quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Bancada mineira no Congresso Nacional promete aliança em torno da duplicação da BR-381, ampliação do metrô de Belo Horizonte e o Rodoanel

Unidos pela infraestrutura

Fonte: Ana Carolina Utsch – Estado de Minas

CONGRESSO
Deputados federais mineiros prometem esquecer divergências para assegurar investimentos em obras como a duplicação da BR-381, ampliação do metrô de Belo Horizonte e o Rodoanel

Os deputados federais mineiros prometem esquecer as divergências político-partidárias para assegurar investimentos em infraestrutura no estado. A duplicação da BR-381, a ampliação do metrô de Belo Horizonte e o Rodoanel estão no topo da lista de reivindicações tanto dos tucanos, como dos petistas para o governo federal neste início de legislatura. O desafio dos 53 parlamentares empossados ontem será enfrentar a falta de espaço de Minas Gerais no governo da presidente Dilma Rousseff (PT) para garantir as obras.

Oposição e situação, no entanto, pretendem fazer as cobranças de maneiras diferentes. Enquanto deputados do PT e de outros partidos da base aliada formam uma frente pró-Dilma para negociar os investimentos, o PSDB conta com a força política do senador Aécio Neves (PSDB). O PT vai trabalhar para relacionar os possíveis investimentos ao compromisso da presidente com o estado. A missão do PSDB será mostrar os resultados do trabalho da oposição.

O deputado Rodrigo de Castro (PSDB-MG) garantiu que haverá uma ação suprapartidária da bancada mineira para garantir recursos para Minas Gerais. “Queremos que os projetos saiam do papel”, afirmou Castro. Segundo ele, Aécio Neves terá o papel de aglutinador da oposição, reduzindo o impacto da baixa de parlamentares do PSDB e do DEM no Congresso Nacional. O deputado defendeu também recursos para ampliação do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana.

Já o deputado Reginaldo Lopes (MG), presidente do PT mineiro, rebateu mais uma vez que o estado tenha sido esquecido na composição do governo. Para Lopes a implantação de um gabinete da Presidência em Belo Horizonte é uma prova de que os investimentos chegarão ao estado. O deputado Gilmar Machado (PT-MG) disse que está organizando para hoje uma primeira reunião com toda a bancada para fechar pauta comum. Recém-chegado à Câmara, o deputado Gabriel Guimarães (PT- MG) também não tem dúvidas sobre a urgência das obras. “A população não pode esperar mais pela duplicação da BR-381″, afirmou.

Reformas A necessidade de promover a reforma política e tributária é outro consenso entre os deputados, apesar das divergências sobre o tema. Gabriel Guimarães defende uma constituinte específica para discutir a reforma política, como forma de garantir a total isenção do Congresso e maior transparência. De acordo com a proposta do deputado, os eleitores voltariam às urnas para eleger uma assembleia constituinte que ficaria por conta de rever as regras partidárias e eleitorais. Esses parlamentares não poderiam se reeleger.

O deputado Antônio Andrade, presidente do PMDB de Minas Gerais, argumenta que qualquer outro assunto é de menor importância diante das reformas. “Sem essas reformas tudo fica remendado”, ressaltou. Andrade lembrou as injustiças na divisão do bolo tributário entre União, estados e municípios e a insegurança política.” Não sabemos nem quem vai tomar posse como suplente. As regras não são claras”. O tucano Rodrigo de Castro afirmou que o início da legislatura é o momento oportuno para as mudanças, por ser mais fácil construir o consenso. Apesar da vontade dos deputados para fazer as reformas, os debates no plenário começam amanhã com mais de vinte medidas provisórias na pauta de votação.

Comissões As negociações entre os deputados para ocupar as presidências das principais comissões da Câmara serão intensificadas a partir de hoje. As comissões são formadas e os presidentes eleitos de acordo com as representações partidárias. Inicialmente, o PT terá direito a fazer a primeira escolha, que deve ser a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O ex-presidente da Casa deputado João Paulo Cunha (PT-SP) está cotado para a vaga.

Ainda não se sabe qual o espaço dos mineiros nos órgãos. Até o início da noite de ontem, apenas o deputado Saraiva Felipe (PMDB- MG) era dado como certo na presidência da Comissão de Seguridade Social. O deputado Júlio Delgado (PSB- MG) vai ocupar a 4ª secretaria da Mesa Diretora. As comissões de Transporte e de Minas e Energia despertam o interesse de alguns deputados, diante da importância do assunto para Minas Gerais. Gabriel Guimarães avalia que a participação do estado na Comissão do Orçamento será fundamental para as reivindicações da bancada.


Anel Rodoviário tem histórico de tragédias e descaso do Governo do PT que não ampliou fiscalização

Seis infrações por hora na via

Fontes: Raphael Ramos – O Tempo

Imprudência. Reportagem flagrou veículos pesados circulando pela pista da esquerda e em alta velocidade

Ontem, apenas uma equipe da PMRv fez 50 autuações a caminhoneiros

Nove mortes apenas no primeiro mês do ano. Trinta e nove em 2010. Este é o risco de circular no Anel Rodoviário traduzido em números. Enquanto as providências para frear os acidentes na via são tomadas lentamente pelo poder público, é possível constatar que os motoristas também contribuem para que as tragédias se repitam.

Foi o que constatou O TEMPO na tarde de ontem. Durante duas horas, no horário de pico, entre 17h30 e 19h30, a reportagem acompanhou o comportamento dos condutores na descida do bairro Betânia, trecho crítico onde cinco pessoas morreram na última sexta-feira. Foram vários os flagrantes de alta velocidade e manobras irresponsáveis.

No período, 12 caminhões foram flagrados circulando na pista da esquerda, o que é proibido – uma média de seis infrações por hora. Na maioria das vezes, eles realizavam ultrapassagens perigosas a cerca de 500 m do radar da Polícia Militar Rodoviária (PMRv). A chuva forte do fim da tarde também não inibiu as irregularidades.

“Geralmente, eles andam tranquilos até o radar e, depois, voltam a acelerar”, disse um policial que estava no local. Além dos caminhoneiros, também foi possível perceber a condução perigosa de alguns motoristas em veículos de passeio. Alguns faziam ziguezague entre as centenas de veículos no Anel.

Ontem, após ser questionado sobre a imprudência dos motoristas, o comandante da PMRv, tenente Geraldo Donizete, negou a falta de fiscalização no local. Apesar de admitir que a única maneira de registrar as ocorrências de caminhoneiros que trafegam na pista da esquerda é anotando as placas, ele afirma que mantém quatro viaturas e uma moto no local.
“Só hoje (ontem) uma equipe fez 50 autuações anotando a placa dos veículos, inclusive, em relação ao tráfego pela pista da esquerda, o que é irregular”, informou. Mas admitiu que a fiscalização deve ser intensificada na via. E não descartou a possibilidade de que, em breve, o efetivo aumente. “A PM faz cursos regulares”, afirmou.



terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Obras no Mineirão seguem rigorosamente calendário previsto


Máquinas, caminhões, oito equipamentos e 72 homens trabalham em ritmo acelerado na obra de modernização do Estádio Governador Magalhães Pinto, Mineirão. Em visita ao estádio, nesta terça-feira (1º), o secretário de Estado Extraordinário da Copa do Mundo, Sérgio Barroso, reafirmou o desejo de que a abertura da Copa seja no Mineirão. “Não é apenas um sonho meu, é um sonho de todos os mineiros”, destacou.

