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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Lúcia Hipoolito denuncia que “A patrulha da lama se assanha” contra Aécio Neves

O tabuleiro eleitoral começa a se compor. As tropas de lado a lado se aprontam.
E a patrulha da lama se assanha. Campanha eleitoral é com ela mesma.

Ataques pessoais constituem arma das mais delicadas e perigosas de uma disputa eleitoral. São faca de dois gumes.
Não são poucos os casos de ataques pessoais que provocaram efeito bumerangue, ou seja, voltaram-se contra o atacante, prejudicando-o mais do que à vítima.
A vitimização do adversário é consequência bastante comum, e muito temida.
Por isso, estrategistas de campanha hesitam em usar dossiês, denúncias e outros artefatos do arsenal que pode ser mobilizado em campanhas eleitorais.
No ataque pessoal, a dosagem é questão crucial. Uma denúncia bem feita, uma suspeita bem lançada – em geral pela imprensa – podem ter resultados devastadores.
São inúmeros os exemplos de candidaturas abatidas em pleno vôo -- ou ainda taxiando na pista. Na eleição presidencial de 2002, foi devastadora a visão de uma montanha de dinheiro encontrada no escritório do marido da pré-candidata Roseana Sarney.
Até hoje mal explicada, aquela dinheirama foi fatal para as pretensões presidenciais de Roseana.
E até hoje, o senador José Sarney está convencido de que José Serra estava por trás da denúncia contra sua filha.
(Aliás, é curioso constatar que no Brasil metade das malfeitorias políticas é atribuída a José Serra, enquando a outra é atribuída a José Dirceu". Quando não, "coisa dos dois" em conluio.)
Assim como também foi devastadora a revelação do “escândalo Miriam Cordeiro”, quando, às vésperas da eleição de 1989, uma ex-namorada de Lula veio à TV afirmar que ele tinha tentado convencê-la a fazer aborto.
A aparição da ex-namorada foi armada pelo adversário, pela tropa de choque a serviço de Fernando Collor. (O senador Renan Calheiros, hoje aliado íntimo do presidente Lula, deve se lembrar bem desse episódio.)
Nas eleições de 2006, o PT colou no candidato do PSDB a pecha de privatista, entreguista, alguém que “vendeu o patrimônio do povo brasileiro na bacia das almas”.
Resultado, o candidato Geraldo Alckmin passou o resto da campanha vestido com um constrangedor colete com selos de todas as estatais, pisoteou o legado de Fernando Henrique... E os tucanos nunca mais conseguiram explicar por que se decidiram pela privatização.
Ataque pessoal não é coisa para amador. Ao contrário, é trabalho para profissional altamente competente.
Em geral, o ataque pessoal segue uma regra de ouro: nunca, nunca mesmo, parte do candidato adversário. Os ataques são sempre terceirizados.
É para isto que existe, em todas as campanhas, a patrulha da lama. É ela a encarregada de espalhar denúncias, calúnias, insultos, verdades, mentiras.
Com a disseminação da internet, calúnias e insultos percorrem a rede em velocidade estratosférica. Blogs, twitters, redes de relacionamento, tudo contribui para espalhar tanto a boa notícia quanto a lama.
Alguns partidos já possuem tropas treinadas. Tarefeiros remunerados ou voluntários que "estacionam" em certos blogs e sites -- ou são seus titulares --, espalhando veneno e promovendo verdadeiros linchamentos virtuais.
Preço pequeno a pagar pela liberdade de expressão. E vale a pena pagar.
No Brasil, os marqueteiros espalharam a ideia de que "quem bate perde". Nem sempre é verdade. Os danos podem ser fatais.
Por isso mesmo, a patrulha da lama se faz presente e todas as eleições. Cada vez mais disseminada e sofisticada.
Sob este aspecto, podemos dizer que a campanha eleitoral de 2010 já começou.
A notícia de que o governador Aécio Neves teria esbofeteado a namorada numa festa no Rio de Janeiro espalhou-se pela internet em altíssima velocidade.
A namorada negou tudo, pessoas presentes à festa não viram nada, além de um escorregão da moça na pista de dança, o governador chegou a falar no assunto em indignada entrevista coletiva (era a respeito de outro assunto, mas a pergunta foi inevitável. E ele não se furtou a responder.)
Mas a notícia continua a se multiplicar pela internet.
Junto com a notícia veio a especulação: "já é coisa de Serra, para anular as chances de Aécio?"
"É coisa de José Dirceu, temeroso de que o candidato seja Aécio?"
"É coisa dos dois, que continuam se dando muito bem?"
Não se sabe.
A única coisa que se sabe é que a patrulha de lama da campanha eleitoral de 2010 já entrou em campo.
Aqui o artigo da comentarista política da Rádio CBN no seguinte endereço: “A patrulha da lama se assanha”.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

