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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Crise no Cefet de Minas: Governo do PT na contramão da política de expansão do ensino técnico manda demitir 370 professores contratados – alguns curso

Crise no Cefet

Fonte: Coluna d
e Raquel Faria – O Tempo

Por de
terminação do MEC, o Cefet-MG está demitindo todos os seus 370 professores contratados. Só deverá manter os efetivos. A ordem significa um corte brutal de mais de um terço do corpo docente. E foi comunicada na sexta-feira aos funcionários pelo diretor da instituição mineira, Flávio Santos. Se mantida, a decisão colocará em risco atividades no Cefet: há cursos em que 80% dos professores são contratados – e vão embora.

Outros tempos
Na al
egação do MEC, o Cefet extrapolou o limite para contratação de professores sem concurso, que é de 20% do quadro. Em sua defesa, a instituição justifica que passou do limite porque o MEC não autorizou concursos para suprir novos cursos e unidades abertas no governo Lula. Ou seja, o Cefet flexibilizou a regra para atender a política oficial de expansão do ensino técnico. Porém, mudaram o governo e as prioridades. Agora, em tempo de cortes orçamentários, o MEC quer aplicar com rigor a norma que antes era conveniente ignorar.

Muito estranho
A or
dem do MEC é uma freada brusca e violenta na instituição que vinha crescendo e se interiorizando com força. E ocorre em momento de grandes investimentos em Minas, quando o mercado enfrenta ameaça de um apagão profissional. Para tornar tudo mais esquisito, correm rumores sobre desavenças entre o diretor mineiro e o ministro da Educação: defensor da transformação do Cefet em universidade tecnológica, Flávio Santos teria enfrentado Fernando Haddad quanto este quis fazer da instituição mineira um instituto como outros que funcionam no país.