terça-feira, 2 de setembro de 2014

Planilhas revelam contabilidade dos ‘mensaleiros’ de Ipatinga


Publicado no jornal Hoje em Dia – 02-09-14

A quadrilha acusada de montar o “mensalão” do “Minha Casa, Minha Vida” em Ipatinga, no Vale do Aço, contabilizava em cadernos o pagamento das taxas exigidas de possíveis beneficiários do programa federal e cobrava dinheiro até de desempregados. É o que revelam planilhas apreendidas pela Polícia Civil na sede da Associação Habitacional de Ipatinga e depoimentos de testemunhas, aos quais o Hoje em Dia teve acesso.

Seis pessoas foram indiciadas, entre elas o vereador Saulo Manoel da Silveira e a presidente do PT municipal, Uzânia Aparecida Gomes, que também é chefe de gabinete do parlamentar. Nenhum dos seis indiciados soube informar, em depoimento, como era contabilizado o dinheiro arrecadado. A Polícia apreendeu, em maio deste ano, cadernos com informações bancárias (número da conta, banco e CPF) dos acusados.

Policiais recolheram computadores, pendrive e documentos da sede da Associação Habitacional de Ipatinga. Em cadernos, a quadrilha contabilizava o pagamento feito pelos possíveis beneficiários. Era anotado o nome da pessoa e “PG” ou “OK” com o valor escrito ao lado. De acordo com o inquérito policial, as anotações comprovam o pagamento de taxas por postulantes a unidades do “Minha Casa, Minha Vida”.

Segundo a acusação, o vereador e sua equipe promoviam reuniões mensais em diversos bairros da cidade com a finalidade de inscrever possíveis beneficiários para receber um apartamento por meio do programa federal. Para que tivessem os nomes na lista, as pessoas tinham que pagar entre R$ 3 e R$ 10 por mês, sempre durante as reuniões.

No material apreendido pela Polícia, há sínteses de valores arrecadados nos encontros. Em um caderno, por exemplo, é contabilizado quanto renderam as reuniões em 13 bairros diferentes. Os 13 encontros, feitos no mesmo mês, possibilitaram a arrecadação de R$ 1,5 mil. Tudo era anotado à mão, de forma grosseira.

Bolsa

Policiais infiltrados conseguiram gravar uma reunião em que foi feita a cobrança. Eles frequentaram diversos encontros. Na maior parte deles, de acordo com o relato dos investigadores, os indiciados pediam que as pessoas desligassem os aparelhos celulares. Também pediam atenção para a entrada de desconhecidos nos recintos. As reuniões aconteciam, em grande parte, em escolas estaduais, cedidas à Associação Habitacional.

De acordo com testemunhas e com os policiais infiltrados, antes das reuniões, uma pessoa ficava na porta das salas com uma bolsa ou sacola. Ela recolhia o dinheiro e somente depois do pagamento autorizava a entrada do possível beneficiário.

“Que uma das voluntárias fica com uma bolsa onde o dinheiro das taxas é guardado; que há uma orientação para que, se aparecer na reunião alguma pessoa diferente, bem vestida, a voluntária que está com a bolsa deverá fechá-la e sair do local”, afirmou uma testemunha.

PONTO A PONTO

- O programa “Minha Casa, Minha Vida” é federal e consiste no financiamento de imóveis pela Caixa.

 - Na modalidade “Entidades”, a União firma parceria com entidades sem fins lucrativos para viabilizar o programa. As entidades têm que elaborar lista de possíveis beneficiários.

 - As entidades têm que seguir critérios estabelecidos pela Caixa. Um deles é ter renda familiar bruta de até R$ 1.600.

 - Em Ipatinga, a Associação Habitacional promove reuniões mensais em cada bairro que possui população de baixa renda. Nestas reuniões, cobra uma taxa para que os postulantes possam compor a lista. O esquema perdura há mais de dez anos.

 - Testemunhas relataram ainda que, além da taxa, são obrigadas a trabalhar gratuitamente em campanhas eleitorais do vereador Saulo Manoel (PT).

