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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Aécio Neves propõe no Senado mudança nos royalties do minério

Proposta de Aécio Neves aumenta royalties pagos a municípios produtores de minério
Senador defende mudanças na base de cálculo do benefício e põe fim à diferença entre royalties minerais e do petróleo

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) protocolou, nesta terça-feira (27/09), na Comissão de Infraestrutura do Senado, proposta que aumentará o valor da compensação financeira paga aos estados e municípios brasileiros pela atividade mineradora em seus territórios. A Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), o chamado royalty do minério, passaria a corresponder a 5% do faturamento bruto das empresas mineradoras. Atualmente, o ressarcimento aos municípios varia de 0,2% até 3% do lucro líquido das empresas.

A proposta do senador Aécio significará um aumento de até cinco vezes na compensação financeira paga aos municípios. O ex-governador defende ainda a criação de um fundo especial com recursos a serem distribuídos ao conjunto de municípios dos estados com atividade mineradora. Do total arrecadado com os royalties, 8% seriam distribuídos entre os municípios, independentemente de haver ou não atividade mineral. A mineração afeta praticamente todos os municípios do país, em razão da diversidade de produtos que podem ser extraídos.

A cadeia de serviços que gira em torno da atividade, como o transporte dos minerais, atinge mesmo municípios não produtores. Fim da diferença entre royalties mineral e do petróleo. Mais arrecadação para os municípios com atividade mineral Proposta do senador Aécio Neves aumentará em cinco vezes a compensação financeira para municípios com atividade mineral. A proposta de Aécio Neves foi apresentada como substitutivo ao projeto de lei do senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA) e põe fim à diferença entre o cálculo dos royalties pagos aos municípios e estados produtores de petróleo e os royalties do minério.

A compensação feita aos produtores de petróleo chega a 10% do faturamento bruto. A proposta do senador Aécio determina também que, no caso de produtos minerais com cotação no mercado internacional (commodity), como o ferro, a base de cálculo não deverá ser inferior ao valor da sua cotação.

Caberá ao Ministério de Minas e Energia ou às Secretarias de Estado da Fazenda divulgar a cotação diária. Conheça as mudanças propostas pelo senador Aécio Neves sobre royalties do minério. Proposta do ex-governador de Minas aumenta cinco vezes compensação financeira paga a municípios com atividade mineral, muda base de cálculo dos royalties da mineração e estabelece mesmo tratamento dado aos royalties do petróleo.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A farsa contida na história de que “MP acusa o governo mineiro de desviar 4,3 bilhões da Saúde”

Por Reinaldo Oliveira,

A distorção da informação é algo muito sério e que muitas vezes tira o foco da verdade. É preciso identificar as fontes que procuram por meio de inverdades manchar a imagem de instituições públicas, que nos últimos sete anos conseguiram impor um novo nível gerencial na gestão pública do Brasil. O Governo Aécio Neves foi reconhecido internacionalmente pelas ações de fortalecimento dos bens públicos. Hoje, o Choque de Gestão é empregado pelo Banco Mundial como referência para gestores de diversas partes do mundo.

Vale ressaltar que um Governo, que teve como meta a lisura e a transparência, não seria irresponsável a ponto de produzir peças contábeis com o propósito de criar factóides. A notícia recentemente divulgada no universo das mídias sociais dá a conta de como é possível utilizar a internet para produção de mentiras. Este é o caso dos fatos que envolvem uma ação do Ministério Público Federal contra a Copasa e o Governo de Minas com a finalidade de esclarecer investimentos executados em saúde e saneamento.

A ação reside em um questionamento do Ministério Público que já foi devidamente respondido pela Copasa e pelo Governo de Minas. O mal entendido está no fato de que na prestação de contas do Governo ao Tribunal de Contas do Estado está escrito que o Governo executou parte dos investimentos em saúde por meio da Copasa.

A Copasa, por sua vez, afirmou que não recebe recursos do Tesouro do Estado para investimento em saneamento. As duas informações somadas deram origem ao mal entendido e alimentaram a má fé de internautas petistas de plantão.

Qual das duas afirmações está certa? A do Governo ou da Copasa? Resposta: as duas!

