
sábado, 16 de julho de 2011
Reinaldinho promove rua de lazer

sexta-feira, 15 de julho de 2011
Governo de Minas anuncia instalação de nova fábrica da Siemens em Itajubá, investimentos de R$ 300 milhões vão gerar 1,1 mil empregos
O governador Antonio Anastasia e o presidente da Siemens, Adilson Primo, anunciaram, nesta quinta-feira (14), no Palácio Tiradentes, investimentos de R$ 300 milhões em duas fábricas: uma de motores elétricos de baixa e média tensão e outra de redutores mecânicos, para atender a indústria em geral. O local para a implantação do projeto será em Itajubá, onde serão gerados 1.100 empregos diretos, quando as fábricas estiverem em plena capacidade de operação.
“Este é um momento muito feliz, quero agradecer à Siemens, cumprimentar Itajubá por mais essa bela conquista, transformando cada vez mais o nosso Sul de Minas e Itajubá, em especial, em grande polo de desenvolvimento tecnológico do Brasil. Teremos uma fábrica de altíssima tecnologia, fabricação de motores para diversas atividades, investimento de R$ 300 milhões, vamos gerar em breve mais de 1 mil empregos nessa cidade, com a Siemens, que é uma referência internacional”, disse o governador, durante o anúncio do novo investimento.
A nova unidade começa a ser implantada ainda este ano com previsão de entrar em operação em 2013, com a criação, inicialmente, de 700 empregos diretos e um número significativo de indiretos. Em 2016, quando o empreendimento estiver funcionando plenamente, o número de empregos deve chegar a 1.100 postos. O plano de investimentos da Siemens no Brasil até 2016 prevê aportes de US$ 600 milhões. Ou seja, parte expressiva desses investimentos se concentrará em Minas Gerais. Nos últimos dez anos, a empresa investiu US$ 700 milhões no país.
Grandes empreendimentos
O governador Antonio Anastasia destacou, durante o anúncio, que Minas Gerais vem atraindo nos últimos dias grandes empreendimentos, que vão gerar empregos de qualidade em diversas regiões do Estado. Somente neste mês de julho, o governador assinou protocolos de intenções para investimentos de empresas privadas no Estado, que somam R$ 7,9 bilhões, que vão gerar mais de 9 mil empregos diretos. Entre esses projetos estão os das mineradoras BHP Billiton e MMX e da Alpargatas, fabricante das sandálias Havaianas.
“A secretária Dorothea está muito empenhada em trazer novas empresas, a imprensa está acompanhando quantas e quantas empresas e boas notícias nós trouxemos aos mineiros de diversas regiões, no Norte, no Centro, no Sul de Minas, nos últimos poucos dias, com novos empreendimentos, gerando empregos, que é a obsessão número um de nosso governo, gerar empregos para os mineiros”, afirmou o governador.
A presença da Siemens no Estado, empresa de alta tecnologia, envolvida em atividades com alto grau de inovação e complexidade, significa agregação de valor à economia mineira e geração de empregos de qualidade. A Siemens já emprega diretamente 450 pessoas em Minas Gerais, sendo mais da metade (242) do quadro composto por profissionais com formação em engenharia.
Logística e formação de mão de obra
O presidente da Siemens, Adilson Primo, explicou que a presença de instituições de ensino para a formação de mão de obra e a localização estratégica de Itajubá foram fundamentais na escolha da cidade para a implantação da nova unidade da empresa.
“Itajubá oferece, primeiro, uma obra de mão qualificada, que será o grande tema do Brasil no futuro. Se o Brasil hoje tem um problema de infraestrutura, que todos nós sabemos, acho que um dos grandes temas do futuro será a disponibilidade de mão de obra qualificada. Itajubá, pela sua tradição, pelas suas escolas, pelo nível do seu ensino, efetivamente oferece condições muito superiores a muitas outras cidades. Segundo, a questão da logística. Porque nós vamos estar mais ou menos equidistantes do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, e esse é o grande polo industrial do Brasil. Então a logística também tem peso específico muito grande”, disse o presidente da Siemens.
No Brasil e em Minas
No país há mais de 100 anos, a empresa se destaca como o maior conglomerado de engenharia elétrica e eletrônica do Brasil. Os seus equipamentos e sistemas são responsáveis por 50% da energia elétrica produzida no país. Alem disso, 25% dos diagnósticos digitais por imagens são efetuados com equipamentos da Siemens.
As atividades da Siemens em Minas Gerais atendem principalmente os setores de mineração, siderurgia, energia e mercado industrial. Uma das principais unidades de negócios da empresa está em Contagem: a Trench, fabricante de reatores e bobinas de bloqueio com núcleo de ar. A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) está na lista dos principais clientes da Siemens, como a Vallourec & Mannesmann, Gerdau, Vale, Usiminas, entre outros.
Entre os principais marcos da presença da Siemens em Minas Gerais estão a iluminação do Mineirão e a automação do Diamond Mall. A Siemens participou da implantação da Açominas, Mannesmann, Coteminas e, mais recentemente, da expansão do Hospital Mater Dei. Está ainda em Jeceaba no projeto da VM-Tubes. Outros destaques são a participação da Siemens junto a Cemig na construção das usinas hidrelétricas de Emborcação, Três Marias, Aymorés, Guilman Amorim, Irapé e Porto Estrela, e as principais subestações da Cemig no Estado.
Siemens investirá R$ 300 mi em MG
Fonte: Frederico Bottrel - Estado de Minas
Indústria
“Cidade fácil de ser amada” é o lema de Itajubá, no Sul de Minas, município que vai receber investimentos de R$ 300 milhões para implantação das duas novas fábricas brasileiras da Siemens, a multinacional alemã de aparelhos elétricos, eletrônicos e de comunicação. Para começar o que parece ser justamente a história de amor entre a empresa e a cidade, Itajubá investiu pesado na conquista: ofereceu incentivos como a cessão do terreno de 200 mil metros quadrados e isenções, durante 10 anos, de taxas como Imposto Predial Territorial e Urbano (IPTU) e Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN). ”A nova fábrica vai mudar a economia de Itajubá”, festejou ontem o prefeito Jorge Renó Mouallem (PTB), no evento, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte.
