se arrependido, a ponto de temer pedidos semelhantes vindos agora do Palácio do Planalto. Ele disse que quase foi preso na época do escândalo e que, por isso, teve de se esconder para evitar problemas. “Deu ‘bolo’ a história do dossiê”, comenta. Em pelo menos três ocasiões, Abramovay afirma que não está disposto a novamente agir de forma oficiosa. E justificou: “…os caras são irresponsáveis”.

“O Pedro reclamou várias vezes que estava preocupado com as missões que recebia do Planalto. Ele realmente me disse que recebia pedidos da Dilma e do Gilberto para levantar coisas contra quem atravessava o caminho do governo.” (Romeu Tuma Junior, ex-secretário nacional de Justiça)

Os diálogos aos quais a reportagem teve acesso foram gravados legalmente e periciados para afastar a hipótese de manipulação. As ordens emanam do coração do governo — do chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, e da candidata a presidente, Dilma Rousseff. A conversa mais longa durou cinquenta minutos e aconteceu em janeiro deste ano, no gabinete do então secretário nacional de Justiça e antecessor de Abramovay no cargo, Romeu Tuma Júnior.

Os interlocutores discutem a sucessão do ex-ministro Tarso Genro. Ao comentar sobre o próprio futuro, Abramovay revela o desejo de trabalhar na ONU. Em tom de desabafo, o advogado afirmava que já não conseguia conviver com a pressão. Segundo ele, a situação só ia piorar com a nomeação para o cargo de Luiz Paulo Barreto, então secretário executivo, pela falta de força política do novo ministro, funcionário de carreira da pasta, em que também angariou excelente reputação. “Isso (o cargo de ministro) é maior que o Luiz Paulo. (…) Agora eles vão pedir… para mim… pedir para a Polícia (Federal)”, desabafou.

Procurado por VEJA, Abramovay disse: “Nunca recebi pedido algum para fazer dossiês, nunca participei de nenhum suposto grupo de inteligência da campanha da candidata Dilma Rousseff e nunca tive de me esconder — ao contrário, desde 2003 sempre exerci funções públicas”. Romeu Tuma Júnior, seu interlocutor, porém, confirmou integralmente o teor das conversas: “O Pedro reclamou várias vezes que estava preocupado com as missões que recebia do Planalto. Ele me disse que recebia pedidos de Dilma e do Gilberto para levantar coisas contra quem atravessava o caminho do governo”.

Acrescentou Tuma: “Há um jogo pesado de interesses escusos. Para atingir determinados alvos, lança-se mão, inclusive, de métodos ilegais de investigação. Ou você faz o que lhe é pedido sem questionar, ou passa a ser perseguido. Foi o que aconteceu comigo”, afirma o ex-secretário, que deixou a pasta em junho, depois que vieram a público denúncias de que teria relacionamento com a máfia chinesa. Tuma Júnior atribui a investigação contra si — formalmente arquivada por falta de provas — a uma tentativa de intimidação por parte de pessoas que tiveram seus interesses contrariados. Ele não quis revelar quais seriam esses interesses: “Mas posso assegurar que está tudo devidamente documentado”.

Para o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, o diretor da PF, Luiz Fernando Corrêa, se valeu do aparato policial para monitorar autoridades. O ministro suspeitou que ele próprio houvesse sido vítima de grampos ilegais e que até o presidente Lula tivesse sido constrangido por Corrêa.

O clima de desconfiança no Ministério da Justiça contaminou até o mais alto escalão. A certa altura das conversas, o chefe da pasta, Luiz Paulo Barreto, manifesta suspeita de que seu subordinado Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da Polícia Federal, o espione. Em inúmeras ocasiões, Barreto revelou a seus assessores não ter ascendência sobre Corrêa. O ministro chega a expressar em voz alta sua desconfiança de que o diretor da PF tem tanto poder que se dá ao luxo de decidir sobre inquéritos envolvendo pessoas da antessala do presidente da República.

Um desses casos é relatado por Barreto em conversa no seu próprio gabinete, ocorrida em meados de maio. À sua chefe de gabinete, Gláucia de Paula, Barreto fala sobre o possível indiciamento de Gilberto Carvalho, braço direito do presidente Lula. Em 2008, a PF interceptou telefonemas em que o chefe de gabinete da Presidência conversava com o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, um dos investigados na Operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas.

