terça-feira, 10 de setembro de 2013

Minas Gerais Recebe o Maior Evento Internacional do Setor Cafeeiro


Ao participar da abertura oficial da Semana Internacional do Café, na manhã desta segunda-feira (09), no Expominas, em Belo Horizonte, o governador Antonio Anastasia afirmou que o maior desafio para o setor é agregar mais valor ao produto, principal âncora agrícola de Minas Gerais. Metade da produção de cafés especiais no Brasil é feita no Estado. A Semana inclui a reunião anual da Organização Internacional do Café (OIC), que este ano comemora 50 anos de fundação.

Minas Gerais possui o maior programa de certificação do mundo, o Certifica Minas, que garante o crescimento da participação da produção agropecuária mineira nos mercados nacional e internacional. Neste ano, o Estado contará com um total de 1.750 propriedades certificadas. No entanto, a participação do café especial na pauta exportadora do país e do Estado de Minas Gerais ainda é inferior ao embarque do café in natura. Segundo Antonio Anastasia, não só o produtor, mas toda a cadeia produtiva do café se beneficiará com o processo de agregar mais valor ao produto.

Crise no Setor

Durante a abertura do evento, o diretor-executivo da Organização Mundial do Café (OIC), Robério Silva, alertou sobre uma nova crise do setor em função do baixo preço da saca. Segundo ele, que é mineiro de Pedra Azul, a queda acentuada dos preços atuais cria as condições de uma nova crise do café, semelhante à que o setor enfrentou na virada do século. “Questões econômicas, como a volatilidade dos preços e a incertezas econômicas são motivos de preocupações há muito tempo e continuam a constituir um aspecto importantíssimo no plano de trabalho da OIC”, afirmou.  

No primeiro semestre do ano, o governo federal, responsável pela política econômica do país, elevou o preço mínimo do café para R$ 307 a saca de 60 quilos. Porém, o setor reivindicava uma cotação a um patamar não inferior a R$ 350, a fim de que o cafeicultor mineiro pudesse cobrir o custo de produção, que, hoje, atinge esse patamar na maioria das regiões produtoras. Para comparação, em maio de 2011, o preço da saca do café chegou a ser negociada por R$ 530. Atualmente o valor da saca de café está em torno de R$ 300.

Maior feira do mundo

Segundo o governador Antonio Anastasia, é uma honra e uma oportunidade Minas e Belo Horizonte sediarem, pela primeira vez, a Semana Internacional do Café, a Reunião Anual da OIC, feita tradicionalmente em Londres. Ele lembrou que a cafeicultura está presente em cerca de 600 municípios mineiros, sendo cultivado por pequenos e médios produtores. Participam da reunião delegações dos 70 países-membros da OIC.

Após a abertura, Antonio Anastasia visitou a feira que ocupa dois pavilhões do Expominas. Ele cumprimentou expositores, circulou pelos estandes e provou alguns produtos à base de café. O governador de Minas também foi homenageado por uma produtora, a artista plástica Valéria Vidigal, com a entrega de uma peça em madeira alusiva à semente do grão.



A Semana Internacional do Café ocorre até o dia 13 de setembro, no Expominas das 12hrs às 20hrs. A entrada é franca para produtores rurais com número do cartão do produtor e profissionais do setor com CNPJ, mediante credenciamento antecipado pelo site. Demais visitantes pagam R$ 20.



segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Agronegócio - Artigo do senador Aécio Neves para a Folha de S.Paulo

Semana passada vi de perto, dessa vez na cidade de Sorriso (MT) --considerada a capital nacional do agronegócio e nosso maior produtor individual de soja--, exemplos práticos das contradições que comprometem o desempenho da nossa economia.

Ao mesmo tempo em que nos orgulham os ganhos formidáveis de produtividade no campo, é desoladora a descrença dos produtores na capacidade do governo federal de prover investimentos mínimos, em logística e em infraestrutura, que garantam menores custos e maior competitividade no momento de escoar a produção.

A frustração é de tal ordem que ouvi de muitos deles o desejo de plantar menos, já na próxima safra, por não haver sequer condições adequadas de armazenagem.

Com o crescimento do PIB projetado ao redor de apenas 2% ao ano, o setor rural resiste de forma heroica e produz resultados que devem ser reconhecidos e saudados pelos brasileiros: no segundo trimestre, em comparação com o primeiro, o PIB agropecuário cresceu mais que o dobro do PIB.
O crescimento foi de 14,7% no primeiro semestre, se comparado com o mesmo período de 2012, enquanto o setor de serviços cresceu 2,1% e a indústria, 0,8%.

A grande performance reflete as transformações ocorridas quando a estabilização da economia decretou o fim do uso especulativo da terra e inaugurou a fase da busca pela eficiência na produção.