De acordo com o presidente da Siemens no Brasil, Adilson Primo, as fábricas começam a ser implantadas ainda este ano, assim que as construções começarem, depois dos trâmites ambientais: “Serão duas fábricas no mesmo local; uma vai produzir motores elétricos de baixa e média tensão, e outra, redutores mecânicos”. Os produtos são úteis, principalmente, para segmentos industriais como siderurgia, mineração e produção de açúcar e etanol. A previsão é gerar 700 empregos diretos já em novembro de 2013, quando a fábrica deve entrar em operação. Em 2016, com o empreendimento funcionando plenamente, a meta é gerar 1,1 mil empregos e faturamento de R$ 300 milhões.
As facilidades de logística e de qualificação de mão-de-obra foram apontadas pela Siemens como fatores que fizeram com que Itajubá vencesse a disputa para captar as novas unidades. “Estaremos equidistantes do Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, no foco de um polo industrial importante”, disse Primo. Mão de obra qualificada, grande problema para o desenvolvimento das indústrias de alta tecnologia no país, foi outro ponto a favor da autoproclamada capital do Vale do Silício Mineiro. “A qualidade dos ensinos técnico e superiores na cidade chama a atenção, e nesse quesito Itajubá oferece condições muito superiores a outras cidades”.
Tecnologia O foco em pesquisa da Siemens, contudo, não terá pouso no Sul de Minas. Conforme anunciou na última semana, a empresa vai investir US$ 50 milhões num centro de pesquisa e desenvolvimento no Parque Tecnológico da Ilha do Fundão, na capital fluminense, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em quatro anos, a empresa promete investir US$ 600 milhões no país.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Movimento Minas lançado por Anastasia amplia participação popular pela internet na elaboração de políticas públicas
Canal para movimentar Minas
Fonte: Amanda Almeida – Estado de Minas
Apostando na internet como canal de comunicação com a população, o governador Antonio Anastasia(PSDB) lançou ontem o Movimento Minas. Por meio do site www.movimentominas.com.br, a ideia é abrir espaço para a sociedade civil palpitar nas ações governamentais, indicando necessidades e trocando informações. Junto ao projeto, foi formado ontem o Fórum Minas de Ideias, composto por autoridades, personalidades e integrantes de entidades representativas de diferentes áreas, que se reunirão, ainda sem frequência definida, também para sugerir políticas públicas.
O site Movimento Minas tem como esqueleto 10 desafios do planejamento estratégico do governo estadual, como “reduzir a pobreza e as desigualdades” e “transformar a sociedade pela educação e cultura”. Ao fazer cadastro no site, que já está no ar, o internauta terá acesso a cada um desses desafios e será convidado a dar ideias para superá-los. Segundo Anastasia, não haverá seleção de comentários antes de publicação. “Não haverá filtros, para que se evite qualquer tipo de desvirtuamento do processo. Porque queremos participação plena, verdadeira e legítima”, disse o governador. Responsável pelo Movimento Minas, o Escritório de Prioridades Estratégicas terá como função encaminhar as propostas a líderes governamentais das áreas competentes.
O governador negou que o projeto seja uma resposta a críticas de que governos tucanos não têm participação popular. “Isso não tem nenhuma natureza de vinculação política com outros partidos. O que estamos fazendo aqui, que estava o tempo todo nas nossas discussões, que é a gestão para cidadania”, afirmou Anastasia, referindo-se a item de seu plano de governo que prevê maior participação popular.Questionado sobre a semelhança com o Orçamento Participativo de BH, lançado por administração petista em 2006, ele disse que, enquanto o OP trata de escolha de obras prioritárias, o Movimento Minas fará a “identificação das políticas (públicas), muito acima das obras”.
O Fórum Minas de Ideias se reuniu pela primeira vez com o governador ontem. Coordenado pela presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), Andrea Neves, e pelo diretor-presidente do Escritório de Prioridades Estratégicas, Tadeu Barreto, o grupo de 21 representantes de áreas diferentes conversou sobre os desafios do estado por uma hora. “Foi uma troca muito rica. Defendi como prioridade zero a educação. Infelizmente, o Brasil ainda é um país de analfabetos funcionais”, comentou o escritor Ziraldo, integrante do grupo que tem ainda os músicos Fernando Brant e Samuel Rosa, o escritor Affonso Romano de Sant’Anna, o estilista Ronaldo Fraga, o técnico de vôlei Giovane Gávio, entre outros.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Marcus Pestana: Itamar Franco: ética, espírito público e nacionalismo – O conterrâneo mais ilustre da nossa Juiz de Fora
Itamar Franco: ética, espírito público e nacionalismo
Fonte: artigo do deputado federal, Marcus Pestana* – O Tempo
O conterrâneo mais ilustre da nossa Juiz de Fora
Num tempo em que proliferam escândalos na vida pública e a ação política é ameaçada pela mediocrização e pelo fisiologismo, a morte de Itamar Franco provoca necessariamente uma reflexão.
Itamar Franco foi um daqueles políticos singulares na história do Brasil. Símbolo de ética, dignidade, firmeza, espírito público e nacionalismo. O conterrâneo mais ilustre da nossa Juiz de Fora.
Lembro bem dos meus 10 anos, em 1970, e dos comícios, “santinhos” e principalmente do jingle da campanha que elegeu meu pai na sucessão da Prefeitura de Juiz de Fora com o lema: “As obras não podem parar, Agostinho Pestana depois de Itamar”. Itamar tinha sido eleito aos 36 anos, em 1966, acompanhado de uma nova geração de políticos e técnicos, e promoveu uma administração histórica e modernizante.
Em 1974, após ser eleito para um segundo mandato frente à prefeitura, Itamar teve um gesto de coragem e ousadia – traço que sempre o acompanhou -, ao se desligar do cargo para, em pleno regime autoritário, se candidatar ao Senado Federal pelo MDB. Venceu e fez parte daquela que talvez tenha sido a melhor geração que já passou pelo Senado. A partir daí, participou de forma marcante das lutas pela redemocratização e pela defesa do interesse nacional.
Em 1982, acompanhei de perto sua reeleição ao Senado, já que, aos 22 anos, era candidato a vereador. Essas eleições foram decisivas. O voto era vinculado. Nossa chapa em Juiz de Fora: Tancredo, Itamar, Tarcísio Delgado, José Luis Guedes, Clodsmith Riani. Foi minha estreia eleitoral antes mesmo de me formar em economia. Fizemos barba, cabelo e bigode.
Em 1986, coordenei a dissidência do PMDB em Juiz de Fora a favor da candidatura de Itamar ao governo de Minas contra Newton Cardoso. Pimenta da Veiga liderava essa corrente no plano estadual. Essa foi a semente do PSDB.