Gláucia de Paula – O Gilberto (Carvalho, chefe de gabinete da Presidência) foi indiciado?

Ministro Luiz Paulo Barreto – O processo foi travado. Deu m… (…) O negócio do grampo. O Luiz Fernando falou pra não se preocupar.

Gláucia de Paula - Tem certeza disso?

Ministro Luiz Paulo Barreto – O ministro Márcio (Thomaz Bastos) que me contou isso. O Gilberto (Carvalho) me contou isso.

Tuma - Esse cara tem alguma coisa, não é possível (…).

O ministro, que diz ter tido conhecimento do indiciamento pelo próprio Gilberto Carvalho, revela que o diretor da PF promoveu uma encenação para iludi-lo, numa manobra para mostrar que seu poder emanava de fora da hierarquia do Ministério da Justiça. A conversa toma um rumo inesperado. Um dos interlocutores fica curioso para saber a fonte real de poder de Luiz Fernando, que lhe dá cobertura até para desafiar seu próprio chefe sem temor de represálias.

“Ele deve ter alguma coisa…”, afirma. Procurado, Luiz Paulo Barreto informou que não comentaria nada antes de ter acesso ao áudio da conversa. Gilberto Carvalho negou que já tenha feito algum pedido a Pedro Abramovay, a mesma resposta de Dilma Rousseff. As conversas e sua vinda a público funcionam como o poder de limpeza da luz do sol sobre os porões. Elas são reveladoras da triste realidade vivida por instituições respeitadas quando passam a ser aparelhadas por integrantes de um projeto de poder.

Outra demonstração disso surgiu na semana passada, quando a Polícia Federal forneceu a mais recente prova de quanto pode ser perniciosa a simbiose entre partido e governo. Na quarta-feira, depois de revelado que o ex-jornalista Amaury Ribeiro Jr., integrante do “grupo de inteligência” da campanha de Dilma, foi o responsável pela violação do sigilo fiscal de Eduardo Jorge e de outros integrantes do PSDB, o militante petista Lula, atualmente ocupando a Presidência da República, anunciou ao país que a PF faria revelações sobre o caso — antegozando o fato de que um delegado, devidamente brifado sobre o que deveria dizer, jogaria suspeitas das patifarias de Amaury Ribeiro sobre os ombros do PSDB. Mais uma vez, a feitiçaria dos petistas resultou em um tiro no próprio pé. Nunca aprendem que, uma vez aberta a caixa de Pandora, os fantasmas escapam e voam sem controle.

Em junho passado, VEJA revelou que o comitê de campanha de Dilma Rousseff arregimentou um grupo de arapongas para espionar o candidato José Serra, seus familiares e amigos. A tropa começou os trabalhos com o que considerava um grande trunfo, um dossiê intitulado “Operação Caribe”, produzido por Amaury e que narrava supostas transações financeiras de pessoas ligadas ao PSDB.

As únicas peças do dossiê fajuto que não podiam ser lidas no Google haviam sido obtidas de forma preguiçosa e venal, compradas de bandidos com acesso a funcionários da Receita Federal — e pagas com dinheiro vivo. Os dados fiscais violados serviram de subsídio para o tal relatório que circulou no comitê de campanha. Como “previu” o militante petista que ora ocupa a Presidência da República, horas depois de sua entrevista apareceram as tais “novidades”.

Um delegado anunciou que, com a identificação de Amaury, o caso estava encerrado, já que o ex-jornalista, ao violar o sigilo, ainda era funcionário do jornal O Estado de Minas, portanto não haveria nenhuma ligação com a campanha do PT. O delegado Alessandro Moretti foi o escolhido apenas para comunicar à nação as graves revelações obtidas pelo trabalho policial — formalmente ele não participou do inquérito. A lealdade no caso era mais vital do que o profissionalismo policial. Número dois na diretoria de Inteligência da PF, Moretti é produto direto do aparelhamento na Polícia Federal.