É notável, desde então, a crescente utilização de novas tecnologias e métodos de manejo, tornando produtivo e eficiente o setor, da porteira para dentro.

As dificuldades a serem superadas estão da porteira para fora e são as mesmas que outros setores enfrentam. O Programa de Investimento em Logística acaba de completar um ano sem realizar nem sequer um leilão para obras em rodovias, ferrovias e portos.

Esse é o terceiro ano consecutivo em que o Brasil cai no Índice de Competitividade Mundial, divulgado pelo Institute for Management Development: em 2010, ocupávamos o 38º lugar; em 2011, o 44º; em 2012, 46º. Na edição 2013, o Brasil caiu mais cinco posições -está em 51º lugar entre 60 países.

O resultado são montanhas de grãos ao ar livre (principalmente soja e milho) por falta de armazenagem; quilométricas filas de carretas para chegar aos portos; escassez de ferrovias, além de navios e contêineres parados nos portos, multiplicando custos e reduzindo competitividade.

É uma realidade que penaliza a economia como um todo e atinge intensamente o setor do agronegócio, cuja cadeia produtiva contribui com 22% na formação do PIB nacional.

A ausência de planejamento, o improviso e a prioridade dada ao marketing têm condenado os desafios do Brasil real ao esquecimento.

sábado, 7 de setembro de 2013

No Grito dos Excluídos, CUT-SP vai às ruas para defender protagonismo da Juventude

O PT quer ocupar as ruas fingindo lutar pela juventude para impedir os jovens de fazerem manifestação contra a Dilma.

Na verdade, estão tirando a voz dos jovens e empurrando o movimento espontâneo para escanteio.

No Grito dos Excluídos, CUT-SP vai às ruas para defender protagonismo da juventude.
Defesa é também pelo direito dos jovens que vivem condições precárias no mercado de trabalho.

Juventude que ousa lutar constrói o projeto popular. Este é o lema que será levado às ruas da capital paulista no próximo sábado (7), na 19ª edição do Grito dos Excluídos. A ideia é chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas pelos jovens, como a violência e o extermínio, principalmente nas periferias das cidades.

Em São Paulo, o ato dos movimentos popular e sindical, dentre o qual estará a CUT São Paulo, terá concentração na Praça Osvaldo Cruz, a partir das 8h30. Os participantes seguirão em caminhada pela Avenida Brigadeiro Luiz Antônio até o Monumento das Bandeiras, no Parque do Ibirapuera, onde ocorrerá o grande ato.

Entre as principais reivindicações está a defesa pelo protagonismo da juventude para a construção de um projeto de sociedade que garanta os direitos dos trabalhadores, trabalhadoras e da população, como reforma urbana e agrária, saúde, educação e transporte público de qualidade.

O secretário de Políticas Sociais da CUT/SP, João Batista Gomes, afirma que a CUT levará em suas bandeiras a defesa dos direitos da juventude trabalhadora.

“Muitos jovens entram no mercado de trabalho em condições precárias. Eu, que sempre atuei no serviço público, posso dizer que isso não é diferente no funcionalismo. Salários baixos e grandes jornadas de trabalho são alguns exemplos. Fora esta questão, a nossa Central tem resistido para que o PL 4330, que é o mesmo que rasgar a CLT, não passe no Congresso”, disse o dirigente, referindo-se ao chamado Projeto da terceirização, uma tentativa de precarizar ainda mais as relações de trabalho no Brasil.

De acordo com Gomes, o tema deste ano traz desafios para o mundo sindical, num momento histórico em que a juventude sai às ruas para protestar. “Junho e julho foram meses que nos ensinaram. Não é de hoje que o movimento sindical debate sobre a importância de maior participação dos jovens dentro das entidades. Para nós, isso ainda é uma questão a ser superada, ou seja, precisamos descobrir de que forma conseguiremos abrir espaços para que a juventude ocupe”.

Raimundo Bonfim, coordenador estadual da Central de Movimentos Populares (CMP), ressalta que é preciso apostar na juventude que luta. “Apoiamos a juventude que resiste às formas de opressão e que está nas ruas para brigar por mudanças estruturais. Sabemos que a desigualdade no Brasil afeta principalmente as mulheres e os jovens”.

A qualidade dos transportes públicos – bandeira erguida pela juventude no primeiro semestre deste ano – foi outro tema destacado por Bonfim. “No Grito dos Excluídos vamos denunciar a corrupção dos governos tucanos nos metrôs e trens paulistas. Exigimos a criação de uma CPI para apurar os desvios que vêm sendo feitos há 20 anos pelos tucanos em São Paulo”.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Palácio da Liberdade é Tema de Livro que Será Lançado nesta Quinta-Feira

Fonte: Agência Minas

O poder que inspira a arte e a arte que inspira o poder. É esse o silencioso testemunho que o Palácio da Liberdade, antiga sede de governo do estado, traz hoje para o povo mineiro.