Vieram o governo Collor e a crise do impeachment. Itamar assume a Presidência em condições extremamente graves e instáveis. O PSDB é o primeiro a se oferecer para colaborar. Itamar, com serenidade e firmeza, consolida um governo de união nacional. Só o PT, que pensa sempre no próprio PT, não quis participar. Itamar deixa uma herança definitiva: garante a liberdade e assegura a estabilidade econômica através do Plano Real. Gozando de enorme prestígio popular, escolhe e elege Fernando Henrique presidente da República.
De 1998 a 2002, realiza o sonho de governar sua Minas tão querida. E, em gesto generoso, abre mão da reeleição para apoiar Aécio Neves. Em 2010, tem papel decisivo na grande vitória de Anastasia,elegendo-se, pela terceira vez, senador. Nos quatro meses de exercício do novo mandato se destacou de forma absoluta pela exemplar e consistente ação oposicionista.
Itamar Franco deixará um enorme vazio. Mas servirá de firme exemplo para as novas gerações por sua vida dedicada à ética, à pátria e ao povo brasileiro.
Minas tem gás em volume capaz de garantir autossuficiência – reservas correspondem a 25% da distribuição diária do gasoduto Brasil-Bolívia
A nova energia de Minas
Fonte: Alberto Pinto Coelho, Vice-governador de Minas Gerais – Estado de Minas
Há 135 anos era criada, em Ouro Preto, a Escola de Minas, destinada a formar os primeiros profissionais de pesquisa nas áreas de geologia e mineração no Brasil. Quase um século depois, também em Ouro Preto, a Fundação Gorceix, vinculada à mesma escola, criou o Núcleo de Geologia do Petróleo (Nupetro), buscando estabelecer uma melhor avaliação do potencial petrolífero do Brasil. Fazendo jus ao seu nome, Minas Gerais tem dado, portanto, histórica contribuição ao desenvolvimento mineral do país. O que ninguém poderia supor, nem os pioneiros de 1876 e tampouco os precursores do Nupetro, hoje parceiro estratégico do governo de Minas, é que o estado surgiria, em pleno século 21, como um dos principais reservatórios de gás natural do Brasil. Coube ao governador Antonio Anastasia anunciar a boa-nova em outubro de 2010: Minas tem gás em volume capaz de garantir autossuficiência do estado numa fonte de energia limpa e considerada, na avaliação de especialistas, elo de transição da cultura do petróleo para um mundo onde haverão de prevalecer fontes de energia alternativas e sustentáveis.
O gás natural, com suas vantagens comparativas, lidera a matriz energética da Rússia (54%) e desponta como segunda principal fonte nos Estados Unidos (25%), com posição semelhante em países como a Alemanha, Inglaterra, França, Canadá e Irã. Já no Brasil, sua utilização, na mesma matriz, é de apenas 7,5%, enquanto o petróleo e seus derivados alcançam a taxa de 43%, contra a média mundial de 35%. Há no país, portanto, um grande potencial para o uso do gás natural na indústria e no consumo residencial, em processos de produção de calor e vapor. Até 2013, a Usiminas utilizará o gás natural fornecido pela Gasmig em toda a sua linha de produção, substituindo os derivados do petróleo.
Note-se que as reservas estimadas na bacia sedimentar do Rio São Francisco, de Morada Nova de Minas a Montalvânia, de Brasilândia de Minas a Paracatu, de Buritizeiro a Unaí e Paracatu, são de tal monta que, em Morada Nova de Minas, as reservas correspondem a 25% da distribuição diária do gasoduto Brasil-Bolívia (Gasbol), ou seja, 7,5 milhões de metros cúbicos/dia. Já as reservas totais estimadas para a região, em prospecções feitas pelo consórcio Cobasf, que reúne a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas (Codemig), a Cemig e os players privados Orteng, Delp e Imetame, com estudos conduzidos pela Schlumberger, gigante internacional prestadora de serviços na área petrolífera, apontam para um volume estimado da ordem de 195 bilhões de metros cúbicos de gás natural.
É com o exato objetivo de estabelecer um planejamento estratégico para a exploração e o melhor aproveitamento dessa extraordinária riqueza natural que aflora em Minas que o governo Anastasiaempossou, dia 1º, o Comitê Especial Mineiro de Gás e Petróleo. A missão deste comitê contém a diretriz central de incentivar a agregação de valor à cadeia de produtos mineiros, como também a de estimular o desenvolvimento da rede de fornecedores de equipamentos e serviços à Petrobras, no âmbito do pré-sal. No caso do gás natural, um produto nobre, todos os esforços convergem no sentido de que seu aproveitamento tenha o maior valor agregado possível, tanto na substituição de combustíveis como nas indústrias gasoquímica, siderúrgica, com aproveitamento do potencial de minério de ferro do estado, ou na produção de fertilizantes, no caso de amônia e ureia. E, ainda, como cogerador e ferramenta complementar da energia elétrica, contribuindo para fortalecer um setor estratégico do desenvolvimento brasileiro e que utiliza energia renovável, importante diferencial do país na matriz energética do mundo.
O comitê mineiro agrega, por sua vez, um valor institucional de primeira ordem: a par dos representantes dogoverno estadual, dele participam instituições de grande prestígio, como a Petrobras, e as mais expressivas entidades representativas da iniciativa privada, como a Fiemg, a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip); a Associação dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abrip) e do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP). Mas a melhor de todas as notícias, certamente, é a de que esta nova riqueza de Minas está localizada em uma região social e economicamente povoada por múltiplas demandas. Com essa verdadeira revolução econômica que se avizinha, ela desperta para uma nova etapa de desenvolvimento capaz de elevar, rapidamente, os indicadores de renda e de emprego no Noroeste são-franciscano. Com as bênçãos sagradas do Velho Chico.
domingo, 10 de julho de 2011
Obras inauguradas por Dilma e Lula estão paradas ou com problemas
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Atração de investimentos e geração de empregos prometem impulsionar o Norte de Minas

As negociações conduzidas pelo Governo de Minas, que culminaram com a destinação de R$ 177 milhões para a implantação de uma fábrica de sandálias da Alpargatas S.A., em Montes Claros, estão sendo comemoradas pelas lideranças empresariais e políticas do Norte do Estado.
O anúncio da instalação da empresa, que garantirá a geração de 2.250 empregos diretos e três mil indiretos, foi feito nessa quinta-feira (7), pelo governador Antonio Anastasia, durante assinatura de protocolo de intenções envolvendo o Governo do Estado e o presidente da Alpargatas, Márcio Utsch. A previsão é de que a unidade entre em operação em setembro de 2012, com produção anual de 100 milhões de pares de calçados.