Fonte: Revista Veja – Reprodução Blog do Noblat

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Dilma se diz mineira, mas não sabe quem foi Tancredo

Amaury Ribeiro Jr pagou despachante para obter dados ilegais da Receita Federal de membros do PSDB, farsa foi montada em Brasília

Quebra de sigilo: encomenda foi de Amaury Ribeiro

O despachante Dirceu Rodrigues Garcia afirmou que o jornalista Amaury Ribeiro Jr foi a pessoa que lhe encomendou a quebra de sigilo de pessoas ligadas ao candidato tucano à Presidência, José Serra.

Segundo o “Jornal Nacional”, que exibiu nesta quarta-feira uma entrevista com Dirceu, a Polícia Federal apurou que Amaury saiu de Brasília para São Paulo num voo de 7 de outubro do ano passado. No dia seguinte, ele teria acesso aos documentos sigilosos.

O despachante afirmou que o encontro com o jornalista foi breve e que ele teria dito que sua missão estava cumprida, ao ver, satisfeito, as declarações de renda dos tucanos.

- Esperei ele conferir a documentação e ele me passou o valor combinado. Conferi o valor e fui embora – disse Garcia ao “Jornal Nacional”.

O despachante contou que recebeu R$ 700 por declaração de renda e que, no total, foram 12 documentos:

- Eram doze, então deu um total de R$ 8.400.

Garcia disse ainda que só voltou a se encontrar com Amaury no mês passado, depois que o caso ganhou destaque na imprensa:

- Ele me ofereceu um auxílio, né, e quis saber como tava a situação – disse Rodrigues Garcia ao “Jornal Nacional”, confirmando que Amaury lhe ofereceu dinheiro: – Aceitei.

Foram, segundo Garcia, R$ 5 mil, em dois depósitos feitos na conta do despachante em duas datas: dias 9 e 19 de setembro. O despachante negou que tenha entendido o pagamento como um “cala boca”:

- Não, não, não. Jamais. Eu entendi como um auxílio, uma ajuda – afirmou.

Acusado de ter falsificado as assinaturas de Verônica Serra, filha do candidato do PSDB à Presidência, e de outros tucanos para obter as declarações de renda, o auxiliar contábil Antonio Carlos Atella negou que conhecesse o despachante que negociou com Amaury:

- Não sei quem é. Nunca vi mais gordo. E esse jornalista, de onde é? – disse ele.

Demonstrando irritação, Atella disse ter prestado seu serviço de cidadão ao país, ao afirmar em depoimento que o trabalho foi encomendado pelo office-boy Ademir Cabral, que agiu como intermediário no vazamento:

- Agora é com vocês. Se foi a Dilma, se não foi.

Entre as pessoas que tiveram seus dados sigilosos vazados na Receita Federal de Mauá, além da filha de Serra, está o vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas.

Amaury, que trabalhava na época no jornal “O Estado de Minas”, afirmou em seu depoimento que acessou os dados para proteger o então governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), durante a disputa da pré-campanha tucana.

Segundo o depoimento de Amaury, que não quis dar entrevistas, o jornal teria pagado R$ 12 mil em despesas para que ele viajasse até São Paulo, onde contratou os serviços de Dirceu Garcia.

Ele disse à polícia que começou a investigação sobre tucanos após saber que esse grupo estava investigando a vida do governador mineiro.

Amaury Ribeiro disse ainda que, depois de sair do jornal mineiro, foi procurado por pessoas ligadas à pré-campanha da petista Dilma Rousseff. Esses petistas estariam interessados no material obtido na investigação de Amaury.

O jornalista foi flagrado em um restaurante de Brasília, no dia 20 de abril deste ano, em encontro com Luiz Lanzetta, um dos assessores da campanha petista, e com ex-delegado da PF Onézimo Souza. Com a denúncia do suposto dossiê, Lanzetta – ligado ao então coordenador da campanha de Dilma e ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel – foi afastado da campanha.

Leia mais em Despachante diz que Amaury pagou por quebra de sigilo de pessoas ligadas a José Serra


Fonte: O Globo – Publicado no Blog do Noblat

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Anastasia presta solidariedade aos familiares das vítimas do acidente da MG 451, que tinha alunos da Apae


O governadorAntonio Anastasia prestou, nesta segunda-feira (18), solidariedade aos familiares das vítimas do acidente na MGC 451, durante o velório, em Ipatinga, no Leste do Estado, onde esteve acompanhado do prefeito da cidade, Robson Gomes, do presidente da Federação das Apaes, deputado federal Eduardo Barbosa (PSDB-MG), e do presidente e da diretora da Apae de Ipatinga, Francisco Eduardo Rodrigues e Simone Assis, respectivamente.