É verdade que o governo executa as ações por meio da Copasa e é verdade que a Copasa não recebe recursos do Governo. A Copasa é uma empresa pública, pertence ao Governo do Estado e executa com recursos próprios a política do governo para o setor.

É a mesma coisa do Governo Federal dizer que construiu milhares de casas no Minha Casa Minha Vida. O Governo Federal não construiu nenhuma casa. Quem constrói é a Caixa Econômica Federal. Ou seja, o Governo Federal executa o programa com apoio da Caixa. Este é o mesmo caso do Luz Para Todos. O Governo Federal não faz o Luz para Todos. Ele executa o programa pela Eletrobrás e não por meio do Tesouro Federal.

Com a finalidade de induzir a opinião pública ao erro, o texto divulgado por blogs do PT não esclarece a verdade dos fatos. O Governo de Minas não faz transferência de recursos para a Copasa, a empresa caminha pelas próprias pernas e tem recursos próprios para implementar investimentos em saneamento básico. Por ser uma empresa pública estadual, ela obedece às orientações do Governo de Minas que define as ações prioritárias. Desta forma, não há transferência de recursos da saúde, via Tesouro Estadual, para a Copasa.

Para quem se interessa pela política de saneamento do Estado, resgistra-se que o Governo de Minas numa decisão histórica com o objetivo de pagar uma dívida histórica com os mineiros dos Vales do Jequitinhonha e Norte de Minas criou a Copanor, uma empresa pública que tem o objetivo de garantir saneamento para a população carente dessas regiões a custos subsidiados. A Copanor, ao contrário da Copasa, recebe recursos do Tesouro Estadual.

Hoje, Minas Gerais ocupa um lugar de destaque no ranking dos municípios que são atendidos por rede geral de esgoto. Apesar de o Estado possuir o maior número de cidades do país – 853 – e de conviver com grandes desigualdades regionais, os mineiros podem ter orgulho e comemorar a 3ª posição nacional conforme levantamento elaborado pelo IBGE. Este resultado fala por si e demonstra a eficiência do Estado na gestão do saneamento; fato que revela a importância da Copasa na execução e implementação eficiente desta ação.

O compromisso com a verdade sempre deve nortear as nossas ações. A internet é um instrumento de democratização da informação e com tal deve ser utilizada com responsabilidade. Disseminar inverdades não faz parte da boa política. O contraditório é sempre necessário e faz parte do jogo democrático. O que não podemos aceitar e a orquestração deliberada de ações que envolvam atos de calúnia e difamação. Este é o instrumento dos que querem fazer política pautada na mentira.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Parcerias que rendem frutos


Cidades

Balanço. Após sete anos à frente do Servas, Andrea Neves diz que trabalho conjunto resultou no sucesso das ações


Programas sociais mudaram realidade de pessoas carentes em todo Estado

Renata Nunnes

O tom de voz determinado da mulher conhecida como grande articuladora, de repente, fica carregado de emoção. Ela para, respira e, tomada de satisfação, começa a fazer um balanço dos últimos sete anos. Foram tempos dedicados à frente de projetos desenvolvidos pelo Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), que mudaram, para melhor, a vida de pessoas de todas as idades.

Para a ex-presidente do Servas, Andrea Neves, a construção de programas sociais requer persistência. "Nenhum governo, por mais correto e bem intencionado que seja tem condição de enfrentar sozinho a questão social na gravidade com que ela existe no nosso país. Isso não tem relação apenas com recursos ou vontade política. Quando somos capazes de estabelecer parcerias, conseguimos fazer com que iniciativas andem mais rápido e cheguem mais longe", diz Andrea, que durante o governo do irmão, Aécio Neves, dirigiu a entidade.

Parcerias firmadas com empresas, entidades de classe, ONGs e cidadãos comuns garantiram que os programas do Servas fossem respeitados e até copiados no Brasil e no exterior. Digna Idade, Brinquedoteca, Valores de Minas, Vita Vida e Vozes do Morro são alguns dos projetos que saíram do papel para transformar a realidade de idosos, crianças, jovens, pacientes de hospitais e moradores de vilas e aglomerados. Eles ganharam humanização, resgataram valores e a autoestima. Alguns dos beneficiados se encontraram com o lúdico por meio da leitura. Outros conheceram a arte, a música e sua própria cultura. Sem contar os que se libertaram da fome em ação contra o desperdício.