“A vez do Norte de Minas chegou. Com o apoio do Governo do Estado, os empresários estão descobrindo nossas potencialidades e os incentivos financeiros e fiscais, que contemplam a região por estar inserida na área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene)”, comemora o presidente da Construtora Pavisan e ex-diretor do Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi), Jamil Habib Curi.
Na opinião do empresário, a instalação de uma empresa de renome internacional no Norte de Minas, do porte da Alpargatas, “se constitui num fator primordial para impulsionar o desenvolvimento econômico regional”.
Em virtude dos aportes financeiros anunciados este ano por empresas interessadas em explorar as jazidas de minério de ferro existentes na região, Jamil Curi estima que o Norte de Minas tem perspectivas de contar com uma captação de R$ 12 bilhões em novos investimentos. “Isso é muito significativo para uma região que não contava com grandes ações voltadas para o aproveitamento das suas potencialidades”, destaca o empresário.
De acordo com o presidente da Agência de Desenvolvimento do Norte de Minas (Adenor), José Geraldo Drumond, o trabalho orientado pelo governador visando à redução das desigualdades econômicas e sociais ainda existentes no Estado já tem proporcionado reflexos positivos para o Norte de Minas e os Vales do Jequitinhonha e Mucuri.
“O apoio do Estado na implantação de uma empresa do porte da Alpargatas no Norte de Minas abre novas perspectivas para o desenvolvimento econômico regional. Além da geração de emprego e renda, certamente, nos próximos anos, constataremos que o Produto Interno Bruto (PIB) da região vai aumentar e proporcionar a melhoria da qualidade de vida da população”, diz José Drumond.
Na mesma linha de raciocínio, o presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Montes Claros (ACI), Adauto Marques Batista, assinala que “a instalação da fábrica da Alpargatas em Montes Claros se constitui numa ótima notícia que, certamente, proporcionará desdobramentos positivos para o desenvolvimento não só de Montes Claros, mas da região Norte como um todo”.
Segundo o dirigente, em virtude da decisão estratégica do Governo do Estado em priorizar investimentos nas regiões mais carentes do Estado, a Associação Comercial já tem recebido várias consultas de empresários interessados em se instalarem na região. “Temos boas perspectivas que abrem novos horizontes no que se refere à geração de emprego e renda”, garante Marques.
O prefeito de Capitão Enéas e presidente da Associação dos Municípios da Bacia do Médio São Francisco, Reinaldo Landulfo Teixeira, afirmou que a empresa terá reflexos positivos em toda região, sobretudo no que se refere à geração de emprego e renda.
“A chegada da empresa no Norte de Minas proporcionará empregos não só para os jovens residentes em Montes Claros, mas, também, para os oriundos de outros municípios que estão em busca de novas oportunidades. Além de investimentos na construção da empresa, será necessário o direcionamento de recursos para capacitação de novos profissionais, o que elevará o nível da mão de obra regional como um todo”, afirma Teixeira.
Para o prefeito de São João do Paraíso, Manoel Capuchinho, além do grande impulso que a exploração do minério de ferro proporcionará à região nos próximos anos, os grandes investimentos que estão sendo direcionados para o Norte de Minas proporcionam a atração de novos empreendimentos privados.
“Essa é uma realidade nunca antes vivida pela região e, certamente, a agregação de valor às matérias-primas a serem exploradas será fundamental para o alcance do objetivo do Governo de Minas, de reduzir as disparidades econômicas e sociais ainda existentes no Estado”, finalizou o prefeito.
Anastasia participa de missa em homenagem ao ex-presidente Itamar Franco

O governadorAntonio Anastasia assistiu, nesta sexta-feira (8), à missa de Sétimo Dia do falecimento do senador e ex-presidente Itamar Franco, celebrada pelo arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo, na capela do Palácio dos Despachos.
Também participaram da celebração o vice-governador Alberto Pinto Coelho; o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda; a presidente do Servas, Andrea Neves; o secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas, Carlos Melles, e da Casa Civil, Maria Coeli; o presidente da Cemig, Djalma Morais; o procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Alceu José Torres Marques; o procurador Jarbas Soares Júnior; e deputados, lideranças políticas e empresariais.
Homenagem
Antes da cerimônia, o governador afirmou, em entrevista, que encaminhará projeto de lei à Assembleia Legislativa dando o nome do ex-presidente Itamar Franco ao Aeroporto Regional da Zona da Mata, localizado entre os municípios de Goianá e Rio Novo.
“Eu orientei a Secretaria da Casa Civil a encaminhar, até a semana que vem, um projeto à Assembleia Legislativa dando o nome do presidente Itamar ao Aeroporto Regional da Zona da Mata, que foi uma das suas grandes inspirações enquanto governador de Minas”, afirmou.
O Aeroporto Regional começou a ser construído quando Itamar Franco foi governador de Minas (1998-2001). Nos últimos anos, o Governo de Minas investiu R$ 12,4 milhões na sua modernização para permitir pouso e decolagem de aviões de grande porte. As obras estão concluídas e o aeroporto totalmente remodelado deverá entrar em operação em agosto deste ano.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Marcus Pestana: Pacto federativo, royalties e equidade – quadro é escandalosamente desequilibrado e injusto
Quadro é escandalosamente desequilibrado e injusto
Distribuição de renda é tema fácil na retórica, mas complexo na prática. Se imaginássemos Adão e Eva no paraíso discutindo a partilha da renda em um mundo futuro, tudo ficaria mais fácil. O difícil é falar em redistribuir riquezas que já têm um determinado padrão de distribuição vigente. É como trocar o pneu da bicicleta andando.
Ao abordar a necessária reforma tributária e fiscal é preciso ver que temos uma das maiores cargas tributárias; um sistema irracional e ineficiente; uma tributação regressiva e perversa; uma enorme concentração de recursos nas mãos do governo federal; um perfil de gasto público que sacrifica políticas sociais e investimentos, concentrando em juros, Previdência e custeio da máquina. Além disso, a partilha dos recursos arrecadados se baseia não só em critérios demográficos e de pobreza, mas em vetores como royalties e impostos vinculados à produção de petróleo, energia ou minérios.
O resultado é um brutal desequilíbrio e uma injustiça flagrante. As políticas públicas, que são decisivas para a qualidade de vida da população, dependem fundamentalmente do número de pessoas a serem atendidas. Existem cidades onde o dinheiro é abundante. Outras lutam contra a escassez. Algumas têm ambiente para realizar esforço de arrecadação própria, outras não.