É falsa a notícia sobre a agressão de Aécio à namorada em festa

É falsa e tem objetivos políticos eleitorais a notícia de que o governador de Minas, Aécio Neves, pré-candidato à presidente pelo PSDB, teria agredido a namorada, a estilista Letícia Weber, em uma festa no Hotel Fasano, no Rio de Janeiro.
É o que revela a apuração dos fatos feita por dois dos jornalistas políticos mais bem informados do país: Ricardo Noblat, do Blog do Noblat, e o Lauro Jardim, editor da coluna Radar, da revista Veja e do Portal Abril.com.
Eles apuraram os fatos, conversaram com pessoas que participaram da festa e apontam as motivações políticas eleitoreiras entorno da divulgação da notícia.

Ricardo Noblat – 02/11/2010, em seu Twitter : www.twitter.com/blogdonoblat:
Passei o dia atrás da história da suposta agressão de Aécio Neves à namorada. Ouvi 6 pessoas que estavam na festa do hotel Fasano.
Resposta delas: não viram nada. Há pouco, localizei Aécio e a namorada, Letícia. Os dois passam o fim-de-semana em Florianópolis.
"Isso é uma nojeira. Não aconteceu nada. Meu azar foi me apaixonar por um político," me disse Letícia. Aécio não quis comentar.
Letícia disse mais: "isso me parece exploração política." Berzoini, presidente do PT, deu a notícia no seu twitter.

Lauro Jardim - Blog Radar on-line:
Começou a baixaria - Eleições 2010
A insidiosa campanha de boatos na internet sobre Aécio Neves, que circula com força na web desde o fim de semana, visa a atingir exatamente a característica mais festejada do governador mineiro: a capacidade de conciliação e de entendimento entre contrários.
A baixaria tenta também alcançar outra de suas marcas atestadas nas pesquisas de opinião - a boa imagem junto ao eleitorado feminino.
Enfim, está inaugurada no final de 2009 a era de baixarias na campanha 2010.

Fonte: "Blog Aécio Presidente"

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Aécio Neves defende descentralização de recursos para desenvolvimento entre as regiões brasileiras

Governador proferiu palestra na Associação Comercial do Rio de Janeiro Evento reuniu personalidades da política nacional, do Judiciário e da iniciativa privada.
O governador Aécio Neves defendeu nesta sexta-feira (15/05), em palestra na Associação Comercial do Rio de Janeiro, o restabelecimento dos princípios federativos no Brasil. Aécio Neves acredita que a descentralização dos recursos traria oportunidades iguais para todas as regiões do país.

“Precisamos de um projeto que permita, de forma descentralizada, que cada região possa transformar suas vocações e competências em efetiva riqueza, distribuída de forma equânime, democrática e, portanto, socialmente justa e pacífica.

Trata-se da recuperação dos princípios que moveram a República e o Federalismo no Brasil, e que praticamente morreram sob a égide da concentração de poder e da irremediável subordinação dos entes federados”, destacou, ao discursar durante o “Almoço do Empresário”, promovida pela Associação Comercial, que reuniu autoridades da política nacional, do Judiciário e da iniciativa privada.

O governador lembrou que o Brasil vive hoje a mais grave concentração de impostos, recursos e poder de decisão na esfera da União de sua história, e que isso tem prejudicado o desenvolvimento dos estados e municípios.
“Quase 70% de tudo que se arrecada no país estão sob a guarda direta do governo central. Como, então, ser o país das oportunidades, se elas florescem distantes de Brasília, mas é lá que permanecem os recursos?”, completou.
Aécio Neves foi recebido pelo presidente da Associação Comercial, Olavo Monteiro de Carvalho, e estava acompanhado do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, e do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.
Blog da Lúcia Hippolito: