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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Dia de Minas: Anastasia critica crise nos Transportes, lamenta atraso nas obras das BRs e responsabiliza o Governo Federal

Lamento por atraso nas obras

Fonte: Amanda Almeida – Enviada especial – Estado de Minas

INFRAESTRUTURA
Nas comemorações do Dia de Minas, em Mariana, governador Antonio Anastasia disse esperar que os efeitos da crise no Ministério dos Transportes não prejudiquem os projetos rodoviários no estado

Mariana - O governador Antonio Anastasia (PSDB) lamentou ontem o congelamento de R$ 2,69 bilhões em obras e serviços rodoviários de Minas, resultado da crise vivida pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Na sexta-feira, o novo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, anunciou o afastamento do diretor-executivo do órgão, José Henrique Sadok de Sá. Entre as obras prejudicadas no estado, que tem a mais extensa malha federal, estão a duplicação da BR-381, no trecho entre Belo Horizonte e São Gonçalo do Rio Abaixo; a revitalização do Anel Rodoviário da capital; e as melhorias no trecho entre o trevo de Ouro Preto e Ressaquinha, na BR-040.

“Estes episódios (crise no Dnit) evidentemente atrasam. Lamentamos e não queremos que isso ocorra. Mas é um dado que é matéria interna do governo federal. O que nós mineiros não queremos é que haja postergação, porque essas obras são fundamentais”, disse Anastasia, acrescentando que “os grandes gargalos da economia mineira, em termos de infraestrutura, são de responsabilidade do governo federal”. No dia 6, o Ministério dos Transportes suspendeu por 30 dias todos os procedimentos licitatórios em andamento e previstos para serem publicados.

Em Minas, o congelamento atingiu, além das três grandes obras citadas, que somam R$ 2,5 bilhões, 25 editais, divididos em praticamente todo o estado. Os últimos, incluindo um pacotão para garantir a recuperação de trechos de 1.582 quilômetros de estradas que cortam o estado, estavam estimados em R$ 195,7 milhões. ”Continuamos registrando, solicitando e nos empenhando para que as obras estruturantes em Minas sejam implementadas. Tem sido este o compromisso público da presidente Dilma”, comentouAnastasia.

O governador participou ontem do Dia de Minas, em Mariana. Lei sancionada em 19 de outubro de 1979 pelo então governador Francelino Pereira transfere simbolicamente a capital do estado para a cidade da Região Central todo dia 16 de julho. Na data, Mariana, primeira vila e capital de Minas, faz aniversário: este ano foram 315 anos. Em seu discurso, além de lembrar a história da cidade e do estado, Anastasiahomenageou o ex-presidente Itamar Franco, morto no último dia 2. “Há dias nos despedimos de um dos maiores homens de Minas Gerais, o presidente Itamar Franco. Pela idoneidade do caráter, as idéias e os atos, verificamos que sua trajetória é um exemplo na nossa história”, afirmou. No evento, 50 pessoas receberam a Medalha do Dia do Estado de Minas Gerais, entre elas o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

PROFESSORES Em greve há 39 dias, professores estaduais também marcaram presença no evento. Com capuz roxo, eles vaiaram o governador e estenderam faixas “Professor Anastasia, respeite a categoria”. O tucano ironizou a manifestação. “Acho que é uma homenagem ao Harry Potter”, disse. Na quinta-feira, o governo anunciou reajuste de 5% este ano para servidores que ainda não receberam aumento. Segundo a secretária de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, os professores, que representam 67% da folha de pagamento do estado, já foram beneficiados este ano com a revisão do plano de carreira. A secretária não informou de quanto foi o reajuste, mas garantiu que “nenhum professor recebeu menos de 5%”.

O reajuste anunciado faz parte da proposta de política remuneratória do estado, que deve ser encaminhada como projeto de lei à Assembleia Legislativa. A lei fixaria outubro como data-base para reajuste dos servidores, com exceção dos professores e dos policiais. O governo deu até o dia 20 para os professores voltarem ao trabalho. Caso contrário, ameaça cortar o ponto dos dias não trabalhados, com autorização do Tribunal de Justiça de Minas. A próxima assembleia da categoria está marcada para 3 de agosto.

