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segunda-feira, 26 de março de 2012

Prévias fortalece PSDB em São Paulo


O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, acredita que a candidatura de Serra, à prefeitura de São Paulo, pode ajudar a pacificar o partido.

Para Guerra, decisão paulistana fortalece projeções do partido

candidatura de José Serra a prefeito de São Paulo deu um novo ânimo ao PSDB e às oposições, ameaçadas de perder, em conjunto, cerca de mil prefeituras nas próximas eleições municipais, segundo projeções preliminares feitas nesses partidos. “O problema do PSDB era não ser competitivo em São Paulo, pois, em geral, estamos bem resolvidos em todo o país”, diz o presidente nacional tucano, deputado Sérgio Guerra (PE).
O PSDB espera crescer sobretudo nos oito Estados governados por tucanos: São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Goiás, Alagoas, Pará, Tocantins e Roraima. Nas avaliações do PSDB, o PT e o PSB são os dois partidos da base aliada que mais devem crescer, sobretudo em cima dos partidos da base aliada, como o PMDB. Um fato que pode provocar uma reestruturação na relação de forças partidárias em nível nacional. Um pouco maior ou menor, o PSDB continuará sendo a alternativa de poder ao PT, na opinião de Sérgio Guerra.
São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, é o principal reduto eleitoral dos tucanos, sobretudo depois de 2004, quando o PSDB desbancou o PT da prefeitura da capital – o atual prefeito, Gilberto Kassab, é aliado de Serra mas considera a administração da cidade, nas gestões dele e de Serra, uma coisa só. O risco, agora, era o PSDB entrar na eleição de São Paulo com um candidato sem condições de ameaçar a chapa que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está montando justamente para desalojar os tucanos de sua principal base eleitoral, tendo à frente o ex-ministro Fernando Haddad.
Na opinião de Sérgio Guerra, a candidatura de José Serra surpreendeu o PT, tanto que o partido preferiu apostar na formação de um novo nome para a competição. Com Serra, ex-prefeito, governador e candidato derrotado em duas eleições presidenciais, o presidente do PSDB acredita que a tendência da candidatura Fernando Haddad é de “isolamento” – PSB e PCdoB, por exemplo, integram a base governista nacional do PT, mas não são peças certas na composição da chapa de Fernando Haddad.
Guerra também acredita que a candidatura de Serra pode ajudar a pacificar o partido. “A candidatura do Serra é necessária para o PSDB de São Paulo e é necessária para o PSDB de todo o país”, afirmou o presidente do PSDB. Guerra é reconhecidamente um aliado da candidatura do senador Aécio Neves (MG) a presidente da República, em 2014, mas também dúvida que o PSDB pareceria um partido menor, se não se apresentasse um nome de peso nacional em São Paulo – isso sem emitir nenhum juízo de valor sobre os demais candidatos às prévias.
O PSDB espera chegar em 2014 com pelo menos 80% do cadastro de filiados do partido em ordem, a fim de que os tucanos possam realizar prévias efetivamente representativas. Ele nega que a direção nacional esteja pensando em antecipar a prévia para a indicação do candidato presidencial para o primeiro semestre de 2013, o que os aliados de Serra consideram que seria um golpe para neutralizar qualquer veleidade do tucano em disputar novamente no Palácio do Planalto em 2014. Se for eleito em outubro, ele mal terá se instalado na cadeira de prefeito, no primeiro semestre de 2013.
Guerra acha que a eleição de outubro terá um caráter marcadamente municipal e nem terá influência no resultado da eleição presidencial, dois anos depois. “Elas não são relevantes para a eleição de governador e de presidente da República”, diz. São inúmeros os exemplos de governadores que perderam a eleição mesmo tendo a maioria dos prefeitos. A influência de 2012, segundo o presidente tucano, será no desempenho do partido nas eleições proporcionais: quanto mais prefeitos e vereadores o partido eleger, maior pode ser o tamanho da bancada de deputados federais.
O tamanho da bancada federal dos partidos é o que determina, segundo a legislação eleitoral, o tempo de rádio e televisão que cada sigla terá no horário eleitoral gratuito e seu percentual do fundo partidário. São dois dos principais fatores para o crescimento de um partido.
Nas avaliações feitas pelo PSDB, na região Sul o partido deve permanecer mais ou menos como está no Rio Grande do Sul, diminuir em Santa Catarina e crescer no Paraná. O problema em Santa Catarina é que os tucanos perderam gente para o PSD do prefeito Gilberto Kassab.
No Sudeste, a expectativa também é de crescimento em Minas Gerais (cerca de mais 40 prefeitos), São Paulo (mais ou menos 10 a mais) e no Espírito Santo (cerca de 10). Nesses três Estados, o PSDB entra com candidatos competitivos na capitais, muito embora em Minas o nome seja o do atual prefeito, Marcio Lacerda, que é do PSB. Na região, o Rio de Janeiro continua sendo o calcanhar de aquiles do PSDB.
No Centro-Oeste a projeção é de crescimento em Goiás, governado por um tucano, no Tocantins e nos dois Mato Grosso. No Nordeste, existe uma aposta na aliança com o DFM de Antonio Carlos Magalhães Neto (ACM Neto), na Bahia, ou a candidatura própria de Antonio Imbassahy. As oposições estão um pouco mais confiantes em Salvador, por causa do bom desempenho na pesquisa de ACM Neto e de Imbassahy.
Em Pernambuco, outro colégio eleitoral importante, as melhores chances estão no entorno de Recife. Se João Alves conseguir passar ileso de uma denúncia de crime eleitoral, é favorito em Aracaju (SER). Espera também ficar com a prefeitura de Teresina, onde sempre foi forte. No Norte, aposta em Belém, capital do Pará, Estado governado pelo partido.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Tucanos dão início à escolha de seu candidato em 2010


