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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Rodrigo de Castro diz que José Dirceu mente sobre proposta de Aécio e afirma que PT cede a lobby das mineradoras

Gestão Pública – nova fonte de recursos

Fonte: Artigo do deputado federal Rodrigo de Castro (PSDB-MG) – O Tempo

Em nome da verdade

José Dirceu manipula a realidade

Desde que foi obrigado, pelas acusações do mensalão, a retornar à condição de quase clandestinidade, o “consultor de empresas” José Dirceu ganhou uma onipresença que o aproxima – ao inverso – daquele personagem de quadrinhos que os mais velhos ainda vão se lembrar: “o Fantasma, o espírito que anda”… no caso, “a sombra que anda”.

Faço essa observação diante da inacreditável coluna que ele publicou neste jornal (Opinião, 15.10), em que reedita o seu talento para a manipulação da realidade, em favor dos seus interesses.

No texto, no afã de agredir o senador Aécio Neves, Dirceu afirma que os municípios mineiros podem perder arrecadação na distribuição dos recursos da compensação financeira pela exploração de recursos minerais (Cfem), em decorrência da proposta do senador mineiro que tramita no Congresso.

É mentira.

E essa mentira se propaga por todo o texto, já que a má-fé da redação dá a entender que a proposta retira benefícios já conquistados por alguns municípios, ao mesmo tempo em que faz com que ele não explique as diferenças entre as propostas dos senadores Flexa Ribeiro e Aécio Neves, entre elas o fato de que a do primeiro previa uma alíquota de até 3%, enquanto a do senador mineiro prevê a alíquota de até 5%, criando uma base de arrecadação muito maior.

Omite também as razões pelas quais o senador aumentou a participação dos Estados: grandes investimentos em preservação ambiental e infraestrutura (criação de parques ou manutenção de estradas que sofrem com caminhões de minério, por exemplo) não podem ser feitos por um município, mas pelo Estado, em favor, inclusive, dos municípios mineradores.

A proposta de Aécio, na verdade, triplica os valores recebidos pelos municípios mineradores, já que a base de cálculo do royalty mineral passará a ser o faturamento bruto das empresas, e não mais o lucro líquido.

Assim, eles receberão cerca de três vezes mais recursos que recebem atualmente. Em Minas, em 2011, em vez de R$ 700 milhões, esses municípios receberiam mais de R$ 2 bilhões.

O ataque à proposta de Aécio tenta tirar o foco da grande incógnita que é a posição do PT em relação a essa matéria.

O PT vai ceder ao lobby das mineradoras, votando contra a proposta de Aécio, como parece defender o “consultor” José Dirceu, ou vai colocar os interesses de Minas acima de diferenças partidárias apoiando a proposta do senador?

O governo federal do PT vai trair mais um compromisso assumido com Minas?

A verdade é que, nessa questão dos royalties do minério, os mineiros são, mais uma vez, devedores da coragem de Aécio, que enfrentou interesses e apresentou uma proposta que faz justiça a Minas e aos municípios mineradores Brasil afora.

Essa é uma questão crucial para o futuro do nosso Estado. É uma causa de todos os mineiros. E precisamos enfrentar, juntos, esse debate. Com responsabilidade e, sobretudo, com respeito à verdade. Sem dissimulações.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Economia em Minas em plena expansão: US$ 54 milhões em investimentos no setor mineral e geração de milhares de empregos