Andrea Neves não esteve sozinha nas conquistas. Tinha a companhia de profissionais que, segundo ela, fizeram do trabalho a própria vida. "Muitas vezes, não basta ter uma boa ideia se você não tem pessoas comprometidas. Se não for assim, nenhuma questão sai do papel", afirma. Para Andrea, o esforço da equipe do Servas somado ao dos parceiros explica o fato de o Servas ter conseguido implantar projetos que têm feito diferença na vida das pessoas.

O serviço também atuou em fortes campanhas de mobilização social, como o "Volta", que convocava a população na busca de pessoas desaparecidas. E quem não se lembra do filme da campanha contra a exploração sexual de crianças em que uma menina pedia "socorro" por meio de uma canção?
Outra grande mobilização ocorreu em torno dos cuidados com os idosos e teve a participação do cantor Zezé di Camargo. Uma moda de viola dizia que um pai cuida de dez filhos, mas dez filhos não cuidam de um pai. "É tão verdadeiro esse sentimento de que alguma coisa está acontecendo em nossa sociedade. Estão se esfacelando laços, que deveriam ser de permanente afeto. A questão do idoso é dolorosa. Eles não podem ser excluídos da sociedade", disse Andrea Neves.



"Faço política como instrumento para colaborar com a sociedade, para ajudar a transformá-la"
Andrea Neves Ex-presidente do Servas

Qual a avaliação que a senhora faz do trabalho realizado no Servas?

Foi um trabalho construído aos pouquinhos e que hoje nos enche de surpresa em perceber que conseguimos abraçar, em tão pouco tempo, tantas pessoas. O Servas, hoje, tem programas muito diferenciados. Eles nos permitem estar em todas as regiões do Estado. Construir programas sociais requer muita persistência. Não trabalhamos com estatísticas, ajudamos pessoas de verdade.

A senhora acredita que os programas desenvolvidos e reestruturados durante sua gestão vão ser mantidos ao longo de outros governos?

Me preocupa muito essa questão de um governo que começa e resolve anular tudo que foi feito antes. Acho uma covardia com a sociedade brasileira. Tenho um profundo respeito pelas ações desenvolvidas por entidades sociais de Minas. Portanto, fechamos muitas parcerias. Somamos esforços e o resultado cria condições para que os projetos existam além de qualquer gestão política. Só as parcerias garantem as condições de continuidade dos programas.

Foram muitas as ações desenvolvidas pela equipe do Servas. Há algum dos programas que tenha tocado a senhora de maneira especial?

O Digna Idade. Ele é voltado para idosos que vivem em instituições de longa permanência, os antigos asilos. Muitos deles têm seus vínculos familiares esgotados, vivem sozinhos.
Como nasceu o Digna Idade? Ele nasceu de uma parceria com o Ministério Público Estadual. Em 2003, o órgão tinha um diagnóstico muito duro sobre a realidade de grande parte das entidades do tipo que existem em Minas Gerais. Com isso, priorizamos o tema.

Como o programa atua?

Ele atua em três frentes diferenciadas: capacita a gestão da entidade, capacita os cuidadores de idosos e possibilita a reforma e a aquisição de equipamentos necessários para cada instituição. O Digna Idade também se soma à campanha de mobilização social.

De fato, o Servas priorizou campanhas de mobilização social como a dos desaparecidos e a da violência doméstica. Como a senhora avalia essas ações?

Foram campanhas fortes ao longo dos últimos anos. Todas criadas com o objetivo de sensibilizar as pessoas sobre questões presentes na vida de cada um de nós. Tivemos, obviamente, resultados concretos. No caso da atenção aos idosos, por exemplo, houve um aumento no número de denúncias de violência.

Qual das ações alcançou mais retorno?