Saiba mais
Dia dos Gerais
Mariana pode dividir as comemorações do Dia de Minas com Matias Cardoso, no Norte do estado. De autoria da deputada Ana Maria Resende (PSDB) e de outros 25 parlamentares, a Proposta de Emenda à Constituição 15/2011 cria o Dia dos Gerais, a ser comemorado em 8 de dezembro. A tucana reconhece que a sociedade aurífera do estado começou com a fundação do arraial de Ribeirão de Nossa Senhora do Carmo, em 1696, que deu origem a Mariana. Mas defende que, antes disso, em 1660, o bandeirante Mathias Cardoso de Almeida já se fixava nas margens do Rio Verde Grande e, depois, do Rio São Francisco, em Morrinho, atual município do Matias Cardoso. A cidade do Norte de Minas já comemora informalmente a data. A PEC 15/2011 tramita nas comissões da Assembleia Legislativa.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Sem cargo: Dilma não consegue acomodar sede de aliados por cargos no 1º escalão do Governo


Briga entre partidos complica Dilma

Dos oito políticos convidados para a Esplanada, presidente eleita encontrou lugar para sete. Paulo Bernardo está na espera e ela ainda precisa compor com PT, PMDB, PR, PP, PTB, PCdoB
A presidente eleita, Dilma Rousseff, tem o perfil definido dos titulares de 14 ministérios – dos quais sete já foram convidados. Até agora o trabalho foi mais simples. Faltando mais da metade das 38 cadeiras distribuídas pela Esplanada, a parte espinhosa está por vir, incluindo lidar com as insatisfações de aliados que se sentirão sub-representados no governo. Pelo desenho do que já foi oficializado, dos nomes convidados e dos prováveis ocupantes, prevalecem em 15 pastas dúvidas generalizadas sobre o partido e os nomes que as comandarão. Em outras oito, a solução é uma incógnita.

Dilma oficializou três ministros e convidou outros cinco, dos quais apenas um não se sabe qual rumo tomará: Paulo Bernardo, cotado para Previdência e Comunicações. Os certos são: Antonio Palocci (Casa Civil), Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), José Eduardo Cardozo (Justiça) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento). Os dois primeiros que serão anunciados nos próximos dias se somam a Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento) e Alexandre Tombini (Banco Central), oficializados na semana passada. Ela também anunciará a Secretaria de Relações Institucionais, que deverá ficar com Alexandre Padilha.

Em outros sete ministérios, a presidente eleita tem o perfil definido e já bateu o martelo. Apesar da resistência do PT, Dilma deverá mesmo atender o pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e manter Fernando Haddad no Ministério da Educação. Além disso, até o fim da semana passada, ela estava decidida, segundo interlocutores, a entregar para o PSB a Integração Nacional. O titular deve ser Fernando Coelho. A expectativa é a oficialização dessa indicação em conversa entre Dilma e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, hoje ou amanhã.

No atual estágio das conversas – que pode mudar com a evolução das conversas -, o PSB terá seu desenho refeito. Perderá o Ministério de Ciência e Tecnologia e a Secretaria dos Portos, que deverá ser inflada com a responsabilidade de cuidar da aviação civil. A hipótese mais forte é que a primeira pasta caia na mão do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), que a partir do ano que vem não tem mais mandato. A segunda entrará no balaio de negociações com os partidos. O PMDB está de olho nessa secretária renovada.

Os peemedebistas estão de olho em tudo. Até agora não há alguém no partido que dê certeza sobre que tamanho terá no futuro governo. A única quase certeza é Edison Lobão em Minas e Energia. De resto, existem peemedebistas cotados na Cidades, Defesa, Meio Ambiente, Agricultura e Transportes. Segundo interlocutores, o mesmo partido não ficará com Cidades e Transportes, as duas meninas dos olhos da lista de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O que se sabe é que o ex-governador do Rio Moreira Franco virará ministro, mas por enquanto seu destino é pura especulação. Ele é lembrado para Cidades, mas, segundo uma fonte próxima da presidente eleita, não está certo que o PMDB tomará conta da pasta, que hoje está com o PP.