Processo amplo e democrático definirá nome à presidência da República


Em reunião da Executiva Nacional realizada nesta terça-feira, o presidente Sérgio Guerra comunicou que a partir de quarta feira, dia 12, estaria disponível no site do partido o espaço para a inscrição de filiados interessados em participar das prévias para a escolha do candidato à Presidência da República. "Participe das Prévias Nacionais" é o convite do partido que está em um banner na parte superior do site.



Leia mais na integra: Agência Tucana


quinta-feira, 30 de abril de 2009

Estado de Minas – Eleições 2010 – Prévias tucanas ganham forma


Comissão do PSDB que estuda regras para escolha do candidato à Presidência da República em 2010 define que haverá levantamento de filiados em todo o país e estados terão pesos diferentes.

O universo de votantes será definido apenas depois de um levantamento que defina o número real de filiados ao PSDB, que pode chegar a 1,1 milhão de pessoas.

Para confirmar os dados, a legenda fará um recadastramento nacional nos próximos três a quatro meses.

“Antes da questão da fidelidade partidária havia um quadro de muita rotatividade.

Vamos fazer agora o recadastramento para verificar o número real de filiados”, afirmou ontem o secretário nacional do PSDB, deputado federal Rodrigo de Castro, coordenador da comissão montada para estudar a formatação das prévias.

Link para assinantes:


Matéria publicada: portal uai

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Aécio Neves diz que vai escolher com José Serra data de prévias no PSDB

Aécio Neves, governador de Minas Gerais, afirmou ontem no Rio que vai procurar o colega de São Paulo, José Serra, para que juntos definam uma data para a prévia do PSDB que vai escolher o candidato do partido para as eleições presidenciais do próximo ano.
Aécio defende que o nome seja definido até dezembro. Ele afirmou que o PSDB deve investir na criação de um programa de governo amplo, para que possa atrair até partidos hoje aliados ao presidente Lula.
Leia mais em: Folha.uol

domingo, 5 de abril de 2009

PRESSÃO SOBRE AÉCIO.


QUER ACORDO?
ENTÃO SEJA O VICE DE AÉCIO.