 - A Polícia pediu a prisão do vereador e de outras cinco pessoas ligadas a ele. As acusações são de improbidade administrativa, abuso de poder econômico, compra de votos, captação ilícita de sufrágio, concussão, em concurso material de crimes, e associação criminosa. Somadas, as penas ultrapassam dez anos de detenção.

Esquema não poupava nem desempregados

O esquema montado pela quadrilha em Ipatinga, segundo a Polícia Civil, era de fácil manipulação porque os indiciados são suspeitos de ludibriar pessoas humildes, de baixa renda, e até desempregados. Para as autoridades, essas pessoas realmente têm condições de serem inscritas no programa “Minha Casa, Minha Vida”, cujo pré-requisito é rendimento familiar bruto de até R$ 1,6 mil.

“Ressalte-se o fato de se tratar de pessoas bastante humildes, que, certamente, tem bastante necessidade do dinheiro que estão deixando nas reuniões, iludidas com a informação de que receberão o imóvel se pagarem as taxas, e ameaçadas de jamais receberem, se não pagarem. Tratam-se de pessoas facilmente enganáveis!”, diz um trecho do inquérito que pede a prisão dos envolvidos.

Em depoimento, uma das testemunhas revela que estava desempregada, mas, mesmo assim, não foi poupada. “Que questionou se o fato de uma pessoa estar desempregada, ser viúva, mãe solteira e responsável por sustentar a própria casa não seriam casos de preferência para o recebimento do imóvel e a também investigada Penha (tratando-se de Penha Marta Bandeira de Pádua) afirmou que a única coisa que importa é a frequência, a contribuição e o tempo de espera”, disse uma das testemunhas. Ela afirmou estar há cinco anos na fila.

Penha foi assessora de Saulo Manoel e ocupa cargo na administração municipal. Ela não foi encontrada para falar sobre a denúncia.

A reportagem entrou em contato com o vereador Saulo Manoel (PT), apontado como líder do esquema criminoso. Ele mandou dizer que estava “tomando banho” e pediu para retornar a ligação em alguns minutos, porém, não atendeu mais o telefone. A reportagem tentou falar com Uzânia Aparecida Gomes, presidente do PT municipal, também sem sucesso.

A Câmara de Ipatinga poderá abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito para avaliar possível cassação de Saulo Manoel.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Juro cobrado é o maior desde 2011

Nem mesmo a interrupção do processo de alta dos juros básicos por parte do Banco Central, que levou as instituições financeiras a pagarem menos pelos recursos captados no mercado financeiro, impediu os bancos de cobrarem juros maiores dos seus clientes pessoas físicas e empresas.

Segundo números divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (26), a taxa média de juros cobrada das famílias pelos bancos subiu pelo sétimo mês seguido em julho, para 43,2% ao ano.

E atingiu, novamente, o maior patamar desde que o Banco Central começou a divulgar esses dados, em março de 2011. Em junho, a taxa estava em 43% ao ano. 


Desde março deste ano, quando o BC deu as primeiras sinalizações que poderia interromper o processo de alta dos juros básicos da economia, o que já gerou reflexo na curva de juros (usada como base para o quanto os bancos pagam pelos recursos), a taxa de captação dos bancos, que estava em 12,5% ao ano, recuou para 11,5% ao ano (patamar de julho), ou seja, uma queda de um ponto percentual.

Mesmo assim, as instituições financeiras continuaram subindo os juros cobrados das pessoas físicas e das empresas. Em março deste ano, a taxa cobrada das pessoas físicas, nas operações com recursos livres (sem contar crédito rural e habitacional), estava em 41,6% ao ano, passando para 43,2% ao ano em julho deste ano – um aumento de 1,6 ponto percentual.

Spread bancário sobe

O aumento dos juros bancários com intensidade maior que a alta da taxa básica, e o não repasse do corte da taxa de captação nos últimos meses, gerou o aumento do chamado spread bancário, a diferença entre o que os bancos pagam pelos recursos e o que cobram dos clientes.