Retomada. Investimentos previstos até 2014, a maioria em Minas Gerais, irão gerar milhares de empregos
Setor mineral vai investir US$ 54 bilhões – Preço do minério em alta reativa setor, e desengaveta antigos projetos
Passada a crise econômica mundial, que afetou duramente a mineração no final de 2008 e 2009, o setor, além de se recuperar, a cada dia dá sinais mais fortes de aquecimento. Essa linha ascendente é percebida desde abril do ano passado, quando o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) divulgou a previsão de que os investimentos no setor mineral no Brasil entre 2009 e 2013 seriam de US$ 47 bilhões. Em janeiro deste ano, esses números subiram para US$ 49 bilhões e, agora, o montante previsto até 2014 já chega a US$ 54 bilhões.
Como não poderia deixar de ser, em Minas Gerais, o maior Estado minerador brasileiro, os investimentos em expansão de novas plantas são esperados em diversas cidades, por diferentes mineradoras, gerando empregos, renda e desenvolvimento para os municípios.
A valorização do minério foi tamanha que, segundo o presidente da Sindicato Metabase de Itabira e Região, Paulo Soares, na última negociação realizada pela Vale com as siderúrgicas, o insumo foi vendido entre 92% a 114% mais caro do que a “safra” anterior. “Tem sido uma queda de braço negociar com a Vale, que tem jogado pesado, apoiada na grande valorização da commodity”, observa Soares, exemplificando que no ano 2000 a tonelada do minério de ferro era vendida a US$ 19 e, hoje, custa US$ 141.
Por isso, segundo Soares, é preciso que a maior mineradora do país devido o seu alto ganho, invista na geração de empregos e no desenvolvimento não apenas no município, como também em todo o Estado. “A estimativa de lucro da Vale é de R$ 35 bilhões neste ano. É preciso compartilhar isso”, acredita Soares, que preside o sindicato na região onde encontra-se as minas da Conceição e Cauê, que juntas formam o segundo maior complexo minerador da companhia, atrás apenas da mina de Carajás no Pará.
Para o presidente do Metabase, aos poucos a Vale está retomando os seus negócios nos moldes que antecederam a crise econômica. Tanto que das cerca de duas mil pessoas que foram demitidas pela companhia na região na época, aproximadamente 70% delas já foram recontratadas. “As minas aqui na região já operam com a capacidade de produção de 44 milhões de toneladas e, em novembro, a expectativa é de chegarem à produção máxima que é de 52 milhões de toneladas”, acredita Soares.
A Vale confirma o aumento de investimentos em Minas Gerais. A empresa já anunciou que existem projetos para a implantação e expansão de minas e usinas de beneficiamento de minério de ferro no Estado, que envolverão um montante de R$ 9,4 bilhões, gerando cerca de 9.930 empregos diretos e indiretos durante o período de construção. Os projetos abrangem sete municípios: Itabira, Itabirito, Barão de Cocais, Caeté, Raposos, Rio Acima e Santa Bárbara. Os recursos estão distribuídos em três empreendimentos: a mina Apolo e as usinas Conceição-Itabiritos e Vargem Grande-Itabiritos.
Após a implantação dos projetos, a operação vai gerar outros 2.200 empregos aproximadamente, aumentando a produção de minério de ferro da Vale em Minas Gerais em 46 milhões de toneladas por ano.
A companhia já assinou o protocolo de intenções com o governo do Estado para esses projetos que, somados os recursos, representam o segundo maior investimento da Vale em Minas Gerais, atrás apenas da implantação da mina de Brucutu localizada em São Gonçalo do Rio Abaixo, na região central do Estado, em 2006.
Samarco
Mineradora investe R$ 2,5 bi em MGA Samarco também anunciou mais investimentos na área. O Projeto Quarta Pelotização (P4P), que está em fase de viabilidade, quando concluído no final deste ano, será levado para a provação de acionistas. Seu escopo prevê investimentos de R$ 5 bilhões, sendo que R$ 2,5 bilhões serão investidos em Minas. No Estado, o projeto contempla a construção de um terceiro concentrador da unidade Germano, em Ouro Preto e Mariana e a implantação e um terceiro mineroduto com cerca de 400 km de extensão instalado paralelo aos dois já existentes ligando Germano à unidade de pelotização de Ubu, no Espírito do Santo – passando por 25 municípios. (TS)
Minas de aço
Siderúrgica investe em mineração visando preçoPara se tornarem mais competitivas e visando ficarem menos reféns dos preços impostos pelas mineradoras, as siderúrgicas têm investido na compra de minas. Em junho desde ano foi criada Mineração Usiminas, por meio da cisão dos ativos minerários e logísticos da Usiminas e da entrada da Sumitomo Corporation como sócia. A empresa nasceu com um valor de mercado de US$ 6,4 bilhões, no qual a Usiminas detêm 70% de participação no capital.
A empresa possui quatro minas em Itatiaiuçu e Brumadinho, entre elas a J. Mendes adquirida há dois anos por cerca de US$ 2 bilhões. Em 2009, as minas da empresa produziram 5,5 milhões de toneladas de minério de ferro e deverão fechar 2010 com 7 milhões de toneladas. O planejamento prevê a ampliação do volume de extração para 29 milhões de toneladas em 2015.
A empresa possui um plano de expansão que prevê investimentos de R$ 4,1 bilhões até 2015, que serão aplicados em projetos de instalações industriais, equipamentos, barragens e terminais de embarque, dentre outros. Esses investimentos proporcionarão a criação de cerca de mil empregos diretos nos próximos anos. “A verticalização da produção é um passo importante que visa garantir a competitividade das operações do grupo em um cenário de alta de preços das matérias primas”, afirma o diretor de Mineração da Usiminas, Wilfred Bruijn. (TS)


Fonte: Teo Scalioni – O Tempo

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Inovação na mineração e metalurgia é tema de encontro

Promover a inovação no setor mínero-metalúrgico, com interação entre academia e empresas. Com esse objetivo, a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais (Sectes), por meio do Sistema Mineiro de Inovação (Simi), em parceria com Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM), Fiemg/IEL, Sebrae e Pólo de Excelência Mineral e Metalúrgico, realizará um Encontro de Inovação com foco na indústria automobilística, no dia 15 de julho, na Arena de Inovação e Negócios do 64º Congresso da ABM, no Expominas, em Belo Horizonte.

O Encontro será delineado a partir das demandas tecnológicas por inovações de pequenas e médias empresas do setor, que poderão ser enviadas pelo formulário que se encontra no site http://formularioabm.simi.org.br/. As informações obtidas serão utilizadas para prospecção das tecnologias com potencial para atender às demandas levantadas e, a partir daí, serão convidados institutos de ciência e tecnologia e pesquisadores.

Além do Encontro de Inovação, a programação da Arena inclui, na parte da tarde, uma rodada de negócios. Pela manhã, palestras apresentarão temas inovadores e tendências mundiais em inovação e substituição de produtos e processos de grandes empresas, como: Usiminas, Fiat, CSN, Alcoa, Aethra e Arcelor Mittal.

Na rodada de negócios com ênfase em tecnologia, as principais empresas âncoras do segmento apresentarão suas demandas para a criação de oportunidades de desenvolvimento de novas alternativas de negócios.
Para saber mais sobre a Arena de Inovação e Negócios, acesse a comunidade o portal do Simi. http://www.simi.org.br/. O 64º Congresso da ABM será realizado de 13 a 17 de julho.



Leia mais na integra: Portal Minas On-line