INSATISFAÇÃO Nessa seara, PP e PR são dois partidos com grandes chances de se tornar um antro de insatisfação a partir das oficializações dos indicados. Os progressistas não deverão ter ministro e o PR deverá perder os Transportes – hoje, a hipótese mais aventada é Dilma manter o atual titular, Paulo Sérgio Passos. O único ministeriável do PR é o senador eleito Blairo Maggi (MT), cotado para a Agricultura, posto disputado também pelo PMDB. Maggi, segundo a equipe de transição, é nome curinga que pode ocupar qualquer cadeira que Dilma indicar.

Outro curinga é o senador eleito Eduardo Braga (PMDB-AM). Os peemedebistas gostariam que ele ocupasse a pasta de seu desafeto político, o Ministério dos Transportes, que no governo Lula era comandado por Alfredo Nascimento. O ex-governador do Amazonas é lembrado até para o Meio Ambiente. No Itamaraty, está praticamente certo que Dilma vai escalar Antonio Patriota para fazer dupla com Marco Aurélio Garcia, convidado para se manter no posto de assessor para Assuntos Internacionais do Palácio do Planalto. Ela ainda não sabe o que fazer também com a Secretaria de Comunicação Social que poderá ficar como está, dividir poder com a Secretaria Geral e Casa Civil e até perder status de ministério. Neste caso, a indicada é Helena Chagas.


Fonte: Tiago Pariz – Estado de Minas

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Merval sobre o ‘blocão’: o que o PMDB e seus seguidores querem é pelo menos manter essa partilha de poder do jeito que Lula deixou, diz


O blocão


Por que será que o PMDB nunca pensou em montar um bloco de centro-direita durante o governo Lula como o que está montando agora quando a presidente eleita, Dilma Rousseff, começa a decidir a formação de seu Ministério? Porque ninguém sabe o que vai predominar na engenharia política que está sendo montada, talvez a duas cabeças, para a futura administração petista. No governo Lula, nenhum dos partidos da base governista tentou uma rebelião branca porque primeiro Lula era maior não apenas que o PT, mas também que o PMDB e os demais partidos de sua base.

Sobretudo, porém, porque todos confiavam que Lula enquadraria o PT para abrir espaço no seu governo, cujo objetivo maior sempre foi eleger Dilma Rousseff.

Agora, cada um trata de cuidar de si até que a nova presidente dê o ar de sua graça e mostre aos aliados quem é que manda no seu governo, qual será a linha de atuação.

O PMDB começou a se mexer quando sentiu o cheiro de carne queimada na disputa das presidências da Câmara e do Senado.

Tendo perdido nas urnas a prerrogativa de ser a maior bancada da Câmara por nove deputados – o PT elegeu 88 deputados contra 79 do PMDB -, os peemedebistas já tentavam um acordo de cavalheiros com o PT para um rodízio na Câmara, a exemplo do que fizeram na legislatura anterior.

Mas como na nossa política faltam cavalheiros, o PT lançou a ideia de fazer o rodízio também no Senado, o n d e o PM D B t e m u m a maioria incontestável: tem 20 dos 81 senadores, enquanto o PT tem 14.

Ao mesmo tempo, o PMDB passou a ver a disputa dentro do próprio PT do grupo comandado pelo exdeputado José Dirceu, que tenta barrar a ida do ex-ministro Antonio Palocci para um posto de importância dentro do governo, ainda mais se for dentro do Palácio do Planalto, como a chefia do Gabinete Civil ou uma Secretaria-Geral turbinada.

Essa briga de foice no escuro, que está sendo travada neste momento, será o primeiro sinal que os políticos e o público de maneira geral receberão sobre as tendências do futuro governo Dilma.

Por enquanto, tudo indica que as ideias defendidas por Palocci quando estava no Ministério da Fazenda vão prevalecendo, e o atual ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que era seu aliado naquele momento na tentativa de conter custos do governo, continua sendo o porta voz das mesmas ideias, até o momento sem ser contestado por ninguém do futuro governo.

Há também indicações de que a postura, digamos, mais proativa do ministro da Comunicação Social Franklin Martins a favor de um maior controle social dos meios de comunicação, anunciando até mesmo um confronto se necessário para a regulamentação das telecomunicações, não está de acordo com o que a presidente eleita quer em matéria de relacionamento com os meios de comunicação.