O spread é composto pelo lucro dos bancos, pela taxa de inadimplência, por custos administrativos, pelos depósitos compulsórios (que são mantidos no Banco Central) e pelos tributos cobrados pelo governo federal, entre outros.

Em abril do ano passado, antes do início do processo de alta dos juros básicos da economia, o spread bancário nas operações com pessoas físicas estava em 25,4 pontos percentuais. Em junho deste ano, já estava em 31,3 pontos percentuais, passando para 31,7 pontos percentuais em julho – o maior valor da série histórica do BC, que começa em março de 2011.

Taxa média de empresas e geral

No caso das operações dos bancos com as empresas, ainda com base nos chamados recursos livres, a taxa média subiu de 22,6% ao ano em junho para 23,1% ao ano em julho – o maior patamar desde março deste ano. Já a taxa média geral de todas as operações com recursos livres (pessoas físicas e empresas) subiu de 32% ao ano em junho para 32,3% ao ano em julho, o maior nível desde fevereiro de 2012, quando estava em 32,5% ao ano.

Publicado no G1 

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

O modelo Mandrake de gestão

Os atrasos tornaram-se a principal marca do atual governo. Em se tratando de obras, estão por toda parte, em especial no programa que deveria acelerar o crescimento, mas fez mesmo foi levar o Brasil ao atoleiro.

Atrasar tornou-se agora, também, a forma encontrada pelos petistas para gerir o Orçamento da União e tentar evitar descontrole ainda maior das contas públicas. A criatividade – que nos aspectos da vida cotidiana é uma qualidade – tornou-se prática corrente para cuidar da contabilidade e burlar a boa gestão.

Os problemas deixaram, há muito tempo, de ser questões técnicas e agora ameaçam afetar a vida dos brasileiros comuns. A manipulação começa a alcançar dinheiro que vai para o pagamento de benefícios sociais, como o Bolsa Família, o seguro-desemprego e o abono salarial. A tunga é ampla, geral e irrestrita.

Nas últimas semanas, quase diariamente, têm sido revelados casos de atrasos nos repasses de recursos por parte do Tesouro para instituições como a Caixa (responsável pelo pagamento de benefícios sociais), o Banco do Brasil (que opera o crédito agrícola) e o BNDES (que cuida de financiamentos). Até pagamentos do PAC entraram na dança.

Estima-se que o montante envolvido já alcance R$ 30 bilhões. Dividendos de estatais também são manipulados a bel-prazer como forma de fazer caixa e tentar conter o rombo fiscal. Nem assim, porém, tem funcionado: segundo o registrado no primeiro semestre, o superávit fiscal está hoje no menor patamar desde 2000.

Nos seis primeiros meses deste ano – o resultado de julho sai nesta semana – o saldo de caixa produzido pelo governo representou apenas metade do registrado no mesmo período de 2013. Transcorrido metade do ano, somente 21% da meta estipulada para 2014 foi alcançada. E o governo ainda jura que cumprirá o que prometeu...

A prática de maquiar dados e atrasar repasses, contudo, não é recente. Desde que as contas públicas entraram em franco desalinho, logo no início da gestão da presidente Dilma Rousseff, tem sido assim. Mandrake, o mágico herói das velhas histórias em quadrinhos, tornou-se modelo de gestor público no governo da petista.

Há hoje uma tremenda caixa-preta envolvendo as contas nacionais. Ninguém sabe ao certo o tamanho dos rombos, ninguém pode afirmar ao certo a dimensão das dívidas nem a real condição das receitas. A atual gestão – e não só a fiscal – é uma colcha de retalhos de truques, remendos, artifícios e manobras.

Cuidar bem do dinheiro público, aplicá-lo corretamente e prestar contas do que é feito é a única forma correta de atender o cidadão, fornecer-lhe os benefícios que tem direito e fazer retornar o que ele paga em tributos. Quem não faz assim está simplesmente nos roubando. 