Cá pra nós, é muito fácil o nosso querido FHC falar que é a hora de Serra e ficaria muito feliz com uma chapa "puro Sangue", ora senhor presidente, o cavalo está passando arriado em frente ao Palácio da Liberdade e o ditado já diz.......
Não abra mão governador Aécio, Serra ainda tem a oportunidade de governar São Paulo por mais 4 anos, se assim o povo de São Paulo quiser.
Governador José Serra, pode mirar sua metralhadora para outro lado, para os inimigos eu indico, dentro do PSDB os senhores da avenida paulista deveriam pensar no melhor para o país, principalmente neste momento, presidência não deve ser projeto pessoal, é destino.
Política não é profissão, é a arte de articular, conversar, METRALHADORA nós mineiros não vamos aceitar e acredito que todo o país esteja vendo isto. Aécio é o primeiro no ranking entre os governadores, o senhor governador Serra é o quinto.O destino aponta para aqueles que melhores estão no momento, pesquisa de intenção de voto não retrata isto, mas a pesquisa da realidade é diferente.
"Deus não escolhe os capacitados, capacita os escolhidos".
Então não me venham com o tal da maior experiência, dá uma chegadinha aqui em Minas pra modi os sinhô espiá como aqui o trêm tá bão de mais da conta só.
Chama a dona patroa e vem logo sá, larga a mão de ser mudesto.
Reinaldinho.





sábado, 4 de abril de 2009

Prévias são irreversíveis, afirma o governador


Durante visita a segunda edição do Salão Mineiro do Turismo, em Belo Horizonte o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse ontem que as prévias no seu partido são inevitáveis, mas admitiu, pela primeira vez, a possibilidade de um acordo com o governador de São Paulo, José Serra.

Segundo o tucano mineiro, a certeza que tem é de que ele e seu colega paulista estarão juntos em 2010. Ele e José Serra disputam a vaga do PSDB de candidato à Presidência da República.

Para Aécio, se a decisão sobre o nome da legenda fosse hoje não teria acordo, sendo as prévias um fato. Porém, ele disse que até a realização das primárias pode haver um entendimento. “A possibilidade de as prévias não ocorrerem é se não houver disputa.

Isto só o tempo dirá. No quadro atual de hoje, as prévias são uma consequência absolutamente natural”, afirmou.

Quando questionado se um acordo poderia sair até nas vésperas das primárias, Aécio disse que sim. “Pode acontecer antes das prévias. Pode acontecer depois”, afirmou. Aécio disse que se encontra com Serra, após o feriado de Semana Santa, para discutir viagens conjuntas pelo país.


sexta-feira, 3 de abril de 2009

Aécio diz que PSDB precisa atualizar-se para merecer a Presidência


A visita nessa quinta-feira do presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, ao governador Aécio Neves, pode ter sido o primeiro passo efetivo do partido para promover o entendimento entre os dois pré-candidatos tucanos à Presidência da República - o próprio Aécio e o governador de São Paulo, José Serra. Na avaliação do governador de Minas, o entendimento vai acontecer e pode ser até antes das prévias do partido: "O que é importante é que isso ocorra. E não tenho dúvidas de que estaremos juntos na disputa de 2010.

Por uma questão básica, fundamental: nós acreditamos que é importante novas práticas de gestão pública serem incorporadas ao Brasil de hoje", disse Aécio.

O governador admitiu que o PSDB, a exemplo dos demais partidos que têm projetos de poder, precisa atualizar-se: "O mundo mudou, as prioridades de hoje são diferentes das prioridades da fundação do PSDB, quando falávamos em debelar a inflação, que era o nosso grande desafio. Nós enfrentamos e vencemos esse desafio.


Agora o desafio novo é mais distribuição de renda, políticas alternativas para que aqueles que estão hoje reféns da política assistencial do governo possam inserir-se no mercado de trabalho, políticas de desenvolvimento regional setorizadas, efetivas, claras, que levem investimentos às regiões mais pobres do país".

Fonte: Redação Jornal O Tempo

terça-feira, 24 de março de 2009

TSE conclui julgamento de consulta sobre prévias partidárias

24 de março de 2009 - 21h14


Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluíram na sessão administrativa desta terça-feira (24) o julgamento da consulta apresentada pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) sobre prévias partidárias e propaganda intrapartidária para divulgação das mesmas.
O julgamento foi retomado com o voto do ministro Eros Grau, que interrompeu a sessão no último dia 17 para analisar melhor o tema. Naquela ocasião, o relator da consulta, ministro Felix Fischer, respondeu às oito questões.
A maior dúvida era em torno da primeira questão que busca saber a partir de qual data é permitida a realização das prévias. No julgamento anterior, o relator respondeu que as prévias deveriam ser realizadas, em qualquer dia, até o dia 30 de junho do ano em que se realizarem as eleições, ficando a cargo do partido fixar a data, mediante alteração estatutária (artigo 10, da Lei 9.096/95), sendo autorizada a propaganda intrapartidária nos 15 dias que antecederem a essa data.No entanto, na noite de hoje os ministros decidiram não conhecer, ou seja, não analisar esta questão por se tratar de tema intrapartidário.
Em outras palavras, é uma questão que cabe ao partido decidir e não ao TSE, uma vez que não faz parte do processo eleitoral.
Clique aqui e veja as respostas do TSE.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Candidatura Natural