O Governo de Minas se solidarizou com as famílias das vítimas e participou das providências necessárias por meio das Secretarias de Estado de Esportes e da Juventude (Seej) e de Desenvolvimento Social (Sedese). Uma equipe da Polícia Civil, com legistas e peritos,f oi deslocada de Belo Horizonte para a região e atuou na identificação dos corpos.

Segundo informações da Polícia Militar, os dois ônibus são da empresa Translima de Ipatinga, no Leste do Estado, e vinham de Montes Claros, no Norte de Minas, e foram contratados pela Prefeitura de Ipatinga. Na tentativa de fazer uma ultrapassagem, os dois veículos dividiram o mesmo espaço na ponte sobre o rio Araçuaí, que não era suficiente. Com o impacto lateral, um dos ônibus foi jogado no rio.

Os estudantes retornavam da etapa final do Jimi em Montes Claros. Os feridos foram encaminhados para hospitais de Carbonita, Itamarandiba e Diamantina.


Polícia Federal já indiciou sete pessoas ligadas ao dossiê preparado pela campanha de Dilma Roussef contra tucanos


PF ouviu 37 pessoas sobre violação de sigilo

Polícia indiciou sete pessoas, entre as quais servidoras da Receita e do Serpro, dois despachantes e um office-boy. O jornalista Amaury Ribeiro Jr., responsável por encomendar os dados fiscais, não foi indiciado até agora

No inquérito aberto para investigar a violação do sigilo fiscal de parentes e pessoas próximas ao candidato José Serra (PSDB), a Polícia Federal já ouviu até agora 37 pessoas em mais de 50 depoimentos -alguns foram inquiridos mais de uma vez.

A PF também já indiciou sob suspeita de corrupção e violação de sigilo sete pessoas, todas envolvidas na quebra dos dados fiscais.

Entre os indiciados estão os despachantes Dirceu Rodrigues Garcia e Antonio Carlos Atella, o office-boy Ademir Cabral, a funcionária do Serpro cedida à Receita Federal Adeildda dos Santos e Fernando

Araújo Lopes, suspeito de pagar à servidora pela obtenção das declarações de Imposto de Renda.

O jornalista Amaury Ribeiro Jr., que encomendou os documentos, não foi indiciado até o momento.

A filha e o genro do candidato tucano, Veronica Serra e Alexandre Bourgeois, tiveram seus sigilos quebrados numa delegacia da Receita de Santo André (SP).

Em outra agência, em Mauá (SP), mais cinco pessoas, quatro delas ligadas ao PSDB, tiveram o sigilo acessado em 8 de outubro de 2009. Entre eles o ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros (Comunicações) e Gregório Preciado, casado com uma prima de Serra.

Diretor do Banco do Brasil no governo FHC, Ricardo Sérgio Oliveira também teve seus dados quebrados. Em todos os casos, as consultas duraram poucos segundos.

O acesso às informações de Eduardo Jorge, vice-presidente do PSDB, consumiu quase uma hora.

Conforme a Folha revelou em junho, cinco declarações de IR de EJ integravam um dossiê elaborado por pessoas do chamado “grupo de inteligência” da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT).


Fonte: Folha de S. Paulo

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Top Five Dilma Roussef

Itamar Franco defende oposição mais forte contra o PT


Itamar quer oposição ‘autêntica’ contra o PT

O ex-presidente Itamar Franco parece mais sereno com a idade. “Eu me eduquei a não ter mágoas”, diz o recém-eleito senador pelo PPS de Minas Gerais a reboque da popularidade do ex-governador Aécio Neves (PSDB).

As rusgas – ou “algumas tristezas”, como ele diz – com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o PSDB foram deixadas para trás, talvez com base no ensinamento do velho senador Teotônio Vilela, que lhe recomendou a “não deixar a mágoa passar da garganta para baixo porque faz mal ao coração”. Hoje, aos 80 anos, Itamar Franco é um dos principais cabos eleitorais do presidenciável José Serra (PSDB) em Minas.