A dos idosos. Essa campanha alcançou retorno inclusive no exterior. O comercial foi traduzido para outras línguas. Recebemos comunicados da Itália e dos Estados Unidos. Ocorreram correntes na internet divulgando a campanha e isso foi muito gratificante.

E o programa Vozes do Morro?

Ele também foi bastante divulgado e revelou grandes talentos. À primeira vista, ele tem uma função de revelar talentos na área musical de pessoas que moram em vilas, favelas e aglomerados. Mas, na verdade, tem um sentido muito maior, porque trata de reforçar a identidade e criar valores nessas comunidades. Claro que você tem um resultado individual dos artistas. Mas o que é mais precioso para a gente no projeto é como a sociedade passa a se organizar em torno da criatividade e da solidariedade.

Outro projeto bastante reconhecido é o Vita Vida. A ideia pode ser multiplicada em todo o país?

 Estamos comemorando em 2010, com muito orgulho, a primeira parceria com a Pastoral da Criança e ela envolve o repasse da tecnologia do Vita Vida. Ao longo do último ano, a pastoral experimentou o uso do alimento desidratado nas crianças atendidas pela entidade. O resultado é extraordinário.

Quantas refeições já foram distribuídas por meio do Vita Vida?

Foram 12 milhões. Um grande exemplo do combate às duas piores chagas da sociedade: o desperdício e a fome. As fábricas recebem excedentes de alimentos de produtores rurais e de comerciantes da Ceasa. Frutas e legumes que não servem para ser vendidos, mas estão em perfeitas condições de consumo.

O que o trabalho no Servas significou para a senhora?

Eu também me transformei muito. Às vezes, a gente começa a trabalhar motivada para tentar colaborar com a transformação da vida dos outros e não percebe o quanto esse trabalho também nos transforma ao longo do processo. Essa foi uma experiência definitiva na minha vida.

A senhora descarta qualquer possibilidade de, no futuro, candidatar-se às eleições?

As hipóteses estiveram descartadas no passado e todas estão descartadas no futuro. Faço política como instrumento para colaborar com a sociedade, para ajudar a transformá-la. Tem pessoas que optam por disputar um mandato eletivo, outras não.

Quais são os planos da senhora para o futuro?

A partir de julho, estarei ao lado de Aécio Neves e Antonio Anastasia dando a minha contribuição na campanha eleitoral. Depois, vamos esperar chegar mais perto para enxergar melhor.

(RN)
Publicado em: 06/06/2010

domingo, 27 de dezembro de 2009

Artigo: Os Mineiros e a Federação


Por Mauro Santayana,

A indecisão hamletiana de José Serra foi sempre calculada. Não dando a Aécio chance - na disputa das prévias - de articular as forças regionais em torno de sua candidatura, o empurrariam para aceitar a postulação à Vice-Presidência. O açodamento não é um pecado mineiro. Aécio recusou as cartas do jogo, a fim de não contribuir para uma posição subalterna de Minas. Qualquer venha a ser o futuro presidente, os mineiros, sob a liderança de Aécio, seja dando-lhe apoio, seja a ele se opondo, terão poder suficiente para influir no destino do país.

A decisão do governador de Minas foi tomada desde que sentiu, na seção paulista do PSDB, a intenção de desgastá-lo, mediante as manobras conhecidas.

Desde os militares, os governos têm buscado em Minas o atestado de credibilidade junto à nação: Castello Branco, com Alkmin; Costa e Silva, com Pedro Aleixo; Figueiredo, com Aureliano Chaves; Fernando Collor, com Itamar Franco; e, por fim, José Alencar, com Lula. Aécio percebeu que o problema era mais grave, porque confirmava a presunção de hegemonia de São Paulo sobre a Federação. Aécio sempre defendeu os direitos da Federação; não apenas os de Minas. Nisso, o governador segue a reivindicação federalista dos mineiros, dos gaúchos e pernambucanos que remonta aos farroupilhas, aos confederados de 1824 e aos luzias de 1842.