Transformado em museu, aberto a visitações públicas e incorporado ao Circuito Cultural Praça da Liberdade, ele pode, agora, revelar os seus segredos.

Se, em outros tempos, sua exuberância serviu de inspiração às tomadas de decisão dos governantes, daqui por diante ela há de inspirar poemas, ensaios estéticos, estudos arquitetônicos e diversas outras iniciativas culturais e artísticas.

Para abrir com chave de ouro essa nova fase, nada melhor que uma publicação que revele a face mais poética desse patrimônio histórico, datado do final do século XIX. É o que se pode encontrar em “Palácio da Liberdade – Arte e beleza no espaço político”.

Idealizado por Marcelo Xavier, que assina ainda o projeto gráfico, e Cláudio Rocha, também produtor executivo, o livro traz fotografias de Marcelo Prates e textos de Gabriel Rocha.  A publicação será lançada nesta quinta-feira (5), às 19h, no Centro de Arte Popular Cemig (rua Gonçalves Dias, 1608, Funcionários). A entrada para o evento de lançamento é franca.

Produzido no final de 2012, durante as preparações para a abertura do palácio aos cidadãos, a obra traz ensaios fotográficos que captam a beleza materializada na arquitetura, na ambientação, no mobiliário, nos objetos e no paisagismo da construção, a partir de ângulos inusitados, alguns deles desconhecidos até mesmo para quem já foi presença constante no Liberdade – fato confirmado pelo relato de autoridades que, mesmo tendo frequentado assiduamente as suas dependências, surpreenderam-se ao folhear as páginas.

Os textos, poéticos e informativos, reforçam o caráter lírico das imagens, ao mesmo tempo em que procuram contextualizar o corpo arquitetônico no tempo e no espaço, o que torna a publicação um guia estético-didático para aqueles que visitam o imóvel pela primeira vez.

Produzido por meio da Lei Rouanet, com patrocínio da Cemig e do Governo de Minas, o livro “Palácio da Liberdade – Arte e beleza no espaço político” marca um momento histórico de encerramento do ciclo político do palácio, contribuindo com a documentação de seu acervo artístico e arquitetônico e, mais ainda, com a sua inscrição definitiva na memória afetiva do Estado. Além disso, afirma o compromisso dos mineiros com a conservação e divulgação do seu patrimônio histórico.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Ginásio do Mineirinho Recebe mais uma Edição do UFC

Fonte: Agência Minas
Nesta quarta-feira (4), o Mineirinho sediará o quinto Ultimate Fighter Championship no Brasil. O evento, apoiado pela Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude (SEEJ), começa às 16h30, com o início do card principal previsto para às 20h. Os portões serão abertos ao público às 15h30.
“Ao saber sobre a possibilidade de mais uma edição do UFC no ginásio do Mineirinho, nos empenhamos para priorizar a agenda do espaço e garantir a realização do megaevento na capital”, afirma o secretário de Esportes e da Juventude de Minas Gerais, Eros Biondini. ”Minas Gerais está de braços abertos para receber os maiores lutadores de artes marciais mistas e nosso ginásio pronto para recepcionar convidados de várias partes do mundo. Temos vocação para diferentes modalidades esportivas. E o UFC representa, brilhantemente, essa proposta de reacender o Mineirinho”, destacou.     
No confronto principal da noite, o número três do ranking dos pesos meio-pesados do UFC Glover Teixeira enfrenta o também Top 10 da divisão Ryan “Darth” Bader. Lutando pela primeira vez em seu estado natal, o mineiro de Sobrália Glover procura se consolidar como uma das maiores promessas para enfrentar o atual campeão Jon Jones.
“É um sonho fazer uma luta principal no UFC. Ainda mais no estado onde eu nasci. Não tenho palavras pra descrever o que eu estou sentindo”, declarou Glover Teixeira. “Minha cidade (Sobrália) está muito empolgada. Vou poder lutar na frente da minha família, vão todos viajar para me assistir. Acho que vou precisar de bastante ingresso!”, brincou o lutador.
“Estou ansioso para lutar no Brasil pela primeira vez, ouvi que os fãs são incríveis”, declarou Ryan Bader. “Posso não ser o favorito dos brasileiros, considerando que vou enfrentar um de seus lutadores de maior destaque, mas estou treinando muito, estou pronto para uma guerra. Sei que uma vitória sobre o Glover vai me ajudar a subir no ranking e estou trabalhando muito para voltar à rota do título”, disse.