Nos dois casos, a presidente eleita tem emitido sinais que contradizem sua atuação como ministra no Gabinete Civil, o que pode indicar que, uma vez eleita, as imensas responsabilidades do cargo passaram a ditar seus compromissos, e não um eventual voluntarismo que porventura guiasse suas decisões anteriormente.

O blocão formado por PMDB, PP, PR, PSC e PTB, com 202 deputados federais no total, é uma demonstração de que uma eventual tendência esquerdista não terá respaldo no Congresso, mesmo que na teoria o governo tenha o domínio de praticamente 70% daquela Casa, com o apoio de dez partidos políticos de peso: PT (88), PMDB (79), PP (41), PR (41), PSB (34), PDT (28), PTB (21), PSC (17), PCdoB (15), PRB (8).

A formação desse agrupamento político de centro-direita, com o vice-presidente eleito Michel Temer como coordenador informal das negociações parlamentares, não apenas deixa o PT isolado com seu grupo de esquerda tradicional (PCdoB, PDT, PSB) como demonstra que a vitória petista nas urnas não significa que haverá apoio político para um governo de esquerda que radicalize em pontos polêmicos como, por exemplo, os incluídos no Programa de Direitos Humanos.

Também na questão puramente fisiológica há uma barreira às intenções petistas de ampliar seus poderes para cima dos aliados.

O PT quer não apenas a Presidência da Casa, mas quer de volta ministérios que perdeu no segundo governo Lula para que a aliança governista acomodasse os representantes de outros partidos.

Mas o que o PMDB e seus seguidores querem é pelo menos manter essa partilha de poder do jeito que Lula deixou, o que quer dizer que o PP quer manter o Ministério das Cidades, o PMDB o de Minas e Energia e o PR o de Transportes, todos na suposição de que haverá mais investimentos nos próximos anos.

O PT encontrará também uma reação forte de um antigo aliado, o PSB, que foi o partido da base que mais cresceu proporcionalmente nas últimas eleições e não se conforma mais em ser apenas um apêndice do PT.

O PSB pode ser um apoio importante para o governo Dilma, mas já demonstrou que está disposto a abrir seus próprios caminhos ao iniciar negociações com o PSDB de Aécio Neves, que terá um papel fundamental no Senado, justamente a Casa em que o presidente Lula se esforçou para derrotar a oposição na tentativa de
evitar que o governo encontre as resistências que ele teve que enfrentar.

Mas a primeira iniciativa já foi bombardeada, mesmo com a oposição enfraquecida: a criação da CPMF, supostamente para ajudar a Saúde, está sendo rejeitada com vigor pela sociedade e dificilmente voltará a existir sem que algum gesto seja feito para desonerar o contribuinte do peso já alto da carga tributária.

Tudo indica que a real fonte de oposição ao governo Dilma estará dentro da própria base governista, que tem uma maioria de centro-direita espelhada nesse blocão organizado pelo PMDB que certamente se esforçará para moldar a atuação do governo.


Fonte: Merval Pereira – O Globo

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Antonio Anastasia e deputado José Santana falam da aliança do PR com a chapa Somos Minas Gerais


GOVERNADOR ANTONIO ANASTASIA

Sobre a reunião

Bem, eu queria dizer que convidamos, eu e o governador Aécio convidamos, a bancada do PR para esse almoço, o deputado José Santana ficará no nosso chamado núcleo duro dentro da nossa campanha política, para a nossa reeleição, pelo PR, participando ativamente de todos os desdobramentos, e é claro que o chamamos também para discutir já as questões relativas à operação da campanha. Então, o PR é um partido muito importante que está conosco, e naturalmente com seus deputados, com suas chapas de candidatos, já no evento do próximo sábado teremos o PR com muito destaque, e o deputado José Santana aceitou esse nosso convite para ser o representante do PR dentro desse nosso conselho do núcleo duro da campanha. Então, é esse o objetivo da visita do deputado com os seus colegas, deputados estaduais e deputados federais.