Em uma democracia, apenas o desejo dos homens sustenta um candidato. Não basta que se faça a escolha de um representante partidário para uma disputa eleitoral com base em currículos ou muito menos em intenções de grupos fechados. Um líder se destaca por sua vivência, seu carisma, sua índole, pelo desejo de trabalhar e, principalmente, por seus projetos. E mesmo que ele pareça ser perfeito, ainda assim o que determinará a sua escolha no processo final é, unicamente, a conquista profunda do coração ou da mente de seus apoiadores ou eleitores. E isso só se dá depois que um líder recebe a oportunidade de se expor, de discutir e comparar planos e ações, de conquistar...

O que é uma candidatura natural? É a que caminha naturalmente, pelos meios mais democráticos e amplos. Obviamente não é a que se impõe por pesquisas muito anteriores ao momento em que os possíveis candidatos se dispõem a trabalhar pelos votos fora de seus fechados círculos de influência.

Candidato natural é o que opta, naturalmente, por não desistir, por não deixar de lutar por seus sonhos, mesmo que não receba o apoio inicial de todos ou que seja cedo demais...E isso vale para todos os "candidatos naturais" que possam vir a surgir ao longo desse processo pré-eleitoral.

Fonte:http://aecioblog.blogspot.com/2009/03/candidatura-natural.html

quarta-feira, 18 de março de 2009

Passou a hora do acordo. Prévias já!

Jornalista e Colunista do Jornal Hoje em Dia, Carlos Lindenberg.
Dia 18 de março de 2009.
Email: ColunaCL@hojeemdia.com.br

ARTIGO:
O governador Aécio Neves deve conduzir com muita habilidade daqui por diante os entendimentos dentro do PSDB em busca das sonhadas prévias. Parece chover no molhado quando se fala assim, mas a verdade é que depois do encontro de Aécio e Serra, em Recife, segunda-feira, o governador mineiro não pode deixar que se fale em qualquer tipo de acordo, como disse ontem o deputado federal Eduardo Gomes ao sair de uma audiência com Aécio. Ora, que acordo conviria a Minas se não a disputa pela Presidência da República? Ou não é isso que o governador mineiro vem pregando há meses?

A essa altura, já com a tese das prévias praticamente assimilada pelas hostes serristas, até porque elas também lhes convêm, não há mais como falar em acordo, entendimento, consenso ou o que seja. O episódio de Recife deveria ser mais um dado para a análise dos tucanos mineiros. O lançamento do livro do ex-deputado Fernando Lyra - “Daquilo que eu sei”-, em que o ex-ministro de José Sarney fala dos bastidores da candidatura de Tancredo Neves à Presidência da República, tinha tudo para ser uma festa mineira, em território pernambucano. Serra, no entanto, fez de tudo para dividir o palanque com Aécio e acabou roubando a cena na mídia nacional, que dá mais espaço ao governador de São Paulo do que ao mineiro.

Donde se vê que Serra jamais abrirá qualquer espaço para entendimento com Aécio. É o jeitão Serra de fazer política, como pode testemunhar a senadora Roseana Sarney, cuja candidatura à Presidência da República em 2002 foi a pique depois uma ação ligada ao grupo do governador paulista. Ademais, não há porque se falar em acordo agora. As prévias estão em gestação. Não há razão para que elas não sejam realizadas, de forma que a única coisa a se fazer agora é concretizá-las e ponto final. Até porque, pensando bem, as prévias são boas até para ajudar José Serra a encontrar uma saída para Aécio, caso não seja ele o escolhido pelos tucanos para disputar a Presidência da República.