A obra segue rigorosamente o calendário previsto. Depois dos reforços estruturais e do rebaixamento do campo, há pouco mais de um mês o Mineirão entrou na terceira e última etapa da obra. Atualmente, o local onde ficavam as cadeiras inferiores está sendo demolido. A geral e a arquibancada inferior já não existem mais. As cabines de imprensa também já começaram a ser removidas. Do lado de fora do estádio, equipes se dividem para fazer trabalhos de topografia para elaboração de inventários das estruturas de concreto e dos elementos como placas, postes e árvores. Além disso, ainda nesta semana começa a ser colocado o tapume no entorno do Mineirão e, até 20 de março, todas as cadeiras vermelhas da arquibancada superior, já doadas para outros estádios municipais mineiros, terão sido transferidas.

Com relação ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, o secretário se mostrou confiante de que a expansão do Terminal 1 estará concluída para a Copa 2014. Bastante animado com o andamento das obras relacionadas à Copa do Mundo, principalmente a modernização do Mineirão, Barroso brincou com os jornalistas. “Nós estaremos aqui no dia 31 de dezembro de 2012 fazendo o reveillon com 64 mil pessoas”.

Segurança, visibilidade e conforto

As obras da terceira etapa de modernização do Mineirão tiveram início no dia 22 de dezembro de 2010 e estão previstas para terminar em dezembro de 2012. Nesta fase, será feita toda a adequação do Mineirão aos padrões exigidos pela Fifa, garantindo mais segurança, visibilidade e conforto ao torcedor e melhores condições de trabalho para os profissionais que atuam no estádio em eventos esportivos e não esportivos. Esta etapa está sendo executada pelo Consórcio Minas Arena, formado pelas empresas Construcap S.A. Indústria e Comércio, Egesa Engenharia S.A. e Hap Engenharia Ltda. O valor estimado é de R$ 654 milhões, custeado pelo consórcio.

As obras de modernização do Mineirão incluem, também, a cobertura adicional das arquibancadas e a esplanada no entorno do Mineirão, onde funcionarão o estacionamento coberto e a área de serviço, com a abertura de lojas e restaurantes. Ainda nesta fase, será construída a passarela ligando o Mineirão ao Mineirinho, arena que será usada como centro de apoio às atividades da Copa.

Primeira e segunda etapas

A primeira etapa de obras teve início no dia 25 de janeiro de 2010 e término no final de junho do mesmo ano. Ela corrigiu as anomalias estruturais das vigas de sustentação do Mineirão (realizada com o estádio ainda aberto para atividades). Para tanto, o Governo de Minasinvestiu R$ 8,2 milhões.

Já a segunda etapa de obras começou em junho de 2010 e terminou em dezembro do ano passado. Essa fase foi marcada pelo rebaixamento do gramado em 3,4 metros e pela demolição de parte da arquibancada inferior e da geral. As obras foram executadas pela Detronic Desmontes e Terraplanagem S/A e utilizaram recursos estaduais da ordem de R$ 3,5 milhões.


Fonte: Agência Minas

PSDB defenderá reformas e salário mínimo de R$ 600, destaca Duarte Nogueira

O partido que terá a maior bancada de oposição ao governo federal no Congresso reassume seu compromisso com as reformas primordiais para o país, como a tributária e a política, na retomada das atividades legislativas nesta terça-feira (1º).

O PSDB também se unirá em defesa dos temas propostos pela legenda durante a campanha eleitoral, a exemplo do salário mínimo de R$ 600. É o que afirmou o novo líder tucano na Câmara, deputado Duarte Nogueira (PSDB/SP), em entrevista exclusiva ao Diário Tucano/Rádio PSDB. “Vamos desde já provocar o governo para quebrar essa letargia e morosidade em relação ao empenho com as reformas”, destacou nesta segunda-feira, dia 31 de janeiro.

A bancada que passa a ser comandada por Duarte será formada por 53 deputados eleitos em outubro e atuará em harmonia, segundo o novo líder aclamado semana passada. Em relação à gestão de Dilma Rousseff, o tucano promete uma oposição firme e construtiva, que possibilite o contraponto ao governo, as críticas aos erros e a indicação dos melhores caminhos para o país.

Pelo critério da proporcionalidade partidária, o PSDB terá direito a terceira escolha entre os cargos da Mesa Diretora da Casa, logo após PT e PMDB, únicos partidos com bancadas maiores. Em respeito a este princípio, Duarte já confirmou o apoio do partido ao candidato do PT, Marco Maia (RS), à Presidência da Câmara.

Em reunião no último dia 26, a bancada escolheu o deputado Eduardo Gomes (PSDB/TO) como representante do partido na Mesa, que será eleita nesta terça-feira após a posse dos 513 deputados. O PSDB deve ficar com a 1ª Secretaria ou com a 1ª vice-presidência.

Fonte: Blog das Bancadas do PSDB na Câmara e no Senado

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Cerimônia de posse dos deputados federais contará com 4 mil convidados


A Câmara dos Deputados deve receber 4 mil convidados para a cerimônia de posse dos deputados da 54ª Legislatura, marcada para 1º de fevereiro, a partir das 10 horas. No mesmo dia, às 18 horas, será realizada a eleição da Mesa Diretora. A partir de sábado, dia 29, estão previstas outras atividades para receber os novos parlamentares, entre elas o 2º Encontro Parlamentar e o programa de visitação institucional, com apresentação de grupo de teatro.

A sessão terá transmissão ao vivo pela TV, Rádio e Agência Câmara. Como é impossível acomodar a todos no Plenário, os convidados poderão acompanhá-la em dois telões no Salão Verde, um painel no Salão Negro, duas TVs no Salão Nobre, um telão no auditório Nereu Ramos e telões em todos os plenários das comissões, no anexo II. Confira abaixo outros detalhes do evento.

Encontro Parlamentar

O evento, destinado a recepcionar os deputados eleitos ou reeleitos, será promovido na segunda-feira, dia 31, das 9 às 13 horas. No encontro, serão apresentados os procedimentos que compõem a rotina administrativa e legislativa da Casa, de forma a auxiliar os parlamentares no exercício do seu mandato. A entrada é restrita aos parlamentares.

Participarão do encontro o diretor-geral da Câmara, Sergio Sampaio Contreiras de Almeida, e o secretário-geral da Mesa, Mozart Vianna de Paiva. Os participantes ainda ouvirão dois palestrantes: a jornalista da Folha de S.Paulo Eliane Cantanhêde, que apresentará um panorama da relação entre a mídia e o Parlamento; e o especialista em mídias digitais Gil Giardelli, que fará palestra sobre Democracia Digital.