O PR trouxe também, governador, as pesquisas eleitorais que eles encomendaram para o Sensus, referente à pesquisa eleitoral mesmo, para esse pleito?

Não. Ainda não

JOSÉ SANTANA

Não, e não foi o PR. Não temos conhecimento, vamos dizer assim, nem a executiva, nem o vice-presidente, nem o secretário, nem o tesoureiro, nem o vogal do partido tem conhecimento tem conhecimento dessa pesquisa.

Mas foi registrada em nome do PR. Não foi encomendada, então?

Porque o PR tem um presidente. Ele deve ter feito a pesquisa, que não é a nossa.

GOVERNADOR ANTONIO ANASTASIA

Governador, e como o partido recebe esse apoio, já que, naturalmente, o PR apoiaria o outro candidato?

Não, desde o início o PR sempre esteve conosco. O PR participou do governo o tempo todo, o PR foi aliado do governador Aécio Neves nas duas campanhas, o PR sempre teve uma participação muito importante no governo do Estado, e, portanto, o PR tem seus prefeitos, o PR é um partido que está na base do governador na Assembleia, e cuja bancada federal sempre teve uma participação muito ativa a favor dos interesses de Minas em articulação com o governo do Estado. Então, desde o início tínhamos muita vontade de ter o PR conosco, como acabou acontecendo. Ficamos muito satisfeitos com o final das tratativas, o PR, volto a dizer, é um dos maiores partidos do Brasil e está conosco. No nível nacional, ele apóia a candidata oficial, e não há problema, porque, cada qual, respeitamos nesse caso. Mas é muito importante que, em Minas, o PR está conosco.

E como será a atuação do PR na campanha?

JOSÉ SANTANA

No meu caso, por exemplo, fui convidado para ficar junto, eu e Danilo de Castro, vamos ficar na parte política da campanha. Vamos coordenar a campanha, junto com os prefeitos, com os vereadores, até porque 70 prefeitos já, do PR, aderiram à campanha do professor Anastasia e do candidato ao Senado Aécio. Isso já está decidido, já temos companheiros do partido coordenando nas regiões, procurando os novos prefeitos e convocando para aliar nessa grande jornada que, tenho certeza, será vitoriosa. Então, o PR nunca ficou fora desse caminho. Desde a primeira hora, quando fizemos uma reunião em Brasília, junto com o presidente do nosso partido, que temos por ele o maior respeito, ficou, por unanimidade, ficou decidido por unanimidade, e com isso foi até feita uma nota oficial, que foi divulgada na imprensa mineira e brasileira, mostrando que os deputados, os parlamentares do PR já tinham decidido participar da chapa com PSDB, com os Democratas, com o PP, inclusive hoje com o PPS, isso foi uma decisão de primeira hora. Saíram algumas notícias na imprensa, falando que parte do partido estaria lutando, talvez, para caminhar com outra candidatura, mas que não foi verdade. E foi consolidado até na própria convenção estadual, onde a maioria absoluta dos parlamentares apitaram pela candidatura que já tínhamos decidido anteriormente, que é o governador Anastasia e o Aécio para o Senado.

O partido não está rachado então, é uma questão só com o presidente do partido, deputado? Como está isso hoje, o partido em relação ao apoio? E só complementando, esses 70 prefeitos representam quantos por cento?

JOSÉ SANTANA

Isso é cerca de 80% do partido e os outros também estão de acordo. Só que eles não compareceram aqui em Belo Horizonte e não subscreveram uma menção de apoio à candidatura do governador Anastasia. Mas todos estão de acordo, prefeitos, nós temos ligados. O PR é um partido forte, nós temos sete deputados federais e não temos só deputados, só prefeitos do PR, nós temos um número significativo de prefeitos, eu tenho mais de 60 prefeitos, os outros também têm mais ou menos nessa proporção, 40, 50, alguns de partidos diferentes, esses partidos menores, e todos eles estão engajados nessa causa. Até porque já fizemos um trabalho, já está sendo coordenado um trabalho, estamos colocando os prefeitos fazendo o trabalho por região. Eles mesmos que vão assumir essa responsabilidade, até porque eles são os representantes maiores de cada cidade de Minas Gerais e vai nos ajudar nessa grande arrancada.