Como Aécio deixou bem claro, não podia ficar aguardando a decisão de Serra. Não podia atrelar sua carreira de homem público, nem os interesses de Minas e do país à carruagem imperial do governador de São Paulo. Ele quis dizer, e disse, que Minas oferece ao Brasil seu governador como candidato a presidente, mas não mais aceita oferecer um candidato a vice-presidente. Pelo menos, não aceita que o ocupante do Palácio da Liberdade, com suas pedras vetustas e sua força histórica, venha a ocupar o Palácio do Jaburu.

Por outro lado, qualquer representante de um povo - que, desde o século 18, tem defendido sua dignidade, com todos os meios - não pode ficar postulando à porta dos paulistas. Se o partido, pelas suas instâncias regulares, vier a chamá-lo para disputar a indicação dos convencionais, para disputar a Presidência, ele poderá, talvez, aceitar a convocação. Não sendo assim, é melhor ficar em Minas. Ele tem, como exemplo, a famosa postura de Bueno Brandão, quando o grande republicano disse que preferia cair com Minas, a cair em Minas.

Em 1913, os paulistas e mineiros decidiram unir-se contra a provável candidatura de Pinheiro Machado, nas eleições de 1914, na sucessão de Hermes da Fonseca. Desse pacto surgiu a candidatura de Wenceslau Braz, mineiro, em 1914, e a do paulista Rodrigues Alves, para o quatriênio seguinte. Ao afirmar a solenidade do compromisso, Bueno Brandão fez a frase histórica.

Perder a oportunidade - se Aécio a perdeu - de eleger-se presidente da República em novembro, não é desdouro, como tampouco perder uma eleição. Aécio, ao que parece, não está disposto a "cair em Minas". É improvável que, apesar de todas as pressões, aceite a Vice-Presidência. Isso seria cair em Minas, o que sua biografia não admite. Não lhe cabe dobrar-se à divisa da cidade de São Paulo (non ducor, duco), que se pretende uma nova Roma. Se, conforme as pesquisas, Serra ganha da mesma forma as eleições, com Aécio ou sem Aécio, por que constranger o mineiro? Se a questão é de chapa pura, seria mais razoável que ela se formasse com Serra e Fernando Henrique, Fernando Henrique e Serra, ou Serra e Geraldo Alckmin.

Tancredo e a história

O jornal Valor Econômico, de segunda-feira, publica curiosa entrevista do professor de sociologia Rudá Ricci. Em seu juízo, Tancredo era provinciano, que só ficou conhecido dois anos antes de 1985 e não tinha a dimensão de Ulysses Guimarães. Insinua que Aécio é tão provinciano quanto o avô, e Serra tão universal quanto Ulysses. Não sabe que Tancredo foi ministro da Justiça de Getulio; que evitou a guerra civil em agosto de 1961, quando da renúncia de Jânio; que foi primeiro-ministro de Jango; que se opôs com bravura ao golpe de 1964 (quando Ulysses a ele aderia) e - como disse Affonso Arinos - deu ao Brasil não só a sua vida mas também a sua morte.

Que Ricci não conheça a História da Conquista da Inglaterra pelos normandos, vá lá; mas, que não conheça a história recente do país, é constrangedor para a credibilidade da instituição acadêmica a que pertence.

Fonte: JB Online - 22/12/2009 - 23h59 - Coluna Coisas da Política: "Os mineiros e a Federação"

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

É falsa a notícia sobre a agressão de Aécio à namorada em festa

É falsa e tem objetivos políticos eleitorais a notícia de que o governador de Minas, Aécio Neves, pré-candidato à presidente pelo PSDB, teria agredido a namorada, a estilista Letícia Weber, em uma festa no Hotel Fasano, no Rio de Janeiro.
É o que revela a apuração dos fatos feita por dois dos jornalistas políticos mais bem informados do país: Ricardo Noblat, do Blog do Noblat, e o Lauro Jardim, editor da coluna Radar, da revista Veja e do Portal Abril.com.
Eles apuraram os fatos, conversaram com pessoas que participaram da festa e apontam as motivações políticas eleitoreiras entorno da divulgação da notícia.