Visitação institucional

Entre os dias 29 e 31, os deputados poderão participar de uma programação especial de visitas guiadas às dependências da Câmara. O objetivo é proporcionar aos parlamentares uma experiência diferenciada, com ênfase na história do Parlamento brasileiro. Com um roteiro específico para a posse, as visitas serão dramatizadas por um grupo de teatro. Serão nove apresentações: no sábado e domingo, dias 29 e 31, às 10, às 12, às 14 e às 16 horas; e na segunda-feira, dia 31, às 17 horas.

As visitas estarão abertas à cobertura da imprensa e a todo o público. O agendamento deverá ser feito pelos telefones 3216-1771 ou 0800-619-619, respeitando o limite de 50 pessoas por visita guiada.

PSDB

A bancada do PSDB na Câmara dos Deputados contará com 53 parlamentares. Destes, oito de Minas Gerais. São eles: Eduardo Azeredo, Eduardo Barbosa, Carlaile Pedrosa, Domingos Sávio, Marcus Pestana, Narcio Rodrigues, Paulo Abi-Ackel e Rodrigo de Castro.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Câmara dos Deputados e Assessoria de Imprensa do PSDB/MG

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Municípios afetados pelas chuvas começam a receber doações


Caminhões da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais (Cedec/MG) transportaram, nesta quinta-feira (27), 15 toneladas de alimentos, 1.500 caixas de água potável daCompanhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), kits de higiene pessoal e 450 sacos de roupas para oito municípios do Sul de Minas e sete da região Leste do Estado, que sofreram prejuízos com as últimas chuvas.

A carga é parte das doações arrecadadas pela população mineira e inclui ainda materiais de ajuda humanitária adquiridos pelo Estado por meio da Cedec/MG.

Governo Anastasia faz reunião com Sind-UTE para esclarecer dúvidas sobre a remuneração por subsídio


Em agenda conjunta, as secretárias de Estado dePlanejamento e Gestão, Renata Vilhena, e deEducação, Ana Lúcia Gazzola, receberam, na tarde desta quinta-feira (27), na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, a presidente do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Beatriz Cerqueira. O convite para o encontro partiu do Governo de Minas para apresentar o modelo de remuneração por subsídio. Como o sistema de remuneração é novo, o Governo do Estado envidou todos os esforços para que não haja problemas no pagamento. Caso haja a necessidade de esclarecimentos, o Governo de Minas se comprometeu a analisá-los o mais rápido possível. Também ficou acertado que o Sindicato formalizará junto à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) e à Secretaria de Estado de Educação (SEE) suas dúvidas e questionamentos.

A remuneração por subsídio estabelece a nova política remuneratória para as carreiras dos servidores da Educação. O novo sistema é resultado de estudo realizado para unificar a remuneração dos servidores, eliminar distorções e atender demanda da própria categoria. Publicada no dia 13 de janeiro, a resolução, que instituiu o novo modelo remuneratório, vigora retroativamente a partir do dia 1º de janeiro deste ano e irá beneficiar cerca de 310 mil servidores ativos e inativos das carreiras dos profissionais da Educação Básica. O pagamento representará um aporte anual de R$ 1,3 bilhão na folha de pagamento da Educação este ano. Todas as categorias terão reajuste salarial real, sendo que o percentual mínimo será de 5%.

Também participaram do encontro a secretária-adjunta da SEE, Maria Ceres Pimenta Spinola Castro, as dirigentes do Sind-UTE/MG e integrantes da Comissão de Negociação, Marilda Araújo, Feliciana Saldanha e Lecioni Pereira, além de servidores da Seplag e da SEE.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Mais de 50% dos cargos comissionados criados pelo Governo de Minas serão destinados aos servidores concursados

Lei 182 vai melhorar eficiência dos serviços públicos em saúde, educação e defesa social, cargos podem ser criados até 2014

A reestruturação da gestão administrativa do Governo de Minas Gerais, implementado por Antonio Anastasia, criou 1.312 cargos comissionados, só que mais de 50% deste total será preenchido por servidores concursados. A ação faz parte de uma política de valorização do servidor que prestou concurso público. As novas funções podem ser criadas até 2014 e tem a finalidade de atender a expansão dos serviços ao cidadão e de segurança pública.

O novo modelo de gestão implementado pelo Estado está focado no cidadão e na regionalização das políticas voltadas para o atendimento de qualidade em educação, saúde e defesa social. No sistema carcerário o número atual de unidades prisionais é de 116 e ganhará mais 144 novas unidades nos próximos quatro anos.

Na saúde, o Governo Antonio Anastasia quer ampliar de 24 para 51 os centros Viva Vida que realizam atendimento especializado a mulheres, gestantes e menores de um ano em situação de risco, com o objetivo de reduzir os índices de mortalidade materna e infantil.

As Unidades de Atendimento Integrado (UAI) também serão ampliadas. Em 2010, estavam em funcionamento 22 unidades e, para este ano, a previsão é de implementação de outras seis pelo sistema de Parceria Público-Privada (PPP). A área de educação também expandirá o quadro em relação ao número de diretores, secretários gerais e detentores de cargo em comissão e função gratificada.

O impacto na folha é pouco significativo ao todo vão ser R$ 54 milhões anuais quando todos os cargos estiverem preenchidos (até 2014), sobre uma despesa de pessoal total de R$ 21 bilhões, o que representa 3,8% da folha.

Segundo a secretária de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, o Governo de Minas vai manter a folha de pagamento dentro dos limites exigidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. As novas medidas estão previstas na Lei 182 que amplia o quadro de servidores comissionados em 7,8% em relação aos que atuam hoje na administração estadual.

"Nos últimos anos, verificamos avanços importantes nas políticas públicas, com uma presença cada vez maior do Estado em todas as regiões de Minas. É necessário que tenhamos uma estrutura que nos permita estar mais próximos dos cidadãos para melhor atendê-los em suas demandas", disse Renata Vilhena ao jornal O Tempo. Todas as ações fazem parte da terceira etapa do processo de modernização administrativa.

A partir de 2011, o modelo mineiro de gestão pública introduz o conceito de Estado em Redes que pressupõem a participação da sociedade civil. A Lei Delegada 180 reorganiza a administração pública para implementar o modelo transversal de desenvolvimento a ser adotado nos próximos anos.


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Cuidado o governo do PT está de olho em você: "Anatel terá acesso total a dado sigiloso de telefones

Agência vai coletar informações sobre números chamados, data, duração e valor.Órgão diz que objetivo é melhorar fiscalização para cobrar metas das teles; advogados veem ilegalidade

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) se prepara para monitorar via internet as chamadas telefônicas fixas e móveis.

O objetivo, segundo a agência, seria "modernizar" a fiscalização para exigir das teles o cumprimento das metas de qualidade.