O PR em Minas está unido no apoio ao governador Anastasia e ao Aécio Neves?

JOSÉ SANTANA

Unido por decisão da maioria absoluta dos parlamentares e dos prefeitos que aqui vieram, a Belo Horizonte, se não me engano 68 prefeitos e subscreveram esse apoio. E mesmo os prefeitos de outros partidos que nos apoiam, nós já ligamos para todos eles e todos eles estão imbuídos com esse propósito, trabalhar em favor dessa causa, que é a continuidade do que é bom, do que foi bom para Minas Gerais. É claro que com renovações, pelo talento, pela competência do professor Anastasia, demonstrada não só em Minas, mas no Brasil inteiro. Tenho convicção de que, junto com os parlamentares, com a maioria absoluta de parlamentares, não só na Assembleia Legislativa, mas também na Câmara Federal, juntos vamos trabalhar, continuar trabalhando, pela grandeza aqui do nosso Estado.

Governador, o senhor podia falar do reposicionamento dos servidores, parece que tem novidade.

ANTONIO ANASTASIA

Bom, na verdade nós temos, no caso do reposicionamento dos servidores, temos os recursos, temos orçamento, temos a vontade, o direito já está garantido e adquirido e dependemos só da autorização da Justiça Eleitoral para fazer o pagamento.

Governador, além da educação, que já está sendo muito discutida pelos candidatos, a saúde é uma outra questão que é muito cobrada pelos eleitores. Quais serão as principais do PSDB para melhorar a saúde de Minas?

A saúde sempre, toda enquete, pesquisa que nós temos, a saúde é sempre a primeira, envolve o bem mais importante que nós temos que é a vida. Então em matéria de saúde já avançamos bastante no Estado através de um projeto chamado Pró-Hosp, que é interiorização e a construção das Unidades Básicas de Saúde. Foram quase duas mil ao longo desses anos. Mas ainda há muito o que fazer. E uma proposta, que será uma proposta âncora, importante no nosso plano de governo que está sendo preparado e ultimado agora, é a ideia de construirmos os grandes hospitais regionais, porque são hospitais com uma estrutura muito boa, como estamos reconstruindo agora em Uberlândia, estamos construindo em Sete Lagoas, em Divinópolis, Juiz de Fora, temos de fazê-lo em todas as cidades pólo e das micro-regiões mineiras. São hospitais importantes, que tenham condições de dar uma assistência bastante efetiva às pessoas. Porque a saúde é dividida em dois grandes grupos, digamos assim. Um é da prevenção e o do tratamento. Então a prevenção nossa já é muito efetiva. Minas tem grande número de equipes de Saúde da Família, já tem uma boa orientação, mas precisamos melhorar ainda a questão da terapêutica, o tratamento, melhorando as instalações, criando mais Unidades Básicas de Saúde e, ao mesmo tempo, instalações de hospitais regionais e de instalações que permitam, também, com pronto-socorro, é claro, dar um atendimento bastante objetivo para melhorar a saúde. Essa vai ser uma prioridade muito importante no nosso plano de governo.

Tem outros partidos representados nesse núcleo duro da campanha, que o senhor chama?

Sim, teremos outros partidos, não há dúvida de que os partidos que compõem a nossa coligação participarão desse núcleo duro. Estamos com deputado Zé Santana, que, como não é candidato à reeleição terá um papel muito efetivo na coordenação geral da campanha, juntamente com o secretário Danilo, que está deixando o governo para se dedicar a essa coordenação. E os outros partidos também participarão, claro, todos que compõem a nossa composição, que são12 partidos, vão naturalmente participar efetivamente desse esforço.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Antonio Anastasia recebe apoio de parlamentares dos partidos da base do PT-PMDB


O governador Antonio Anastasia recebeu, nesta terça-feira (15), no Palácio das Mangabeiras, em Belo Horizonte, deputados federais da bancada mineira.

Além de integrantes do PSB, estiveram reunidos com Anastasia representantes do PR, PPS, PHS, DEM, PSDB, PP, além dos senadores Eduardo Azeredo (PSDB) e Eliseu Rezende (DEM).