“Minas pode indicar a virada necessária para o Serra ganhar as eleições. Agora, ele precisa tocar os corações mineiros. Aí vem o problema político”, afirma o ex-presidente. Apesar de mais suave, Itamar continua direto e franco. O problema político, analisa, é a necessidade de Serra se assumir como oposição e de adaptar o discurso para diferentes estratos sociais. Ao lado de Aécio, Itamar acha que a oposição precisa ser mais autêntica e se contrapor ao governo Lula, mostrando as transformações sociais obtidas graças ao Plano Real, implantado na transição entre o seu governo e o de FHC.

“Quando a dona Dilma (Rousseff, presidenciável do PT) diz que todos melhoraram de vida, por que eles não rebatem dizendo o seguinte: o pãozinho custava de manhã um preço, de tarde outro, de noite outro. E, além do pãozinho, o salário do trabalhador à noite estava totalmente corroído. A inflação era de 4% ao dia. Hoje é de 5% ao ano.”

Enquanto rabisca um papel e diagnostica o resultado das eleições em Minas, Itamar Franco manda recados aos tucanos, a Serra e a Fernando Henrique. “Sei que eles vão jogar tudo no lixo, mas eu falo assim mesmo. Eles não gostam que eu fale.” Logo em seguida, deixa claro que as advertências ao presidenciável são feitas com extrema cautela e consideração: “Eu estou fazendo uma crítica positiva. Serra terá meu voto, meu apoio cívico”.

“Leio que o ex-presidente Fernando vai querer uma conversa cara a cara quando o petista puser o pijama. Ora, o que assistimos a todos os dias na televisão? Ataques ao presidente Fernando. E por que ele vai esperar o homem por pijama? Por que não já vem agora, com um minuto ou 45 segundos no programa do Serra, e diz assim: olha presidente Lula, eu estou aqui, e me chame para o debate na hora que quiser. Faça isso antes de terminar o horário eleitoral. Porque não adianta ele querer esconder a face. Toda hora eles (o PT) mostram a face dele. O que vai adiantar ele dizer que quer debater com o Lula depois que ele sair do governo? Nada”, irrita-se Itamar.

O senador eleito repudia estratégias baixas de campanha, atribuídas por ele a parte do PT. Reconhece, porém, que também os tucanos cometem seus excessos, como o vídeo que comparou petistas a cães rottweilers. E os reprova. “Empobrece muito a política brasileira e é por isso que começa a haver essa descrença. Agora também o PSDB faz isso porque a agressão parte primeiro deles. Eles ficam toda hora atacando o ex-presidente. Cada um usa a arma que quer usar. Eu condeno. Acho que a campanha deve se dar em alto nível.”

O debate religioso e de valores terá seu espaço em Minas Gerais, com seu lado conservador, reconhece Itamar Franco. Porém, mais uma vez, o ex-presidente faz advertências a seus aliados e adversários: “Tem horas que você tem que buscar os valores sim. Temos que mostrar aos moços e às moças que o Brasil não surgiu com o presidente Lula. Mas, de repente, todo mundo volta a ser religioso. Uma hora fala de aborto, outra hora fala dos gays. São temas muito sensíveis. Por que não falou logo de uma vez: eu defendo a legislação atual em relação ao aborto. O Serra, pelo que sei, defende a legislação atual”, afirma. Minas, segundo ele, “é fundamentalmente religiosa”. “Acho errado é usar a religião para ganhar votos.”

O discurso duro de Itamar reserva momentos de bom humor, coisa rara de se ver em suas atuações políticas no passado. “O governo do pão de queijo foi tão bom que eu poderia ter cobrado royalties”, brinca, relembrando a maneira pejorativa a que muitos se referiam a seu mandato.

Segundo ele, Serra não tinha campanha em Minas. “Por mais que falássemos do nome de Serra, tinha cidade em que não havia nenhuma propaganda dele. Ele descuidou de Minas. Mas para eles não perderem muito tempo, é só chamar Aécio. É colocar Aécio na campanha”, prega. Serra, segundo ele, deve ter a humildade de deixar Aécio ”ensiná-lo” a fazer campanha em Minas.

