segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Dilma Aumenta em 800% Gastos com Propaganda do Minha Casa, Minha Vida.

Fonte: Revista Veja

O Programa Minha Casa, Minha Vida é uma das principais apostas eleitorais da presidente Dilma Rousseff para 2014, dada a escassez de grandes realizações que possam cativar o eleitor e garantir um segundo mandato à petista. 

O governo aposta tanto na divulgação do programa que, em 2013, despejou uma quantidade desproporcional de recursos apenas para fazer propaganda dele.

Dados cedidos pela Caixa Econômica Federal a pedido do líder da minoria na Câmara, Nilson Leitão (PSDB-MT), mostram a repentina elevação de gastos com publicidade: em 2011, foram 261 000 reais. 

No ano seguinte, 1,7 milhão. Em 2013, até o fim de julho, a Caixa já havia destinado 15,7 milhões de reais para divulgar o programa.

Mesmo que o banco público não gaste mais um real até o fim do ano para propagandear o programa habitacional, o valor significará um aumento de 823% por cento na comparação com todos os gastos de 2012 – e de 5.900% em relação a 2011.



A Caixa não apresenta uma explicação clara sobre a elevação de gastos. Diz que, no montante, estão ações de esclarecimento aos participantes do programa.

"A campanha teve como objetivo de prestar, de forma transparente, orientações aos beneficiários que estavam recebendo as chaves de imóveis do MCMV – tais como a conservação e manutenção da moradia, condições de instalação do sistema elétrico e hidráulico, economia de água e energia, dentre outros pontos importantes", informa nota emitida pela assessoria de imprensa da Caixa Econômica Federal ao site de VEJA.

Mas o que se viu nos últimos meses foi uma profusão de peças de publicidade para atrair novos participantes para o programa, estreladas pela atriz Camila Pitanga e a apresentadora Regina Casé. 

A Caixa, aliás, não revela o preço pago a elas: diz que o cachê é uma informação "estratégica".

Somando os governos Lula e Dilma, 1,3 milhão de pessoas obtiveram a casa própria por meio do programa, de um total de 2,9 milhões de adesões. A meta é atingir 3,4 milhões de contratos no fim de 2014.
 
O deputado Nilson Leitão agora vai pedir à Caixa que esclareça se o aumento nos gastos com publicidade foi acompanhado de um crescimento proporcional nos empreendimentos do programa. 

A pergunta é meramente retórica, já que a resposta será evidentemente negativa. "É um gasto apenas promocional para o governo; não muda em nada a vida do cidadão", queixa-se o parlamentar.

A elevação dos gastos com publicidade do Minha Casa, Minha Vida ocorre no momento em que a inadimplência disparou: como mostrou VEJA há um mês, entre as famílias com renda mensal de até 1 600 reais, o índice chega a 20% – número dez vezes maior que a média dos financiamentos imobiliários no país.

Cifras

Os gastos gerais do governo com publicidade também subiram. Levantamento feito pela ONG Contas Abertas a pedido do site de VEJA mostra que os valores empenhados chegaram a 177,7 milhões de reais neste ano, comparados com 173 milhões de reais no ano passado inteiro. 

O cálculo leva em conta dados do Orçamento e exclui as estatais, como a própria Caixa.

O aumento ocorre acompanhado de uma nítida mudança na estratégia de comunicação da presidente Dilma Rousseff, já de olho nas eleições de 2014.

Dilma abriu uma página no Facebook e passou a usar o Twitter diariamente, além de priorizar eventos que possam garantir exposição positiva nos meios de comunicação.

José Matias-Pereira, professor de administração pública da Universidade de Brasília, diz que somente a cobrança da sociedade pode impedir abusos com o uso de verbas públicas para promoção eleitoral. 

"Nós temos que assumir uma postura mais proativa e agressiva, no bom sentido, para cobrar resultados dos governantes, e não publicidade. Quanto pior o desempenho de um governante, maior a tendência dele de gastar o dinheiro com publicidade", diz. 

Ele também critica a mistura entre público e privado: "O eleitor está sendo chamado para pagar uma conta que, na verdade, tem por trás dela interesses políticos, de grupo e pessoais". 

Há outra explicação relevante para a elevação dos gastos já em 2013: pela lei, o governo só pode gastar com publicidade em ano eleitoral aquilo que já havia gasto no ano anterior. Esticar a corda já em 2013 é garantir a possibilidade de gastos maiores no ano que vem.

domingo, 20 de outubro de 2013

Aécio Neves Demonstra Satisfação e Cautela com Resultado de Pesquisa em Minas

Fonte: Portal UAI

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) fez questão de agradecer a confiança dos mineiros e de ressaltar a gestão do governador Antonio Anastasia (PSDB) ao comentar o resultado da pesquisa EM Data/Ufla/MDA, que avaliou a intenção de voto para as disputas pelas vagas de presidente, governador e senador. Na simulação de disputa presidencial, Aécio vence a presidente Dilma Rousseff (PT) em Minas em todos os cenários.

O tucano aparece com 46,6% das intenções, contra 35,4% da petista, quando o outro adversário é o governador do Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que fica com 6,6%. Já no embate com Marina (PSB), Aécio tem 43,8% e Dilma 33,8%, contra 13,2% da ex-senadora. Foram ouvidos 2.006 entre os dias 12 e 15. A margem de erro é de 2,1%.


Aécio considerou os números extremamente positivos: “Agradeço a grande confiança que os mineiros vêm manifestando, e aproveito para reiterar o meu profundo e permanente compromisso com Minas”. Ele ressaltou os 80% de aprovação do governo Anastasia.

“É uma demonstração de que o modelo de gestão fundamentado na transparência e na melhoria da qualidade dos serviços públicos prestados aos mineiros, iniciado em 2003, continua tendo a aprovação da grande maioria da população”. Para Aécio, as pesquisas devem ser vistas com cautela, já que é preciso aguardar a definição do quadro eleitoral em Minas e no Brasil.

Para o presidente estadual do PSB, deputado federal Júlio Delgado, o resultado da sondagem presidencial reforça a tese de parceria entre PSDB e PSB num eventual segundo turno.

“Esses números são importantíssimos para um cenário de segundo turno que a gente deseja: a soma de Aécio com Eduardo ou Marina nos permite mais de 50% contra Dilma”, afirmou.

No caso do Palácio da Liberdade, o bom desempenho de Lacerda, segundo Delgado, mostra “que o PSB tem de ser protagonista em Minas, seja com o Marcio ou um palanque comum para enfrentar Pimentel, que é o nome de Dilma em BH”. Já o presidente estadual do PT, deputado federal Reginaldo Lopes, considerou o resultado “excelente” para Dilma.

“O senador Aécio tem um desempenho de apenas 10 pontos à frente, é muito pouco. Antes da crise a presidente estava à frente de Aécio e, como está em processo de recuperação, é natural que ele tenha assumido a dianteira no estado em que foi governador”, argumenta.

Governador

Os principais nomes na corrida pelo governo avaliaram que ainda é cedo para ter uma amostra do que ocorrerá no ano que vem. No levantamento, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel (PT), e o governador Anastasia aparecem como os favoritos para governador e senador, respectivamente.

Pimentel comentou o resultado, que o coloca com percentual entre 31,5% e 42,2%, à frente dos possíveis candidatos do atual governo. “Fico muito feliz de ser lembrado. É uma honra e deve ser fruto da trajetória como prefeito e ministro, mas é muito cedo para fazer prognóstico. As candidaturas vão se definir no ano que vem”, comentou.

O senador Clésio Andrade (PMDB), que aparece com percentual entre 7,5% e 9,2% das intenções de voto, dependendo do cenário, gostou do resultado. “É sinal de que o trabalho no Senado que está sendo reconhecido pelo povo”, disse.