Algumas têm pequeno território, outras têm espaço geográfico gigantesco. Há cidades que têm custos crescentes, frutos da industrialização, outras têm realidade urbana menos conturbada.
Selecionei dados sobre as transferências obrigatórias, baseados no Censo de 2010 e do TCE-MG de 2009.
A pequena Cachoeira Dourada, no Triângulo Mineiro, com seus 203 km² e sua usina hidrelétrica, tem R$ 5.930 por habitante/ano para desenvolver suas políticas. Já Berilo, no Jequitinhonha, com seus 585 km² e nenhum potencial para incrementar receitas próprias, possui R$ 1.021 por habitante para enfrentar a pobreza. Betim, com 345 km², tem R$ 1.984 per capita/ano.
Juiz de Fora, com território bem maior e renda per capita bem menor, recebe de transferências correntes obrigatórias R$ 909 por habitante. Belo Horizonte, com os problemas inerentes a uma metrópole e bom potencial de arrecadação de IPTU e ISS, recebe R$ 854 por habitante/ano. São Gonçalo do Rio Abaixo, polo de mineração do Vale do Aço, vê entrar em seus cofres R$ 5.884 para cada um de seus habitantes.
A pior situação é a de Ribeirão das Neves, que compartilha graves problemas metropolitanos, tem uma população pobre e frágil, base no setor de serviços, portanto, baixa capacidade de tributação própria, recebendo apenas R$ 340 para desenvolver suas políticas sociais e de infraestrutura.
Os números falam por si. Ao votarmos a reconfiguração da Compensação Financeira por Exploração Mineral, a distribuição dos royalties do pré-sal e, principalmente, a reforma tributária e fiscal, precisaremos de coragem para mudar esse quadro escandalosamente desequilibrado e injusto.
Link da matéria: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=175750,OTE&IdCanal=2
sábado, 2 de julho de 2011
Ex-presidente Itamar Franco morre em São Paulo aos 81 anos
Fonte: Portal Terra
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Governo do PT: Consumidores de energia no país devem pagar quase R$ 18 bilhões de encargos na conta de luz
Os valores levantados pela Abrace incluem apenas dez dos principais encargos cobrados pelo governo na conta de energia elétrica. Ou seja, essa despesa pode ser ainda maior. “Existem mais de uma dezena dessas contribuições e procuramos apenas contabilizar as que merecem ser questionadas e revistas”, explicou o assessor de energia elétrica da Abrace, Fernando Umbria.
A maioria dos consumidores ainda não sentiu no bolso os aumentos deste ano, pois serão repassados junto com o reajuste das contas de luz no segundo semestre, caso de Brasília e da Grande São Paulo. Os que já foram aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estão sendo corrigidos, na grande maioria, acima da inflação oficial de 6,55% dos últimos 12 anos. E, em alguns casos, o percentual supera os 10%.
Como metade da custo da energia corresponde a impostos diretos e indiretos, o consumidor não tem consciência exata sobre o que ele paga, muito menos para onde vai esse dinheiro. Atualmente, segundo a Aneel, de uma conta de luz residencial de R$ 100, a compra apenas de eletricidade representa R$ 31, enquanto a transmissão custa R$ 5,70 e a
distribuição, R$ 26,50. O restante representa R$ 10,90 de encargos e R$ 25,90 de outros impostos.
Cobranças
Nessa série de penduricalhos, estão cobranças para financiar projetos ligados à área de energia, como o programa Luz Para Todos e obras da Eletrobrás. Há ainda uma tal Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), para cobrir custos de geração térmica no Norte do país, e até taxas para manter a segurança energética e estimular a adoção de fontes renováveis.
Apesar da promessa do Palácio do Planalto de desonerar esse peso, o Congresso Nacional acaba de prorrogar até 2035 a cobrança do encargo Reserva Global de Reversão (RGR), criado em 1957, para que a União pudesse indenizar eventuais reversões de concessões do serviço de energia elétrica. A RGR, que seria extinta em janeiro deste ano, custa mais de R$ 2 bilhões por ano aos consumidores. Boa parte dos recursos não tem destino certo. “Esse fundo (RGR) já arrecadou quase R$ 16 bilhões, dos quais R$ 9 bilhões estavam parados sem destinação certa e foram parar no Tesouro para compor o superavit primário”, destacou o presidente da Abrace, Paulo Pedrosa.
A carga tributária sobre a luz sobretaxa até os investimentos realizados pelo setor elétrico, que vem sofrendo sucessivos problemas de transmissão. Os órgãos do setor calculam que este ano haverá recorde de interrupções no fornecimento, de 19 horas. “O governo precisa fazer uma avaliação sobre todos os encargos para verificar o custo e o benefício de cada um. O custo da produção da energia é um dos mais baratos do mundo, mas a conta do brasileiro é uma das mais altas”, explicou o especialista Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de InfraEstrutura (CBIE). “É um contra-senso porque o governo olha para o setor energético como um grande coletor de impostos. As tarifas elevadas comprometem a competitividade e a industrialização do país”, disse.
Os especialistas também criticam o destino indefinido desses encargos. “Muitos deles são criados para uma finalidade, que depois é alterada, sem que o sejam extintos”, apontou Pedrosa. “O pior é quando o dinheiro não vai para o destino que deveria ir, como em infraestrutura, e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) deveria focar mais nesse tipo de investimento em que há muita carência e é essencial para o desenvolvimento do país ao invés de comprar participação em empresa de varejo”, completou Pires.
Fonte: Rosana Hessel – Estado de Minas
terça-feira, 28 de junho de 2011
Itamar tem pneumonia e é transferido para UTI do Hospital Israelita Albert Einstein
Itamar vai para a UTI devido a pneumonia
Fonte: Folha de S.Paulo
Senador está internado em São Paulo desde maio
O ex-presidente e senador Itamar Franco (PPS-MG), 80, foi transferido para a UTI do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, para tratar de uma pneumonia grave, segundo boletim médico divulgado ontem.
Ele está internado desde 21 de maio para tratar de leucemia. De acordo com o hospital, embora esteja na UTI, o senador ”apresentou ótima resposta ao primeiro ciclo de tratamento quimioterápico”.
Em boletins anteriores, a equipe médica divulgou que um transplante de medula não era cogitado.
Itamar foi diagnosticado com a doença ao fazer exames devido a uma forte gripe. Ele pediu afastamento temporário do Senado.