A agência terá acesso irrestrito a documentos fiscais com os números chamados e recebidos, data, horário e duração das ligações, além do valor de cada chamada.

Advogados consultados pela Folha afirmam que a proposta é ilegal. A Constituição garante a privacidade dos registros telefônicos. Qualquer exceção deverá ser autorizada pela Justiça.

Em 31 de dezembro de 2010, a agência publicou no "Diário Oficial" a compra, por R$ 970 mil, de três centrais que serão instaladas nos escritórios de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

Essas centrais se conectarão via internet às das operadoras móveis. Primeiro, serão cobertas as bases da Vivo, da Claro, da TIM e da Oi, em Minas; Vivo, Claro e TIM, em São Paulo; e as das quatro operadoras no Rio. Nesses locais, o prazo para o início da operação é de até seis meses.

Haverá um cronograma para os demais Estados e, numa etapa seguinte, serão instaladas centrais nas empresas de telefonia fixa.

Essa rede permitirá conexão via internet às operadoras, garantindo o acesso às informações.

Dados cadastrais dos clientes também serão manipulados por funcionários da agência num prazo de até cinco anos.


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Tragédia no Rio

Governador Anastasia coloca unidades hospitalares na divisa com o Rio de Janeiro à disposição do governo do Rio

Os hospitais de Minas Gerais localizados em municípios próximos à divisa com o Rio de Janeiro, na Zona da Mata, estão à disposição do governo fluminense para atender as vítimas das chuvas na Região Serrana. O governador Antonio Anastasia (PSDB) determinou na manhã de ontem que a Secretaria de Estado de Saúde preste atendimento imediato às solicitações encaminhadas pelo governo do Rio, oferecendo apoio médico-hospitalar às vítimas.

A Rede Hospitalar conveniada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em Além Paraíba, Juiz de Fora e Ubá está aberta para receber pacientes do estado vizinho. A expectativa é de que sejam atendidos principalmente pacientes de Sumidouro, município localizado na divisa entre os dois estados, também afetado pelas chuvas fortes dos últimos dois dias.

O secretário de Saúde de Minas, Antônio Jorge de Souza Marques, informou que serão disponibilizados médicos e ambulâncias para o atendimento. Representantes dos dois governos manterão contato para definir o número de leitos e profissionais necessários ao atendimento, informou o governo de Minas.

Por enquanto, a Defesa Civil do estado ainda não foi acionada para ajudar as vítimas do Rio. Isso porque os funcionários do órgão concentram os esforços em municípios do Sul de Minas, também bastante afetados pelas chuvas.


Fonte: Estado de Minas

Investimento.BH terá ônibus que circulará pelas principais atrações das regiões Centro-Sul e Pampulha.Copa de 2014 impulsiona ideia parada há anos.

Turistas perdidos em busca de informação e transporte público, como os que a reportagem de O TEMPO mostrou na última segunda-feira, devem ser cenas do passado em Belo Horizonte. Pelo menos é o que promete a empresa de turismo municipal, a Belotur, que vai aproveitar o fato de a cidade ser uma das sedes da Copa de 2014 para atrair parceiros e colocar em prática diversos projetos que estão parados ou engavetados.

“Há problemas na cidade e a Belotur conhece todos eles. A hora de resolver é agora, com a Copa”, diz a diretora de promoção turística da empresa, Ana Paula de Azevedo. Um dos projetos que devem sair do papel é o do ônibus turístico, que terá sua primeira rota ainda em 2011. O projeto é de 2006, mas, na primeira licitação, não houve interessados. Agora, com a perspectiva do grande número de visitantes que a Copa trará, a linha já foi licitada. O primeiro roteiro será o Centro-Sul, que vai levar os visitantes a locais como as praças da Liberdade e da Estação, Museu Histórico Abílio Barreto, Mercado Central, a região da Savassi e os parques Municipal e das Mangabeiras.

Em 2012 deve começar a funcionar a rota da Pampulha. “Vai ser importante para fazer a união entre os pontos turísticos lá. Hoje, o visitante vai à igreja de São Francisco e não consegue chegar ao museu”, diz o diretor presidente em exercício da Belotur, Arthur Vianna.

O ônibus terá ar-condicionado e será equipado com um GPS que identifica o local por onde ele passa e transmite informações sobre os principais pontos. A passagem deve custar de R$ 10 a R$ 15. Ainda não foi definido quantos ônibus circularão na cidade.

Totens. Também neste ano, a cidade ganhará 50 totens em pontos estratégicos, como aeroportos, rodoviárias e atrativos turísticos. Neles, haverá informações sobre hoteis, restaurantes, programação cultural e locais de visitação. Os totens devem suprir a carência de informações nesses locais. Em 2012, serão instalados mais cem totens.

Nas ruas
Cidade terá nova sinalização até 2012
A sinalização de trânsito, turística e interpretativa (com informações sobre pontos importantes) de Belo Horizonte será renovada até o final de 2012. A BHTrans está desenvolvendo um projeto que prevê placas em português, inglês e espanhol.

No caso dos pontos turísticos, haverá placas também em braile. Segundo a Belotur, a nova sinalização vai atender às necessidades da Copa do Mundo e também às mudanças pelas quais a cidade passou nos últimos tempos, como as obras nas avenidas Antônio Carlos e Cristiano Machado e a transferência do governo do Estado para a Cidade Administrativa.

“Na praça da Liberdade, por exemplo, vai mudar tudo, porque ali deixou de ser o centro administrativo doEstado para virar um centro cultural”, diz a diretora de promoção turística da Belotur, Ana Paula de Azevedo. Desde 2005 foram investidos R$ 1,3 milhão na sinalização de Belo Horizonte, em convênio com o Ministério do Turismo.

A colocação das novas placas deve melhorar a vida de turistas e dos próprios moradores. “Até quem mora em Belo Horizonte desde que nasceu se confunde quando precisa ir a algum lugar que não conhece bem. Em termos de sinalização, a cidade está repleta de ?pontos de adivinhação?”, escreveu o leitor Sergio Pereira ao portal O TEMPO Online. (APP)


Fonte: O Tempo

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Estados: Governador de Minas quer tema como bandeira tucana, Anastasia aposta em reforma tributária


Anastasia: “Temos duas emergências maiores – redistribuir o bolo tributário sem aumentar a carga e rediscutir o pagamento dos royalties minerais”
O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), principal aliado do senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) em sua pretensão de ser o candidato presidencial da sigla em 2014, espera negociar um consenso dentro do partido a respeito da reforma tributária, na reunião que os oito governadores tucanos terão em março em Belo Horizonte. Os governadores oposicionistas já estiveram antes da posse, em dezembro, em uma reunião em Maceió. Para Anastasia, a reforma tributária é um tema que pode ser transformado em um dos eixos da atuação do PSDB, uma vez que a insatisfação com o modelo tributário atual atinge também os aliados do governo federal.