Fonte: ITV

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Minas conquistou a melhor educação básica com Aécio Neves

Crianças e jovens de Minas Gerais passaram a ter uma perspectiva melhor de futuro por meio da educação. Ao longo dos últimos 12 anos, um conjunto de ações adotado pelo Governo do Estado gerou resultados extremamente positivos, conforme apontam especialistas na área, pais e alunos da rede estadual de ensino. 

O saldo desse trabalho sério e eficiente implantado por Aécio Neves, em 2003, é constatado pelos principais indicadores, que mostram que Minas possui a melhor educação básica do país nos anos iniciais do Ensino Fundamental.

Mais do que somente números e índices, são resultados que mudaram a vida de alunos como Tiago Gonçalves, da Escola Estadual Duque de Caxias, na região do Barreiro, em Belo Horizonte, um exemplo prático das melhorias da educação em Minas. 

Em 2009, a escola conquistou resultado excepcional no Ideb (7,5) e ficou em primeiro lugar entre as escolas estaduais da Região Metropolitana de BH. Em 2011, seu índice subiu para 7,7 e foi campeã de novo.

A mãe de Tiago, Elizete Gonçalves, afirma que a evolução da escola abriu uma nova perspectiva para o futuro do seu filho. “A escola vem melhorando a cada ano e estou muito satisfeita com o aprendizado do Tiago. Lá ele tem o apoio dos professores e da direção. Ele está bem assistido, está tendo uma boa base para o futuro, é como se fosse o alicerce de uma casa.  Então, ele está bem preparado”, comemora. 

Acima da média

Esses avanços não foram verificados apenas na Escola Estadual Duque de Caxias. Em 2011, Minas ficou em primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), do Ministério da Educação, superando estados como Santa Catarina e São Paulo. A rede mineira foi a primeira e única do Brasil a alcançar nota 6 no Ideb, recomendada como padrão de qualidade, inclusive em países europeus, e superior ao Ideb nacional (5).

No Sistema Nacional de Avaliação Básica (Saeb), também do Ministério da Educação, o Estado ficou em primeiro lugar no ranking nacional em português e matemática, as duas disciplinas avaliadas, no 5º e 9º anos do ensino fundamental.

“A educação de Minas Gerais está muito acima da média. Minas está entre os dois ou três estados brasileiros com resultados melhores nos testes, como IDEB e Prova Brasil”, afirma o economista Cláudio Moura e Castro, pesquisador em educação.

O bom desempenho, de acordo com o especialista, está relacionado à forma como o governo mineiro vem tratando a Educação nos últimos anos. “A educação melhora quando se tenta fazer a mesma coisa, certa, durante um período longo de tempo. Minas está na frente porque não houve flutuações na orientação da educação do Estado”, define, apontando o aperfeiçoamento dos mecanismos de avaliação com um ponto importante.

Para o candidato da coligação Muda Brasil à Presidência, Aécio Neves, que governou Minas Gerais entre 2003 e 2010, esse modelo deverá ser replicado nacionalmente. A educação mineira, segundo Aécio, é uma referência para o projeto de transformar a Educação no país, (hoje em 75º lugar no quesito qualidade, conforme enquete internacional que avaliou 77 países).

“Governei por oito anos um dos mais populosos estados brasileiros, não o mais rico, nem o mais homogêneo, que é Minas Gerais, e conseguimos levar Minas a ter a melhor educação fundamental do Brasil. Isso foi possível com avaliação, com métodos, premiando aqueles que apresentam melhores resultados”, afirma o candidato.

Inovação e meritocracia

Os níveis positivos alcançados, não só na educação como em outras áreas do Estado, têm sua base na adoção, pelo Estado, de sistemas de avaliações de desempenho e programas de meritocracia, além da implantação de ações inovadoras, suporte permanente às escolas e valorização dos profissionais.