Senão, vejamos. Se disputar as prévias e perdê-las, o que Aécio poderá reclamar? Nada. Terá que enfiar a viola no saco e disputar o Senado, não tendo nem mesmo como deixar de apoiar o candidato vencedor, no caso, José Serra. Já se Aécio ganhar, ganhou, o que se haverá de fazer? Nada. Os paulistas terão que fechar com Aécio, a menos que esqueçam o horror que têm de Lula e do PT para apoiarem Dilma Rousseff. Ou há um outro cenário? Não, certamente não. A menos que Aécio se deixe enganar pelo apelo do consenso, da unidade partidária e outras coisas. O que não parece ser o estilo Aécio de fazer política. E com o que não concordará também o eleitor mineiro, que de alguma forma se empolgou com a possibilidade de o governador Aécio disputar a Presidência da República. Ah, mas Serra não quer as prévias, e fará de tudo para abortá-las. Mas, pergunta-se: por quê Serra teria medo das prévias, ele que tem o domínio do diretório nacional do PSDB, tem experiência suficiente para qualquer embate, tem a opulência de São Paulo para emoldurar sua candidatura? Por quê, afinal, Serra iria temer as prévias pedidas democraticamente por Aécio Neves?

Candidato à Presidência da República que tem medo de prévias de seu próprio partido, de duas uma: ou não tem o apoio partidário suficiente para ir às ruas ou tem medo das ruas. Não pode ser o caso de José Serra. Então, que se pare com essa coisa de que ele, Serra, não quer as prévias e desautorize-se os seus seguidores de continuarem torpedeando a ideia que é boa, deve-se repetir, tanto para Aécio quanto para Serra. Para Serra, porque elas serão um bom teste pré-eleitoral. Para Aécio porque, além disso, poderão funcionar para ele como uma saída honrosa - única hipótese, talvez, que fará com que os mineiros aceitem, ainda que com algum mal-estar, uma candidatura de Aécio ao Senado. Daí porque o encontro de Recife, pela forma como se deu e pela maneira como poderá ser explorado, deve recomendar ao governador Aécio Neves não apenas maior habilidade para tocar seu projeto adiante, mas também maior firmeza. Essa não é mais a hora de aceitar o entendimento, de topar algum tipo de acordo. O acordo é só um: as prévias, para o que der e vier.

sábado, 14 de março de 2009

No Blog da Lucia Hippolito:

"Aécio e o prato feito" - A comentarista de política da Rádio CBN destaca a importância da realização das prévias para revigorar o partido e destaca que o Governador de Minas Gerais Aécio Neves não pode ser atropelado na disputa pela candidatura à presidência da República pelo PSDB. Esse, na verdade é o sentimento de todos nós militantes tucanos. Queremos uma definição da candidatura que leve em conta a base partidária.


Eleições 2010
Aécio e o prato feito

O governador Aécio Neves foi chamado para uma conversa com o ex-presidente Fernando Henrique, para ser apresentado a um fato consumado.

O PSDB de São Paulo e parte da cúpula do PSDB nacional estão querendo empurrar pela goela do governador mineiro abaixo a inevitabilidade da candidatura do governador José Serra à presidência da República.

E Aécio já declarou que não é assim que a boa política deve ser feita.

(Em política, os paulistas são meio rombudos mesmo. Pouco habilidosos. Isto em todos os partidos.)

Aécio Neves governa o segundo maior colégio eleitoral do país. É muito bem avaliado, tanto ele quanto seus dois governos em Minas. E tem um carisma danado.

Em Minas Gerais, é impressionante a muralha de apoio a Aécio Neves.

Isto não é razão suficiente para que seja ele o candidato. Apenas ele não pode ser atropelado.

A idéia das prévias no PSDB é excelente. Se ele vencer – não se esqueçam do exemplo Barack Obama – ótimo, sai candidato. Se não vencer, bom também. O partido terá passado por uma prova de democracia interna, e Aécio terá uma saída honrosa. Uma satisfação a dar ao povo de Minas.

O que Aécio não pode é, simplesmente, não disputar.

De outro lado, tudo o que o governador José Serra não precisa é ter Minas Gerais contra ele. É um eleitorado grande demais para Serra se dar ao luxo de dispensar.

Recusar-se a participar das prévias é péssimo para Serra, porque confirma a opinião que persegue o governador até hoje: a de que Serra só entra para ganhar. Uma espécie de menino mimado que é o dono da bola. Se ele não jogar, ninguém joga. E ele leva a bola para casa.

A argumentação de Fernando Henrique é a de que os governadores não podem viajar pelo Brasil pregando as prévias, porque “têm que trabalhar”.