Por meio de uma lei delegada aprovada pela Assembleia Legislativa mineira no mês passado, Anastasia tenta construir um diferencial entre a sua gestão e a anterior, de Aécio. O governador começou a estruturar comitês de discussões de temas de modo a estabelecer uma ligação direta entre o governo estadual e o que chama de “sociedade civil”. Já está decidida a criação de comitês de discussão com cafeicultores e produtores de leite e um comitê de assuntos sindicais, que deve contar com a participação das centrais. O governador irá pessoalmente coordenar as reuniões. Anastasia nega a inspiração no modelo criado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que instituiu o chamado “Conselhão”, uma câmara de debates que participou das reformas constitucionais no primeiro mandato do petista.

Em seu gabinete na Cidade Administrativa, o complexo de edifícios reunindo a administração do Estado que se tornou a principal obra do governo anterior, Anastasia concedeu a seguinte entrevista ao Valor:

Valor: Quantos são e por que foram criados os comitês em seu governo que vão reunir empresários e sindicalistas?
Antonio Anastasia: Serão vários, formados de acordo com a necessidade dos assuntos sociais e sindicais, com os relativos às questões econômicas. Por qual motivo? Para que eu tenha interlocução permanente com a sociedade civil, de maneira extremamente ágil, não burocrática, sem ser um grande conselho. Uma forma de o governador receber, permanentemente, ideias, sugestões. Em alguns deles, principalmente os da área social, vamos criar laboratórios de ideias.

Valor: A inspiração é o Conselhão do Lula?
Anastasia: É muito diferente. O Conselhão era uma questão formal muito grande. Os nossos serão leves, ágeis, com um número muito menor de pessoas. No máximo, oito, nove, dez pessoas. Isto começou dentro da campanha quando iniciamos a discussão sobre a questão do café. O governo estadual não tem muitos instrumentos para atuar na política do café, mas algumas ideias podem surgir. E o café, junto com o leite, tem importância fundamental em Minas no sentido de gerar riqueza descentralizada. Aí surgiu a ideia de criar comitês com produtores de café e do leite em um primeiro momento.
Valor: Qual o propósito do Comitê de Assuntos Sindicais? É o primeiro passo para o governo do Estado estruturar um salário mínimo regional ou o objetivo é melhorar a relação com o funcionalismo?
Anastasia: Eu recebi aqui a visita das principais centrais sindicais. Combinamos de começar a discutir. A geração de empregos é nossa prioridade absoluta e temos que saber das lideranças dos trabalhadores quais são as ideias boas. O salário mínimo regional é muito difícil em Minas, há muitas dificuldades nas prefeituras, porque Minas não é um Estado homogêneo. Nós temos que ter cautela em relação a isso. Podemos criar ali concentração de qualificação de mão de obra em uma determinada região com a participação dos sindicatos ou a criação de incentivos fiscais. Há várias ações em que os sindicatos podem ter um papel de liderança e eles devem ser procurados como aliados.

Valor: E quem coordenará esses comitês?
Anastasia: O próprio governador. Eu serei o presidente dos comitês quando se fizerem as reuniões.

Valor: Esse tipo de interação com a sociedade civil pode ser uma das bandeiras novas no PSDB dentro da refundação do partido que o ex-governador Aécio Neves e o senhor defendem?
Anastasia: Quando a ideia surgiu, em uma visita da campanha eleitoral à região dos cafeicultores no sul de Minas, eu não vislumbrava este alcance, mas se for um projeto exitoso, e eu espero que seja, não deixará de ser uma referência do governo mineiro, não chegaria a dizer do PSDB.

Valor: A ideia dos comitês é a marca que o senhor busca para este mandato?
Anastasia: Acho que o diferencial será esta proximidade que estou buscando com a sociedade. Não há precedente no Brasil.

Valor: Uma série de ações desenvolvidas no governo Lula não são precedentes?
Anastasia: O governo federal tem seus méritos, mas definitivamente não tem nos métodos de gestão e na questão administrativa a sua grande vitrine, muito pelo contrário.

Valor: Em relação ao PSDB, de que forma o partido vai começar a fazer oposição ao governo? Porque ainda não começou a fazer…
Anastasia: Oposição a governos no Brasil se faz na ação parlamentar, e o Parlamento ainda não reabriu. Então o partido ainda não teve tempo para se reposicionar. Sabemos que não haverá, como nunca houve no passado, enfrentamento entre chefes de governos. Isso não é da tradição política brasileira.

Valor: Quando se fala em refundar o PSDB, estamos falando em uma troca de guarda ou em uma questão maior, de reformular propostas e de mudar a imagem pública do partido?
Anastasia: Esta questão da refundação reflete a necessidade permanente de se recriar. Dizem que nós próprios, humanos, precisamos nos reinventar a cada dia, quanto mais um partido político. O PSDB acabou de passar por três eleições presidenciais seguidas com três derrotas, então naturalmente é uma questão de pensar porque é que não ganhamos. São diversos fatores. O PSDB tem seus pontos fortes e também tem seus pontos fracos, que precisam ser identificados. Tenho certeza que isto será feito ao longo dos próximos anos.

Valor: E quais são esses pontos fortes e pontos fracos?
Anastasia: Os pontos fortes são as marcas da gestão do governo Fernando Henrique Cardoso, que envolveram um determinado padrão de ética, de profissionalização e de meritocracia. Outra marca é a das parcerias com o setor privado. Pontos fracos, cito dois. Um de imagem, que é o tema das privatizações, que pegou uma alcunha muito negativa. O outro, de natureza política, é a necessidade ainda não atendida de se ter um discurso mais inclusivo do ponto de vista social e de fortalecer quadros partidários fora do eixo Minas-São Paulo.

Valor: O que seria uma nova bandeira partidária?
Anastasia: A primeira que eu cito é de uma reforma tributária que prestigie a Federação. Ainda mais porque temos oito governadores no PSDB e é uma responsabilidade nossa discutirmos este assunto, para desconcentrar a política tributária. O PSDB precisa discutir incentivos às políticas de industrialização. Temos ouvido alertas sobre os riscos de uma desindustrialização.

Valor: Dentro do partido já existe a compreensão sobre o fato de o grupo do ex-governador Aécio Neves ter transferido votos para o senhor e para candidatos a prefeito e a senador nas últimas eleições e não transferir votos para presidente?
Anastasia: Para mim sempre esteve perfeitamente claro que a transferência de votos se dá em um nível horizontal e não vertical. Isto aconteceu em relação às eleições de 2006 e 2010. Eu percebi isso conversando com as pessoas durante a campanha. E as transferências têm sempre um limite. Eu acredito que esta percepção é geral dentro do partido. Isto já ficou muito claro.

Valor: Existe uma impressão, sobretudo depois da reunião dos governadores tucanos em Maceió em dezembro, de que Minas ficou um pouco isolada nesta proposta de relançamento do PSDB.
Anastasia: Estive na reunião de Maceió e ali o que se discutiu não foi isso, mas ações políticas conjuntas de outra natureza, quais sejam o comportamento dos governadores diante do governo federal e projetos administrativos comuns. Isto ficará mais nítido na próxima reunião dos governadores tucanos, que será aqui em Belo Horizonte. Projetos comuns dos governadores como forma de unificar o partido.