Aécio aproximou o novo senador do tucano Serra

Itamar Franco não esconde que a construção de pontes entre ele e o tucano José Serra foi mérito exclusivo de Aécio Neves. “Aqui em Minas foi Aécio que fez nos aproximarmos dele.”

Aécio, que será seu colega de Senado, foi escolhido por Itamar como o grande líder nacional. Sem poupar elogios, Itamar demonstra a certeza de que o futuro político do colega mineiro é promissor. Sobre compromissos entre o ex-governador de Minas e Serra sobre 2014, Itamar Franco demonstra descrença.

“É uma bobagem jogar com o tempo. O tempo às vezes favorece, mas às vezes também não ajuda. Não acredito que ninguém faça compromisso para 2014. Não sabemos se virá reforma política, não sabemos os desígnios de Deus. É muito difícil.”

“Aécio”, continua, “é suficientemente inteligente e sabe que hoje é ele a grande liderança nacional”. Sobre o futuro do colega, ele faz uma menção filosófica que explica também aonde ele próprio chegou: “Ele tem o tempo a seu favor. Isso me faz lembrar o filósofo Plutarco, que dizia que o importante não é correr, é andar”.

Itamar diz que chegará ao Senado para libertá-lo “das teias do Executivo”. “O presidente esquece-se da Constituição, esquece-se de que os poderes são independentes. O Senado hoje é ajoelhado perante o Executivo.”


Fonte: Estado de S. Paulo

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Antonio Anastasia, Aécio Neves e Itamar articulam apoio de políticos mineiros a Serra


Aécio, Anastasia e Itamar assinarão carta por tucano

O comando da campanha de José Serra (PSDB) articulou ontem a divulgação de uma carta assinada pelo trio Aécio Neves (PSDB), Antonio Anastasia (PSDB) e Itamar Franco (PPS) em apoio ao candidato tucano à Presidência.

Ficou acertado que o trio campeão nas urnas assinaria o documento a ser entregue para prefeitos e deputados eleitos durante evento com Serra. A principal meta é desarmar o “dilmasia”, como foi batizado pelo PT o voto cruzado em Dilma Rousseff ao Planalto e em Anastasia ao governo.

A coordenação da campanha negociava ainda com Aécio um discurso anunciando que “reverteria o quadro em Minas” em favor de Serra. Também é esperada uma fala de Itamar.

O evento, um ato político num auditório em Belo Horizonte, foi batizado de “Minas é Serra pelo Brasil – Arrancada para a vitória”.
O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), terá encontro com Aécio hoje pela manhã.

No segundo maior colégio eleitoral do país, Serra teve 30,76% dos votos, ante 46,98% de Dilma Rousseff (PT). Marina Silva (PV) obteve 21,25%.

A coordenação da campanha tucana também preparou material específico para cada Estado no segundo turno.
Foram gravadas mensagens de Serra direcionadas ao eleitorado local, que serão utilizadas em eventos de rua.

PMDB
Lideranças tucanas também iniciaram uma ofensiva por peemedebistas derrotados por candidatos “dilmistas” no primeiro turno.

No Sul, o senador eleito por São Paulo Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) procurou o ex-prefeito de Porto Alegre, José Fogaça.

Também foram sondados os deputados Ibsen Pinheiro (RS) e Osmar Terra (RS).

Ex-senador, o catarinense Jorge Bornhausen (DEM) conversou com o ex-governador Germano Rigotto (RS), que perdeu a disputa ao Senado.

No Nordeste, o principal assediado é Geddel Vieira Lima (BA), ex-ministro do governo Lula, derrotado pelo PT na eleição ao governo do Estado.


Fonte: Folha de S. Paulo

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Querido Amigo, Parabéns!


Conhecemos, descobrimos e nos aprofundamos
naquilo que vai nos enriquecer e nos acrescentar,
estou falando das amizades que se formam e que se tornam importantes
e vitais em nossa rotina diária.

Quero muito agradecer hoje pelo seu nascimento,
por tudo que você conquistou em sua vida
e principalmente pela amizade que nos liga.

