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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Mais um parênteses para falar sobre o que não gosto...

Nos jornais de circulação nacional, as notícias sobre o evento realizado no dia 21 de abril (diga-se de passagem, uma das mais importantes comemorações cívicas do Brasil) e sobre o pronunciamento do governador Aécio Neves ganharam contornos estranhos, abordagens que ninguém esperava...Uma explicação possível parte de informações fornecidas pelo blog Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim:
no início de abril, o Diário Oficial do Estado de São Paulo publicou a decisão de uma imensurável boa ação educacional da secretaria de Paulo Renato - o governo determinou a aquisição de 5.549 assinaturas do jornal "O Estado de S. Paulo" e 5.549 assinaturas do jornal "Folha de S. Paulo", para todas as escolas da rede estadual de ensino.Talvez as notícias sobre os eventos realizados em Minas não interessem muito ao grande grupo de alunos e professores beneficiados...Que nada, Paulo Henrique... Isso é só uma coincidência...
Mas fica aqui o registro, para quem gosta de ler sobre as ironias da política brasileira...E vamos mudar de assunto!
Matéria escrita pelo Aécioblog

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Arte do Consenso - Murillo de Aragão

O artigo escrito pelo sociólogo e cientista político Murillo de Aragão, publicado hoje (01/04) no jornal O Tempo, fala sobre a necessidade de se governar com diplomacia e consenso no Brasil. Hoje, mais ainda do que uma pessoa disposta a trabalhar com seriedade e boas intenções, os brasileiros precisam de um representante que consiga governar com consenso, unindo forças opostas, eliminando a paralisia e estimulando o trabalho conjunto para uma gestão responsável e coesa.

"Comparando José Serra e Dilma Rousseff com Lula e FHC, conclui-se que os candidatos de 2010 vêm de uma cepa distinta: são personalidades duras, que não titubeiam em dizer o que querem na lata. As histórias sobre a gentileza dos comentários de Dilma e Serra em dezenas de situações já compõem um vasto folclore político.

Serra toma medidas duras, "duela a quien duela", quando está focado. E ele vive focado. Foi assim quando manteve o congelamento dos preços de medicamentos mesmo em ambiente de liberdade de preços privados, quando confrontou os planos de saúde, quando criou a indústria de genéricos e quando acabou com os outdoors de São Paulo.

Dilma também tem histórias de "intervenções afirmativas", digamos assim, em debates. Ela mesmo assume que é uma mulher dura em meio a homens meigos. Pois bem, Aécio Neves é uma figura oposta. Está na linha dos políticos que se pautam pelo consenso e pelo diálogo. Em Brasília, sempre conversou muito bem. Não é o que é por ser neto de Tancredo. Conquistou seu espaço na base do diálogo. Em Minas, fez reformas duras conversando.

Entendendo-se muito bem com o PT e aliando-se ao PSB para eleger o prefeito de Belo Horizonte. Considerando o histórico do país, a figura consensual de Aécio cai melhor do que as personalidades duras de Serra e Dilma."

Fonte Blog Aécio , no Blog Aécio tem o link para o artigo na íntegra.

Aécio diz que candidato de Lula parte de patamar "muito grande", mas não garante eleição

da Folha Online

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), admitiu nesta quarta-feira que o candidato ao Planalto em 2010 que tiver o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva partirá de um patamar "muito grande" na disputa.



No entanto, segundo ele, isso não é suficiente para vencer a eleição. "Acho que o crescimento da ministra Dilma [Rousseff nas pesquisas] é algo absolutamente natural. Acredito até que crescerá até muito mais, dada, sobretudo, à exposição que ela vem tendo e um candidato com o apoio do presidente da República tem também um impulso muito grande.

Não acho que por si só isso garanta uma eleição, mas esse candidato partirá de um patamar muito grande." Aécio afirmou estar tranquilo, já que não trabalha uma candidatura como "obsessão". "Acho que Minas tem um papel a contribuir nesse processo sucessório, acho que alguns temas novos, como a própria Agenda do Milênio, devem estar introduzidas nas discussões que ocorrerão em torno da eleição presidencial. [...] Quero contribuir primeiro com ideias. A candidatura é o destino de uma estratégia."

O governador disse que existe hoje "firmemente" uma disposição pessoal sua de caminhar pelo país. "Quero fazer isso ao lado do companheiro José Serra, apresentando ideias. Não acho que o PSDB possa, desde já, por indicadores de pesquisas, achar que vence as eleições. Portanto, uma candidatura é consequência. O que é importante hoje é nós firmarmos as novas ideias que o PSDB quer empreender no Brasil a partir de 2010."

O tucano também comentou a queda na avaliação positiva do presidente Lula. "No tempo da bonança há um crescimento claro dos governantes. No tempo da dificuldade, da crise, o que ocorre é um decréscimo. Tenho dito sempre que o presidente da República será um importante cabo eleitoral, mas jamais sozinho decidirá uma eleição. Por isso eu acho que o PSDB, construindo um novo projeto para o Brasil, tem enorme chance de vencer as eleições."

Na íntegra aqui.