Valor: É de se prever então que a reforma tributária seja o tema óbvio desta reunião.
Anastasia: Assim espero. Temos duas emergências maiores: redistribuir o bolo tributário sem aumentar a carga e rediscutir o ressarcimento da Lei Kandir e o pagamento dos royalties minerais. Temos que apresentar ao governo federal um posicionamento claro sobre a necessidade de se fazer a reforma tributária.

Valor: Dentro do próprio PSDB as posições e os interesses não são muito divergentes entre os governadores?
Anastasia: Bom, é impossível que saiam todos 100% satisfeitos, mas o consenso ganha chances maiores com o estabelecimento de prazos de carência para mecanismos entrarem em vigor. É possível o consenso partidário. Mas esta questão vai transcender partidos. Não conheço ninguém satisfeito com a situação presente: nenhum empresário, nenhum partido, nenhum cidadão. Estão todos infelizes.

Valor: Sobre a questão da política industrial, o senhor foi surpreendido com o anúncio feito no mês passado pela Fiat de construir uma unidade em Pernambuco?
Anastasia: A surpresa que ocorreu foi para o Brasil inteiro. Foi uma medida provisória que surgiu com nome, endereço e data certa. Criada especificamente para atender àquela situação. Naturalmente não vou criticar a expansão de outros Estados, mas o que não pode haver é a participação da União na guerra fiscal.

Valor: Então o senhor considera que a decisão envolvendo a Fiat foi eminentemente política?
Anastasia: Sim. Quanto a isso não há dúvida alguma. A medida provisória foi criada só para isso.

Valor: O senhor acha que foi uma maneira de o governo federal consolidar a relação com o PSB, partido do governador pernambucano Eduardo Campos?
Anastasia: Esta é uma ilação um pouco além da necessária. Acho que não. Acho que era um compromisso pessoal do ex-presidente com seu Estado de origem.

Valor: Durante o governo Aécio a relação com o governo federal foi muito boa, mas agora a chance de ele se tornar o candidato da oposição em 2014 aumentou em relação à que existia em 2010. Isto não pode tornar a parceria com o Planalto mais difícil?
Anastasia: Minas Gerais é o segundo Estado da Federação e ninguém cogita que Minas e São Paulo possam ser preteridas em alguma coisa por qualquer motivo que seja. Acredito piamente em um relacionamento harmonioso e republicano. A presidente é nascida aqui em Minas. Não acredito em nada diferente do que aconteceu nos últimos anos, até porque a eventualidade na candidatura presidencial do senador Aécio, que conta com todo o nosso apoio, se dará mais adiante, não agora. Na semana que vem mesmo receberemos a visita do ministro da Justiça [José Eduardo Martins Cardozo], que virá conversar sobre um assunto que nos é muito caro, que é o combate às drogas. E esta também é uma prioridade do ministro.

Valor: O senhor decidiu manter a diretoria da Cemig, com uma única modificação, que foi a criação de uma diretoria jurídica. Nada muda no planejamento estratégico da empresa?
Anastasia: A Cemig ganhou muito valor de mercado, é de capital aberto e por necessidade do próprio processo capitalista global teve que se expandir. A diretoria jurídica foi criada tendo justamente em vista estes processos de fusões, aquisições, coligações, compras e subsidiárias. A Cemig já devia ter este grupo mais qualificado na área jurídica há mais tempo. Mas outras modificações serão feitas oportunamente na gestão da empresa. A situação é dinâmica. Eu cobro permanentemente da Cemig questões até como a dos cortes de energia em função de raios e quedas de árvores. Tive uma reunião relativamente longa com a diretoria da Cemig sobre isso. Há necessidade da Cemig melhorar o atendimento dentro de Minas. Ela tem um nome muito bom no mercado, mas há uma impressão forte de que ela tem que melhorar a prestação de serviços aqui em Minas.


Fonte: Valor Econômico - César Felício

Belo Horizonte recebe 29ª Bienal de São Paulo - Obras Selecionadas


Em janeiro, Belo Horizonte recebe um recorte de uma das mais representativas exposições de arte contemporânea mundial: a 29ª Bienal de São Paulo - Obras Selecionadas. A segunda maior bienal do mundo, que fica atrás apenas da Bienal de Veneza, escolheu os espaços daFundação Clóvis Salgado (FCS) em Belo Horizonte para abrir a itinerância da 29ª edição da mostra.

As obras selecionadas para a exposição em Belo Horizonte poderão ser vistas entre os dias 18 de janeiro e 20 de março de 2011, no Palácio das Artes e Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. O público irá conferir os trabalhos de nomes como Jean-Luc Godard, Carlos Garaicoa, Gil Vicente, Hélio Oiticica, Ligia Pape e Matheus Rocha Pitta, entre muitos outros. A curadoria da 29ª Bienal de São Paulo é de Moacir dos Anjos e Agnaldo Faria. No total, estão expostas cerca de 190 obras de 35 artistas brasileiros e internacionais que discutem a ligação profunda entre arte e política.

A 29ª Bienal de São Paulo - Obras Selecionadas é fruto de uma realização conjunta da Fundação Clóvis Salgado e Fundação Bienal de São Paulo, com patrocínio nacional do Banco Itaú e Fiat. A FCS tem ainda o patrocínio local da OI e OI Futuro. A exposição vai ocupar galerias e espaços diversos do Palácio das Artes, como hall de entrada, passeio e Cine Humberto Mauro e o Centro de Arte Contemporânea e Fotografia da FCS. A entrada é franca em todos os espaços e para a mostra de cinema.

29ª Bienal de São Paulo - Obras Selecionadas

As obras exibidas em Belo Horizonte tiveram, como recorte inicial, os trabalhos dos artistas mineiros que participaram da 29ª Bienal de São Paulo, encerrada no dia 12 de dezembro de 2010. A partir daí foram selecionadas cerca de 190 obras de 35 artistas que poderão ser vistas nos espaços da Fundação Clóvis Salgado.

Em São Paulo a 29ª Bienal foi dividida em núcleos ou blocos curatoriais, trabalhando as relações entre arte e política. Em Belo Horizonte a exposição seguirá a mesma linha, agrupando as obras de acordo com o conceito a que pertencem e mantendo a sua coerência artística. Como resultado deste trabalho conjunto, o público terá acesso a um rico acervo de pinturas, instalações, projeções em vídeo, fotografias, esculturas e ilustrações, entre outras técnicas.

No Cine Humberto Mauro, a mostra de filmes fica em cartaz de 18 de janeiro a 10 de fevereiro e vai exibir produções variadas, que passam, por exemplo, por documentários, ficção e filmes nacionais e internacionais. Ao todo, serão exibidas cerca de 30 obras, divididas em 10 programas diferentes e que agrupam os filmes de acordo com a sua temática comum. Assinam as produções nomes como Eduardo Feller, Agnès Varda, Paul Chan e o brasileiro Glauber Rocha. Os ingressos devem ser retirados na bilheteria do cinema 30 minutos antes de cada sessão.