Pelo regimento da Casa, o suplente de Itamar só assume a cadeira do senador se ele se afastar por um período superior a 120 dias.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Sistema de segurança de monitoramento por rede de vizinhos de Minas passa a ser adotado em Niterói
Monitoramento de vizinhos é a nova arma contra roubos a residências
Fonte: Diego Barreto – O Globo
Projeto iniciado em Piratininga será estendido para outros bairros
Nada de cães de guarda ou câmeras de segurança. A nova estratégia do 12° – BPM (Niterói) para reduzir o registro de roubos a residências na cidade atende pela sigla VIP, que ganhou novo significado no combate à criminalidade.
Iniciado em maio, o programa Vizinhos Integrados à Polícia consiste no treinamento de um grupo de cinco ou seis moradores para monitorar, por meio de observação, a rotina de uma área residencial. No caso de eventos que fujam da normalidade, os “vizinhos monitores” se comunicam entre si e com o batalhão que, em poucos minutos, envia equipes especialmente treinadas para atender a esses chamados.
De acordo com o tenente-coronel Paulo Henrique Moraes, que na próxima terça-feira completa seis meses à frente do 12°-BPM, o VIP é uma das estratégias de policiamento ostensivo de Niterói que serão ampliadas até o fim do ano. Outra ação que será estendida é a ronda monitorada por ponto eletrônico.
Moradores de Itaipu e Barreto serão treinados
São Francisco, Ingá e Fonseca terão ronda com ponto eletrônico
Com a primeira célula implantada no Maralegre, em Piratininga, o VIP será ampliado para outros bairros na próxima semana.
- O Bairro Peixoto (Itaipu) será o próximo, depois o projeto chega ao Barreto e, posteriormente, será estendido para outras regiões da cidade – diz Paulo Henrique, que ”importou” a ideia de Minas Gerais e dos Estado Unidos. – Conheci o projeto em Minas e resolvi adaptá-lo para Niterói. Depois soube que também existe algo semelhante em Los Angeles.
Outra ação que será estendida nas próximas semanas é a ronda policial controlada por pontos eletrônicos, reativada pelo comandante em janeiro. São Francisco, Ingá e Fonseca serão os próximos bairros a receber os equipamentos.
- Estamos aguardando apenas a chegada de bastões e chips. Essa é uma ferramenta que tem se mostrado eficaz, sobretudo no combate a crimes como roubos e furtos. Na Avenida Central, em Itaipu, reduzimos pela metade o roubo a transeuntes – afirma.
UPP de Niterói já tem projeto na Secretaria de Segurança
O comandante do 12°- BPM explica que a adoção de ações focadas nas características de cada região foi determinante na redução e no controle de crimes no último semestre.
- Faço o acompanhamento semanal de todos os registros de ocorrência de Niterói, e isso permite direcionar as ações. Um exemplo são os roubos de veículos, que preocupavam quando assumi. Intensificamos operações e conseguimos reduzir em mais de 50% entre janeiro e maio – explica Paulo Henrique, que já entregou à Secretaria de Estado de Segurança o projeto para a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) em Niterói.
- Niterói está no cronograma das UPPs, fizemos os estudos e os encaminhamos para a Secretaria de Segurança. Enquanto aguardamos, reforçamos as operações de combate ao tráfico para prevenir possíveis migrações de criminosos do Rio. Conseguimos aumentar as prisões e apreensões de drogas. O número de criminosos presos que vieram de outras regiões ainda é muito pequeno – diz.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Anastasia e consórcio anunciam que gás natural em Minas é estimado em 25% do Brasil-Bolívia
Gás em MG é estimado em 25% do Brasil-Bolívia
Fonte: Eduardo Kattah – O Estado de S.Paulo
Gás natural na bacia do rio São Francisco pode atingir 194 bilhões de metros cúbicos
O primeiro estudo sobre a viabilidade econômica do gás natural na bacia sedimentar do rio São Francisco revelou uma reserva bastante significativa, que abre perspectivas para uma nova fronteira exploratória terrestre no País, anunciou ontem o consórcio responsável pela exploração na área.
O consórcio Cobasf – que reúne a estatal Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas (Codemig), a Orteng, a Delp e a Imetame – informou que estudos conduzidos pela Schlumberger, gigante internacional prestadora de serviços na área petrolífera, apontaram para um volume estimado entre 17,5 bilhões e 194,6 bilhões de metros cúbicos de gás natural.
O consórcio Cobasf foi responsável pelo primeiro poço perfurado na região, no ano passado, no município de Morada Nova de Minas, na região do Alto São Francisco, a 280 quilômetros de Belo Horizonte.
A reserva está localizada em uma área pesquisada de 400 quilômetros quadrados, de um total de 2,9 mil quilômetros quadrados do Bloco 132. O volume de gás encontrado representa uma capacidade de produção para aproximadamente 25 anos.
Ricardo Vinhas, diretor comercial da Orteng – empresa operadora do empreendimento -, calcula que a produção diária poderá ser de 7 a 8 milhões de metros cúbicos, o que representa entre 20% e 25% da capacidade de transporte do Gasoduto Brasil-Bolívia (30 milhões de metros cúbicos/dia).
A expectativa do Cobasf é que a produção comece em dois ou três anos. Não há definição sobre a utilização do gás, mas são vários os aproveitamentos possíveis, segundo o subsecretário de Estado de Política Mineral e Energética, Paulo Sérgio Machado Ribeiro: combustível, aplicações térmicas, insumo petroquímico, produção de fertilizantes agrícolas (amônia e ureia) e como redutor nas aciarias de ferro da região norte do Estado.
Para Robson Braga Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Orteng, o estudo revela uma nova fronteira de exploração no País. “Há grande potencial de exploração de gás natural, com uma nova fronteira e muitas perspectivas boas tanto para Minas Gerais como para a região”, afirmou ao Estado.
Atualmente, segundo a ANP, existem 39 blocos exploratórios sob concessão na bacia do São Francisco, em Minas, que foram arrematados em três rodadas de licitação em 2002, 2005 e 2008. A perfuração do poço de Morada Nova foi iniciada há quase um ano, em julho de 2010. O furo chegou a 2,3 mil metros de profundidade.
O anúncio foi feito em conjunto pelo governador Antonio Anastasia (PSDB) e por representantes do consórcio no Palácio Tiradentes. “É uma verdadeira revolução econômica”, afirmou o governador. “Passamos a ter a confirmação absoluta que a reserva de gás da bacia do São Francisco é economicamente viável”, disse Anastasia. Segundo ele, a descoberta sinaliza que Minas Gerais terá outra grande indústria, de gás, numa região do Estado que ainda sofre com muitos fatores de desigualdade.