Ricardo Noblat – 02/11/2010, em seu Twitter : www.twitter.com/blogdonoblat:
Passei o dia atrás da história da suposta agressão de Aécio Neves à namorada. Ouvi 6 pessoas que estavam na festa do hotel Fasano.
Resposta delas: não viram nada. Há pouco, localizei Aécio e a namorada, Letícia. Os dois passam o fim-de-semana em Florianópolis.
"Isso é uma nojeira. Não aconteceu nada. Meu azar foi me apaixonar por um político," me disse Letícia. Aécio não quis comentar.
Letícia disse mais: "isso me parece exploração política." Berzoini, presidente do PT, deu a notícia no seu twitter.

Lauro Jardim - Blog Radar on-line:
Começou a baixaria - Eleições 2010
A insidiosa campanha de boatos na internet sobre Aécio Neves, que circula com força na web desde o fim de semana, visa a atingir exatamente a característica mais festejada do governador mineiro: a capacidade de conciliação e de entendimento entre contrários.
A baixaria tenta também alcançar outra de suas marcas atestadas nas pesquisas de opinião - a boa imagem junto ao eleitorado feminino.
Enfim, está inaugurada no final de 2009 a era de baixarias na campanha 2010.

Fonte: "Blog Aécio Presidente"

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Fifa confirma nas Bahamas e BH comemora

Jackson Romanelli/EM/D.A Press

Multidão festeja na Praça da Pampulha inclusão da capital entre as 12 cidades que vão sediar jogos do Mundial. Vice-governador e prefeito garantem investimentos em obras

Frederico Bottrel

Com um grito de alegria, erguendo bandeirolas em verde e amarelo, a multidão comemorou a escolha de Belo Horizonte como uma das sedes dos jogos da Copa do Mundo de 2014. Concentradas na Praça da Pampulha, diante da Igreja São Francisco de Assis, um dos cartões-postais da cidade, na tarde de ontem, as cerca de 7 mil pessoas nem quiseram ouvir os nomes das outras 11 cidades anunciadas pela Federação Internacional de Futebol (Fifa). Os fogos de artifício e a empolgação popular foram indício da euforia típica do mundial esportivo.


No telão que transmitia o pronunciamento oficial diretamente das Bahamas, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, anunciou, em ordem alfabética, as outras cidades brasileiras que receberão a Copa. Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo completaram a lista. Das 17 candidatas que estavam na disputa, ficaram de fora Belém, Campo Grande, Florianópolis, Goiânia e Rio Branco.


A festa em Belo Horizonte começou de manhã, diante do Mineirão, arena que receberá os jogos. O recordista de embaixadinhas Ricardo Silva Neves, de 45 anos, conhecido como Ricardinho das Embaixadinhas, não deixou a bola cair entre as 11h30 e as 15h30, hora do anúncio oficial. Shows do cantor Vander Lee e da banda Pato Fu estavam na programação do palco montado na praça. “Somos naturalmente hospitaleiros, não teremos problema em receber bem”, disse Vander Lee. Aguardando a vez de se apresentar no camarim, a cantora Fernanda Takai, vocalista do Pato Fu, ouviu o anúncio e a comemoração: “Agora vai ser difícil entrar no palco mais animada que o povo! Essa escolha é um orgulho para BH”.

Leia mais para assinantes no EM

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Aécio Neves, governador de Minas Gerais, inaugura nova sede do 41º Batalhão da Polícia Militar






Governador Aécio Neves e Prefeito Márcio Lacerda

Aécio Neves, governador de Minas Gerais, inaugurou, nesta quarta-feira, dia 1º, a nova sede do 41º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais, no Barreiro, em Belo Horizonte.

O novo prédio vai abrigar o efetivo de 452 policiais militares que já atua na região desde 2006, quando o batalhão foi criado. Durante a solenidade, o governador destacou que as novas instalações irão contribuir com o trabalho da Polícia Militar no Barreiro, que já apresenta resultados positivos na redução da criminalidade.

A Polícia Militar no Barreiro atende a uma população (residente e flutuante) de 480 mil habitantes. O 41º Batalhão é responsável pela segurança de 41 bairros e 19 aglomerados, em uma extensão territorial de 49,30 quilômetros quadrados.



Leia mais: Agência Minas.