Uma relação histórica

Desde sua abertura, nos anos 70, o Palácio das Artes tem uma filosofia que vai ao encontro do pensamento dos curadores da 29ª Bienal de São Paulo, que ancora o seu trabalho na convicção de ser impossível separar arte e política. Nos anos de ferro da ditadura militar brasileira, em 1970, o espaço exibiu, em sua inauguração, a mostra Do Corpo à Terra, que tornou-se um dos principais marcos da cultura em Minas Gerais e do Brasil. Com curadoria de Frederico de Morais, a exposição teve a presença de vários artistas que também foram selecionados para a 29ª Bienal de São Paulo, como Cildo Meirelles, Artur Barrio, Nelson Leirner e Carlos Vergara.

Com a realização desse projeto, a Fundação Clóvis Salgado cumpre a maior missão que lhe cabe, que é oferecer ao público mineiro uma programação cultural de conteúdo inquestionável e diversificada.

Ação educativa

Para receber cada público da melhor maneira possível e potencializar o seu contato com as obras da exposição, Belo Horizonte vai contar com um serviço educativo cuidadosamente preparado pela 29ª Bienal de São Paulo. O objetivo é difundir a arte contemporânea para seus mais diversos públicos, passando a eles informações detalhadas sobre os trabalhos da 29ª Bienal, favorecendo o diálogo e estimulando as pessoas a construírem e acreditarem nas suas próprias percepções da arte. As informações sobre a ação educativa e o agendamento de atividades devem ser feitas pelos telefones (31) 3236-7322 ou (31) 3236-7389.

Lista de artistas da 29ª Bienal de São Paulo - Obras Selecionadas (Belo Horizonte)

1. Adrian Piper

2. Alessandra Sanguinetti

3. Antônio Dias

4. Apichatpong Weerasethakul

5. Artur Barrio

6. Carlos Garaicoa

7. Cildo Meireles

8. Cinthia Marcelle

9. Clarice Lispector

10. Efrain Almeida

11. Flávio de Carvalho

12. Gil Vicente

13. Gustav Metzger

14. Hélio Oiticica

15. Jean-Luc Godard

16. Jimmie Durham

17. Joachim Koester

18. Jonathas de Andrade

19. José Leonilson

20. Kendell Geers

21. Lygia Pape

22. Manon de Boer

23. Matheus Rocha Pitta

24. Miguel Angel Rojas

25. Nan Goldin

26. Oscar Bony

27. Rosangela Rennó

28. Samuel Beckett

29. Sandra Gamarra

30. Sara Ramo

31. Sophie Ristelhueber

32. Tamar Guimarães

33. Tatiana Blass

34. Tucuman Arde

35. Wilfredo Prieto

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Superintendência de Bibliotecas Públicas de Minas Gerais, passa a atender o Conjunto Ribeiro de Abreu,


A partir desta quinta-feira (13), o projeto Carro-Biblioteca, daSuperintendência de Bibliotecas Públicas de Minas Gerais, passa a atender o Conjunto Ribeiro de Abreu, na região Nordeste de Belo Horizonte. O veículo vai levar o acervo de aproximadamente 3.500 livros para quem passar pela rua Serra dos Órgãos, esquina com Rua Serra do Cipó. O atendimento é realizado das 9h às 12h.

Outra novidade do Carro-Biblioteca, em 2011, é o novo ponto de parada no Vale do Jatobá, na região do Barreiro, em Belo Horizonte. Às quartas-feiras, o atendimento será feito na Avenida Perimetral Dois.

Além dos dois locais, o projeto atende, às segundas-feiras, o bairro Capitão Eduardo (Praça Rosa Mística, nº 13), às terças-feiras, a Vila Pinho (Rua Cabo J de Oliveira, nº 198) e Diamante (Rua Maria Marcolina de Sousa, nº 40) - alternadamente - e, às sextas, o bairro Minas Caixa (Rua Walfrido Teixeira Simões, nº 200).

O Projeto

Desde 1960, o Carro-Biblioteca funciona com o objetivo de levar informação e cultura aos bairros da Região Metropolitana de Belo Horizonte, além de despertar o gosto e o prazer pela leitura.

A biblioteca móvel, após a revitalização realizada no ano de 2007, está mais moderna, confortável e prática permitindo uma melhor circulação dos leitores em seu interior e acondicionando um acervo dos mais variados assuntos entre autoajuda, religião, filosofia, biografias, enciclopédias, dicionários, periódicos (jornais e revistas) entre outros, com ênfase em obras de literatura para adultos, jovens e crianças.

Serviços:

Empréstimo Domiciliar (dois livros por um período de sete dias); auxílio à pesquisa (orientação quanto ao uso de enciclopédias, dicionários, almanaques e obras informativas, na busca de assuntos de interesse); consulta local ao acervo (livros, jornais, revistas, enciclopédias, entre outros); empréstimo para cópia xerox (de acordo com a Lei 9610, de 19/02/1998, que trata de Direitos Autorais); atividades de incentivo à leitura; Hora do Conto e da Leitura; Apresentações Teatrais; Bate-Papo com o Escritor; Oficinas e exposições itinerantes.

Horário de Atendimento nos bairros

Segunda a sexta-feira - das 9h às 12h

Inscrições:

Para se tornar um leitor do CB é necessário apresentar:

- Documento de identidade

- Comprovante de residência recente

obs.:Menores de 16 anos devem se inscrever acompanhados pelos responsáveis.

Mais informações pelo e-mail cb.sub@cultura.mg.gov.br ou pelo telefone (31) 3269-1204.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Clésio Andrade diz que não estará ao lado de Aécio Neves e fala da sociedade com Marcos Valério, ligado ao mensalão do PT


Herdeiro da cadeira de Eliseu Resende (DEM-MG), que morreu no dia 2, Clésio Andrade (PR-MG) promete engrossar o bloco de apoio à presidente Dilma Rousseff no Senado. Embora tenha sido vice-governadorno primeiro mandato de Aécio Neves (PSDB), Clésio deixa claro, em entrevista ao Estado, que não se alinhará ao tucano, frustrando os planos de uma bancada mineira exclusivamente oposicionista após a vitoriosa dobradinha do ex-governador e de Itamar Franco (PPS). “Não há hipótese nenhuma de eu caminhar com Aécio contra a presidente Dilma”, diz, garantindo “apoio total” ao novo governo.

Empresário que fez fortuna no setor de transportes, Clésio costuma lembrar que começou a trabalhar aos 11 anos, como cobrador do ônibus que deu início à empresa do pai. Hoje está à frente de diversos negócios e não se furta a elogiar Marcos Valério, protagonista do escândalo do mensalão e seu ex-sócio na agência de publicidade SMPB. “Ele entrou nesse processo político de querer ajudar deputado e não soube como fazer. Marcos Valério tem um coração muito bom.”