Isto não se sustenta minimamente. É claro que os governadores podem trabalhar muito e podem, também, viajar no final de semana pelo país. Afinal, não estamos mais no tempo da República a vapor.

Essas viagens serviriam, inclusive, para levar a palavra do PSDB como forma de despertar a militância. De mostrar que o partido está vivo. Que tem projeto. Que tem bandeira. Ser um contraponto nacional à campanha que a ministra Dilma vem fazendo junto com o presidente Lula.

O que não se pode é apresentar ao governador de Minas Gerais um prato feito.

Quem garante que o governador José Serra é o candidato preferido dos brasileiros? Pesquisas realizadas com um número muito reduzido de entrevistados, e a mais de um ano das eleições, querem dizer muito pouco. É um risco confiar nelas.

Não se esqueçam de que, um ano antes das eleições de 1989, Leonel Brizola já estava encomendando o terno para a posse... E não chegou ao segundo turno.

Cinco meses antes das eleições de 1994, Fernando Henrique não tinha 10% das pesquisas, Lula estava praticamente eleito. E Fernando Henrique derrotou Lula e foi eleito no primeiro turno.

Eleição é salto triplo sem rede. É muito arriscado contar com resultados tanto tempo antes.

Se o candidato tucano sair do consenso do partido, tem alguma chance. Mas se for imposto na base da birra, o partido pode se preparar, porque vai perder de novo.

E será bem feito!

Ouça o comentário da Lucia Hippolito: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/luciahippolito/post.asp?t=por-dentro-da-politica&cod_Post=168311&a=601

Para ouvir, clique no título abaixo: "Aécio busca saída etc etc"

sexta-feira, 13 de março de 2009

Fatos contra os desejos




No Blog do Luis Nassif:


13/03/2009 - 11:13


Enquanto o Globo transforma desejos em fatos, os fatos conspiram contra os desejos da sua direção - e o jornal ignora.

No Estadão de hoje, duas notícias sobre a sucessão:

1. O PMDB de Minas Gerais aclamou Aécio Neves e quer que seja o candidato do partido a 2010.

2. O DEM, através de Rodrigo Maia, ameaça desembarcar da canoa de Serra.

Clique Aqui http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDROGDQoQ2sbN-v8j

Sem negar que já apoiou abertamente Serra, o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), recuou. “A realidade que eu tinha naquele momento era uma, a que eu tenho hoje é outra. O governador Aécio Neves é de fato candidato a presidente da República”, afirmou, negando ter simplesmente mudado de ideia. “Não é que eu mudei de ideia, quem mudou de ideia foi o Aécio.”


Alguma surpresa? Só para quem analisa o jogo político como torcedor.

Assim como na economia, há uma defasagem entre os eventos políticos e as consequências. Assim como na economia, os movimentos de opinião pública são como ondas. Determinados candidatos sobem, atingem o seu pico, não tem consistência, seus fundamentos não são considerados sólidos, e entra-se na curva descendente. A arte da política - e do jornalismo - consiste em prever esses movimentos. Serra, que sempre teve muitas virtudes, sempre foi um amador para esse tipo de análise. E não existem partidos como melhor ˜feeling” para esses movimentos que o PMDB e, principalmente, o DEM.

Os erros fatais

Serra começou a cavar o buraco em que se meteu muito antes, quando emergiu das eleições para governador. Esperava-se que surgisse o estadista - que durante os anos 90 era apenas uma promessa - com visão desenvolvimentista, amplo trânsito em círculos de centro-esquerda de diversos partidos, movimentos sociais.

O que se viu foi um político sem rumo, quase um dependente emocional sendo conduzido pela mão pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Não faltaram alertas que FHC não representava mais nada, que era como um chupim que se agarra ao tronco da árvore. Não adiantou. Seja pela dependência emocional, seja pelo fato de FHC ter-lhe legado o apoio da mídia - especialmente da Editora Abril e O Globo (a Folha foi uma conquista pessoal de Serra e os Frias lhe serão eternamente gratos, como são até hoje ao ex-presidente Sarney) - o governador mudou. Tornou-se o alter ego de FHC.

Indecisões crônicas

À medida que não tinha mais o álibi de não ter vôo próprio - afinal, agora era o governador do maior estado brasileiro - tornaram-se mais explícitas duas características negativas.