Aécio diz que candidato de Lula parte de patamar "muito grande", mas não garante eleição

da Folha Online

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), admitiu nesta quarta-feira que o candidato ao Planalto em 2010 que tiver o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva partirá de um patamar "muito grande" na disputa.



No entanto, segundo ele, isso não é suficiente para vencer a eleição. "Acho que o crescimento da ministra Dilma [Rousseff nas pesquisas] é algo absolutamente natural. Acredito até que crescerá até muito mais, dada, sobretudo, à exposição que ela vem tendo e um candidato com o apoio do presidente da República tem também um impulso muito grande.

Não acho que por si só isso garanta uma eleição, mas esse candidato partirá de um patamar muito grande." Aécio afirmou estar tranquilo, já que não trabalha uma candidatura como "obsessão". "Acho que Minas tem um papel a contribuir nesse processo sucessório, acho que alguns temas novos, como a própria Agenda do Milênio, devem estar introduzidas nas discussões que ocorrerão em torno da eleição presidencial. [...] Quero contribuir primeiro com ideias. A candidatura é o destino de uma estratégia."

O governador disse que existe hoje "firmemente" uma disposição pessoal sua de caminhar pelo país. "Quero fazer isso ao lado do companheiro José Serra, apresentando ideias. Não acho que o PSDB possa, desde já, por indicadores de pesquisas, achar que vence as eleições. Portanto, uma candidatura é consequência. O que é importante hoje é nós firmarmos as novas ideias que o PSDB quer empreender no Brasil a partir de 2010."

O tucano também comentou a queda na avaliação positiva do presidente Lula. "No tempo da bonança há um crescimento claro dos governantes. No tempo da dificuldade, da crise, o que ocorre é um decréscimo. Tenho dito sempre que o presidente da República será um importante cabo eleitoral, mas jamais sozinho decidirá uma eleição. Por isso eu acho que o PSDB, construindo um novo projeto para o Brasil, tem enorme chance de vencer as eleições."

Na íntegra aqui.

terça-feira, 31 de março de 2009

Inscrições abertas para o Minas Olímpica Jogos Escolares de Minas Gerais

A Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude de Minas Gerais (Seej) abriu nesta segunda-feira, dia 30, as inscrições para a participação dos municípios no Minas Olímpica Jogos Escolares de Minas Gerais (Jemg/2009). O processo de inscrição é feito pelo site www.jemg.mg.gov.br e se estenderá até 10 de abril de 2009.
Em 2008, mais de 550 municípios participaram da competição. O Minas Olímpica Jemg integra equipes de escolas das diferentes redes de ensino, com o objetivo de aprimorar e ampliar a prática esportiva educacional.
Trata-se de uma ação em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SEE) para qualificar o esporte escolar, contribuir para uma educação de qualidade e para a formação integral dos alunos mineiros.
Leia na íntegra: Agência Minas

segunda-feira, 30 de março de 2009

Aécio Neves defende aliança entre partidos de oposição


Agência Brasil
BRASÍLIA - Em um encontro nesta segunda-feira entre governadores do Centro-Oeste para discutir alternativas para o desenvolvimento da região, coube a um governador do Sudeste, o de Minas Gerais, Aécio Neves, detalhar os pontos mais importantes da reunião.

Justificando sua presença na reunião com o fato de que municípios do noroeste mineiro têm os mesmos problemas de municípios da Região Centro-Oeste, o tucano Aécio Neves disse que o encontro em Brasília, que teve como anfitrião um governador do DEM, José Roberto Arruda, do Distrito Federal, fortalece os laços entre as legendas da oposição.

Aécio considerou a administração de Arruda semelhante à sua. - O que o Arruda vem fazendo no Distrito Federal repercute de forma positiva no Brasil. Temos a mesma visão de Estado, um Estado eficiente e para resultados - afirmou Aécio, que defende uma ampla aliança entre os partidos de oposição.

- Não tenho dúvida de que o DEM, o PSDB, o PPS e, no que depender de mim, outras forças políticas, possam estar juntos para iniciar uma nova fase no país, onde a gestão de qualidade seja compreendida como uma necessidade indiscutível para a diminuição das desigualdades sociais - acrescentou.

Leia na íntegra: JB On-Line ou PSDB