Em 2004, Minas Gerais foi pioneira, por exemplo, ao colocar crianças de seis anos na escola, ampliando de oito para nove anos a duração do ensino fundamental. Outra ação que contribuiu com os resultados atuais foi o desenvolvimento, desde 2007, do Programa de Intervenção Pedagógica (PIP), nas escolas estaduais do Estado.

Para garantir bons resultados para os alunos do ensino fundamental, as unidades são acompanhadas permanentemente para orientar o plano pedagógico, propor estratégias de intervenção e apoiar professores e alunos. Os resultados são expressivos. De 2006 a 2013, o índice de alunos no nível recomendável de alfabetização e compreensão de texto nas escolas estaduais quase dobrou, de 48,6% para 92,3% do total.  

Valorização dos servidores de ensino

A valorização dos profissionais é outro ponto fundamental, por meio da remuneração e ações de capacitação. Um professor da rede estadual de Minas (com licenciatura plena, nível exigido para ingressar na carreira) tem um salário de R$ 1.455,30 para uma jornada de 24 horas semanais. Esse valor é, proporcionalmente, 42,93% superior ao piso nacional estabelecido pelo Ministério da Educação para uma jornada de 40 horas semanais.

As escolas contam com metas anuais de desempenho, o que estimula a busca por resultados. Dependendo do cumprimento das metas em cada escola, os professores e diretores podem ganhar até um salário a mais por ano.

Qualidade Comprovada

Minas Tem o melhor desempenho nos anos iniciais do Ensino Fundamental – Resultados do IDEB 2011
1º - Minas Gerais – 6,0
2º - Santa Catarina – 5,7
3º - Distrito Federal – 5,4
4º - São Paulo – 5,4
Brasil – 5,1

Instituições que acompanham o desempenho da educação no país, atestam a qualidade do ensino na rede estadual de Minas:

Movimento Todos pela Educação – Minas em 1º lugar em Matemática e 2º lugar em português entre os estados, no documento “De Olho nas Metas”, que avaliou alunos do 5º ano do Ensino Fundamental nas duas matérias.

Fundação Lemann – Minas concentra a maioria das escolas brasileiras, entre aquelas que atendem a alunos de baixo nível socioeconômico, que ofertam ensino de qualidade. Foram selecionadas 215 escolas públicas nessas condições e mais de 50% delas (50,7%), 109 das selecionadas, são de Minas Gerais.

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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Bancos públicos assumem 70% de socorro a elétricas



Publicado na Folha de S. Paulo – 08-08-14

Em sua estratégia para evitar reajustes extras de tarifas ou mais sangria no caixa do Tesouro no ano eleitoral, o governo anunciou nesta quinta (7) a segunda rodada de empréstimos para socorrer as distribuidoras de energia elétrica, no valor de R$ 6,6 bilhões e a juros mais altos.

A nova operação conta, até agora, com a participação de oito bancos --três públicos e cinco privados--, que vão receber juros mais altos para bancar o financiamento. O governo afirma que esse será o último empréstimo.

Ao todo, o governo negociou R$ 17,8 bilhões com instituições financeiras neste ano, um pouco mais da metade de bancos públicos, para que as distribuidoras possam pagar pela energia mais cara que estão sendo obrigadas a comprar.

Sem esses empréstimos, o governo teria de socorrer as distribuidoras de energia elétrica com recursos do Tesouro em valor semelhante ao dos empréstimos, o que se mostrou inviável diante da queda na receita provocada pela retração da economia.

Ou teria de optar por reajustes extras de tarifas já neste ano, num momento em que a inflação segue acima dos 6%, o que poderia estourar o teto da meta, de 6,5%.

A segunda rodada de empréstimo terá juros de 2,35% ao ano, mais correção pelo CDI (Certificado de Depósito Interbancário), com prazo de carência até outubro de 2015 e pagamento entre novembro do ano que vem e novembro de 2017. A primeira operação, de R$ 11,2 bilhões, teve taxa de 1,9%, mais CDI.