Ser amigo de alguém é algo incrível
que não se pode definir e nem se explicar,
é uma pessoa que sempre nos acompanha,
que compartilha silêncios
e que se solidariza em nossas dificuldades.

Quero ser sempre esta pessoa bacana e especial,
com quem você sempre poderá contar em todas as etapas
e situações de sua vida.

Eu gosto muito de você
e te considero um alguém excepcional e de grande valor,
por isso receba a minha mensagem de carinho,
respeito e apresso pela passagem do seu aniversário.

Parabéns!!!

Arcebispo metropolitano da Paraíba, dom Aldo Pagotto, acusa Dilma de mentir sobre projetos para país


Arcebispo da Paraíba acusa PT e Dilma de mentirem para eleitores

BRASÍLIA – Mesmo empenhada em convencer o eleitorado cristão de que sempre foi contra o aborto, a candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, foi novamente criticada por um religioso acerca do assunto. Em vídeo de 15 minutos divulgado no YouTube, o arcebispo metropolitano da Paraíba, dom Aldo Pagotto, acusa a candidata de mentir para eleitores sobre seus verdadeiros projetos para o país. Segundo o bispo, o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio das ações de seu governo, contraria uma carta que ele teria escrito de próprio punho e encaminhado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) negando que estivesse disposto a legalizar o aborto no país.

- Estamos diante de um partido (o PT) que está institucionalmente comprometido com a instalação da cultura da morte no nosso país, que proíbe seus membros de seguirem suas próprias consciências e que se utiliza calculadamente da mentira para enganar eleitores sobre seus verdadeiros projetos à nação. Não podemos nos calar. A verdade nos libertará – advertiu dom Pagotto no vídeo.

O arcebispo lembra ainda que, em 2007, o PT aprovou uma resolução incluindo a legalização do aborto e um novo estatuto que exigia, como requisito para ser candidato pela legenda, a concordância com as normas e resoluções partidárias. Ele destacou também que em 2008 os deputados petistas Luiz Bassuma e Henrique Afonso foram acusados e condenados de terem ferido a ética do partido, após se posicionarem contra a aprovação do projeto de lei que legalizaria o aborto no país.

O vídeo já recebeu mais de três mil acessos até o momento.


Fonte: Adriana Vasconcelos - O Globo

Datafolha indica que casa Erenice, ex-auxiliar de Dilma Roussef, retirou votos do PT


Datafolha: Caso Erenice mudou mais votos que temas religiosos na campanha presidencial de Dilma e Serra no primeiro turno, diz jornal


RIO – A denúncia de tráfico de influência na Casa Civil, que levou à demissão da ex-ministra Erenice Guerra, e o escândalo da quebra de sigilo fiscal de tucanos tiveram um peso quase três vezes maior na perda de votos no primeiro turno entre os candidatos à Presidência do que as questões relacionadas à religião. Segundo reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal“Folha de S.Paulo” , cerca de 6% dos eleitores que votariam em Dilma Rousseff (PT) ou em José Serra (PSDB) mudaram seu voto. Deste total, a petista perdeu quatro pontos percentuais, e o tucano dois pontos percentuais.

( Entenda o escândalo da Casa Civil )

De acordo com o Datafolha, aproximadamente 75% das perdas ocorreram por conta dos escândalos. Os 25% restantes seriam por questões relacionadas a religião, mas não necessariamente por causa da posição de Dilma sobre o aborto.

( Entenda o escândalo da Receita )

Ainda segundo a “Folha de S.Paulo”, a perda de votos de Dilma foi de aproximadamente quatro milhões de eleitores. A de Serra foi de dois milhões. A petista teve 47% dos votos válidos no primeiro turno enquanto o tucano teve 33%. Como a margem de erro do Datafolha é de dois pontos percentuais, o total de votos perdidos pode ser maior ou menor na mesma proporção.

O percentual de eleitores que tomou conhecimento dos escândalos também é muito maior do que o que recebeu orientação de sua igreja para que deixassem de votar em um determinado candidato. Tomaram conhecimento do caso Erenice, 48% dos eleitores. No caso da quebra de sigilos, foram 56% dos eleitores. Apenas 3% receberam orientação da igreja para votar em um candidato.


Fonte: O Globo