quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Marcio Lacerda: “Aécio Neves é o líder maior”



Entre as bandeiras que marcam a trajetória política de Aécio Neves – seja nas eleições ou não –, uma das principais e mais contundentes é a defesa aos municípios brasileiros. Ela está na base da discussão, por exemplo, de um novo pacto federativo, da tão sonhada reforma tributária e mesmo na luta por maior justiça na distribuição dos royalties do minério de ferro. E este reconhecimento foi reafirmado no primeiro dia de 2013 pelo prefeito reeleito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, que tratou Aécio Neves como “o líder maior” da ampla aliança de partidos e lideranças municipais formada em torno de sua campanha.

Mais do que o maior líder das eleições de 2010, Aécio Neves já havia demonstrado seu desprendimento do poder e sua aversão à partidarização das administrações públicas ao comandar, em 2008, uma aliança entre opostos em Belo Horizonte. Pensando fazer de Belo Horizonte um exemplo nacional de união de forças políticas pelo bem dos cidadãos, ele – ao lado do ex-prefeito Fernando Pimentel – uniu PSDB e PT em torno de uma mesma candidatura, que venceu as eleições com Lacerda eleito no segundo turno.




Porém, infelizmente, a partidarização enraizada nas bases do PT falou mais alto. Marcio Lacerda passou quatro anos convivendo com as inúmeras tentativas de sabotagem administrativa vinda de seu vice-prefeito, Roberto Carvalho (PT). Fato que culminou com o rompimento forçado pelos petistas no dia anterior às eleições de 2012.

Marcio Lacerda, mesmo sendo vítima do rompimento, venceu o PT nas eleições, mas tomou posse no primeiro dia 2013 falando em tom conciliador. Mostrou que levará à frente a ideologia defendida por Aécio Neves nas eleições: as diferenças partidárias devem ficar na disputa pelo voto; no momento da administração pública, o interesse primeiro é o bem estar da população.

Lacerda fez isto ao reconhecer o apoio que recebeu do governo federal durante seu primeiro mandato como prefeito, o que não pode dizer o mesmo em relação ao diretório municipal do PT, mesmo tendo de abrigar mais de 600 petistas em cargos de confiança durante sua administração 2009-2012.

E nas suas primeiras palavras como prefeito reeleito e empossado, Marcio Lacerda deu o tom do todo o seu pensamento político: “a atenção a Belo Horizonte transcende a questão partidária”, disse ao lembrar do maior legado deixado pelo líder das eleições, Aécio Neves.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Senador Aécio Questiona “Gestão Eficiente”


Perto do fim do ano, Aécio Neves fez um balanço sobre 2012 e um fato chamou atenção: a tão falada “gestão eficiente” marca cuidadosamente atribuída à presidente Dilma Rousseff pelos marqueteiros de sua campanha à Presidência da República em 2010, nunca ter sido colocada em prática na condução das políticas públicas nacionais.


Em sua análise, Aécio Neves - este sim marcado pela gestão eficiente à frente do Governo do Estado de Minas Gerais por dois mandatos – lamenta o fato da inoperância do governo federal em 2012 ter travado a economia brasileira, impedido que os gargalos da infraestrutura fossem resolvidos e, até mesmo, feito com que os investimentos privados começassem a minguar.

“2012 conseguiu ser pior ainda do que o ano de 2011, que já havia sido um ano muito ruim. Isso acende o sinal de alerta, o sinal amarelo, para o futuro que nos espera. A causa maior disso foi a absoluta ausência do governo de iniciativa em torno das grandes reformas. O governo agiu de forma reativa, apenas buscando diminuir problemas e não tomando a iniciativa de enfrentá-los com reformas estruturais. É o que tenho dito já há algum tempo e repito mais uma vez: cada vez mais fica claro que o PT abdicou de ter um projeto ousado de País para se contentar em ter exclusivamente um projeto de poder”, aponta Aécio Neves em seu balanço.