Outros Confrontos
Dois lutadores Top 5 dos pesos médios se encontram na co-principal luta da noite, quando o ex-campeão brasileiro do Strikeforce Ronaldo “Jacaré” Souza enfrenta o ex-desafiante ao cinturão de Anderson Silva e atual número 3 do ranking, Yushin Okami.  
“Estamos muito felizes por voltar a Minas Gerais, que nos recebeu com tanto entusiasmo da última vez, com o primeiro evento do UFC realizado no meio da semana no Brasil”, declarou o Diretor para Desenvolvimento Internacional do UFC, Marshall Zelaznik. “A energia no Mineirinho foi incrível e esperamos que a animação seja igual dessa vez, com esse card excelente que estamos montando. Será nosso quinto evento no Brasil este ano e a cada edição os fãs conseguem superar nossas expectativas e mostrar porque o país se tornou tão importante para o UFC”, completou.
Também no card do segundo UFC mineiro, o natural de Belo Horizonte Rafael “Sapo” Natal busca sua terceira vitória consecutiva contra o sueco Tor “The Hammer” Troeng. O Estado de Minas Gerais também será representado por Lucas Martins “Mineiro”, que estreia na categoria dos pesos galos contra Ramiro Hernandez Jr. O especialista em jiu-jitsu Jussier Formiga busca sua segunda vitória consecutiva no país, em uma batalha de pesos moscas contra o duas vezes desafiante ao cinturão Joseph Benavidez.       
Voltando à mesma arena que recebeu a primeira final de uma edição do The Ultimate Fighter Brasil, dois destaques da primeira temporada entram em ação: o peso galo Hugo “Wolverine” Viana enfrenta Johnny Bedford, enquanto Marcos Vinícius “Vina” luta contra o estreante no UFC Ali Bagautinov. Além disso, os brasileiros Yuri Villefort e Marcelo “Magrão” Guimarães buscam recuperação após derrotas recentes, enfrentando Sean Spencer e Keith Wisniewski, respectivamente.
O Ginásio do Mineirinho já havia recebido um evento do Ultimate Fighting Championship em junho 2012, quando o UFC 147 coroou os dois primeiros vencedores do The Ultimate.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

(Des)alinhamento

Artigo do senador Aécio Neves para a Folha de S.Paulo

A diplomacia brasileira já viveu dias melhores. As circunstâncias que forçaram a fuga cinematográfica do senador asilado Roger Molina, da embaixada em La Paz para o Brasil, derrubaram o pouco que restava da imagem de profissionalismo da nossa chancelaria.

Longe de ser fato isolado, o episódio se inscreve em um incrível rol de desacertos que se acumulam na gestão da política externa, desde que a ela se impôs um nítido viés ideológico.

O Brasil não reagiu, por exemplo, à expropriação das refinarias da Petrobras em Santa Cruz; colaborou para afastar o Paraguai do Mercosul, abrindo as portas à Venezuela chavista; apoiou com eloquência o governo iraniano e achincalhou o instituto do asilo, ao deportar, em tempo recorde, dois boxeadores cubanos durante os Jogos Pan-Americanos de 2007.

Agora, a contratação de médicos estrangeiros tangencia a dimensão dos direitos humanos, ao impor, apenas aos profissionais cubanos, uma condição de permanência no país que afronta a Constituição.

O governismo tenta reduzir a questão aos que seriam contra ou a favor de contratar mais médicos para a população, evitando o debate em torno da falta de transparência da iniciativa, que alimenta especulações graves: o país negará aos cubanos o tratamento que oferece aos cidadãos de outros países? Poderão, se quiserem, casar e viver no Brasil? Se pedirem asilo, serão deportados?

Ao enfraquecer o patrimônio ético e moral do asilo, que já salvou a vida de centenas de brasileiros vítimas de perseguição política, o país se apequena diante da comunidade internacional.

O esforço feito no passado para reinserir o Brasil no mapa global, com atuação relevante em temas importantes no âmbito multilateral, tem sido muito atingido. A verdade é que a política externa deixou de representar os interesses permanentes do Estado brasileiro para defender o ideário do governo de plantão.

Entre outros alinhamentos, o Brasil deixou em posição secundária a cooperação com os países desenvolvidos para priorizar as relações com nações emergentes e com os vizinhos no continente, em especial os afinados ideologicamente.

Com isso, nossa fatia no comércio internacional vem declinando e nos últimos anos firmamos apenas três acordos comerciais, com países de pouca relevância. Esta política enviesada alija nossas empresas das cadeias globais de produção e, dessa maneira, deixa de gerar aqui empregos de melhor qualidade.

O declínio da credibilidade do Itamaraty é um retrato lamentável de uma gestão submersa em questões ideológicas. E de um governo que se supõe sinônimo de país, incapaz de perceber a diferença entre a conveniência de um e os interesses maiores do outro.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Aécio Neves: “Lamento profundamente a decisão da Câmara”

Brasília - O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), lamentou a não cassação do mandato do deputado federal Natan Donadon (Sem partido-RO).

O deputado, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por desvio de recursos públicos, cumpre pena no presídio da Papuda, em Brasília.

“O voto do eleitor, este sim, deve ser secreto. Para preservar a liberdade do eleitor de fazer opções, sem qualquer tipo de coação. Mas ontem [quarta-feira, 28], vimos a demonstração cabal e definitiva de que o voto para este tipo de decisão tinha de ter sido aberto”, disse o tucano, em entrevista coletiva, nesta quinta-feira (29).

O pedido de cassação de Donadon foi a plenário na noite desta quarta-feira. Não alcançou o mínimo de 257 votos: recebeu aprovação de apenas 233 parlamentares.

Na entrevista, Aécio Neves também abordou outros temas, como a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e orçamento, orçamento impositivo e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Confira os principais pontos da entrevista coletiva do senador Aécio Neves:

Sobre LDO e Orçamento

O orçamento no Brasil tem virado uma peça de ficção. O governo não cumpre o orçamento. Temos dois orçamentos paralelos no Brasil hoje. Um dos restos a pagar, que é, na verdade, um desrespeito do Poder Executivo àquilo que o Congresso determina. 

Na verdade, o Congresso existe, os parlamentos ao redor do mundo existem fundamentalmente para discutir e aprovar o orçamento. 

No Brasil, o poder do governo federal, portanto, da União, vem sendo tão avassalador que há um desrespeito crônico e permanente a tudo que é aprovado aqui, reproduzido nos restos a pagar. Inclusive, com diminuição dos investimentos na saúde, por exemplo.

E existe, tenho alertado para isso, um outro orçamento que é feito através do BNDES, que é uma grande caixa-preta que ninguém sabe exatamente a que serve, feito pelo governo federal às custas de endividamento do Tesouro, que aporta recursos no BNDES, que empresta de forma subsidiada para empresas mais próximas. É preciso que aprofundemos essa discussão aqui no Congresso.

A LDO, as diretrizes do orçamento, e a própria lei orçamentária têm que passar a ser respeitadas pelo Executivo. Mas isso só vai acontecer quando o Congresso Nacional deixar de estar curvado às vontades do Poder Executivo, quando readquirirmos as nossas prerrogativas. Quando defendermos as nossas prerrogativas. 

Digo sempre que defender as prerrogativas não é uma opção nossa, é um dever. Somos eleitos para isso.

Infelizmente, o que vejo no Brasil é um Congresso Nacional, através da maioria governista, cada vez mais curvado às vontades do Poder Executivo. Lamentavelmente, vamos votar agora uma LDO e depois um orçamento que mais uma vez vai ser ignorado pelo poder central.

Seria um orçamento impositivo para tudo, não só para as emendas?

Acho que o orçamento impositivo em relação às emendas, desde que direcionado para determinados setores, para não contrariar muito aquilo que a Lei de Diretrizes Orçamentárias prevê, é um avanço. 

Estamos sendo levados à discussão do orçamento impositivo porque o governo federal não cumpre o orçamento. Tivesse havido ao longo do tempo um respeito maior àquilo que se aprova no Congresso Nacional, sequer essa discussão do orçamento impositivo estaria ocorrendo.

Hoje, o Poder Executivo formula suas políticas, manda uma peça de ficção para o Senado, que produz uma outra peça de ficção, muitas vezes sem compromisso inclusive com receitas que venham a garantir a execução dos programas e o governo se vê no direito de ignorá-las sem qualquer contestação formal da maioria governista. 

A democracia pressupõe o equilíbrio entre os poderes, mas para isso é preciso que os poderes sejam altivos e independentes. Infelizmente, o Parlamento não tem sido nem altivo nem independente.

Sobre a não cassação do deputado Natan Donadon

Absolutamente lamentável a posição da Câmara dos Deputados. O PSDB teve uma posição clara, como partido, a favor não apenas da condenação, porque eu não conheço nem o mérito do processo, mas cabe ao Poder Legislativo cumprir a decisão em última instância do Poder Judiciário. É uma demonstração de que, urgentemente, precisamos ter o voto aberto para cassação de mandatos.

O voto do eleitor, este sim, deve ser secreto. Para preservar a liberdade do eleitor de fazer opções sem qualquer tipo de coação. Mas ontem, vimos a demonstração cabal e definitiva de que o voto para este tipo de decisão tinha de ter sido aberto.

Lamento profundamente a decisão da Câmara porque, a meu ver, e falo isso inclusive como parlamentar de muitos anos, como presidente da Câmara dos Deputados no passado, é um desrespeito à população brasileira. É incompatível você ter alguém exercendo o mandato parlamentar e, ao mesmo tempo, estar condenado sem mais possibilidade de recurso pela Corte Suprema.

Lamentei profundamente e acho que foi um dia triste para o Congresso Nacional. A posição do meu partido, o PSDB, foi pelo respeito à decisão do Supremo Tribunal Federal e continuará ser em todas as outras decisões do gênero.

Choque de Gestão Iniciado por Aécio Gera Economia de R$ 1,1 bi para Minas em 2014

Fonte: R7

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais recebeu na quarta-feira (28) o projeto de reforma administrativa proposto pelo governador Antonio Anastasia (PSDB) que promete economizar R$ 1,1 bilhão em despesas da máquina do Estado em 2014. A medida dá sequência ao choque de gestão iniciado por Aécio Neves (PSDB) em 2003.

Medidas como a redução de 20% dos cargos de confiança, proibição de viagens e restrição de telefones corporativos e veículos valem desde o fim de julho. O corte de 23 para 17 secretarias e a exclusão de 52 cargos de confiança, entretanto, dependem de aprovação dos deputados mineiros para entrar em vigor a partir do dia 1º de janeiro.

A proposta entregue pelo governador altera as Leis Delegadas nº 174 e 175, de 2007, e Leis Delegadas nº 179 e 180, de 2011, com previsão de economia de R$ 365 milhões até dezembro e outros R$ 700 milhões em 2014.

Crise Financeira

Para o deputado Bonifácio Mourão (PSDB), líder do governo na Assembleia, o projeto vai ajudar Minas a superar a crise financeira internacional a partir da racionalidade dos gastos públicos.

— Economizando esta quantia o governo terá mais facilidade para administrar a crise, fazer obras e pagar funcionários públicos e a dívida do Estado em razão da crise internacional. O governo de Minas está dando exemplo para o governo federal com o corte de seis secretarias. Em Brasília são 39 ministérios, que precisariam ser reduzidos para 20.

Segundo o tucano, a medida, que entra em vigor no último ano da administração, amplia o choque de gestão proposto pelo ex-governador e senador Aécio Neves (PSDB).

— Não temos dúvida de que essa gestão para a cidadania coroa o choque de gestão iniciado em 2003. A meta é clara: o corte de secretarias e cargos para racionalizar o dinheiro público.

O Estado enfrenta problemas na execução do orçamento: em 2012, investimentos da administração direta chegaram a R$ 3,1 bi (46% do previsto). No primeiro semestre deste ano, as cifras chegam a R$ 1 bilhão - ou 13% do esperado.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Confiança - Artigo do senador Aécio Neves para a Folha de S.Paulo

O que está acontecendo com o Brasil? Trabalhadores, empresários, donas de casa, muita gente já não esconde a preocupação com os rumos do país e anda fazendo a mesma pergunta. Onde foi parar aquela euforia, inflamada por um discurso que apregoava um patamar de desenvolvimento jamais visto na nossa história?

Já não é possível esconder as fissuras na paisagem econômica. A geração de empregos registrou o pior julho dos últimos dez anos. A renda média do trabalhador vem caindo há cinco meses. O setor de serviços desacelerou, a indústria perdeu competitividade. Com a economia patinando, viramos o "patinho feio" entre as nações emergentes.

O ciclo virtuoso do crescimento chegou ao fim sem as mudanças que o país tanto demanda. Desperdiçamos uma safra recorde de oportunidades durante a última década. E percebemos que agora faltam a aqueles que têm a responsabilidade de governar a energia e a competência necessárias para reagir.

O governo queima credibilidade ao afrontar os fundamentos clássicos da administração e do bom senso. Como entender a manutenção de uma máquina pesada e cara, quando a qualidade da nossa infraestrutura está em 107º lugar no ranking de 144 países do Fórum Econômico Mundial? Qual é nossa prioridade, afinal?

Retrato deste descompasso, o PAC é um inventário de obras inconclusas, com projetos ressuscitados para abastecer palanques políticos. Setores estratégicos da economia pagam o preço de erros sérios de planejamento, como o caso das hidrelétricas do rio Madeira.

Cresce o incômodo com a falta de transparência. O governo injeta bilhões no BNDES e não permite que a sociedade, que paga essa conta, conheça o destino desse dinheiro, alimentando as suspeitas de privilégios que não atendem aos interesses nacionais.

Fica evidente a distância entre discurso e realidade. Os mesmos programas são lançados diversas vezes, como se fossem novas iniciativas. O governo que se recusou assumir a sua parte no compromisso previsto na Emenda 29 e vem diminuindo há dez anos a sua participação nos gastos com saúde é o mesmo que lança projetos improvisados, como o Mais Médicos, que não resolve os problemas, mas alimenta o marketing oficial.

Para voltar a apostar no futuro os brasileiros precisam recuperar a confiança no país. Para tanto é essencial que o governo faça pelo menos o básico: controle a inflação, equilibre as contas públicas, priorize os gastos em educação, saúde e segurança e crie condições institucionais para que os investimentos privados floresçam. Acima de tudo, o momento requer uma gestão de responsabilidade.

Confiança, esta palavra anda fazendo muita falta entre nós.

PROMESSAS RECICLADAS

Fonte: Estadão

O governo petista é bom de promessas. Em 2010, por exemplo, prometeu entregar até julho deste ano uma ferrovia na Bahia, mas ainda não instalou nem um único metro de trilho. Outra especialidade é anunciar como se fosse novo um investimento prometido anos antes. Foi o que a presidente DILMA Rousseff fez ao lançar com fanfarra um programa de 2009, o PAV das Cidades Históricas. Com isso, ela deixou claro que não terá nenhum pudor em usar truques marqueteiros para confundir o eleitor, na sua ânsia de recuperar a popularidade e minar adversários.

Na terça-feira passada, DILMA foi a São João del-Rei para anunciar a liberação de R$ 1,6 bilhão para as ações do PAC com vista à restauração de cidades históricas em 20 Estados, A escolha daquele município mineiro para a montagem do palanque da candidata à reeleição não foi nada sutil: trata-se da cidade natal de Tancredo Neves, avô do tucano Aécio Neves, cotado para disputar a Presidência.

DILMA, que discursou de costas para uma estátua de Tancredo, ressaltou sua mineiridade e, com a profundidade que lhe é característica, disse que escolheu São João del-Rei para o evento porque foi lá que nasceram "grandes brasileiros e brasileiras", Bem ao estilo de Lula, seu criador, DILMA apelou ao "nunca antes", dizendo que o PAC das Cidades Históricas "é o maior e mais abrangente programa de preservação cultural já realizado no Brasil". Segundo ela, é nas cidades históricas que se aprende "o sentido da liberdade, do desenvolvimento, da soberania e da justiça social". Aprende-se também, seria o caso de acrescentar, que é preciso preservar a memória para não se deixar ludibriar por demagogia e falsas promessas.

O PAC das Cidades Históricas é, com o perdão do trocadilho, uma histórica embromação. Quando foi anunciado pela primeira vez, em outubro de 2009, o programa previa benefícios a 173 cidades, com investimentos de R$ 890 milhões até 2012, Na ocasião, ao lado de uma estátua de Tiradentes, o presidente Lula disse que aquela seria "a maior ação conjunta pela revitalização e recuperação das cidades históricas já implantada no nosso país". Como se vê, entre o discurso de Lula e o de DILMA, só a estátua mudou.

Sem que nenhum centavo da verba anunciada por Lula fosse efetivamente liberado, o programa foi sendo vitaminado, nos discursos do governo, à medida que se aproximavam as eleições. Em junho de 2010, a quatro meses do primeiro turno da votação para presidente, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) anunciou, em Minas Gerais, que o PAC das Cidades Históricas havia tido a adesão de mais municípios e que o valor somado dos recursos federais, estaduais e municipais chegaria a R$ 1,129 bilhão.

O programa, no entanto, permanecia apenas no papel quando foi relançado em setembro de 2012, às vésperas das eleições municipais. Na posse da ministra da Cultura, Marta Suplicy, DILMA informou, orgulhosa, que seria investido R$ 1 bilhão nas cidades históricas.


O valor ficou ainda maior em janeiro deste ano, quando DILMA voltou a tocar no assunto em discurso a prefeitos em Brasília. Além do R$ 1 bilhão anunciado anteriormente, seriam liberados mais R$ 300 milhões em financiamentos para a restauração de prédios privados.

No entanto, a reciclagem do PAC das Cidades Históricas reduziu o total de cidades contempladas - das 173 prometidas por Lula, restaram agora apenas 44. Dos 20 municípios mineiros que haviam assinado convênios com o Iphan na esperança de participar do programa, somente 7 permaneceram na lista. O prazo da liberação do dinheiro, no entanto, ficou para 2015.


Seja como for, a julgar pelo histórico, não é o caso de nutrir esperanças de que o governo petista enfim passe da retórica eleitoreira à ação e que esse imenso patrimônio cultural brasileiro venha a ser devidamente preservado. No finai do ano passado, a própria presidente do Iphan, Jurema Machado, admitiu ao jornal Estado de Minas que o PAC das Cidades Históricas era uma miragem: "O Iphan tentou pegar o PAC e executar, mas ele de fato não existiu".

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

PEC de Aécio Neves é Aprovada na CCJ

Aprovada nesta quarta-feira (21/08), na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, a proposta do senador Aécio Neves que põe fim às perdas de estados e municípios causadas pelas desonerações fiscais promovidas pelo governo federal.

A PEC 31 obriga o ressarcimento das perdas financeiras que atingem os fundos de participação de estados (FPE) e municípios (FPM) por incentivos fiscais federais. 

Agora, a PEC segue para votação no plenário do Senado. O líder do governo no Senado, senador José Guimarães (PT), foi o único a votar de forma contrária à proposta. 

Veja o vídeo:

Três Vídeos Comprovam a Tapeação: Dilma Lança de Novo o Plano que Lula Inventou em 2009

Em 21 de outubro de 2009, o palanque ambulante estacionou em Ouro Preto para anunciar mais um assombro concebido pelo pai do Brasil Maravilha: ”O PAC das Cidades Históricas é a maior ação conjunta pela revitalização e recuperação das cidades históricas já implantado em nosso país”, gabou-se Lula ao lado da ministra Dilma Rousseff, mãe do projeto e já em campanha pela sucessão presidencial. Ainda naquele ano seriam liberados R$ 140 milhões, prometeu o padrinho da candidata. E até o fim de 2012 uma chuva de R$ 890 milhões inundaria 173 cidades distribuídas por todos os estados brasileiros.

As promessas nunca saíram do vídeo abaixo. Ninguém viu a cor do dinheiro.

Em janeiro de 2013, o plano natimorto reapareceu em Brasília no colo de Dilma Rousseff, que apresentou ao país uma “seleção de projetos para o PAC das Cidades Históricas”. De saída, o governo contemplaria 44 cidades com verbas que somavam R$ 1 bilhão. Outros R$ 300 milhões já haviam sido reservados para a restauração de edifícios históricos de propriedade privada.

As promessas nunca saíram do vídeo abaixo. Ninguém viu a cor do dinheiro.

Nesta terça-feira, Dilma voltou a Minas Gerais para relançar a fantasia. ”Eu queria dizer que eu estive aqui em São João Del-Rei no primeiro ato da minha campanha presidencial e naquele momento eu prometi que o Brasil teria um PAC das Cidades Históricas”, confessou antes de reprisar a tapeação: “Estou aqui para levar a cabo esse PAC das Cidades Históricas”. Desta vez, a mãe do plano fantasma jurou que, nos próximos três anos, 44 cidades espalhadas por 20 estados serão premiadas com R$ 1,6 bilhão.


A presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Jurema Machado, garantiu que agora vai começar a sair a bolada que Lula liberou em outubro de 2009. Vai nada, avisa. As promessas nunca sairão do vídeo abaixo. Ninguém verá a cor do dinheiro. Os donos do poder acham que brasileiro engole qualquer tapeação.





Campanha de Vacinação vai Imunizar Crianças Menores de Cinco Anos


Fonte: Agência Minas

Pais devem levar os filhos ao posto de saúde mais próximo; imunização, que começa neste sábado (24), já foi iniciada na zona rural, noticia o Hoje Em Dia.

A partir do próximo sábado (24), será realizada a Campanha Nacional de Multivacinação, informa o Hoje Em Dia. Os pais das crianças com mais de seis meses e menores de cinco anos devem levar seus filhos para vacinar, em qualquer posto de saúde de Minas Gerais, até o dia 30 de setembro.

"Muitas vacinas precisam de mais de uma dose para oferecer a proteção adequada, e a campanha é uma oportunidade para os pais verificarem se a vacinação dos filhos está em dia”, afirma à reportagem a coordenadora de Imunização da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Tânia Brant. 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Parecer da Procuradoria Geral da República Desmascara Farsa Montada Contra Aécio Neves

Parecer da Procuradoria Geral da República desmascara farsa montada por adversários de Aécio em Minas Gerais.

O parecer demonstra que as acusações não são acompanhadas de indícios mínimos que apontassem a veracidade das acusações.

Trata-se na verdade de uma tentativa de desgastar a imagem do senador pelas mesmas pessoas que vêm, por repetidas vezes, tentando emplacar acusações falsas contra o senador em diversas instituições.

O jogo deles é muito claro:

Fazem repetidas e falsas denúncias contra o senador em diversas instituições e alardeiam na internet e na imprensa.

Quando as acusações falsas, depois de investigadas, são arquivadas, essas mesmas pessoas tentam desacreditar o trabalho das instituições ou dos responsáveis pelas investigações.

É sempre a mesma coisa:

Quando alguma decisão contraria os interesses, do PT é taxada de ilegítima e os responsáveis por elas são perseguidos e constrangidos.

Quando a decisão de qualquer instituição é favorável aos interesses do PT, ela é saudada como corajosa e independente.

Nesse caso, prevaleceu a verdade e ficou, mais uma vez provada, a má fé de alguns dos adversários do PSDB em Minas Gerais.