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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Marcus Pestana: “Vivemos uma profunda crise política. Sucessivos e crescentes escândalos de corrupção vêm à luz do dia”

Dilma e seus limites: a decolagem no novo governo

Fonte: Artigo de Marcus Pestana* - O Tempo

Em artigo para o jornal O Tempo, o presidente do PSDB-MG, deputado federal Marcus Pestana, analisa os primeiros meses do governo de Dilma Rousseff e lamenta que ela não tenha utilizado seu capital eleitoral para propor reformas urgentes para o país. Isso se torna particularmente mais grave diante dos desafios que serão apresentados pela crise financeira internacional, bem como pelos sucessivos escândalos de Marcus Pestana, presidente do PSDB-MG no governo.

Feitos os registros sobre as mudanças introduzidas pela presidente Dilma em relação ao governo Lula, cabe discutir as preocupantes limitações exibidas por ela e seu governo.

Em primeiro lugar, é sabido que a força política para a promoção de mudanças estruturais se esvai com o passar do tempo. O início de governo, no vácuo da vitória eleitoral, é o momento indicado para colocar na mesa toda a agenda de mudanças que se quer promover. Infelizmente, o governo Dilma desperdiçou todo esse precioso momento e não revelou nenhum ímpeto reformador.

Num mundo globalizado e em crise e diante de um quadro doméstico caracterizado pela instabilidade fiscal, pela desindustrialização, por câmbio valorizado e as mais altas taxas de juros do mundo, seria fundamental que o novo governo explicitasse uma agenda de reformas.

A trabalhista e do mercado de trabalho, que modernizasse as relações entre trabalhadores e empresários, através de pactos que promovessem ganhos múltiplos. A previdenciária, que garantisse sustentabilidade e corrigisse as iniquidades. A tributária e fiscal, que simplificasse o sistema, diminuísse a carga, garantisse a competitividade, promovesse um novo pacto federativo e diminuísse a regressividade. A política, mãe de todas as reformas, para aproximar o sistema decisório da sociedade, diminuir custos e a corrupção, fortalecer as instituições e melhorar o ambiente de governabilidade.

Nada foi feito. Deitados em berço esplêndido, contentamo-nos em ver da arquibancada o esgotamento das condições internacionais que patrocinaram nosso desenvolvimento nos últimos anos: Os altos preços dos nossos produtos primários, a imensa entrada de capital externo, atraída por estratosféricos juros, e a demanda interna promovida pelos aumentos reais do salário mínimo e pelos programas de transferência de renda. Mas a sustentabilidade de tudo isso é relativa diante do impasse nos EUA, da falta de perspectivas na Europa e da esfinge que é o heterodoxo capitalismo de Estado chinês.

Por outro lado, vivemos uma profunda crise política. Cinco ministros de pastas essenciais (Casa Civil, Articulação Institucional, Transportes, Defesa e Agricultura) caíram em curto espaço de tempo. Sucessivos e crescentes escândalos de corrupção vêm à luz do dia. Congresso paralisado pela não liberação de emendas, não nomeação de apadrinhados e pelo receio da extensão e seletividade da suposta faxina ética. Chegou-se ao paradoxo da própria base do governo obstruir os trabalhos (ferramenta parlamentar clássica das oposições). Dr. Ulisses dizia que “a matéria-prima da política é a saliva”. Hoje, infelizmente, mais do que o verbo, importa a verba. E mesmo o verbo é mal utilizado nas grosserias e arrogâncias que brotam do centro do poder.

Enquanto isso, questões como a regulamentação da EC 29, o Supersimples, a PEC 300 e as reformas estruturantes dormem em gavetas que arquivam a possibilidade de um futuro melhor para o país.

* Marcus Pestana, deputado federal e presidente do PSDB-MG

terça-feira, 21 de julho de 2009

Paulo Abi-Ackel é o primeiro convidado do "Olho Vivo" da Juventude Tucana

O programa contou com a participação de cerca de 30 filiados que fizeram 15 perguntas ao presidente dos tucanos mineiros; o objetivo é criar um canal entre os jovens que militam no Partido e as lideranças tucanas

O presidente do PSDB de Minas Gerais, deputado federal Paulo Abi-Ackel, foi o convidado de estréia do programa "Olho Vivo", projeto do Secretariado da Juventude do PSDB/MG que tem como objetivo criar um canal entre os jovens que militam no Partido e as lideranças tucanas. O formato é o de uma entrevista, a exemplo do programa Roda Viva, que vai ao ar às segundas-feiras pela TV Cultura/Rede Minas, onde os filiados - que ficam em círculo com o convidado ao centro - fazem perguntas, tendo a ajuda de um mediador.

O primeiro programa aconteceu nessa segunda-feira à noite, dia 20, na sede do PSDB/MG, em Belo Horizonte, e contou com a participação de cerca de 30 filiados que fizeram 15 perguntas ao presidente dos tucanos mineiros. Os assuntos abordados foram prévias, projetos em andamento no Diretório Estadual, maior participação da Juventude nos rumos do Partido, sucessão mineira, além, é claro, da trajetória política de Paulo Abi-Ackel, que começou na década de 80, justamente com a fundação da JDS - Juventude Democrática Social. Esse movimento de jovens atuava no antigo PDS, partido do governo na época, mas que defendia as eleições diretas para presidente da República e também cobrava representação política para o Distrito Federal, que tinha então governador nomeado e nenhum representante legislativo.
Foram seus companheiros na JDS os deputados tucanos Jutahy Magalhães Jr., da Bahia, e Julio César Redecker, do Rio Grande do Sul, que faleceu há dois anos num acidente de avião, além do deputado Ciro Gomes, do Ceará, entre outros. Neste período, o PSD era o partido do pai de Paulo, o político Ibrahim Abi-Ackel, que foi deputado por diversas legislaturas e ex-ministro da Justiça.

E foi sobre a influência da longa história política de Ibrahim Abi-Ackel uma das perguntas feitas a Paulo. Ele lembrou o primeiro partido de seu pai, o influente PSD mineiro, onde militavam importantes figuras como Tancredo Neves, José Maria Alkmin, Paulo Pinheiro Chagas, Guilhermino de Oliveira e Juscelino Kubitschek. "Minha casa sempre foi palco de reuniões políticas com a participação destas grandes figuras da história brasileira. O PSD foi uma grande escola e hoje o PSDB tem muito deste partido", afirmou.



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