A primeira, a da indecisão, do receio de entrar em divididas, de expor suas idéias e desagradar novos e antigos aliados. O intelectual corajoso, na política não passa de um formulador inibido. Não teve coragem de criticar o modelo econômico quando as coisas pareciam estar a favor do mercadismo. Era o momento de ter-se firmado corajosamente, para colher os frutos quando a crise chegasse. Amarelou, ficou com receio de tirar o discurso de seus aliados - Lucia Hipólito, Jabor, Mirian, Veja. Os bravos passam anos atacando qualquer ação próativa do Estado e, agora, o seu campeão resolve dizer o que pensa, que a ação de Estado não pode ser vista com esse dogmatismo superficial?

A segunda, da truculência. Enquanto Serra tentava passar a imagem do político equilibrado, pronto a colaborar com outros poderes, a tropa de choque de Serra expunha-se de maneira totalmente imprudente, jogando o governador no centro da maior roubada política dos últimos dez anos: a conspiração contra a Operação Satiagraha, conduzida pelo inspetor Roberto “Clouseau” Civita e seu exército de trapalhões.

Com isso, holofotes em cheio sobre Marcelo Itagyba, trazendo de volta as informações sobre suas ligações com Serra na época do Lunus e na montagem da operação - uma armação da Polícia Federal com a TV Globo de Ali Kamel.

Quem são os atores convocados para as tramas da Veja? Itagyba, Jungman, Jarbas, todos homens de Serra. Quem ataca os adversários de Serra com as baixarias mais expressivas da história da grande imprensa brasileira? Mauro Chaves, homem de confiança de Serra (um episódio baixo apenas). Reinaldo Azevedo, de confiança de Serra.

Intelectuais, pensadores, progressistas que poderiam estar junto com Serra só se manifestam quando provocados pelos jornais. Antes Serra tinha um exército pequeno e apaixonado por suas ideias. Sobrou o que? Um bando de iludidos que constatou que as tais idéias eram apenas para consumo interno e para tertúlias com as macarronadas de Gianotti.

Os conflitos

Some-se a isso o fato de não ter conseguido administrar conflitos básicos e fundamentais, como a greve da Polícia Civil e da USP. Além de ter confirmado as lendas que o cercavam, de permanentemente pedir cabeça de jornalistas.

Reforçou a marca política da truculência e não conseguiu definir uma marca como gestor. Pergunte a qualquer pessoa - do motorista de táxi ao intelectual - qual a marca do governo Serra e ninguém saberá.

Havia o Serra que defendia os recursos públicos com unhas e dentes. Foi substituído pelo Serra que despeja publicidade da Sabesp em rede nacional e inunda horários nobres, como os do Jornal Nacional, com propagandas de trens. Ou o Serra que celebra inúmeros contratos com a Editora Abril, em troca de apoio.

Próximos passos

O jogo está apenas começando. Quem tem intuição para perceber os rumos do vento já percebeu que, nos próximos meses, Serra desce aceleradamente; Aécio sobe. E agora? Um novo caso Lunus?

Se o movimento tornar-se muito forte, a mídia poderá embarcar na candidatura Aécio. O ponto central da grande mídia será apoiar um candidato que iniba, através de leis e regulamentos, a entrada de novos competidores em um mercado cartelizado. Quem é o homem de Aécio no PMDB? O homem da mídia: Hélio Costa.

Não se surpreenda se Aécio tornar-se a grande esperança branca da mídia e do DEM.

Será a disputa do desenvolvimentismo e da gestão.

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/03/13/fatos-contra-os-desejos/#more-29382

quinta-feira, 12 de março de 2009

Prévias: por que não?

As prévias se impõem ao PSDB como um momento ímpar de manifestação das bases partidárias. Fechar os olhos às prévias e relegar os militantes do partido à condição de figurantes. Queremos e podemos ser mais do que isso. Queremos e podemos construir uma candidatura mais forte, a partir das bases partidárias. Veja o que diz o jornalista Mauro Santayana, em artigo publicado no “Jornal do Brasil”:



Coisas da Política - Por que temem as prévias?