A Codemig possui 49% de participação no consórcio. O governo do Estado, que também participa de outros blocos por meio da própria Codemig e da Companhia Energética (Cemig), em conjunto com outros parceiros privados, diz que entrou nas disputas das rodadas de licitação da ANP para fomentar a exploração na região. O governador disse que o Estado não tem a intenção de participar do leilão da ANP previsto para 2012, de mais 09 blocos para a exploração na Bacia do São Francisco.
terça-feira, 21 de junho de 2011
Comunidades agrícolas reduzem o êxodo rural no Norte de Minas e já são responsáveis por 73% da produção de hortifrutigranjeiros da região

Produção de comunidades gera renda e reduz êxodo rural no Norte de Minas Gerais
Agricultor João Cimael Ferreira da Silva
MONTES CLAROS (20/06/11) – Com produção anual estimada em 2,5 mil toneladas de hortifrutigranjeiros, o que gera uma receita aproximada de R$ 1 milhão, 85 produtores de Montes Claros, no Norte de Minas, estão contribuindo com a redução do êxodo rural. Há 33 anos, os agricultores recebem assistência do Governo de Minas, por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG). Os produtores integram oito comunidades rurais da região de Planalto, Lagoinha e Pentáurea e, atualmente, garantem o fornecimento de 73% da produção de hortifrutigranjeiros para a Central de Abastecimento do Norte de Minas (Ceanorte). Além de municípios do entorno de Montes Claros, dependendo da época do ano, os produtos são comercializados em grandes centros urbanos do país, entre eles São Paulo.
Além de uma permanente geração de renda, visto que o plantio de lavouras acontece durante todo o ano, a produção de hortifrutigranjeiros envolve cerca de 280 trabalhadores rurais, principalmente mão de obra familiar. Nas comunidades envolvidas nas ações implementadas pela Emater-MG, em parceria com outros órgãos governamentais, o que não falta é oportunidade de trabalho. Além disso, praticamente não existe inadimplência quanto ao pagamento de financiamentos para a produção agrícola, pois toda a produção colhida é imediatamente comercializada nas centrais de abastecimento ou em sacolões.
Tradição
Partindo do fato da região constituída por oito comunidades rurais terem se consolidado, a partir da década de 1970, como uma das áreas mais tradicionais na produção de hortaliças, olerícolas e de alguns tipos de frutas, técnicos da Emater-MG investiram na organização dos produtores, tanto no aspecto de produção agrícola quanto de orientação social. Em parceria com o Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Secretaria Municipal de Agricultura e, mais recentemente, por meio do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene), bem como do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em 1995 os agricultores fundaram a Associação dos Produtores de Hortifrutigranjeiros da Região do Pentáurea.
Com assistência técnica da Emater-MG e apoio financeiro do Governo de Minas, por meio do Projeto de Combate à Pobreza Rural do Estado de Minas Gerais (PCPR/MG), implementado pelo Idene e dos Bancos do Nordeste e do Brasil, os produtores consolidaram e aumentaram a produção agrícola, principalmente de frutas, chuchu, vagem, tomate, pimentão, abóbora italiana, couve, alface, coentro e berinjela. Paralelo à produção de alimentos, a floricultura também está sendo incrementada, principalmente em áreas onde predomina a mão de obra feminina.
O engenheiro agrônomo da Emater de Montes Claros, Robson Ferreira, e o técnico agrícola Adailton Alves Figueiredo destacam que o empenho dos produtores rurais tem sido fundamental para o êxito da produção agrícola na região do Pentáurea. Devido à predominância de solo arenoso, existem várias nascentes de importantes cursos d’água que formam a bacia do rio Verde Grande, um dos principais afluentes do rio São Francisco no Norte de Minas. Com assistência técnica da Emater-MG e introdução de modernos sistemas de irrigação, sobretudo micro aspersão e gotejamento, os produtores reduziram em cerca de 50% o consumo de água e aumentaram a produção de alimentos.
Atualmente, a título de exemplo, numa área de apenas um hectare, os produtores rurais colhem 75 toneladas de chuchu, 20 toneladas a mais do que a verificada há cerca de seis anos, quando os sistemas de irrigação foram substituídos por tecnologias mais modernas.
Bons resultados
Além de fornecerem produtos para merenda escolar municipal e para o Programa de Aquisição de Alimentos, gerenciado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os produtores estão em vias de fornecer produtos para escolas estaduais, por meio de entendimentos que vêm sendo conduzidos pela Secretaria de Estado de Educação (SEE). “Isso abre novas perspectivas para a agricultura familiar, além de valorizar o trabalho dos agricultores”, observa o agrônomo Robson Ferreira.
Com recursos do Governo do Estado repassados pelo Idene, atualmente a Associação dos Produtores de Hortifrutigranjeiros da Região do Pentáurea já conta com boa infraestrutura, além de galpão comunitário e uma fábrica de embalagens. A Emater-MG é a responsável pela elaboração de vários projetos para captação de recursos financeiros, por meio dos quais os produtores incrementam a produção agrícola. Os recursos repassados pelos Bancos do Nordeste e do Brasil são oriundos do Proger Rural e do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
“Estou entusiasmado em prestar assistência técnica aos produtores da região do Pentáurea porque vemos, na prática, o resultado de cada ação implementada pelo Governo de Minas no apoio às famílias. Na região não se vê falar em êxodo rural. Pelo contrário, muitos filhos de produtores estão retornando para suas comunidades, porque existem muitas oportunidades de trabalho”, destaca o técnico agrícola da Emater-MG, Adailton Figueiredo.
Valorização da terra
Em virtude do sucesso do trabalho na zona rural de Montes Claros, o preço do hectare foi valorizado na região do Planalto, Pentáurea e Lagoinha. Segundo a Emater-MG, além da dificuldade em se encontrar propriedades à venda, o preço médio de mil metros quadrados de área é oferecido a cerca de R$ 6 mil, enquanto o valor normal seria em torno de R$ 2 mil.