Já o presidente estadual do PSDB, deputado federal Marcus Pestana, que segundo o levantamento teria hoje 3,9% dos votos, acredita que a população não está preocupada com eleição agora e apenas reage ao que o pesquisador pergunta.

“No tempo certo nosso grupo liderado pelo senador Aécio terá um nome que será um forte candidato. Neste momento, o grau de conhecimento é o que foi manifestado na pesquisa espontânea”, afirmou o tucano.

Nesse caso, em que o pesquisador não informa quais são os candidatos em disputa, a preferência é por Aécio e Anastasia como opção de voto para governador. Pestana lembra que em março de 2010 Anastasia tinha 5% nos levantamentos e acabou vencendo em outubro com 62%.

Pimenta da Veiga, Alberto Pinto Coelho e Marcio Lacerda não retornaram as ligações da reportagem. Procurado por meio de sua assessoria, o governador Antonio Anastasia não comentou o levantamento.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Post de Dilma no Twitter Provoca Reunião Extraordinária

Ao anunciar em sua conta do Twitter que havia promulgado a lei do Minha Casa Melhor, programa que financia a compra de móveis e eletrodomésticos, a presidente Dilma Rousseff atropelou nesta quarta-feira (16), seus subordinados e incluiu produtos que ainda não estavam na cesta de itens definida pelo governo.

Pela manhã, numa série de publicações no microblog, Dilma elencou mercadorias que os beneficiários do programa habitacional Minha Casa Minha Vida podem comprar a juros subsidiados de 5% ao ano e prazos de até 4 anos para pagar. Entre os eletrodomésticos, citou tablet e micro-ondas, dois itens que ainda não podiam ser comprados pelo cartão. Na lista dos móveis, incluiu adquirir armário de cozinha e rack.

A inclusão desses produtos na cesta do programa estava em discussão e dependia do aval do Conselho Monetário Nacional (CMN), que normalmente se reúne na última quinta feita do mês. 

Depois das mensagens de Dilma, porém, foi convocada para esta quarta uma reunião extraordinária do CMN para chancelar as informações dadas pela presidente a seus seguidores. O órgão é formado pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Miriam Belchior, e pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

No Twitter, a presidente não informou que o programa seria ampliado, apenas listou os itens como se eles já fizessem parte das opções. O anúncio da decisão do CMN só foi feito depois das 19 horas. O Ministério da Fazenda informou, por meio de nota, que a inclusão desses itens atende a uma demanda dos beneficiários.


O CMN também subiu o limite para a compra de produtos que já estavam na lista - máquina de lavar, cama de solteiro, mesa com cadeira, sofá e guarda-roupa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Aécio Larga na Frente em Minas

Fonte: Jornal Estado de Minas

A maioria dos mineiros gostaria de ver o senador Aécio Neves (PSDB-MG) na Presidência da República. É o que mostra pesquisa do EM Data/Ufla/MDA feita entre os dias 12 e 15 com 2.006 entrevistados no estado.

Na disputa pela sucessão da presidente Dilma Rousseff (PT), o tucano vence a petista em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, nos dois cenários pesquisados, por uma diferença de 10 pontos percentuais – tendo como terceiro o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) ou a ex-senadora Marina Silva (PSB).

Na simulação de segundo turno, Dilma só perde no estado para Aécio. A margem de erro da pesquisa é de 2,1 pontos percentuais para mais ou para menos.

Na pesquisa estimulada de votos para presidente, Aécio aparece com 46,6% das intenções de voto, contra 35,4% de Dilma Rousseff. Eduardo Campos teria 6,6%, enquanto 7,4% dos eleitores não escolheram nenhum dos nomes ou optaram pelo voto em branco ou nulo e 4% não sabem ou não responderam.

Quando o nome do PSB à Presidência é o de Marina Silva, Aécio aparece na frente com 43,8%, Dilma continua em segundo, com 33,8%, e a ex-senadora tem com 13,2%. Nesse cenário, 5,4% dos entrevistados não escolheram ninguém, branco ou nulo e 3,7% não sabe ou não responderam.

O levantamento fez cinco cenários de segundo turno em Minas. Nos três em que Aécio aparece, ele vence a disputa, com menos facilidade quando a adversária é Dilma: o tucano seria eleito com 50,1% das intenções de voto, contra 37,5% da petista. Se a disputa fosse entre Aécio e Marina, o presidente do PSDB venceria com 62,1%, contra 22,4% da ex-senadora.

O cenário mais fácil para o tucano é o de enfrentar Eduardo Campos, no qual Aécio aparece com 67,5% e o socialista com 11,7%. Sem o senador mineiro no segundo turno, Dilma seria reeleita nos dois cenários pesquisados.

A presidente venceria Eduardo Campos por 50,8% a 24,1% e ganharia de Marina Silva. Nessa hipótese, Dilma aparece com 47,9% e Marina com 32,2%.

O diretor da MDA Pesquisa, Marcelo Costa Souza, considera natural que todas as simulações mostrem vantagem para o senador Aécio Neves em Minas Gerais.

“É um pouco natural por ele ser mineiro e ter deixado o governo com altos índices de aprovação. Por outro, o percentual que ele tem hoje é bem inferior ao que teve em 2006 (quando se reelegeu) e ao do governador Anastasia em 2010”, disse. Essa queda, segundo o pesquisador, pode ser explicada por se tratar de uma disputa diferente (antes as eleições eram para governo e agora para presidente).


Avaliação

A pesquisa mediu também a avaliação do governo Dilma Rousseff entre os mineiros, que é positiva para quase 80% dos entrevistados. Para 40,1%, a gestão da petista é regular, 30,6% consideram que ela faz um bom governo e 6,4% afirmam que sua administração é ótima. Já para 21,9% dos mineiros ouvidos, a petista tem uma atuação ruim ou péssima. Menos de 1% não soube responder.

No levantamento, os eleitores também responderam sobre suas preferências partidárias. No estado, 62,3% declararam não se identificar com nenhum partido. Apesar de um tucano ter a maioria das intenções de voto para presidente, o PT apresentou 14,3% da preferência, praticamente três vezes mais do que os 5% contabilizados para o PSDB.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Blogueiros Petistas Reforçam o Ódio e a Violência contra a Imprensa

Relatório da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), mostra que, de outubro de 2012 a setembro deste ano, foram registrados 136 casos de ameaças, atentados e agressões, censura judicial e assassinatos contra jornalistas no exercício da profissão. Um crescimento de 172% em relação aos 50 casos verificados nos 12 meses encerrados em setembro de 2012.

Para Diego Ecosteguy, editor da revista Época e comentarista da rádio CBN, os números da Abert refletem a violência que existe em nosso cotidiano, assim como a fragilidade do valor da liberdade de expressão no país. Para Ecosteguy, esses dois fatores ganham nova dimensão com o discurso de blogueiros petistas: “O ódio a imprensa, que permeia o discurso de blogueiros petistas e é replicado por black blocs na internet e nas ruas, demonstram esses dois traços. Então a gritaria histérica contra a imprensa profissional acaba estimulando um ambiente de intimidação dos jornalistas, que toma forma e violência nas ruas”.

O Brasil está entre os países mais perigosos para o exercício da profissão de jornalista, que lida com a questão social da violência, com a política de coronéis no interior do país e agora com o novo fenômeno de incitamento feito pela internet. “Esse ambiente de ódio que é incitado de forma proposital por blogueiros financiados pelo governo na internet, cria um ambiente muito ruim para o exercício da profissão”, afirma o comentarista da CBN.

O discurso do ódio na internet ficou evidente durante a visita da blogueira cubana Yoani Sánchez, que evidenciou que o PT incitava atos de violência contra jornalistas, sob o comando do presidente nacional do partido Rui Falcão e com as declarações do ministro Gilberto Carvalho, que avisava que o bicho vai pegar" e que a "violência está no ar".

Nas manifestações, o que se via claramente era uma hostilidade declarada à cobertura feita pela imprensa, que era agredida tanto por policiais, quanto por manifestantes. Foi o caso do repórter da Globo News Júlio Molica, que foi duplamente atingido durante as manifestações no Rio de Janeiro: pelo spray de pimenta da PM e por chutes de manifestantes, que tentavam expulsá-lo do local.


Ouça AQUI o comentário de Diego Ecosteguy sobre a violência contra os jornalistas

Marina diz que Marca do Governo Dilma é de Retrocesso

Fonte: Estadão
A ex-senadora Marina Silva (PSB) disse nesta quarta-feira, 14, em entrevista coletiva, no Recife, torcer para que a presidente Dilma deixe a sua marca no governo.
"Por enquanto, a marca tem sido a do retrocesso ou do risco do retrocesso", criticou, ao espezinhar:
"Mas acho que tem uma coisa que o governo Dilma está fazendo que é uma grande contribuição: o modelo de governabilidade que temos no governo da presidente Dilma chegou ao limite e hoje ele é a denúncia mais contundente de que isso não pode continuar".
Lembrou que já se chegou a 40 ministérios no governo federal "e para manter a base, mais ministérios vão sendo criados, isso é insustentável".
"Ela cumpriu esse papel de dizer que esse modelo se esgotou, não tem mais para onde ir", complementou Marina, cuja agenda envolvia uma palestra sobre sustentabilidade, na Faculdade de Administração da Universidade Estadual de Pernambuco (UEP) e um jantar com o aliado, governador Eduardo Campos, na sua residência, no bairro de Dois Irmãos.
"É preciso que algo aconteça para que esse país não perca as conquistas que já teve em função desse atraso na política", pontuou, ao considerar "inegável" o retrocesso na política ambiental do governo Dilma.
Sobre as contradições do presidente nacional do PSB Eduardo Campos, que critica a "velha política" e defende a sustentabilidade, mas no seu governo adota a prática da política da troca de interesses e concessão de cargos, Marina destacou a disposição de Campos para trilhar um novo caminho.
"Isto é um processo e não me sinto de modo algum constrangida", disse. Em relação às questões ambientais afirmou que entre alguns poucos Estados que iniciaram esforços neste sentido estão o Acre e Pernambuco.
"Estamos fazendo um trabalho pioneiro e os pioneiros sempre pagam um certo preço porque vão à frente sem saber se tem sol, chuva ou ventos fortes", observou.
"Os colonizadores vão depois e fazem muitas perguntas, se fez sol, chuva, se tem água. mas não fariam essas perguntas se não fossem os pioneiros".
Reiterou que aliança da Rede Sustentabilidade com o PSB é programático - e não pragmático - e antecipou ser preferível "perder ganhando do que ganhar perdendo" porque "quando a gente perde ganhando a gente sai maior do que entrou e quando a gente ganha perdendo vai para o governo mas não consegue fazer o que gostaria de fazer porque é sequestrado por essa velha política".
"Se esse movimento prosperar vai ser muito bom para a democracia e inclusive para os que hoje têm dificuldade de nos compreender", afirmou ao reforçar que uma aliança programática não significa governar sozinho, mas com os que se identificam com o programa. "O Brasil não pode ter seu futuro aprisionado pela velha lógica", defendeu. 

Resposta das Crianças ao Discurso de Dilma




quinta-feira, 10 de outubro de 2013

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Governo Estuda Anunciar novo Aumento de Combustíveis só no Fim do Ano

O governo federal estuda anunciar novo aumento de combustíveis só no fim do ano. Com isso, o reajuste poderá ser calculado no valor exato que permita à inflação acumulada não passar da meta oficial de 6,5% em 2013.

BOMBA
Apesar da possibilidade, há economistas e consultorias no mercado que apostam num reajuste já para outubro, numa eventual janela de inflação em queda. As apostas situam o aumento entre 4% e 5% na bomba.


BOMBA 2
A alta do dólar há alguns meses pressionou a Petrobras, que compra combustível no exterior para vendê-lo nos postos de gasolina. A estatal já solicitou formalmente aumento, mas o governo diz que administra a questão com cuidado por causa do impacto na inflação.

BALANÇA
A análise é de dirigentes do PSB, endossada por profissionais experientes da área de pesquisa: Marina Silva, ao menos oficialmente fora da disputa, deve murchar nas pesquisas presidenciais até o começo de 2014. Eduardo Campos, candidato declarado, ganhará visibilidade e deve inflar nas sondagens. Com isso, o percentual de intenção de votos dos dois candidatos (ela chegou a 26% no último Datafolha e ele, a 9%) pode se equilibrar.


NÃO CAI
No cenário acima, estaria afastada a possibilidade de pressões para que ela assumisse a cabeça da chapa presidencial pelo PSB.

ESPÓLIO
Cruzamento recente feito pelo Ibope é observado com lupa: do total de eleitores que diziam votar em Marina no mês passado, 40% admitiam poder votar em Aécio Neves, 36% admitiam migrar para Dilma Rousseff e 32%, para Eduardo Campos. A presidente, no entanto, é a mais rejeitada pelos marineiros: 60%, contra 31% de Aécio e 27% de Campos.


EDUARDO QUEM?
Campos é também quem tem mais potencial para crescer entre os eleitores de Marina: 41% não sabiam dizer quem ele era.


PSDB e Aliados Intensificam Diálogo com os Mineiros

Fonte: Portal PSDB

O PSDB de Minas Gerais e os partidos que integram a base aliada do Governo Antonio Anastasia se reuniram, na noite desta segunda-feira (07/10), em Belo Horizonte, para definir as ações do “Movimento Minas mostra o Caminho”. O movimento suprapartidário foi criado com o objetivo de preparar a série de encontros Conversa com os Mineiros, que reunirá lideranças de todas as regiões de Minas com o presidente do PSDB, senador Aécio Neves.

Uberlândia (Triângulo) será a sede do primeiro encontro a ser realizado no dia 28 de outubro. No dia 11 de novembro o encontro acontece em Poços de Caldas (Sul de Minas). O terceiro encontro será em Montes Claros (Norte de Minas), no dia 2 de dezembro.

Durante a reunião na Casa de JK, sede do diretório estadual do PSDB, os representantes dos partidos discutiram a dinâmica e o formato dos encontros. A ideia é garantir maior participação de todos os setores da sociedade.

“A ideia é permitir que lideranças da sociedade civil das diversas regiões possam levantar questões e debater com o senador Aécio Neves. Além disso, vamos distribuir um documento mostrando a transformação de Minas após a implantação do Choque de Gestão e os avanços sociais obtidos por Aécio e Anastasia”, explicou o presidente do PSDB-MG, deputado federal Marcus Pestana.

Diretas

O PSDB de Minas Gerais prepara uma homenagem especial para o encontro de Poços de Caldas. A data celebrará três décadas da “Declaração de Poços de Caldas”, que marcou o início do movimento pela redemocratização brasileira, as Diretas.

“A cidade tem um significado especial. Estaremos comemorando os 30 anos da assinatura do primeiro documento defendendo as Diretas. Na época, os governadores de São Paulo, Franco Montoro, e de Minas Gerais, Tancredo Neves, assinaram em Poços de Caldas uma nota defendendo uma ação conjunta a favor das eleições diretas no país”, lembrou Marcus Pestana.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Investigação do Deputado Rogério Correia (PT-MG) por Crime de Improbidade Administrativa está Parada há dois anos no MPE


Fonte: Portal JPSDB/MG

A investigação deveria esclarecer as reais ligações do deputado com o falsário Nilton Antônio Monteiro, atualmente preso por falsificação de documentos e suspeito de aplicar golpes que somam 1,3 bilhão.

O deputado até hoje não deu os devidos esclarecimentos sobre a atuação dele no episódio da “Trama dos Falsários”, denunciado pela Revista Veja, em dezembro de 2011, que mostra o deputado Rogério Correia e seu principal assessor parlamentar Simeão de Oliveira, em horário de expediente, dando apoio e orientação ao falsário Nilton Monteiro em busca de modelos de assinaturas de parlamentares e de ex-dirigente da Estatal Furnas Elétricas SA, mais tarde utilizadas em documentos falsificados.

Escuta realizada pela Polícia Federal, com autorização judicial, gravou o próprio deputado em diálogo como o falsário. Além de orientar Monteiro, os petistas também discutiam com ele benefícios e facilidades em negócios em instituições federais, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES.

Além de escalar seu assessor parlamentar para auxiliar o falsário, o deputado Rogério Correia é acusado, ainda, de escalar advogado do corpo de assessores da bancada do PT na Assembleia para defender Nilton Monteiro em horário de expediente, além de usar sua verba de representação para ajudar o falsário.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Dilma no ‘Soletrando’: Confiram a Presidenta Tentando Pronunciar e Escrever Palavras Difíceis




Governo Federal não Cumpre Meta de Formação de Cuidador de Idosos

Fonte: Hoje em Dia

O Estatuto do Idoso, lei que garante os direitos das pessoas com mais de 60 anos no Brasil, ainda não é colocado em prática. Um dos pontos desrespeitados é a capacitação de cuidadores de idosos. O governo federal se comprometeu a formar, até o fim deste ano, 150 mil para atendimento gratuito à população carente. Mas cumpriu apenas 1% da meta, ou seja, 1.500.

A informação é do presidente do Centro Internacional de Longevidade no Brasil e ex-diretor do Departamento de Envelhecimento e Saúde da Organização Mundial de Saúde (OMS), Alexandre Kalache Ele avalia que não houve muito o que comemorar, ontem, Dia Mundial do Idoso. Nessa mesma data, o estatuto completou dez anos.

Caso a promessa do governo, via Conselho Nacional dos Direitos do Idoso (CNDI), fosse cumprida, mais idosos belo-horizontinos em situação de vulnerabilidade social poderiam ser atendidos por profissionais capacitados. Segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social, há 135 cuidadores atuando pelo programa Maior Cuidado, para atender a 453 pessoas.

"Não há recursos federais para capacitar e contratar mais profissionais", afirma a coordenadora da Coordenadoria de Direitos da Pessoa Idosa, Maria Fontana.

Para Alexandre Kalache, a capacitação de cuidadores, principalmente para atuação social, evitaria que idosos carentes fossem encaminhados para instituições especializadas de longa permanência, que têm custo alto para o governo e baixa qualidade para os internos.

O presidente da Associação dos Cuidadores de Idosos de Minas Gerais (ACI-MG), Jorge Roberto Silva, luta para a regulamentação da atividade como profissão.

O Conselho Nacional dos Direitos do Idoso (CNDI) não respondeu ao quesrionamento sobre a meta de capacitação de cuidadores. Registrou, no entanto, a assinatura de um decreto da presidente Dilma Rousseff, na segunda-feira, estabelecendo o Compromisso Nacional para o Envelhecimento Ativo.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

1º de Outubro - Dia Internacional do Idoso

Tenho certeza que você já viu uma placa no ônibus ou no metrô reservando alguns assentos para pessoas idosas. Isso acontece para facilitar a vida das pessoas mais velhas.

Desde 2004 o Brasil tem leis para proteger os idosos. Essas leis fazem parte do Estatuto do Idoso. 

Outros exemplos: desconto de 50% nas atividades culturais, de lazer e esportivas; programas nos meios de comunicação com conteúdos culturais e educativos sobre o processo do envelhecimento; penalidades para quem mostrar imagens que desrespeitem as pessoas mais velhas ou para quem abandonar os idosos sem assistência.

No dia 1º de outubro se comemora o Dia Internacional do Idoso, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). 

A população idosa não para de crescer. No Brasil, são mais ou menos 15 milhões de pessoas. Daqui a 20 anos, essa população deve dobrar. No mundo inteiro a população está ficando mais velha.

Até 2050, o número de pessoas acima de 65 anos será maior do que o de pessoas com menos de 15, nos países mais avançados. 


Hoje, a expectativa de vida nos países desenvolvidos é de mais ou menos 75 anos e será de mais ou menos 90 anos em 2050.

Pensar na velhice é tarefa de todos, não só dos velhos, mas também dos jovens. Existe preconceito em relação aos idosos. Por um lado, a idade está associada à sabedoria e à experiência. Por outro lado, o velho é visto como uma pessoa frágil e sem autonomia.

A velhice é apenas mais uma fase da vida. E uma fase que pode ser bem longa. Hoje em dia muitos países convivem com idosos de diversas gerações.


A ONU divide os idosos em três categorias: os pré-idosos (entre 55 e 64 anos); os idosos jovens (entre 65 e 79 anos - ou entre 60 e 69 para quem vive na Ásia e na região do Pacífico); e os idosos de idade avançada (com mais de 75 ou 80 anos).

Se a população está ficando mais velha, também está ficando mais saudável. Há até uma especialidade médica para cuidar das pessoas mais velhas: a geriatria.

Como comemorar o Dia Internacional do Idoso? Lembrando que também vamos chegar lá. Vamos comemorar com cuidado e atenção, respeito e gentileza, como todo idoso merece. 

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Andando para Trás - Artigo do Senador Aécio Neves


Publicado na Folha de S. Paulo

Os dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2012 divulgados pelo IBGE mostram os limites do modelo de políticas sociais adotado no país a partir de 2003, com a chegada do PT ao poder.

O governo federal prefere fechar os olhos à realidade a refletir sobre os alertas que vêm sendo feitos por especialistas de várias áreas.

Vale destacar alguns dos números da Pnad 2012. Nada menos do que 13,2 milhões de brasileiros de 15 anos ou mais são analfabetos. De 2011 para 2012, mais 300 mil pessoas entraram nessa sombria estatística.

No Nordeste, a taxa de analfabetos na mesma faixa etária ultrapassa 17% da população, o que demonstra a permanência de imensas diferenças regionais.

O crescimento da desigualdade é evidente: 1% dos brasileiros com rendimentos mais elevados ganham 87 vezes mais do que os 10% dos brasileiros com os rendimentos mais baixos. Em 2011, esta diferença era de 84 vezes.

Também é preocupante a questão da renda e do trabalho. O apagão de mão de obra qualificada se aprofunda pela baixa escolaridade do trabalhador e pela sua frágil formação para o mundo cada vez mais exigente do trabalho.

Os novos dados do analfabetismo que surpreenderam o país, somados a informações já reveladas por outras pesquisas e constatadas diariamente em todo o Brasil, mostram um governo que vem menosprezando a mais poderosa alavanca de transformação social: a educação.

Quando o governo do PSDB implantou os programas de transferência de renda - que continuam sendo fundamentais - na década de 1990, o objetivo era que fossem ponto de partida para conquistas sociais importantes e definitivas para as famílias cadastradas.
O PT fez com que esses programas se transformassem em ponto de chegada. E contenta-se hoje com a administração da pobreza, ao invés de investir em formas efetivas para a sua superação.

O partido submeteu a lógica de ações estratégicas para o país à conveniência do discurso político da legenda. Por isso, insiste em tratar a pobreza pela ótica exclusiva da privação de renda, quando o mundo caminha na direção de percebê-la como uma privação mais ampla, também de direitos e serviços.
Essa visão, mais realista e mais justa com milhões de famílias, esbarra nos maus resultados da gestão federal em diversas áreas, na propaganda e no discurso salvacionista do governo.
Por mais que a atual administração federal tenha criado o mantra de que acabou com a miséria no país, os brasileiros sabem que isso não é verdade. Precisamos ter coragem de fazer avançar as políticas sociais no país, para que elas sejam de fato instrumento de travessia na vida de milhões de brasileiros.