"A equação do setor elétrico não se faz apenas de empréstimo. Estou afirmando que não teremos mais empréstimo e não consta no planejamento do ano que vem nenhum tipo de empréstimo", disse o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Paulo Cafarelli.

Questionado sobre se haverá novo aporte do Tesouro, caso as distribuidoras precisem de mais recursos, o secretário afirmou "não sei" e explicou que, dentro do compromisso do Tesouro de R$ 13 bilhões com o setor elétrico neste ano, o órgão já gastou R$ 6,45 bilhões até agora.

A operação já tem garantida a participação de sete bancos --Banco do Brasil, Caixa Econômica, Bradesco, Itaú, Santander e BTG Pactual (como antecipou a Folha) e Citibank--, além do BNDES, que vai arcar com R$ 3 bilhões da operação.

Segundo Caffarelli, outros seis bancos ainda avaliam a proposta. O prazo para novos participantes é o dia 15, quando o dinheiro estará disponível às distribuidoras.

Como na primeira rodada, a garantia são os encargos cobrados pelas distribuidoras.


Os R$ 3,6 bilhões da operação que serão bancados pelos demais bancos, fora o BNDES, serão distribuídos seguindo a proporcionalidade do empréstimo anterior, afirmou o secretário. BB e Caixa devem entrar, cada um, com R$ 750 milhões. 

Na primeira rodada, foi R$ 2,45 bilhões cada um. Bank of America, Credit Suisse e JPMorgan são os bancos que participaram da primeira rodada e não confirmaram presença na segunda.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Aécio Neves inaugura comitê da Coligação Muda Brasil

Em clima de festa, o candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, inaugurou, nesta quinta-feira (31/07), o comitê da campanha em Belo Horizonte, com um discurso em que enfatizou a inovação política, a eficiência e o resgate da credibilidade na vida pública.

“Vamos sair daqui hoje convencidos do que temos uma missão muito maior do que simplesmente vencer uma eleição. É a de resgatar a credibilidade na vida pública e a confiança dos brasileiros nos seus agentes públicos.”

Aécio disse que pretende estender para a administração federal o exemplo da gestão bem sucedida no governo de Minas Gerais, onde esteve à frente por dois mandatos (2003-2010), tendo sido seguido por Antonio Anastasia, hoje candidato ao Senado.

“É exatamente inspirado na obra que conseguimos construir [no Estado] em mais de uma década que me coloco hoje pronto para enfrentar os obstáculos e as dificuldades, para honrar a partir de 1º de janeiro de 2015 o voto de cada mineiro e de cada brasileiro”, disse.


Estavam presentes centenas de correligionários e eleitores. O presidenciável tucano recebeu um manifesto em apoio à sua candidatura, assinado por mais de 250 entidades sindicais.

Entre as autoridades que participaram estavam Pimenta da Veiga, candidato a governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, candidato ao Senado, o governador de Minas, Alberto Pinto Coelho, e Maristela Kubitschek, filha do ex-presidente Juscelino Kubitschek.

Maristela Kubitschek falou em nome de toda a família e comparou Aécio Neves a Juscelino. “Há exatos 60 anos, JK iniciou a sua caminhada em direção à Presidência com um projeto de desenvolvimento extremamente audacioso para o Brasil. E o resultado todos conhecem. Não por acaso ele conquistou a Presidência da República com a sua idade, Aécio”, disse, quando foi muito aplaudida peles presentes. Ela também lembrou o legado de Tancredo Neves, avô de Aécio.

Em breve saudação a Aécio Neves, Pimenta da Veiga lembrou que o comitê está instalado em um prédio no centro da cidade onde funcionava o Hotel Del Rey, um dos mais tradicionais de Minas Gerais nas décadas de 1950 e 60 e que já foi palco de importantes decisões políticas, como lembrou Pimenta.

Aécio: eu voto em você

A inauguração ocorreu no hall de entrada do prédio, que estava lotado. Do lado de fora, centenas de eleitores puderam acompanhar as saudações por meio de um telão. A chegada dos candidatos foi aguardada ao som de batucada e de gritos como: “Ô Aécio, vamos fazer assim. Eu voto em você, e você cuida de mim.”.