A falta de uma gestão eficiente também é apontada por Aécio Neves como causa da paralisia das obras do governo federal: “Esse o governo assumiu sob a égide de uma grande articulação do ponto de vista dos resultados, da eficiência na gestão pública. Na verdade, essa foi a marca cantada em verso e prosa durante toda a campanha eleitoral. Teríamos uma grande a fazer o Brasil andar. O Brasil não andou. O Brasil ficou paralisado nestes últimos dois anos, em especial em 2012...a marca da ineficiência e do intervencionismo mostra claramente o que o PT vem fazendo no País ao longo desses últimos dois anos”, destaca Aécio Neves.


domingo, 23 de dezembro de 2012

Incêndio não Causa Danos ao Acervo da Biblioteca Pública



Um incêndio atingiu nesta madrugada (23/12) uma área do 3º andar da Biblioteca Pública Luiz de Bessa, na Praça da Liberdade, onde funciona a parte administrativa da Biblioteca. A área atingida corresponde a menos de 5% do prédio. O fogo foi imediatamente controlado pelo Corpo de Bombeiros e não causou danos nem ao Patrimônio Público nem ao acervo da Biblioteca.  Apenas móveis, material de escritório e alguns computadores foram danificados.

O Corpo de Bombeiros já fez o trabalho de rescaldo e a Polícia Civil está fazendo uma perícia detalhada para determinar a causa do incêndio.

O terceiro andar do prédio está interditado preventivamente mas a Secretaria de Estado de Cultura informa que todos os serviços prestados pela Biblioteca Pública Luiz de Bessa estão mantidos. Na próxima semana, em virtude do feriado de Natal,  o funcionamento da Biblioteca será nos dias 26, 27 e 28/12 das 8 da manhã às 6 da tarde.





segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O Pior Ano do Século



Artigo do senador Aécio Neves

Desde que o século 21 começou, a economia brasileira vive o seu pior ano: dados do PIB apontam, no terceiro trimestre, um crescimento de apenas 0,7% em relação ao anterior e indicam que fecharemos 2012 no patamar de 1%.
A inflação em alta superou o centro da meta e as projeções indicam que tende a crescer ainda mais. Os investimentos continuam em queda livre.
Os dois primeiros anos do atual governo foram períodos perdidos para a economia, para o país e para a sociedade brasileira -os resultados de 2012 conseguem ser ainda piores que os de 2011, quando o PIB registrou medíocre crescimento de 2,7%.
Foi um período de desperdício da capacidade de crescimento do Brasil e de explícita inoperância dos sucessivos "pacotes" anunciados com estardalhaço. Desnuda, ainda, a manipulação das autoridades econômicas de tentar vender à sociedade um ambiente de otimismo, que, agora, se confirma fantasioso. O governo federal começou o ano prometendo crescimento de 4% para o PIB.

O mundo real mostra que o Brasil crescerá bem menos que os emergentes -Rússia (2,9%), China (7,4%) e Índia (5,3%)-, ficando, ainda, abaixo da média da América do Sul (2,7%) e a um terço da média da América Latina e do Caribe (3,1%), só à frente do Paraguai.
O contraditório é que, mesmo assim, a máquina governamental bate novos recordes de arrecadação. Essa exuberância fiscal pouco tem contribuído para reverter a agenda negativa ou mesmo reabilitar os entes federados, à beira da insolvência em face da grave concentração de recursos e de poder em Brasília.
Está claro que não dá mais para responsabilizar as crises externas por tudo o que acontece no país. É uma terceirização que visa absolver os que vêm adotando uma sucessão de medidas equivocadas.
É hora de retomar as reformas iniciadas sob o governo Fernando Henrique Cardoso e paralisadas pelo petismo na última década.
Não se compreende por que o governo não coloca a serviço do país a ampla maioria que possui no Congresso Nacional e os índices de aprovação indicados pelas pesquisas, que poderiam criar as bases políticas necessárias para viabilizar as grandes mudanças que o Brasil precisa.
Já disse antes que popularidade é como colesterol: tem a boa e a ruim. A boa é aquela que é usada como instrumento para a superação de desafios que sufocam o país. A ruim é aquela que inebria, que faz seus detentores, na expectativa de mantê-la indefinidamente, acomodarem-se, evitando qualquer tipo de contencioso, e que acaba custando caro aos brasileiros.
Uma transforma, a outra paralisa. Uma serve à pátria. A outra, ao poder.