“Para mim, morar na zona rural é uma grande satisfação, pois tenho qualidade de vida. Moro a dez minutos da zona urbana de Montes Claros e, aqui na roça, desfruto de tranquilidade e conforto. Não falta nada para minha família. Tenho casa boa, luz, televisão, telefone e até internet. Estou muito feliz aqui”, confessa o produtor da comunidade de Lagoinha, José Maria Ferreira de Souza, popularmente conhecido como “Cheiro”. Ele trabalha na roça com dois filhos e, além disso, gera outros oito empregos diretos. Numa área de 16 hectares, se dedica à produção de chuchu, vagem, jiló, abóbora e berinjela, que lhe proporcionam comercialização mensal de 800 caixas de alimentos.
Além de garantir o sustento da família e emprego para os filhos, José Maria salienta que o trabalho dos produtores rurais tem sido valorizado. “O apoio da Emater é fundamental para o incremento da produção agrícola na região. Não tenho nada que reclamar. Atualmente, sou um dos fornecedores de produtos para a merenda escolar e, apesar de ter uma área pequena, estou conseguindo garantir o sustento da família”, destaca o produtor.
O agricultor João Cimael Ferreira da Silva também está satisfeito com o apoio da Emater-MG. Numa área de 20 hectares, ele produz dez diferentes produtos, entre eles abacaxi, laranja e maracujá. Ao todo, Cimael garante trabalho para dez pessoas, com as quais divide receitas e despesas. Juntos, por semana, eles comercializam 200 caixas de produtos agrícolas. “Estou feliz, pois me sinto útil para a sociedade. Estou produzindo alimentos, atendendo uma necessidade básica da população. Vejo que o produtor rural tem valor na sociedade”, conclui, orgulhoso, João Cimael.
Flores
Outros dois agricultores também revelam que não têm do que reclamar com a vida que levam na zona rural: o casal Francisca Margarete Dias e José Maria Vieira Ramos, o “Bahia”. Há seis anos, Margarete se dedica à produção de flores tropicais numa área de mil metros quadrados. Já o marido, comercializa 500 quilos de couve por semana, além de centenas de molhos de espinafre, cebolinha e coentro. Mesmo sem revelar a renda mensal que obtêm na área de 9,5 mil metros quadrados na localidade de Lagoinha, o casal ressalta que está “satisfeito”. “Tudo o que produzimos, é vendido. Muitas vezes, não temos condições de atender à procura”, finaliza Bahia.
Mesmo avessa a fotografias, Margarete Dias se sente orgulhosa de ser uma das principais fornecedoras de flores para igrejas, floriculturas e empresas organizadoras de casamentos e festas em Montes Claros. “Tudo o que consigo colher na semana é vendido. Não sobra para quem quer”, comemora.
domingo, 19 de junho de 2011
Após queda, Aécio ficará dez dias afastado do Senado
terça-feira, 14 de junho de 2011
Esconder o quê? Dilma cede a pressão e Governo do PT apoiará lei que mantém sigilo por tempo indeterminado à informação de documentos públicos
Dilma cede, e governo vai apoiar sigilo eterno
Fonte: O Globo
Presidente aceita mudança na Lei de Acesso à Informação Pública que permite segredo de documentos por tempo indeterminado
BRASÍLIA. Sob pressão de dois ex-presidentes, além do Itamaraty e das Forças Armadas, a presidente Dilma Rousseff recuou e deu carta branca para que a Lei de Acesso à Informação Pública seja aprovada pelo Congresso com a possibilidade de que documentos públicos fiquem em segredo por tempo indeterminado. Com a decisão, o Planalto contempla o relator da proposta na Comissão de Relações Exteriores do Senado, o ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB-AL), e, assim, cria condições para o texto ser sancionado nos próximos meses. O recuo provocou protestos de historiadores e também de parlamentares governistas e de oposição.
A decisão de Dilma foi revelada pela nova ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, antes mesmo de sua posse, o que causou mal-estar na cúpula do governo. Além de Ideli, outro ministro, ouvido pelo GLOBO, confirmou que o governo está disposto a manter trancafiada parte dos documentos históricos. O regime de urgência para análise da proposta será retirado, diz o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).
O texto em debate no Senado prevê o contrário: as informações ultrassecretas devem ficar guardadas por, no máximo, 50 anos, seguindo um artigo incorporado ao texto original do governo pela Câmara. Porém, Collor e o ex-presidente José Sarney – que hoje comanda o Senado – atuam abertamente para impedir que documentos sejam revelados, entre os quais textos produzidos em seus mandatos. De acordo com Sarney, trata-se de uma precaução para não reabrir feridas do passado:
- A abertura total, não. Documentos históricos, que fazem parte da nossa História diplomática, que tenham articulações, como a que Rio Branco teve de fazer muitas vezes, não podemos revelar. Senão, vamos abrir feridas – disse Sarney, negando que ele mesmo seja beneficiado pela mudança.
Relator do projeto na Câmara vê “retrocesso”
Dentro do governo, a Controladoria Geral da União (CGU) será derrotada, caso o sigilo eterno prevaleça. Já no Congresso, o relator do projeto na Câmara, deputado Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), diz que é um retrocesso que acaba com o princípio da lei.
- Então, que lei é essa? Não há como compreender sigilo eterno em um mundo de transparência. Hoje, não existe nada que não esteja passível de ser descoberto – salientou o peemedebista.
Representantes da sociedade que participam da articulação pela aprovação da lei explicam que o lobby pelos arquivos secretos mira em disputas por fronteiras, como a travada na Guerra do Paraguai, e capítulos da ditadura militar, como a atuação do Itamaraty durante a Operação Condor, ação coordenada das ditaduras sul-americanas para perseguir seus opositores. O cientista político Ricardo Caldas, que desenvolve estudo na Universidade de Brasília (UnB) sobre transparência e corrupção, diz que a mudança é o elogio à cultura brasileira da falta de transparência.
- É um absurdo! Isso mata a lei. Agora, teremos um volume inacreditável de documentos que serão classificados como ultrassecretos para que fiquem guardados para sempre – acredita Caldas.
O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o relator do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Demóstenes Torres (DEM-GO), também se manifestaram contra o sigilo eterno.
- É um retrocesso, uma contradição em relação ao que o governo vem dizendo até aqui – comentou Aécio. O coordenador do Fórum de Direito à Informação, Fernando Paulino, acredita que a polêmica pode fazer com que o governo volte atrás. Especialmente, pelo impacto econômico que esse texto teria sobre investimentos estrangeiros no Brasil.
- A Lei de Informação tem impacto sobre os investidores que miram no Brasil pensando na Copa e nas Olimpíadas, que querem saber o nível de transparência do país em que investem. Foi assim na África do Sul e será assim no Brasil. O segredo só aumenta a chance de especulação – destaca Paulino.