Mauro Santayana

Insurge-se, e de forma direta, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso contra a realização de prévias eleitorais para a escolha do candidato de seu partido à sucessão do presidente Lula. A primeira pergunta que todos fazemos é simples: por que temer a consulta às bases partidárias? Os partidos são organizações da cidadania para a conquista do poder, não devem ser rebanhos de eleitores, encabrestados por uma direção partidária, que se julga capaz de pensar por todos, decidir por todos, a todos impor a sua própria visão da política e de governo.


Os que temem o povo não podem reivindicar o direito de governá-lo.As prévias são prévias. Não constituem a eleição, mas a escolha democrática, pelos partidos, de seus candidatos. Há uma distância entre os postulantes, na esfera partidária, e os candidatos, nas eleições populares. Mas é preciso ser soberbamente elitista alguém que se considere mais apto a escolher os candidatos do que a própria base partidária. Essa presunção acarreta grave responsabilidade. Se o escolhido pela cúpula for derrotado – e a derrota, nesse caso, é possibilidade maior do que a vitória – caberá à direção o ônus do malogro eleitoral.


Se a decisão é obtida nas prévias, ela é da responsabilidade do corpo partidário. Como advertia Aristóteles, uma multidão tem menos possibilidade de errar do que um só. Um só, ou um pequeno grupo. A escolha será tanto mais legítima quanto mais plural.O ex-presidente da República se considera o maior líder político brasileiro, como confidenciam alguns de seus amigos. Se assim é, ele sabe que poderá influir sobre os militantes e filiados, de forma a assegurar a escolha do candidato que prefira. A menos que o sociólogo tenha recebido sinais de que o seu prestígio míngua, assolado pelas novas realidades.


Ele sabe que, se sair às ruas, provavelmente será indagado por que aderiu com tanto entusiasmo ao Consenso de Washington, a ponto de comprometer, de forma irreparável, a economia nacional. Ele só não conseguiu privatizar tudo e desnacionalizar mais o sistema financeiro, porque houve reação viril à desestatização do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e de boa parte do setor de energia elétrica. Hoje, mesmo economistas neoliberais concluem que ainda não fomos à breca porque dispomos de um sistema estatal de crédito, que escapou da fúria entreguista do governo FHC.O mundo está passando por momento de reflexão.


Mesmo os mais ricos da América Latina, que se reuniram agora em Cartagena de Índias, sabem que terão que se desfazer de alguns anéis. Não é possível continuar o enriquecimento cada vez maior de reduzida minoria em prejuízo da imensa maioria dos excluídos dos padrões de saúde, de educação, de segurança e do conforto da vida moderna.É curioso que alguns tucanos sugiram um "gabinete de crise", com a presença da oposição, a fim de cuidar da administração da crise econômica. Primeiro, eles, se fossem intelectualmente honestos, admitiriam que o governo passado agiu mal quando aceitou as regras da globalização, sem qualquer reciprocidade, e hoje desmascaradas de forma contundente. Admitimos, aqui, normas redigidas pelos serviçais do grande capital financeiro, como a Lei de Responsabilidade Fiscal, a ditatorial Lei de Patentes, a abertura ao fluxo de capitais, a criação dos paraísos fiscais, com as empresas off-shore, a constituição dos fundos especulativos, entre eles o capitaneado pelo banqueiro Daniel Dantas e seus sócios da chamada equipe econômica. Hoje, no centro mundial do capitalismo, essas práticas são inquinadas de criminosas. Mas, entre nós, as coisas são diferentes.


O senhor Madoff está de grilhões eletrônicos, confinado em sua casa, enquanto, aqui, o banqueiro Dantas encontra a proteção de altos senhores. Os tucanos que querem ajudar a administrar a crise devem ficar calados. Nos governos parlamentaristas é natural que a oposição crie shadow cabinets, a fim de demonstrar sua capacidade de enfrentar as crises e, assim, preparar-se para confrontar-se com o governo no Parlamento. Nos sistemas presidencialistas, como o norte-americano e o nosso, isso seria apenas inútil petulância.Já temos, no Brasil, o exemplo da participação direta dos cidadãos nas decisões administrativas e políticas de alguns municípios. Quanto mais se ouve a cidadania, que se torna interessada e vigilante na fiscalização, melhores são os resultados, seja no emprego dos recursos públicos, seja no combate à corrupção.


Por isso é difícil entender por que os tucanos de São Paulo não querem ouvir o resto do Brasil.Quinta-feira, 12 de Março de 2009