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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Carga pesada: Governo Federal, estados e os municípios arrecadaram no ano passado R$ 1,2 trilhão em impostos e contribuições

Fonte: Folha de S.Paulo

Carga de impostos volta a crescer e atinge 34% do PIB

Fim de incentivos e recuperação da economia fazem arrecadação aumentar

Governo federal ficou com a maior parte do aumento de receitas, enquanto a fatia dos Estados ficou estagnada

A carga tributária do Brasil voltou a crescer no ano passado, transferindo para os cofres do governo federal uma fatia maior das riquezas produzidas no país.

Estudo apresentado ontem pela Secretaria da Receita Federal diz que impostos e contribuições arrecadados pelas três esferas de governo somaram no ano passado 33,56% do PIB (Produto Interno Bruto). Em 2009, a carga tributária alcançara 33,14% do PIB.

O principal motivo foi o aumento da arrecadação do governo federal, provocado pela retomada do crescimento da economia e o fim dos incentivos distribuídos em 2009 para reanimar a economia e combater a recessão.

O aumento da taxação de operações financeiras no fim do ano passado, medida tomada pelo governo para conter a valorização do real em relação ao dólar, também ajudou a inflar a arrecadação.

Segundo a Receita, o governo federal, os Estados e os municípios arrecadaram no ano passado R$ 1,2 trilhão em impostos e contribuições, 9% a mais do que em 2009.

Estudo feito pelos economistas José Roberto Afonso e Márcia Monteiro, especialistas em finanças públicas, sugere que o aumento da carga tributária foi ainda maior do que o reconhecido pelo trabalho da Receita.

Segundo eles, os impostos recolhidos nas três esferas de governo somaram no ano passado 35,16% do PIB, se a conta incluir os royalties do petróleo e outros tributos arrecadados pela União mas excluídos pelo estudo da Receita por razões metodológicas.

De acordo com o estudo, a carga tributária brasileira atingiu seu ponto mais alto em 2008, quando representou 35,5% do PIB.

Os cálculos dos dois economistas indicam também que o governo federal foi o principal beneficiário do aumento da carga tributária nos últimos meses, em detrimento de Estados e municípios, cujas receitas permaneceram praticamente estagnadas.

Esse descompasso ajuda a explicar a insatisfação dos governadores, que nos últimos meses têm pressionado o governo federal e o Congresso por mais recursos para o sistema de saúde pública e uma fatia maior dos recursos que serão arrecadados com a exploração do petróleo do pré-sal.

A arrecadação do governo federal cresce aceleradamente desde o fim do ano passado. Enquanto isso, os governadores viram a participação do ICMS, principal tributo recolhido pelos Estados, ser reduzida de 7,37% do PIB em janeiro para 7,28%.

O tributarista Amir Khair, ex-secretário de Finanças de São Paulo, explica que a perda de fôlego do ICMS se explica pela fraqueza da atividade industrial. “A indústria está dando sinais claros de arrefecimento e é ela o grande contribuinte do ICMS.”

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam que a produção industrial recua desde outubro do ano passado.

Mas o que poderia ser uma segurança para o governo federal é também motivo de preocupação. Para os economistas, esse volume de arrecadação deve ceder ao longo do ano e em 2012.

“Existe uma defasagem natural entre a redução da atividade e o recolhimento de tributos. Essa arrecadação do governo federal não vai se repetir nos próximos meses, até porque houve uma arrecadação extraordinária nos últimos meses”, diz Afonso.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Produção Industrial cresce em MG e fica estável no Brasil


Produção industrial cresce em MG e fica estável no Brasil
Em Minas , a alta foi de 1,1% e São Paulo apresentou queda de 0,9%

Rio de Janeiro. A produção industrial cresceu em seis das 14 regiões pesquisadas em maio, na comparação com o mês anterior, informou, ontem, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na média nacional, a indústria apresentou estabilidade na mesma base de comparação.O maior crescimento foi registrado no Paraná (7,7%). Em Minas Gerais, a alta foi de 1,1%. São Paulo e Ceará apresentaram redução na mesma intensidade (-0,9%).

Na comparação com maio de 2009, a atividade industrial subiu em todas as 14 regiões analisadas. O destaque ficou com o Paraná, com expansão de 31,3%.

Na média nacional, a indústria teve alta de 14,8% na mesma relação. Deve-se levar em conta que, no início do ano passado, diante dos efeitos da crise, a indústria sofreu um dos piores tombos da história recente.

No indicador acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a produção também cresceu de modo generalizado. Nessa comparação, o maior crescimento ficou com o Espírito Santo (37,3%).

O técnico da coordenação de indústria do IBGE, André Macedo, disse que a queda na produção em São Paulo reflete uma "acomodação", apesar de ter representado o principal impacto negativo para o resultado da indústria nacional, que ficou estável entre um mês e outro.

Segundo ele, mesmo sem a disponibilidade de dados setoriais abertos para a indústria regional nessa base de comparação, é provável que o recuo na produção paulista tenha sido puxado exatamente pelos principais impactos de queda no índice nacional, que foram refino de petróleo, farmacêuticos e alimentos. "Essas atividades mostraram, em maio, recuos pontuais ante o mês anterior e têm presença importante no país", explicou o técnico do IBGE.

Confiança do trabalhador no emprego fica próxima do recorde

SÃO PAULO. O trabalhador brasileiro continua confiante na manutenção do emprego, de acordo com o Índice de Medo do Desemprego, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ontem.

O indicador trimestral ficou em 82,3 pontos em junho, com alta de 0,4% sobre março, quando havia atingido o menor índice (82 pontos) - sobre uma base de 100 pontos - desde o início da pesquisa, em 1996. Quanto menor a pontuação, maior a confiança na preservação do emprego.O temor do desemprego chegou ao pico em maio de 1999 (119 pontos). "O índice em junho denota grande segurança no emprego, uma vez que se manteve muito próximo do piso histórico, registrado em março", diz a entidade no texto divulgado do levantamento.

Outros índices

Paraná: 7,7%
Bahia: 4,0%
Rio de Janeiro: 2,8%
Nordeste: 1,6%
Pernambuco: 1,5%
Minas Gerais: 1,1%
Santa Catarina: estável
São Paulo: -0,9%
Ceará: -0,9%
Rio Grande do Sul: -2,0%
Amazonas: -2,2%
Goiás: -2,4%
Espírito Santo: -2,8%
Pará: -2,9%


Fonte: OTempo