O gráfico Antônio Eustáquio Silva, 65 anos, fiel eleitor de Aécio Neves, disse que a mobilização está apenas começando. “O pessoal já esqueceu a Copa do Mundo e começa a pensar em eleição.”

Ao lado dele, a cozinheira Telma das Graças Assis Gonzaga, 67 anos, que tinha a bandeira do PSDB sobre os ombros, disse apostar na vitória do candidato tucano. “No meu bairro, Sagrada Família, todo mundo vota nele.”

Corte nos ministérios

Em rápida entrevista após a inauguração, Aécio Neves voltou a defender a redução da estrutura ministerial, hoje com 39 órgãos. Ele afirmou que o candidato Antonio Anastasia prepara um desenho da nova estrutura do governo, que terá pouco mais de 20 ministérios.

“Desburocratização, simplificação e transparência serão marcas do nosso governo. Quero diminuir os ministérios, diminuir os cargos de livre nomeação e fazer com que a estrutura funcione, porque hoje o governo não ajuda e começa a atrapalhar a vida de quem quer empreender no Brasil”, afirmou Aécio.

Portal PSDB

quarta-feira, 30 de julho de 2014

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Aécio Defende Programas aos Jovens da Periferia

Em visita realizada hoje (25/07) à sede do AfroReggae em Vigário Geral, no Rio de Janeiro, o candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, defendeu a ampliação para todo o Brasil de programas sociais voltados aos jovens das periferias, como os desenvolvidos pelo grupo.

O candidato ressaltou a importância de investir na capacitação dos cidadãos que moram em regiões com alto índice de criminalidade e dominadas pelo tráfico de drogas.

“O AfroReggae é um caminho para o Brasil, uma sinalização clara de que tem solução [para o jovem da periferia]. A partir da educação, da integração com o mercado de trabalho, da ressocialização de pessoas que já passaram pelo crime. O Júnior e a galera do AfroReggae tiveram a coragem de mostrar isso, sem qualquer preconceito, para o Brasil”, disse, durante visita às instalações do Centro Cultural Waly Salomão.

No local, 380 crianças, jovens e adultos participam de cursos e oficinas que passam pela dança afro, balé, percussão, entre outros. Grande parte dos 70 programas do AfroReggae utiliza a arte como elemento de ressocialização. O fundador e coordenador do AfroReggae, José Júnior, é o responsável pela elaboração do programa de governo de Aécio para a Juventude.

Acompanhado da filha mais velha, Gabriela, de 22 anos, e da sobrinha Luiza, de 25, Aécio assistiu a apresentações de dança, música, capoeira, circo, teatro, que fazem parte das atividades promovidas pelo grupo AfroReggae com jovens de comunidades carentes do Rio.

Ele dançou, tocou instrumento de percussão e fez uma caminhada para conhecer a comunidade de Vigário Geral, localizada no bairro que leva o mesmo nome e tem um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) da capital fluminense.

Aécio visitou a casa de duas moradoras, almoçou comida caseira no Centro Gastronômico da Chupetinha e pagou a conta dele, da filha e da sobrinha.


Poupança Jovem

Durante entrevista à imprensa, Aécio alertou para elevado número de homicídios de jovens negros das periferias das grandes cidades brasileiras.

“Para cada jovem branco morto, 3,5 jovens negros e pardos estão sendo mortos. Portanto, o que aconteceu [de mortes] no Brasil no ano passado foi mais que nas guerras ao redor do mundo: 56 mil pessoas morreram, principalmente jovens e jovens da periferia”.

Quando foi governador de Minas Gerais, Aécio contou com a ajuda do AfroReggae na implantação projetos de capacitação, incentivo à educação e reinserção de jovens na sociedade, como o Regresso, que incentiva a reinserção daqueles que cumpriram pena no mercado de trabalho, e o Poupança Jovem.