O sr. assume o Senado com qual posicionamento em relação ao governo Dilma?

Apoio total. Sou da base aliada dela e a minha intenção é fortalecer sua posição lá, mas também sempre com forte preocupação com Minas Gerais.

Então sua ascensão frustra os planos do senador eleito Aécio Neves (PSDB) de liderar uma bancada mineira no Senado unificada na oposição?

Não há hipótese nenhuma de eu caminhar com Aécio contra a presidente Dilma. É difícil considerar que sendo oposição vai se conseguir na pressão trazer investimentos para Minas. Até porque a presidente Dilma tem maioria folgada hoje e vai precisar negociar pouco com o Aécio. Como Aécio tem uma linha de oposição talvez mais preocupada com uma futura candidatura, nesse aspecto fica, sim, frustrada a posição dele.

Seu posicionamento não contraria a maior parte das lideranças e filiados do PR de Minas?

Quem apoiou a Dilma aqui foi o grupo de PR com mais força. Isso não significa que nossa bancada não esteja alinhada com o governo federal. Está, sim, alinhada. Mas é preciso separar as coisas, até pela própria força do mito. Na realidade, hoje o presidente não é o Lula, é a Dilma. O governador não é o Aécio, é o Anastasia. Não podemos deixar que os mitos continuem dominando os governantes, nem o Lula com a Dilma, nem o Aécio com o Anastasia. O fato de o Aécio seguir uma posição e os interesses de Minas serem atendidos, seja através de mim, seja através dos deputados, seja através do contato do próprio governador Anastasia, é o que importa para Minas. Temos de ter essa preocupação, mas necessariamente não podemos todos ser arrastados pelo Aécio.

Ficou alguma mágoa por ter sido preterido na chapa que concorreu à reeleição? Antonio Anastasia(PSDB), que o substituiu na chapa, é hoje o governador.

Ficou a impressão de que fui preterido, mas vejo diferente. A primeira eleição foi uma composição política, do PFL (atual DEM) com o PSDB. Foi uma junção política sob a bênção do Itamar, que foi a pessoa que nos elegeu, temos de reconhecer isso. No outro mandato, era um governador extremamente popular, um mito que tinha o direito de fazer uma escolha pessoal, não composição política. O que Aécio fez foi isso: uma escolha pessoal da intimidade, da proximidade dele. Anastasia cumpriu bem esse papel. Entre uma composição política – vou usar uma expressão, mas não é pejorativa – e um empregado, o melhor é escolher um empregado.

Apoiaria no futuro um projeto presidencial do ex-governador?

Acho que o momento do Aécio passou. O Aécio seria o presidente da República hoje, não tenho dúvida. Fui um grande defensor disso, defensor ferrenho dele como terceira via, que deixasse o PSDB e fosse para outro partido. Então passou, acho que ele perdeu o momento e terá muitas dificuldades lá na frente. Acho que ele volta como governador.

Aécio se credencia como a grande liderança da oposição?

Primeiro ele tem de superar os problemas dentro do PSDB, onde tem extrema dificuldade. Inegavelmente é o maior líder do PSDB, na minha visão, mas não é a visão que o PSDB tem. Ele tem de superar isso para depois ser o líder da oposição. Agora, oposição ferrenha, como foi, por exemplo, o Arthur Virgílio (PSDB-AM), não é o perfil do Aécio. Ele é mais conciliador. Por outro lado, muitas ideias que ele tem colocado podem ser aproveitadas, podem ser positivas para o País. Mas terá de enfrentar muitas dificuldades.

O PR foi devidamente contemplado no ministério Dilma?

O PR foi, acho que Minas é que não foi. Agora é pensar no segundo escalão, mas é aquela história, na realidade ela considera que Minas já tem a Presidência. Se ela trouxer os investimentos que precisamos, talvez seja melhor do que ter ministério.

Como vê a disputa entre PT e PMDB pelos cargos federais?

É uma disputa natural, uma disputa por espaço. O PMDB considera que perdeu espaço e está tentando recuperar no segundo escalão. O PT, é aquela história, quer ser efetivamente governo e está parecendo que no governo Dilma será mais do que foi no governo Lula – que sempre foi acima do PT. O PT crescendo no governo da Dilma é natural e é melhor para ela também. Ela terá de saber como conduzir isso e fazer algumas compensações para o PMDB.

O sr. é réu em processo na Justiça estadual relativo ao mensalão mineiro, suposto esquema de desvio de recursos públicos na campanha à reeleição do então governador Eduardo Azeredo (PSDB). Como senador, vai reivindicar tramitação no STF por causa do foro privilegiado?

Não, de forma alguma. Não vou fazer nenhuma reivindicação porque estou absolutamente tranquilo com relação a esse processo. Foi uma campanha na qual eu era candidato a vice-governador, não tinha controle sobre a máquina pública, não era coordenador de despesas, não tinha domínio sobre elas, era candidato a vice na chapa do Azeredo, que era o governador.

Qual sua relação com o empresário Marcos Valério, do qual chegou a ser sócio?

Em 1995 a SMPB estava em processo de falência e eu estava caminhando na lagoa (da Pampulha) quando o Marcos Valério passou, me parou e falou: “Você que é o empresário que gosta de consertar empresas, tem uma empresa assim… vamos conversar sobre isso?” Eu falei: “Vamos.” Coincidentemente, depois acabei entrando na sociedade da SMPB e por coisa do destino eu que obriguei o Marcos Valério a entrar. Deixei a sociedade em 1998.

Mantém alguma relação com ele ainda hoje?

Não, mas também não tenho nada contra. Acho que o Marcos Valério é uma pessoa extremamente atenciosa, que sempre quer servir e ajudar as pessoas. Acho que ele caiu muito nisso, sabe? Ele entrou nesse processo político de querer ajudar deputado e não soube como fazer. O Marcos Valério tem um coração muito bom.


Fonte: Estado de S. Paulo

sábado, 8 de janeiro de 2011

Antonio Anastasia é político revelação para 2011, ele é um dos responsáveis pelo ‘choque de gestão’ de Aécio Neves


Com fama restrita a grupos restritos no ano passado, eles têm tudo para confirmar o brilho no futuro

(…)

Antonio Anastasia Governador de Minas Gerais

Eleito com mais de 63% dos votos dos mineiros, Antonio Anastasia deixa de ser um político discreto para se tornar uma liderança nacional. Como secretário de Estado, foi o principal responsável pelo chamado “choque de gestão” realizado nos oito anos de governo do atual senador Aécio Neves. Com uma fórmula austera de controle dos gastos públicos, zerou o déficit estadual e foi capaz de tirar Minas Gerais do marasmo político em que se encontrava havia mais de duas décadas para novamente se tornar um centro de referência na política brasileira. Em 2011, à frente do governo mineiro, Anastasia ingressa no seleto grupo das novas lideranças nacionais ao lado de governadores como Eduardo Campos (PE) e Geraldo Alckmin (SP).

Fonte: IstoÉ