“Criamos um programa em Minas, que quero levar para o Brasil, chamado Poupança Jovem. Os jovens do ensino médio que não se envolverem em nenhuma ocorrência policial, que frequentarem alguma das oportunidades de oficina de ressocialização que o Estado oferece e tiverem uma frequência mínima na escola recebem uma grana por mês. No final do terceiro ano do ensino médio eles podem sacar. É um estímulo mesmo. Isso tem funcionado extraordinariamente em Minas Gerais. A evasão nessas regiões onde esse programa funciona caiu a um terço do que era antes do início do programa”, disse Aécio.

Fórum Brasil

A parceria com José Júnior terá outra frente de trabalho. Na próxima segunda-feira (28/07), Aécio e o fundador do AfroReggae vão lançar o Fórum Brasil, que elegerá experiências sociais do terceiro setor bem sucedidas que poderão ser transformadas em políticas públicas.

Atualmente, esses projetos não contam com nenhum apoio de governos. “Vamos lançar uma agenda de empreendedorismo social”, afirmou Junior.

Portal PSDB

sábado, 26 de julho de 2014

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Pesquisa Aponta para Segundo Turno

Pesquisa realizada pelo Ibope em parceria com a TV Globo e o jornal O Estado de S. Paulo divulgada nesta terça-feira (22/7) aponta que a disputa pela Presidência da República só será decidida no segundo turno. Os números do Ibope confirmam a queda na diferença das intenções de voto entre o candidato Aécio Neves e a presidente Dilma Rousseff.

As pesquisas Datafolha e IstoÉ/Sensus, divulgadas na semana passada, já indicavam que o próximo presidente da República só será conhecido na segunda rodada de votação.

“É mais uma pesquisa que aponta para a realização de segundo turno. E a minha percepção é que o sentimento de mudança no Brasil é crescente, ampliado a cada dia pelos preocupantes resultados na economia e pela incapacidade do governo de dar respostas às questões fundamentais que afetam a vida do brasileiro, como educação, saúde e segurança pública”, afirmou o candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves.

Na pesquisa Ibope, Dilma caiu de 39% para 38%, enquanto Aécio subiu de 21% para 22%. Os candidatos Eduardo Campos (PSB) e Pastor Everaldo (PSC) têm 8% e 3%, respectivamente. Votos brancos e nulos somam 16% e 9% não souberam ou não quiseram responder.


A diferença entre Dilma e Aécio também diminuiu na simulação do segundo turno da eleição. Na pesquisa anterior, Dilma tinha 43% e Aécio, 30%. Na pesquisa divulgada hoje, Dilma caiu para 41%, e Aécio subiu para 33%. A diferença entre os dois candidatos no segundo turno caiu, portanto, de 13% para 8%.

A última pesquisa Ibope foi divulgada em 19 de junho. A pesquisa desta terça-feira, 22 de julho, tem 95% de confiança e margem de erro de dois pontos, para mais ou para menos.

A avaliação do governo Dilma Rousseff continua baixa. De acordo com a nova pesquisa, 33% dos entrevistados avaliam o governo federal como “ruim ou péssimo”. O número de eleitores que consideram o governo federal “regular” é de 36%. A pesquisa aponta que apenas 31% consideram o governo “bom ou ótimo”.

Metade dos eleitores brasileiros (50%) desaprovam a maneira como a presidente Dilma Rousseff administra o país, contra 44% que aprovam sua forma de governar. 6% não souberam ou não quiseram responder.

Muda Brasil
A pesquisa Ibope também mostrou que 70% dos brasileiros querem que o próximo presidente da República promova mudanças significativas no governo federal. Dos entrevistados, 29% querem que o eleito em outubro mude “totalmente o governo do país”, enquanto 41% gostariam que fossem mantidos alguns programas, mas que o presidente “mudasse muita coisa”.

O Ibope ouviu 2.002 eleitores entre 18 e 21 de julho.

Portal PSDB